Novo Oriente

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Município de Novo Oriente
Igreja Católica no município de Novo Oriente

Igreja Católica no município de Novo Oriente
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 10 de outubro
Fundação 10 de outubro de 1957
Gentílico novorientense
Prefeito(a) Godofredo de Lima Vieira (PSD[1] )
(2013–2016)
Localização
Localização de Novo Oriente
Localização de Novo Oriente no Ceará
Novo Oriente está localizado em: Brasil
Novo Oriente
Localização de Novo Oriente no Brasil
05° 32' 02" S 40° 46' 26" O05° 32' 02" S 40° 46' 26" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Sertões Cearenses IBGE/2008 [2]
Microrregião Sertão de Cratéus IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Norte: Crateús, Leste: Independência, Sul: Quiterianópolis, Oeste: Assunção do Piauí e São Miguel do Tapuio (ambos no estado do Piauí)
Distância até a capital 397 km
Características geográficas
Área 949,206 km² [3]
População 27 461 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 28,93 hab./km²
Altitude 333 m
Clima Tropical quente semi-árido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,602 médio PNUD/2000 [5]
PIB R$ 91 015,699 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 3 195,21 IBGE/2008[6]
Página oficial

Novo Oriente é um município brasileiro do estado do Ceará. Sua população estimada em 2010 era de 27.453 habitantes.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Não se conhece a razão da denominação do topônimo Novo Oriente para esse município. Sua denominação original era Lagoa do Tigre e desde 1902, Novo Oriente[7] .

Formação Administrativa[editar | editar código-fonte]

Em 1957 Novo Oriente, até então distrito independenciano, conseguiu sua emancipação em relação a Independência. A instalação houve no mesmo ano.[8]

Atualmente Novo Oriente só possui um distrito (Essa informação não é oficial):

  1. Novo Oriente (distrito-sede)


História[editar | editar código-fonte]

As terras da dos Cratéus, ao sul da Chapada da Ibiapaba, onde localizam-se os afluentes do rio Poti, eram habitadas pelos índios Karatis,,[9] [10] antes da chegada dos portugueses e a implemantação das sesmarias no século XVII.

Com o sucesso da economia do ciclco da Carne-seca e charque, nas proximeidades da Lagoa do Tigre surgiu em ponto de parada para o gado que era transportado para o Piauí através da vila piauiense de Piranhas. Desse ponto de parada surgiu um povoado.

O povoado as márgens da Lagoa do Tigre chegou a pertencer ao Piauí, e no ano de 1880, este foi anexado ao território do Ceará, como resultado da solução encontrada para o litígio territorial entre estes dois estados. O Ceará reconheceu a jurisdição do Piauí sobre o município de Amarração (Luís Correia) e em troca o Piauí ofereceu dois importantes municípios piauenses: Independência e Príncipe Imperial[11]

Novo Oriente tornou-se distrito de Independencia, mais tarde passando a se emancipar em 1957. O pioneiro do povoamento de Novo Oriente foi o Capitão Rodrigo Alves da Silva, por ter sido o primeiro a construir moradia naquela região nas proximidades da lagoa do Tigre.

Novo Oriente tornou-se distrito do município de Independência por força de Ato datado de 3 de março de 1902. Somente no dia 10 de outubro de 1957, a Lei Nº 3.855 institui o município de Novo Oriente, graças aos esforços de José Claudino Sales e Gonçalo Claudino Sales, que se destacaram na batalha judicial pela sua emancipação política.

A sua instalação, ainda que simbólica, com um subprefeito nomeado pelo prefeito de Independência, ocorreu no dia 15 de dezembro do mesmo ano. O primeiro prefeito oficial do município, José Claudino Sales, tomou posse no dia 25 de março de 1959. A paróquia local, cujo o santo é São Francisco, foi criada em 1954.

O nome Novo Oriente surgiu do primeiro sacerdote da localidade, padre Afonso de Gouveia, vigário de Independência, que veio celebrar a primeira missa. Na ocasião, o mesmo, achando a situação geográfica com muitos montes, lembrou-se do Oriente e teve a ideia de atribuir a esta região, o poético nome de Novo Oriente.


Novo Oriente foi parte do território piauiense, como Crateús e Independência. No século XIX, passou a pertencer ao Ceará, com a troca do Vale do Rio Poty que era Piauí, com o Porto de Amarração, litoral do Ceará, hoje denominado Luis Correia. A lei geral 3.012 de 22 de outubro de 1880 regulamentou a permuta.

No século XVIII quando Príncipe Imperial, hoje Crateús e Pelo Sinal, hoje Independência, eram apenas grandes fazendas de criar gado, os vaqueiros eram poucos e percebiam o desaparecimento de animais no fim do inverno, quando decidiam se aventurar mata adentro, seguindo o curso do rio Poty, em busca do gado que sumia. A observação cuidadosa dos vaqueiros os fez encontrar rastros de gado. Foram rastreando as marcas deixadas pelos animais e abrindo veredas na mata fechada que chegaram a uma bela paisagem, onde havia uma grande lagoa, cercada de mato. Foi desvendado o caminho do veraneio do gado. (Livro - Novo Oriente: Uma Construção Histórica)

Aspectos gerais[editar | editar código-fonte]

Município de Origem: Independência Ano de Criação: 1957 Lei de Criação: 3.855 Gentílico: Novorientense População: 27.118 habitantes (2010/2011)


Posição e extensão[editar | editar código-fonte]

Latitude: 5°32’04” Longitude: 40°46’27” Oeste: Estado do Piauí Norte: Crateús Sul: Estado do Piauí e Quiterianópolis. Leste: Independência e Crateús Extensão: 949,21 Altitude: 333,0 m (Sede)

Características ambientais[editar | editar código-fonte]

Área: 949, 21km² Clima: Tropical Quente semi-árido Pluviosidade: 609,5mm Temperatura Média: 26º a 28° Período Chuvoso: Janeiro a Maio Relevo: Depressões sertanejas, Planalto da Ibiapaba Solos: Areias quartzosas distróficas, latossolo vermelho-amarelo, planossolo solódico, podzólico, vermelho amarelo. Vegetação: caatinga arbustiva aberta, carrasco, floresta caducifólia espinhosa, floresta subcaducifólia tropical pluvial.

Distritos[editar | editar código-fonte]

Palestina, São Raimundo, Três Irmãos, Emaús, Santa Maria.

Regionalização[editar | editar código-fonte]

Região Administrativa: 13 Microrregião de Planejamento: Sertão dos Inhamuns Messorregião: Sertões Cearenses. Microrregião: Sertão de Crateús

Aspectos econômicos[editar | editar código-fonte]

A base econômica do município de Novo Oriente reside no setor primário, ou seja, na agricultura de subsistência, na pecuária e no extrativismo vegetal. A agropecuária gera ocupação de mão-de- obra, em torno de 90%, para a população economicamente ativa.

A exploração agrícola está restrita à agricultura de sequeiro e a de subsistência, praticada nos moldes tradicionais, no cultivo de arroz, milho, feijão fava e algodão. Na pecuária, temos a bovinocultura extensiva de corte, a bovinocultura de leite semi-intensiva e alguns núcleos de desenvolvimento da ovinocaprinocultura a avicultura de corte. Apesar do razoável potencial para irrigação (cerca de 800ha irrigáveis), 5% do número de produtores adotaram essa prática.

A Indústria praticamente inexiste, sendo a maioria dos produtos industrializados de consumo importados dos municípios vizinhos. A argila é que faz ainda ter duas fábricas de cerâmica. Existem também, pequenas movelarias e metalúrgicas.

O comércio predominante no município é varejista e limita-se à comercialização de produtos agrícolas (gêneros alimentícios), artesanato regional e produtos industrializados.

Acessos a partir de Fortaleza[editar | editar código-fonte]

Rodoviário: BR-020, BR-226/187/404 ou BR-222

Distância de Fortaleza: 393 km

Tempo estimado de viagem: 6 horas

Recursos hidricos[editar | editar código-fonte]

Bacia:Rio Parnaíba

Rios: rio do Meio, rio Itaim, e Rio Poty (periódicos)

Riachos: Três Irmãos, Corrente, Serrinha, Gameleira, Seco e Cavaco.

Açudes: 16

Lagoas: 03

Cacimbões: total 100 (profundidade média de 10 m e diâmetro de 3,5). Vazão: 1.000 litros hora.

Poços profundos: 15 – vazão de 5.000 litros/hora.


Referências

  1. Prefeitos eleitos no Ceará. Página visitada em 05/01/2013.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  7. Página do IBGE. Página visitada em 24 de agosto de 2011.
  8. http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=230940&search=ceara%7Cnovo-oriente
  9. Sebok. Lou, Atlases published in the Netherlands in the rare atlas collection. Compiled and edited by Lou Seboek. National Map Collection (Canada), Ottawa. 1974
  10. Aragão, R. B, Índios do Ceará e Topônimios Índigenas, Fortaleza, Barraca do Escritor Cearense. 1994
  11. História de Luís Correia, Piauí. IBGE. Página visitada em 13 de outubro de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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