Novo Oriente
| Município de Novo Oriente | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 10 de outubro de 2011(54 anos) | ||||
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| Fundação | 10 de outubro de 1954 | ||||
| Gentílico | novorientense | ||||
| Lema | O Trabalho Continua | ||||
| Prefeito(a) | Rodrigo Coelho Sampaio (PSDB) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Sertões Cearenses IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Sertão de Cratéus IBGE/2008 [1] | ||||
| Municípios limítrofes | Norte: Crateús, Leste: Independência, Sul: Quiterianópolis, Oeste: Assunção do Piauí e São Miguel do Tapuio (ambos no estado do Piauí) | ||||
| Distância até a capital | 397 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 949,206 km² [2] | ||||
| População | 27 461 hab. IBGE/2010[3] | ||||
| Densidade | 28,93 hab./km² | ||||
| Altitude | 333 m | ||||
| Clima | Tropical quente semi-árido | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,602 médio PNUD/2000 [4] | ||||
| PIB | R$ 91 015,699 mil IBGE/2008[5] | ||||
| PIB per capita | R$ 3 195,21 IBGE/2008[5] | ||||
Novo Oriente é um município brasileiro do estado do Ceará. Sua população estimada em 2004 era de 25.693 habitantes.
Índice |
[editar] Etimologia
Não se conhece a razão da denominação do topônimo Novo Oriente para esse município. Sua denominação original era Lagoa do Tigre e desde 1902, Novo Oriente[6].
[editar] História
As terras da dos Cratéus, ao sul da Chapada da Ibiapaba, onde localizam-se os afluentes do rio Poti, eram habitadas pelos índios Karatis,,[7][8] antes da chegada dos portugueses e a implemantação das sesmarias no século XVII.
Com o sucesso da economia do ciclco da Carne-seca e charque, nas proximeidades da Lagoa do Tigre surgiu em ponto de parada para o gado que era transportado para o Piauí através da vila piauiense de Piranhas. Desse ponto de parada surgiu um povoado.
O povoado as márgens da Lagoa do Tigre chegou a pertencer ao Piauí, e no ano de 1880, este foi anexado ao território do Ceará, como resultado da solução encontrada para o litígio territorial entre estes dois estados. O Ceará reconheceu a jurisdição do Piauí sobre o município de Amarração (Luís Correia) e em troca o Piauí ofereceu dois importantes municípios piauenses: Independência e Príncipe Imperial[9]
O pioneiro do povoamento de Novo Oriente foi o Capitão Rodrigo Alves da Silva, por ter sido o primeiro a construir moradia naquela região nas proximidades da lagoa do Tigre.
Novo Oriente tornou-se distrito do município de Independência por força de Ato datado de 3 de março de 1902. Somente no dia 10 de outubro de 1957, a Lei Nº 3.855 institui o município de Novo Oriente, graças aos esforços de José Claudino Sales e Gonçalo Claudino Sales, que se destacaram na batalha judicial pela sua emancipação política.
A sua instalação, ainda que simbólica, com um subprefeito nomeado pelo prefeito de Independência, ocorreu no dia 15 de dezembro do mesmo ano. O primeiro prefeito oficial do município, José Claudino Sales, tomou posse no dia 25 de março de 1959. A paróquia local, cujo o santo é São Francisco, foi criada em 1954.
O nome Novo Oriente surgiu do primeiro sacerdote da localidade, padre Afonso de Gouveia, vigário de Independência, que veio celebrar a primeira missa. Na ocasião, o mesmo, achando a situação geográfica com muitos montes, lembrou-se do Oriente e teve a ideia de atribuir a esta região, o poético nome de Novo Oriente.
Novo Oriente foi parte do território piauiense, como Crateús e Independência. No século XIX, passou a pertencer ao Ceará, com a troca do Vale do Rio Poty que era Piauí, com o Porto de Amarração, litoral do Ceará, hoje denominado Luis Correia. A lei geral 3.012 de 22 de outubro de 1880 regulamentou a permuta.
No século XVIII quando Príncipe Imperial, hoje Crateús e Pelo Sinal, hoje Independência, eram apenas grandes fazendas de criar gado, os vaqueiros eram poucos e percebiam o desaparecimento de animais no fim do inverno, quando decidiam se aventurar mata adentro, seguindo o curso do rio Poty, em busca do gado que sumia. A observação cuidadosa dos vaqueiros os fez encontrar rastros de gado. Foram rastreando as marcas deixadas pelos animais e abrindo veredas na mata fechada que chegaram a uma bela paisagem, onde havia uma grande lagoa, cercada de mato. Foi desvendado o caminho do veraneio do gado. (Livro - Novo Oriente: Uma Construção Histórica)
[editar] Conheça o município
[[Ficheiro:[[link/http://www.aprece.org.br/site/?prefeitura=127&acao=fotosevideos&subacao=listar&categoria=0#[/link]]]
[editar] Aspectos gerais
Município de Origem: Independência Ano de Criação: 1957 Lei de Criação: 3.855 Gentílico: Novorientense População: 27.118 habitantes (2010/2011)
[editar] Posição e extensão
Latitude: 5°32’04” Longitude: 40°46’27” Oeste: Estado do Piauí Norte: Crateús Sul: Estado do Piauí e Quiterianópolis. Leste: Independência e Crateús Extensão: 949,21 Altitude: 333,0 m (Sede)
[editar] Características ambientais
Área: 949, 21km² Clima: Tropical Quente semi-árido Pluviosidade: 609,5mm Temperatura Média: 26º a 28° Período Chuvoso: Janeiro a Maio Relevo: Depressões sertanejas, Planalto da Ibiapaba Solos: Areias quartzosas distróficas, latossolo vermelho-amarelo, planossolo solódico, podzólico, vermelho amarelo. Vegetação: caatinga arbustiva aberta, carrasco, floresta caducifólia espinhosa, floresta subcaducifólia tropical pluvial.
[editar] Distritos
Palestina, São Raimundo, Três Irmãos, Emaús, Santa Maria.
[editar] Regionalização
Região Administrativa: 13 Microrregião de Planejamento: Sertão dos Inhamuns Messorregião: Sertões Cearenses. Microrregião: Sertão de Crateús
[editar] Aspectos econômicos
A base econômica do município de Novo Oriente reside no setor primário, ou seja, na agricultura de subsistência, na pecuária e no extrativismo vegetal. A agropecuária gera ocupação de mão-de- obra, em torno de 90%, para a população economicamente ativa.
A exploração agrícola está restrita à agricultura de sequeiro e a de subsistência, praticada nos moldes tradicionais, no cultivo de arroz, milho, feijão fava e algodão. Na pecuária, temos a bovinocultura extensiva de corte, a bovinocultura de leite semi-intensiva e alguns núcleos de desenvolvimento da ovinocaprinocultura a avicultura de corte. Apesar do razoável potencial para irrigação (cerca de 800ha irrigáveis), 5% do número de produtores adotaram essa prática.
A Indústria praticamente inexiste, sendo a maioria dos produtos industrializados de consumo importados dos municípios vizinhos. A argila é que faz ainda ter duas fábricas de cerâmica. Existem também, pequenas movelarias e metalúrgicas.
O comércio predominante no município é varejista e limita-se à comercialização de produtos agrícolas (gêneros alimentícios), artesanato regional e produtos industrializados.
[editar] Acessos a partir de Fortaleza
Rodoviário: BR-020, BR-226/187/404 ou BR-222
Distância de Fortaleza: 393 km
Tempo estimado de viagem: 6 horas
[editar] Recursos hidricos
Rios: rio do Meio, rio Itaim, e Rio Poty (periódicos)
Riachos: Três Irmãos, Corrente, Serrinha, Gameleira, Seco e Cavaco.
Açudes: 16
Lagoas: 03
Cacimbões: total 100 (profundidade média de 10 m e diâmetro de 3,5). Vazão: 1.000 litros hora.
Poços profundos: 15 – vazão de 5.000 litros/hora.
Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
- ↑ Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
- ↑ Página do IBGE. Página visitada em 24 de agosto de 2011.
- ↑ Sebok. Lou, Atlases published in the Netherlands in the rare atlas collection. Compiled and edited by Lou Seboek. National Map Collection (Canada), Ottawa. 1974
- ↑ Aragão, R. B, Índios do Ceará e Topônimios Índigenas, Fortaleza, Barraca do Escritor Cearense. 1994
- ↑ História de Luís Correia, Piauí. IBGE. Página visitada em 13 de outubro de 2011.
[editar] Ligações externas
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Exemplo2.jpg
Legenda2