Metrô de Fortaleza

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Metrô de Fortaleza
Logo Metrofor.svg
Informações
Local Fortaleza, Maracanaú, Caucaia, Pacatuba
Tipo de transporte Metroviário
Número de linhas 5
Número de estações 53
Tráfego 485 mil passageiros por dia
Chefe executivo Eduardo Hotz
Website http://www.metrofor.ce.gov.br/
Funcionamento
Início de funcionamento 15 de junho de 2012 (2 anos)
Operadora(s) Metrofor
Número de veículos 22
Headway 3 a 5 minutos
Dados técnicos
Extensão do sistema 68, 7 Km
Bitola 1000 milímetros
Velocidade máxima 80 km/h
Mapa da rede

Fortaleza 2014.svg

Metropolitano de Fortaleza, também conhecido como Metrô de Fortaleza ou Metrofor, é um sistema metropolitano que atua na cidade brasileira de Fortaleza, operado pela empresa de capital social Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos. Fundada em 2 de maio de 1997, a companhia é responsável pela administração, construção e planejamento metroviários em Fortaleza e sua região metropolitana. O sistema é capitaneado pelo Governo do Estado do Ceará e tem como atual presidente Eduardo Hotz.

O Metrô de Fortaleza esta em operação desde 15 de junho de 2012, possuindo uma extensão de 68,7 quilômetros distribuídas em 5 linhas, ligadas por 53 estações. Fazem parte do sistema as linhas Sul (Central-Chico da Silva ↔ Carlitos Benevides), Leste (Central-Chico da Silva ↔ Edson Queiroz), Oeste (Central-Chico da Silva ↔ Caucaia), Mucuripe (Parangaba ↔ Iate) e Maranguape (Jereissate ↔ Maranguape). O sistema foi concebido para integrar-se a dois dos sete terminais rodoviários da cidade, Parangaba e Papicu, e para conectar-se ao terminal de passageiros do Porto do Mucuripe e ao Aeroporto Internacional de Fortaleza. Diariamente, o sistema transporta 485 mil passageiros.

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Em 25 de setembro de 1987, foi iniciada a construção do consórcio do Trem Metropolitano de Fortaleza, por meio de assinatura do Contrato de Constituição do Consórcio entre RFFSA, CBTU e Governo do Estado do Ceará com interveniência da União através do Ministério dos Transportes.[1]

Houve três aditivos de tempo. O primeiro fez o prazo do consórcio ser prorrogado por um ano em 1 de abril de 1993. O segundo, assinado em 29 de março de 1994, também foi prorrogado por mais um ano. Já o terceiro, em 04 de abril de 1995, prorrogou-se por dois anos, com término previsto para 4 de abril de 1997. Em 3 de abril de 1997 foi lavrada a Ata de Encerramento do Consórcio, tendo sido nomeada comissão, com prazo de sessenta dias, para apresentação do relatório de liquidação. O consórcio do Trem Metropolitano de Fortaleza foi extinto em 30 de maio de 1997.[1]

Surgimento[editar | editar código-fonte]

Com a extinção do consórcio, surgiram ideias para concepção de uma companhia de metrôs em Fortaleza. Em 2 de maio de 1997, a companhia, de nome Metrofor, foi criada com o objetivo de assumir e modernizar a operação do transporte dos trens metropolitanos de Fortaleza, até então realizada pela CBTU.[1]

1999-2002[editar | editar código-fonte]

Em 1999, iniciou-se a construção da linha Sul, como primeira fase do projeto das novas linhas de metrô da cidade. Seu primeiro trecho subterrâneo começou a ser construído em agosto do mesmo ano. Em 2000 foi erguida a estação São Benedito, a primeira subterrânea na cidade. Em 1 de julho de 2002, a Metrofor assumiu a operação do trem urbano, antes sob controle da CBTU. Em outubro do mesmo ano, houve paralisação das obras.

2004-Atualmente[editar | editar código-fonte]

Em março de 2004, houve retomada das obras, apos liberação de R$ 10,9 milhões de verbas do governo federal. Em 2005, houve outra redução no ritmo das obras. O governo federal, então, liberou R$ 22 milhões de R$ 61,5 milhões previstos. Já em 2010, todas as frentes de serviço passaram a trabalhar simultaneamente. Em abril, um impasse entre a Prefeitura de Fortaleza e vendedores do "Beco da Poeira", reduto de comércio popular localizado no centro da cidade, foi resolvido e as obras de construção da estação José de Alencar foram iniciadas após a demolição do centro de compras. No inicio de 2011, as primeiras estações foram finalizadas. Com a conclusão da linha, os primeiros testes com Trens Urbanos Elétricos foram iniciados em junho. Em abril de 2012, as obras civis foram concluídas em definitivo.

Em 15 de junho, o sistema foi inaugurado em operação assistida, com o trecho Pacatuba - Parangaba da Linha Sul. No dia 28 de setembro, foi inaugurada a segunda etapa, Parangaba-Benfica, juntamente com a primeira estação subterrânea do sistema. O terceiro trecho da linha Sul, Benfica-São Benedito, foi inaugurado no dia 24 de outubro. No dia 28 de julho de 2013 o quarto e último trecho foi entregue com a estação Central-Chico da Silva. Em 14 de agosto de 2014, foi iniciada a construção da Linha Leste. No dia 1 de outubro de 2014, foi dado o início da operação comercial da Linha Sul.

Linhas[editar | editar código-fonte]

O sistema de metrô de Fortaleza conta com cinco linhas: Sul, Oeste, Leste, Mucuripe e Maranguape; as três últimas, em construção.

Linhas do Metrô de Fortaleza
Linhas Extensão Estações Inauguração
Fortaleza 2014.svg
Linha Sul 24,1 km 20 15 de junho de 2012
Linha Leste 12,4 km 11 Em construção
Linha Oeste 19,5 km 15 Em reformulação
Linha Mucuripe 12,7 km 10 Em Finalização
Linha Maranguape - 2 Em Estudo


 [v  e]  Metrô de Fortaleza
Legenda:
em constr. / em func. 
Linha Sul 
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 BSicon ICTS.svg
Linha Leste 
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 BSicon exICTS.svg
Linha Oeste 
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 BSicon TRAIN3.svgBSicon exICTS.svg
Linha Maranguape 
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 BSicon exICTS.svg
Linha Mucuripe 
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 BSicon exTRAM.svg
Diagrama:  
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Unknown route-map component "d" + Unknown route-map component "flBHF"
Unknown route-map component "fSTRlg" Unknown route-map component "d"
 Parque Albano
São Miguel 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "d"
 Conjunto Ceará
Antônio Bezerra 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "d"
 Jurema
Padre Andrade 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "d"
 Araturi
Floresta 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "feBHF" Unknown route-map component "feBHF" Unknown route-map component "d"
 Nova Metrópole
Álvaro Weyne 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fKBHFxe" Unknown route-map component "feBHF" Unknown route-map component "d"
 Parque Soledade
Francisco Sá 
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 Caucaia
Tirol 
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Unknown route-map component "dKBHF-La_red" Unknown route-map component "fexdKBHF-Me" Unknown route-map component "exdBHF-R_yellow"
 Central - Chico da Silva
José de Alencar 
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 Catedral
São Benedito 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 Colégio Militar
Benfica 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 Luiza Távora
Nunes Valente 
Unknown route-map component "STR_red" Unknown route-map component "exBHF_yellow" Unknown route-map component "uexKBHFa"
 Iate
Leonardo Mota 
Unknown route-map component "STR_red" Unknown route-map component "exBHF_yellow" Unknown route-map component "uexBHF"
 Macuripe
Padre Cícero 
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Unused waterway turning from left + Unknown route-map component "exSTRlf_yellow" + Unknown route-map component "exlINTl"
Unused waterway turning right + Unknown route-map component "exSTRlg_yellow" + Unknown route-map component "exlINTr"
 Papicu
Antônio Sales 
Unknown route-map component "STR_red" Unknown route-map component "uexBHF" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 H.G.F.
Pontes Vieira 
Unknown route-map component "STR_red" Unknown route-map component "uexBHF" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 Cidade 2000
Porangabussu 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "uexBHF" Unknown route-map component "exSTR_yellow"
 São João do Tauape
Couto Fernandes 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "uexBHF" Unknown route-map component "exSTR_yellow"
 Rodoviária
Jusc. Kubitschek 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "uexBHF" Unknown route-map component "exSTR_yellow"
 Vila União
Montese 
Unknown route-map component "STR_red" Unknown route-map component "uexBHF" Unknown route-map component "exSTR_yellow"
 
Parangaba 
Unknown route-map component "BHF-L_red" Unknown route-map component "uexKBHF-Re" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 Bárbara de Alencar
Vila Pery 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 Centro de Eventos
Manoel Sátiro 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "exKBHFe_yellow"
 Edson Queiroz
Mondubim 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "KDSTa_red"
 (centro de manutenção)
Esperança 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "BHF_red"
 Carlitos Benevides
Jereissati 
Unknown route-map component "STR_red"
Unknown route-map component "exCONTgq_sky" + Unknown route-map component "BHF_red"
Unknown route-map component "exKBHFeq_sky"
 Maranguape
Aracapé 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "BHF_red"
 Maracanaú
Alto Alegre 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "BHF_red"
 Virgílio Távora
 
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Unknown route-map component "d" + Unknown route-map component "lBHF_red"
Unknown route-map component "STRrf_red"
 Rachel de Queiroz
Fontes:

Integração de linhas[editar | editar código-fonte]

As estações que fazem integração entre linha são:

  • Central-Chico da Silva faz ligação entre a Linha Leste, Linha Oeste e Linha Sul.
  • Parangaba faz ligação entre Linha Sul e Linha Mucuripe.
  • Papicu faz ligação entre Linha Leste e Linha Mucuripe.
  • Jereissate faz ligação entre Linha Sul e Linha Maranguape.
  • Tirol faz ligação entre Linha Oeste e Linha Leste.

Linhas do sistema[editar | editar código-fonte]

Linha Sul[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 1998, foi assinado o contrato para a concepção do novo sistema de metroviário da Região Metropolitana de Fortaleza, com primeira fase constituída pela construção da Linha Sul. Segundo o então presidente da Metrofor, Rômulo dos Santos Fortes, a obra "iniciou em janeiro de 1999, já com restrição orçamentária".[2] Os estudos que demostraram a viabilidade da implementação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) foram feitos pela empresa espanhola Eptisa.[3] Em 2002, quando cessaram os repasses de recursos federais, a obra praticamente parou. Os recursos repassados não foram significativos, e apenas serviram para manter os canteiros e a segurança.[4]

Consequentemente, a obra foi paralisada, e a situação só veio mudar com a assinatura de um convênio com o Ministério da Fazenda, em setembro de 2005. O presidente da Metrofor relatou que na "época ainda havia dívida com o FMI e foi assinado um convênio que reduzia o escopo, para adaptar a obra aos recursos disponíveis. Cortamos escopo, tiramos a parte subterrânea, e dos dez trens ficaram só quatro, foi um caos. As empresas não aceitaram e a negociação não andou". A obra retornou em 2006.[4] Houve um desagrado da parte do Ministério das Cidades, pois, segundo o presidente, o Ministério da Fazenda tratou o assunto priorizando a questão financeira, sem se preocupar com a infraestrutura urbana e a mobilidade. Em 2007, no início do segundo governo Lula, o então Ministério das Cidades, Márcio Fortes de Almeida, interveio para trazer de volta os escopos originais, tanto em Fortaleza quanto em outras capitais.[4]

Após 13 anos desde o inicio de obras, em 1999, a Linha Sul teve seu primeiro trecho inaugurado, por autoridades locais, em 15 de junho de 2012.[5] [6] Este tramo teve em operação de testes no qual o serviço era totalmente gratuito e com horários limitados.[5] Últimas estações que estavam em obras como a estação Central-Chico da Silva e José de Alencar foram inauguradas em 18 de julho de 2013, com presença da presidente Dilma Rousseff. O sistema permaneceu em fase de testes até o dia 01 de outubro de 2014 quando se iniciou a fase comercial da linha, com cobranças de passagens e horário estendido. Na primeira fase da etapa comercial a Linha Sul vai operar das 6:30 da manha até as 7:00 da noite, com aumento gradativo do horário e diminuição do tempo de espera. Por falta de equipamentos de sinalização e problemas nas licitações, a linha Sul permaneceu dois anos em testes e hoje funciona com restrições operacionais como intervalo alto e baixo número de trens em circulação.[7]

Linha Oeste[editar | editar código-fonte]

A Linha Oeste interliga o Centro de Fortaleza ao bairro central do município de Caucaia. A linha era administrada inteiramente pela CBTU na época em que todo o seu trajeto era feito por trens urbanos. Em 2010, a Metrofor investiu cerca de R$ 125 milhões com as estações e a reforma de treze trens conhecidos como Pidners. Quatro locomotivas foram modernizadas e 31 carros de passageiros receberam nova fuselagem e sistema de climatização.[8]

Além da reforma e aquisição de novos veículos, foram recuperados 17 quilômetros de via permanente e duplicados outros 2,5 quilômetros, reformadas nove estações, e realizado o trabalho de sinalização das passagens de nível. Também foi concluído o viaduto rodoviário Visconde de Cauípe, em Caucaia. Cerca de 13 mil passageiros, que fazem o trajeto Caucaia-Fortaleza diariamente, serão beneficiados a ação.[9]

Com as melhorias, mais passageiros estão utilizando a linha. Em 2011, os trens da linha Oeste transportaram mais de 3,46 milhões de passageiros.[8] Ao todo a Linha Oeste é composta por 46 viagens diárias.[9]

Provavelmente em extensão à Linha Oeste, está em estudo um ramal metroviário até o Terminal Portuário do Pecém, localizado na região metropolitana de Fortaleza.

Linha Mucuripe[editar | editar código-fonte]

VLT pertencente a Linha Mucuripe, parado em frente a estação Borges de Melo.

A linha Mucuripe e uma das linhas do metrô de Fortaleza em formato de VLT. A linha ligara a zona portuária de Fortaleza ao aeroporto e outras importantes áreas da cidade como Parangaba e Papicu. O projeto prevê, dentre outras, a construção de três tipologias de estação, sendo uma elevada (Parangaba), a do Papicu (que fará a integração com a Linha Leste do Metrô e o terminal) e outro tipo de padronização para as outras seis estações: Montese, Aeroporto, Borges de Melo, São João do Tauape, Pontes Vieira, Antônio Sales, Mucuripe e Iate.

Serão construídos, também, dois elevados com vãos de 32,90 metros, uma passagem inferior passando pela avenida Borges de Melo, além de passarelas sobre a avenida Expressa e a Pontes Vieira, como exemplos.

Linha Leste[editar | editar código-fonte]

A Linha Leste está construção ficara pronta 2019 orçado em cerca de R$ 3,5 bilhões. A linha é totalmente subterrânea com traçado de 12,4 quilômetros de extensão. A obra fará a ligação entre o Centro, partindo da estação Chico da Silva, até a estação Edson Queiroz, no bairro Edson Queiroz.[10]

As máquinas que vão construir os túneis são chamados de “shield”, ou tuneladoras, também conhecidas no jargão técnico como “tatuzão”. Para conhecer de perto essa tecnologia, o governador do Estado, Cid Gomes, o secretário de Infraestrutura, Adail Fontenele, e o presidente do Metrofor, Rômulo Fortes, visitaram quatro fabricantes desse tipo de equipamento. Eles foram adquiridas pelo Governo do Estado, através da Seinfra, ao preço de R$ 128,2 milhões. Os equipamentos estão sendo fabricados pela empresa norte-americana The Robbins Company, que venceu uma licitação ocorrida em maio de 2012.[11]

Os dois primeiros equipamentos — de um total de quatro — para a construção da linha já estão prontos com os testes em fábrica realizado entre maio e junho de 2013. Logo depois, os equipamentos serão embarcados para o Brasil devendo chegar ao Porto do Pecém no final de julho de 2013.[11] A distancia entre cada estação será de aproximadamente 900 metros. No total são treze estações que compõe a Linha Leste, essas são Central-Chico da Silva, , Luiza Távora, Colégio Militar, Nunes Valente, Leonardo Mota, Papicu, HGF, Cidade 2000, Bárbara de Alencar, CEC, Edson Queiroz. A obra da linha foi iniciada em 2014.[10]

Linha Maranguape[editar | editar código-fonte]

A linha Maranguape ligará a estação Jereissate ao centro de Maranguape, região metropolitana de Fortaleza. A linha contara inicialmente com apenas duas estações, mais tem previsão de possível alargamento de linha a ponto de atingir outras áreas de Maranguape.

Integrações[editar | editar código-fonte]

A rede do Metrô de Fortaleza esta totalmente integrada a rede de ônibus urbano de Fortaleza é ao sistema de Bicicletas compartilhadas de Fortaleza, através do Bilhete Único. Com a integração e possível utilizar os serviços da ETUFOR e da Metrofor com uma tarifa de apenas R$ 2,40. Os passageiros da região metropolitana tem acesso a rede por meio das Linhas Sul e Oeste que passam respectivamente pelos municípios de Caucaia, Maracanaú e Pacatuba. Além disso e possível utilizar o Bilhete Único intermunicipal que permite que o usuário utilize quantos ônibus, metrô, alternativo e VLT quiser em um período de até três horas. para qualquer município da região metropolitana de Fortaleza. São oferecidas integrações gratuitas nas estações-Terminais Parangaba e Papicu.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Com cinco linhas (sendo duas em construção e uma em projeto), a extensão atual da rede não cobre todas as áreas da cidade, mas é complementada pela rede de ônibus urbano operada pela Empresa de Transporte urbano de Fortaleza (ETUFOR), é pelo sistema de Bicicletas compartilhadas de Fortaleza, que atendem os demais bairros da Capital. O Sistema possui atualmente 68,7 quilômetros de extensão em cinco Linhas com 53 estações sendo o terceiro metrô mais extenso do Brasil, atrás apenas do metrô de São Paulo com 78,4 Km é o metrô de Recife com 73,8 Km.

Cento de Controle Operacional (CCO)[editar | editar código-fonte]

Os sistemas de controle do metrô de Fortaleza, são integrados e automatizados em um centro de controle operacional, conhecido como CCO, tendo como funções essenciais a garantia de fornecimento de energia de tração é a regulação do trefego metroviário, para que sejam compridos os intervalos entre trens é viagens diárias programadas para o comprimento das metas de transporte é atendimento as demandas dos usuários. Os sistemas e equipamentos utilizados são de ultima geração, sendo ressaltados no fornecimento de segurança, confiabilidade, preservação ambiental é preservação de energia. Nas estações existem postos de comando locais, habilitados para assumirem o comando nos casos de interrupção nas linhas de comunicação que interligam o CCO as instalações fixas das linhas.

Estações[editar | editar código-fonte]

Estação José de Alencar pertencente a Linha Sul do metrô de Fortaleza. Essa estação e considerada a mais movimentada do sistema.

Ao todo serão 53 estações distribuídas entres as cinco linhas existentes, todas elas com acessibilidade para pessoas portadoras de deficiência. Cada Linha do sistema terá o seu modelo de estação especifico, dependendo da funcionalidade e localização, podendo ser: elevada, de superfície ou subterrânea. Algumas estações formam grandes terminais de integração intermodal como e o caso das estações Parangaba pertencente as linhas Sul e Mucuripe é Papicu pertencente as linhas Leste e Mucuripe, ambas integrando o metrô, o VLT e os ônibus urbanos. As estações subterrâneas são geralmente de estrutura em concreto aparante, sendo em sua maioria com plataformas centrais, com exceção de algumas estações da Linha Leste, no qual as plataformas são sobrepostas. As estações de superfície tem um sua grande maioria plataforma central (com exceção da estação Couto Fernandes, pertencente a Linha Sul), é acesso que dependendo da linha podem ser: sobre, em baixo ou ao mesmo nível da plataforma de embarque e desembarque. Já as estações elevadas são encontradas apenas nas Linhas: Mucuripe, Sul é Oeste, sendo ao todo 4 (Parangaba, Juscelino Kubitschek, Antônio Bezerra é Alvaro Weyne) sendo todas elas com plataformas laterais. A Estação Central-Chico da Silva é o ponto de integração importante para o sistema, pois permite um fácil deslocamento entre as 3 principais linhas: Sul, Oeste e Leste, criando dessa forma a centralização de todo o metrô.

Dados Operacionais[editar | editar código-fonte]

O Sistema possui atualmente 68,7 quilômetros de extensão em cinco Linhas com 53 estações sendo o terceiro metrô mais extenso do Brasil. O intervalo entre os trens (headway) do metrô é de aproximadamente 2 minutos, mais esse tempo deve se diminuído a medida que melhorias nas linhas atuais forem realizadas.

Sistemas de Alimentação Elétrica[editar | editar código-fonte]

Com o objetivo de garantir redundância nos equipamentos vitais da operação, sua concepção contempla subestações auxiliares, com grupos motor gerador, grupos inversores é bancos de baterias em todas as estações. O Sistema de alimentação elétrica especifica a utilização das linhas elétricas em média tensão para a alimentação de todos os sistemas elétricos: rede área de tração, sinalização, telecomunicações, sistemas auxiliares, pátios de estacionamento, oficinas e centro de comando e controle, independente da rede básica em média tensão da concessionaria de energia elétrica da região. Na configuração projetada para o horizonte de 2050, e considerando os cenários de maior carregamento dos estudos de demanda, o sistema de energia elétrica, conta com a potencia instalada de 25 megawatts para a alimentação de tração é de 12 megawatts para a alimentação das cargas auxiliares, totalizando uma potencia de 36 megawatts para a subestação primaria. A tensão do sistema de alimentação de tração e de 3000 volts, tanto para a Linha Sul como pra a Linha Leste.

TUE Elettrotreno ETR 200 Metrostar, utilizado na Ferrovia Circumvesuviana de Nápoles e semelhante ao TUE que é utilizado na Linha Sul do metrô.

Material Rodante[editar | editar código-fonte]

Para a linha Sul foram adquiridos 20 TUE’s de 3 carros cada Elettrotreno ETR 200 Metrostar, fabricados pela AnsaldoBreda[12] .[13] Os veículos deste sistema possuem uma velocidade comercial de 50 km/h e uma velocidade máxima de 80 km/h. A bitola é de 1000 milímetros e a alimentação dos trens é feita por catenárias utilizando uma tensão de 3000 VCC. As composições começaram a circular em testes em 2010.[14] Sua operação teve inicio em Junho de 2012, jutamente com o inicio das operações da Linha Sul.

Para a Linha Oeste foram adquiridos 6 VLT's diesel de 4 carros da empresa Bom Sinal,sendo o primeiro entregue no início de outubro.[15]

Frota Imagem Linha Ano Fabricante Trens / Carros
ETR 200 - Metrostar Sul 2010 Ansaldo Breda 20/60
VLT Bom Sinal Oeste 2010 Bom Sinal 6/24

Transmissão de Dados é Radiocomunicações[editar | editar código-fonte]

O Sistema de transmissão de dados, assim como os demais sistemas, é de ultima geração e utiliza a tecnologia de 10 Gigabit de Ethernet, com capacidade de roteamento avançada para garantir alta disponibilidade do sistema. O sistema é suportado por dois anéis ópticos redundantes para fins de disponibilidade e confiabilidade. No sistema de transmissão de dados trafegam todas as informações de dados, imagens e voz entre o CCO é as estações. Atendendo ao usuários o sistema auxilia na sonorização de estações, radiocomunicações, circuito fechado de TV, Multimídia, Cronometria, Telefonia, Controle de tráfego centralizado é controle de centralização de energia. O sistema de radiocomunicações é formado por três redes distintas: Operação, manutenção e segurança. Tem como finalidade permiti de forma independente a comunicação em faixas exclusivas entre o controlado de trafego do CCO e os condutores dos trens que estarão trafegando nesse domínio, entre o supervisor de manutenção do CCO e as equipes de manutenção, entre o supervisor de segurança do CCO e as equipes de segurança do sistema e entre as equipes de manutenção e as de segurança.

Referências

  1. a b c Metrô de Fortaleza - Histórico Governo do Ceará. Visitado em 21 de julho de 2013.
  2. Kézya Diniz (27 de fevereiro de 2012). “Metrô de Fortaleza corre o risco de não ser usado”, afirma especialista Política com K. Visitado em 21 de julho de 2013.
  3. Projeto Ramaral - Parangaba/Mucuripe (VLT). Visitado em 21 de julho de 2013.
  4. a b c História do Metrô de Fortaleza Rodovias & Vias. Visitado em 21 de julho de 2013.
  5. a b Inauguração do Metrô de Fortaleza Governo do Estado do Ceará (15 de junho de 2012). Visitado em 21 de julho de 2013.
  6. Daniel Aderaldo (16 de junho de 2012). Após 13 anos de obras, metrô de Fortaleza é inaugurado sem fortalezenses Portal IG. Visitado em 21 de julho de 2013.
  7. Domitila Andrade (28 de agosto de 2014). com previsão de fase comercial em outubro 2014.shtml Fase de testes do Metrô já dura mais de 2 anos sem data para acabar O Povo. Visitado em 11 de setembro de 2014.
  8. a b De Fortaleza a Caucaia de trem. Conheça a linha Oeste Metrofor. Visitado em 21 de julho de 2013.
  9. a b Metrô de Fortaleza: Primeiro VLT da Linha Oeste começa circular Secretaria da Infraestrutura (13 de junho de 2011). Visitado em 21 de julho de 2013.
  10. a b A linha Leste terá doze estações e irá transportar 400 mil pessoas por dia. A expectativa é que a linha retire milhares de carros particulares dos principais corredores de Fortaleza. Metrô de Fortaleza. Visitado em 21 de julho de 2013.
  11. a b Linha Leste: Licitação das obras civis começa nesta terça-feira (21) Governo do Estado do Ceará (20 de maio de 2013). Visitado em 21 de julho de 2013.
  12. Ansaldo Breda. Catálogo do Metrô de Fortaleza. Visitado em 27 de outubro de 2010.
  13. Ansaldo Breda (8 de julho de 2009). AnsaldoBreda sigla un contratto per la Metropolitana di Fortaleza METROFOR (em italiano). Visitado em 27 de outubro de 2010.
  14. 74% das obras civis do Metrô de Fortaleza estão concluídas página visitada em 23 de fevereiro de 2010.
  15. Intelog (4 de outubro de 2010). Primeiro VLT da linha Oeste chega a Fortaleza. Visitado em 27 de outubro de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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