Mangaba

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Como ler uma caixa taxonómicaMangabeira
Mangaba.png

Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Gentianales
Família: Apocynaceae
Género: Hancornia
Espécie: H. speciosa
Nome binomial
Hancornia speciosa
Gomes [1]

Mangaba é o fruto da mangabeira (Hancornia speciosa), também chamada de mangaba-ovo. É comestível e utilizado na fabricação de sucos, sorvetes, doces e bebida vinosa. No nordeste é muito apreciada. Sergipe é o maior produtor brasileiro, vindo quase toda a produção da vegetação nativa, embora as primeiras áreas cultivadas estejam entrando em produção. Neste estado, a mangaba é a fruta mais consumida na forma de sorvete e polpa concentrada. Na farmacológia, tem sido promissor com o isolamento de duas misturas de triterpenos, uma delas composta por α-amirina, β-amirina e lupeol e a outra por seis ésteres 3-β-O-acil lupeol, do látex do seu fruto[2] , triterpenos pentacíclicos, com esqueletos semelhantes a α e β-amirina, em geral, é usado em larga escala de atividades farmacológicas que incluem atividade antioxidante, anti-alérgica, anti-inflamatória, antitumoral, antibacteriana, efeitos gastroprotetivos e hepatoprotetivos.[3]

Uma pequena mangabeira
Frutos de mangaba colhidos

A mangabeira é uma árvore que pode atingir os sete metros de altura, pertencendo à família das apocináceas. Seu látex é usado para fazer uma borracha de cor rosada. Sua madeira é de cor avermelhada, com folhas em formato elíptico e flores grandes. É nativa do Brasil, sendo encontrada também no Paraguai e leste do Peru.

No estado do Ceará, há uma cidade que recebeu o nome dessa árvore, devido à sua ocorrência natural na região, Lavras da Mangabeira, em área de cerrado e ecótonos com a floresta caducifólia espinhosa.


Referências

  1. CONSERVAÇÃO IN VITRO DE MANGABEIRA NATIVA DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE (21-06-2010). Página visitada em 09-07-2014.
  2. L. Nogueira, Paulo Cesar; Moacir dos S. Andrade, Taís S. Sampaio, Adauto S. Ribeiro, Valéria R. S. Moraes, Samísia M. F. Machado, Péricles B. Alves, Glaucius Oliva, Otávio H. Thiemann. Estudo fitoquímico e avaliação farmacológica de plantas da família Apocynaceae e Guttiferae do estado de Sergipe. [S.l.]: FAPITEC/SE, 2004.
  3. Atividade citotóxica de derivados do triterpeno amirina, bioensaio com larvas de Artemia salina. Sociedade Brasileira de Química (SBQ) (09-02-2006). Página visitada em 08-07-2014.


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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