Seleção Neerlandesa de Futebol

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Países Baixos
Apelido Oranje
Laranja Mecânica
Associação Koninklijke Nederlandse
Confederação UEFA (Europa)
Treinador Bert Van Marwijk
Capitão Edwin van der Sar
Mais participações Edwin van der Sar (121)
Artilheiro Patrick Kluivert (40)
Código FIFA NED
Ranking FIFA 5
Melhor colocação FIFA 2 (Novembro de 1993)
Pior colocação FIFA 25 (Maio de 1998)
Ranking Elo 5
Melhor colocação Elo 1 (1911-1912, 1978, 1988-1990,
1992, 2002, 2003, 2005)
Pior colocação Elo 56 (Outubro de 1954)
1ª Partida Internacional
 Bélgica 1 - 4  Países Baixos
Antuérpia, 30 de Abril de 1905
Melhor Resultado
 Países Baixos 9 - 0  Finlândia
Solna, 4 de Julho de 1912
 Países Baixos 9 - 0  Noruega
Rotterdam, 1 de Novembro de 1972
Pior Resultado
Inglaterra Amadora 12 - 2  Países Baixos
Darlington, 21 de Dezembro de 1907
Copa do Mundo
Participações 8 (1ª em 1934)
Melhor Resultado 2º lugar - 1974 e 1978
Eurocopa
Participações 7 (1ª em 1976)
Melhor Resultado Campeões - 1988
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Primário
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Secundário


A Seleção Neerlandesa de Futebol [1] (em neerlandês: Nederlands voetbalelftal), comumente (mas impropriamente) denominada a "Seleção Holandesa de Futebol", representa os Países Baixos nas competições de futebol da FIFA.

Índice

[editar] História

A Seleção Neerlandesa nasceu em 21 de Agosto de 1900, em Amsterdã. Em 1908, se filiou à FIFA.

A Seleção Neerlandesa de Futebol, conhecida por seus torcedores como Oranje, em função de seu uniforme laranja, é uma das melhores seleções européias, tendo conquistado a Eurocopa em 1988 e chegado a duas finais de Copas do Mundo, perdendo ambas (1974 e 1978).

Além disto, foi campeã do torneio de futebol das Olimpíadas de 1968 e 1972.

Os Países Baixos participaram de sua primeira Copa do Mundo em 1934, e depois de retornar em 1938, desapareceu do mundo do futebol. Voltaram nos anos 70 com a invenção do Futebol total. Teve como pioneiro o clube Ajax Amsterdam. Tendo os craques Ruud Krol, Rob Rensenbrink, Johnny Rep, Johan Neeskens e os gêmeos René e Willy van de Kerkhof, liderados pelo gênio criativo de Johan Cruijff, os neerlandeses foram longe, chegando a duas finais de Copa do Mundo na década de 70. O time tornou-se uma potência desde então, ganhando a Eurocopa de 1988, na grande equipe de Ruud Gullit, Marco van Basten e Frank Rijkaard. A grande equipe decepcionaria no retorno às Copas, no mundial de 1990, despedindo-se nas oitavas-de-final e sem ter apresentado futebol empolgante. Uma nova safra faria bonito nos dois mundiais seguintes, com Dennis Bergkamp e outros gêmeos, Frank e Ronald de Boer.

Embora Portugal tivesse recrutado jogadores de suas então colônias africanas já nos anos 60, ainda assim a seleção neerlandesa foi uma das primeiras seleções européias a recrutar negros em sua equipe, que por muito tempo ficou marcada por problemas de racismo. A maioria dos neerlandeses negros nasceu ou tem suas origens no Suriname, a antiga Guiana Neerlandesa, caso dos próprios Gullit e Rijkaard, além de Patrick Kluivert, Michael Reiziger, Winston Bogarde, Ryan Babel e Hedwiges Maduro (nascidos nos Países Baixos); e Aron Winter, Ulrich van Gobbel, Edgar Davids, Clarence Seedorf e Jimmy Floyd Hasselbaink (nascidos no Suriname). Outra ex-colônia que "contribuiu" com a seleção neerlandesa foi a Indonésia, de onde vêm as raízes de Giovanni van Bronckhorst e Denny Landzaat.

Nos Jogos Olímpicos obtiveram três medalhas de bronze em 1908, 1912 e 1920.

[editar] Década de 1930: As primeiras partidas em Copas do Mundo

Nesta década, a seleção dos Países Baixos teve as suas primeiras participações em Copas do Mundo - 1934 e 1938, sendo desclassificada na primeira fase (que era disputada em jogo único de eliminatória simples) em ambas.

Em sua primeira participação, na Copa do Mundo de 1934, realizada na Itália, o time foi eliminado pela Suíça, na derrota por 3x2, no dia 27 de maio. Sua classificação final foi o nono lugar.

Na Copa do Mundo de 1938, repetiu o mau desempenho da anterior. Desta vez, fora eliminada pela Checoslováquia, ao perder por 3x0. Sua classificação, desta vez, foi o 15º lugar (a frente apenas da Indonésia, sua antiga colônia, que levou 6x0 da Hungria).

[editar] Décadas de 1950 e 1960: Anos Difíceis

Os Países Baixos, após suas primeiras participações em Copas do Mundo, ficaram fora de cinco Copas do Mundo (de 1950 à 1966). Nas Eurocopas de 1960 e 1964, não participou devido a problemas com seus jogadores.

Por outro lado, em 1968, conquistaria a medalha de ouro nas Olímpiadas vencendo a Argentina por 3x1, inaugurando uma nova fase para o futebol holandês no cenário europeu e, posteriomente, mundial.

[editar] Década de 1970: O Carrossel Holandês

Após a Copa do Mundo de 1970, o técnico Rinus Michels dirigiu os Países Baixos e, na Eurocopa de 1972, a seleção neerlandesa só perdeu para a Alemanha Ocidental, na Espanha, por 2x1.

Nas Olimpíadas de Munique, levou a medalha de ouro sobre a Itália por 4x2. Também revelaria ao futebol mundial o habilidoso meio-campista Johann Cruyff, que seria o maior astro da história do futebol neerlandês.

A campanha na Copa do Mundo de 1974 foi histórica: em sete jogos, cinco vitórias, um empate e uma derrota. A derrota, inclusive, tirou o título das mãos dos Países Baixos, pois foi na final contra os alemães ocidentais (2x1, de virada, para os donos da casa). Apesar de não ter sido a grande campeã, encantou o mundo com umaa maneira dinâmica de jogar futebol, onde os jogadores não guardavam posições e faziam a bola passar de pé em pé até chegar ao gol adversário. Esta tática, considerada revolucionária, foi denominada de "carrossel" e acabou apelidando carinhosamente aquela seleção de Laranja Mecânica, em homenagem ao clássico filme de Stanley Kubrick e sucesso cinematográfico da época.

Em 1978, sem Cruyff, com problemas com a sua seleção, os Países Baixos apostaram em Rensenbrink para o título. Apesar do começo claudicante, classificou-se em 2º lugar no grupo (no desempate em número de gols sofridos contra a Escócia e passou à fase seguinte da competição.

A virada seria na segunda fase. Com duas vitórias e um empate, os Países Baixos classificariam para a final. Diante dos donos da casa, os Países Baixos perderiam o título para a Argentina, na prorrogação, por 3x1. Nessa fase, os Países Baixos revelariam muitos craques: Cruyff, Krol, Neeskens e Rensenbrink.

[editar] Década de 1980: A melhor seleção da Europa

Os Países Baixos ficaram de fora das copas de 1982 e 1986 e caíriam na 1ª fase da Eurocopa da Itália em 1980. Mas, no final da decáda de 1980, com uma nova seleção e a volta do técnico Rinus Michel, os Países Baixos fariam uma excelente campanha. Contando com jogadores como Rijkaard, Koeman, Van Basten e o incrível Gullit, conquistaria a Eurocopa de 1988.

[editar] Campanha na Euro 1988

A finalíssima foi contra a União Soviética. Além da vitória por 2x0, ficou marcado também o gol de rara beleza, marcado por Marco Van Basten.

[editar] 1990-1994: A Nova Seleção

Os Países Baixos, então campeã da Eurocopa era favorita ao título mas, o time não se inspirou muito e acabou caindo nas Oitavas de Final, diante da Alemanha Ocidental e ganhou sua pior colocação na história do mundial: 16ºlugar.

Em 1994, a nova seleção neerlandesa partia como favorita ao título aos Estados Unidos, disputou o Grupo F, iria classificar para as Oitavas de Final eliminamdo a Irlanda mas, caíria diante do Brasil na fase seguinte, em uma partida disputadíssima onde fora prejudicada pela arbitragem no terceiro gol brasileiro.

[editar] 1995-2000: A Nova Laranja Mecânica

Após o Mundial de 1994, uma nova geração passa a defender as cores dos Países Baixos. Além de Van der Sar, que fora reserva naquela Copa, novos valores surgiram com grande destaque. Muitos deles compunham o time vencedor do Ajax de 1995, campeão europeu e mundial.

Para a Euro 1996, uma seleção jovem prometia novamente bons momentos para a apaixonada torcida laranja. Líder de seu grupo, despontava como uma das possíveis candidatas ao título. Seu adversário era a França, que também passava por um processo de renovação. Empate no tempo normal e vitória francesa nos pênaltis. A promessa ficava para o Mundial de 1998.

Então, chegava a hora daqueles garotos enfrentarem a Copa do Mundo. Em um grupo disputado, empatou com a Bélgica (0x0) e o México (1x1), e goleou a Coréia do Sul (5x0). Classificou-se em segundo e enfrentou a forte equipe da Iugoslávia em um jogo emocionante, com vitória laranja por 2x1.

Nas quartas, um jogo histórico contra a Argentina. Nervosismo, jogo difícil e um resultado conquistado nos últimos minutos, em um gol de Bergkamp após um lançamento longo do zagueiro Frank de Boer, selando o 2x1 e, além do mais, o cartão vermelho dado ao Ariel Ortega por ter dado uma violenta cabeçada no queixo do goleiro Van der Sar. O próximo adversário seria o Brasil, campeão de 1994. Mais um jogo emocionante e cheio de alternativas, que acabou indo para os pênaltis - após o 1x1 do tempo normal - . Para a infelicidade holandesa, mais uma derrota no meio do caminho.

Só restava a disputa do terceiro lugar. Mas, novamente aconteceu uma derrota, desta vez para a Croácia, por 2 a 1 e o conseqüente quarto lugar.

A última grande chance para arrebentar era a Euro 2000, sediada em conjunto com a vizinha Bélgica. O time parceia bastante mais experiente e pronto para festejar com a sua fanática torcida. O início foi promissor, com três vitórias na fase inicial e uma goleada contra a Iugoslávia nas quartas de final. Mas, veio a semifinal contra a Itália, famosa pelo futebol excessivamente defensivo. Um verdadeiro jogo emocionante, com direito a um pênalti errado por Frank de Boer e um incômodo 0x0 no tempo normal.

Infelizmente, a sina da decisão nos pênaltis continuou a perseguir os neerlandeses. Nova derrota nos penais e um "trauma" se produziu no futebol neerlandês a partir daquele dolorido terceiro lugar em casa.

[editar] 2001-2004 E o trauma continua...

Após a eliminação na Euro 2000, os Países Baixos contratam o treinador Louis Van Gaal, multicampeão no Ajax e no FC Barcelona. De temperamento forte e conduta duvidosa, não consegue extrair o máximo de seus jogadores e, por dois pontos, perde a chance de ir à Copa do Mundo de 2002, estigmatizando uma preciosa geração de jogadores selecionáveis neerlandeses.

Desacreditada, disputa a Euro 2004. A marca daquele time foi a superação após a má estréia contra os alemães. Classifica-se com certa dificuldade e obtem sucesso, nos pênaltis, contra a Suécia nas oitavas. O novo desafio era a seleção da casa, Portugal. Mas, desta vez, faltou futebol competitivo e a derrota por 2x1 foi merecida e um sinal de alerta para uma renovação no grupo de jogadores.

[editar] 2005-2006: É tempo de renovação

Após a derrota em mais uma competição em que teria reais chances de vencer, o futebol neerlandês sentiu a necessidade de promover uma renovação nos quadros relacionados à seleção laranja. Para tal, a federação holandesa contratou um jovem treinador, mas velho conhecido da torcida: Marco Van Basten.

Van Basten, jovem treinador, promoveu a entrada de novos valores nas convocações para as eliminatórias da Copa do Mundo de 2006. Saíram algumas figuras da "geração de 1995", como Kluivert, Davids e Reiziger, e firmaram-se jogadores que destacavam-se pelo talento e juventude, como Rafael Van der Vaart, John Heitinga e outros, que foram reservas na Euro 2004.

Sem grandes medalhões, os Países Baixos surpreendem e fazem uma campanha invicta nas Eliminatórias européias, acabando em primeiro lugar e classifcando-se de maneira direta para a Copa do Mundo de 2006.

No Mundial, sediado na Alemanha, participa de um grupo difícil, composto por Argentina, Sérvia e Montenegro e Costa do Marfim. Com duas vitórias e um empate, classifica-se em segundo lugar (empatado em número de pontos com os argentinos, perdeu no saldo de gols), para enfrentar Portugal, considerada favorita ao título em 2006, nas oitavas de final.Nesta partida ficou clara a falta de jogadores como Seedorf e Jap Stam, pois a equipe contou com um jogador a mais em boa parte do jogo e por falta de experiência, em virtude de ser uma jovem equipe, não soube tirar proveito da vantagem numérica.

Na partida decisiva contra os portugueses, apresenta um futebol burocrático, da mesma forma que nos três jogos anteriores, sem garra e demonstrando inexperiência dos jogadores mais jovens. O resultado foi a derrota por 1 a 0 para os portugueses. Mas, a maior marca foi a violência e o antijogo de ambas as equipes.

[editar] Títulos

[editar] Campanhas destacadas

[editar] Curiosidades

[editar] Desempenho em Copas do Mundo

Seleção em treino durante a Copa de 2006
Seleção em treino durante a Copa de 2006
  • 1930 - não disputou
  • 1934 - primeira fase (11º lugar)
  • 1938 - primeira fase (14º lugar)
  • 1950 - não disputou
  • 1954 - não disputou
  • 1958 a 1970 - não se classificou
  • 1974 - vice-campeões
  • 1978 - vice-campeões
  • 1982 - não se classificou
  • 1986 - não se classificou
  • 1990 - segunda Fase (14º lugar)
  • 1994 - quartas-de-final (7º lugar)
  • 1998 - quarto lugar (4º lugar)
  • 2002 - não se classificou
  • 2006 - oitavas-de-final (11º lugar)

[editar] Desempenho em Eurocopas

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Logo da Seleção

[editar] Treinadores do passado

Torcedores na Copa de 2006
Torcedores na Copa de 2006

[editar] Jogadores famosos

       

[editar] Time atual

Escalação do time para a Copa do Mundo de 2006:

# Nome Posição Idade J Sel Clube
1 Edwin van der Sar Goleiro 35 107 Inglaterra Manchester United
2 Kew Jaliens Defesa 27 1 Países Baixos AZ Alkmaar
3 Khalid Boulahrouz Defesa 24 10 Espanha Sevilla
4 Joris Mathijsen Defesa 26 6 Países Baixos AZ Alkmaar
5 Giovanni van Bronckhorst Defesa 31 55 Países Baixos Feyenoord
6 Denny Landzaat Meiocampista 30 20 Inglaterra Wigan Athletic FC
7 Dirk Kuyt Atacante 25 16 Inglaterra Liverpool FC
8 Philip Cocu Meiocampista 35 95 Países Baixos PSV Eindhoven
9 Ruud van Nistelrooy Atacante 29 49 Espanha Real Madrid
10 Rafael van der Vaart Meiocampista 23 35 Alemanha Hamburger SV
11 Arjen Robben Atacante 22 18 Espanha Real Madrid
12 Jan Kromkamp Defesa 25 8 Países Baixos PSV Eindhoven
13 André Ooijer Defesa 31 17 Inglaterra Blackburn Rovers
14 John Heitinga Defesa 22 16 Países Baixos Ajax Amsterdam
15 Edgar Davids Defesa 33 2 Países Baixos AZ Alkmaar
16 Hedwiges Maduro Meiocampista 21 9 Países Baixos Ajax Amsterdam
17 Robin van Persie Atacante 22 7 Inglaterra Arsenal FC
18 Mark van Bommel Meiocampista 29 35 Alemanha Bayern Munich
19 Jan Vennegoor of Hesselink Atacante 27 6 Países Baixos PSV Eindhoven
20 Wesley Sneijder Meiocampista 22 20 Espanha Real Madrid
21 Ryan Babel Atacante 19 4 Inglaterra Liverpool FC
22 Henk Timmer Goleiro 34 1 Países Baixos AZ Alkmaar
23 Maarten Stekelenburg Goleiro 23 1 Países Baixos Ajax Amsterdam
T Marco van Basten

Referências

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas


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Copa do Mundo de 2006 | Alemanha

Grupo A
 Alemanha
 Costa Rica
 Polónia
 Equador
Grupo B
 Inglaterra
 Trinidad e Tobago
 Paraguai
 Suécia
Grupo C
 Argentina
 Costa do Marfim
 Sérvia e Montenegro
 Países Baixos
Grupo D
 México
 Irã
 Angola
 Portugal
Grupo E
 Itália
 Gana
 Estados Unidos
 República Checa
Grupo F
 Brasil
 Croácia
 Austrália
 Japão
Grupo G
 França
Suíça
 Coréia do Sul
 Togo
Grupo H
 Espanha
 Tunísia
 Arábia Saudita
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