Itaperuna Esporte Clube

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Itaperuna
Escudo do Itaperuna EC.JPG
Nome Itaperuna Esporte Clube
Alcunhas Águia do Noroeste
Mascote Águia
Fundação 21 de julho de 1989 (24 anos)
Estádio Jair de Siqueira Bittencourt
Capacidade 10.000 Pessoas
Presidente Brasil Fausto da Silva Costa
Competição Licenciado
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Uniforme
titular
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Uniforme
alternativo
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Itaperuna Esporte Clube é uma agremiação esportiva da cidade de Itaperuna, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil, fundada a 21 de julho de 1989.

Em 2011, disputou a Segunda Divisão do Campeonato Fluminense, mas foi rebaixado para a Terceira Divisão em 2012 por abandonar injustificadamente a competição em 2011. Desde então suas atividades esportivas estão paralisadas.

Seu estádio, o Jair de Siqueira Bittencourt, tem capacidade para 10.000 pessoas. Suas cores oficiais são preto, vermelho e branco.

A equipe também é conhecida como Águia do Noroeste ou Terror do Interior.

História[editar | editar código-fonte]

Origem[editar | editar código-fonte]

O atual Itaperuna Esporte Clube é produto da fusão de três clubes locais. Um profissional, o Porto Alegre Futebol Clube, e dois amadores.

Equipe profissional do Itaperuna em 2010. Foto de Paulo Roberto Rodrigues

A primeira bola de futebol chegou em Itaperuna em 1911 e as primeiras partidas do esporte foram disputadas na Fazenda Porto Alegre, na Av. Zulamith Bittencourt. O primeiro time foi fundado a 15 de agosto de 1915, com o nome de Porto Alegre Futebol Clube, tendo como primeiro presidente Augusto Otaviano da Silva. O terreno para a sede foi comprado do Coronel Romualdo Monteiro de Barros, na Rua Sátiro Garibaldi, e foi iniciada a construção do estádio Jair Siqueira Bittencourt em 1963[1] .

A 23 de novembro de 1943, surgiu o Comércio e Indústria Atlético Clube e, a 8 de julho de 1948, o Unidos Atlético Clube.

A fundação do Unidos se deu na residência de Rodolfo Novaes. O primeiro mandatário foi Júlio Malta. O antigo estádio tinha o nome Monte Líbano, em homenagem à colônia libanesa no Brasil. Ficava na Rua Cel. Luiz Ferraz, s/n.º. Porém, foi demolido e o terreno loteado para a construção de residências. José Câncio Barbosa Soares, quando presidente, comprou o novo terreno e, em 1983, foi iniciada a construção do estádio Álvaro Catanheda, na Estrada Mourão Filho, então sítio pertencente a João França[2] .

A construção do estádio Jurandir Nunes, do Comércio e Indústria, foi iniciada em 1947, quando adquirido o terreno. Sempre passou por reformas complementares com obras para a construção de quinze lojas e dezesseis salas para aluguel. Possuía uma arquibancada coberta e outra sem cobertura. Localizava-se na Rua José Egídio Tinoco, Cidade Nova. Sua primeira diretoria teve como presidente Ary Vilela Marins. O patrono era Jurandir Nunes e o presidente de honra era Moacyr de Paula[3] .

Porto Alegre[editar | editar código-fonte]

Porto Alegre

Em 1985, o rubro-negro Porto Alegre fez a sua estreia no futebol profissional ao participar do Campeonato Estadual da Terceira Divisão. Na época o time era apoiado pelos dois maiores bicheiros e empresários da cidade, Norton Nassif e Roberto Sued que não hesitavam em injetar recursos e ajudar a equipe a galgar os degraus para chegar à Primeira Divisão, fato que se consolidaria em tempo recorde. Na primeira fase, disputada em seu grupo, o Norte/Centro/Vale, a equipe ficou em primeiro lugar, superando os classificados Tamoyo Esporte Clube e Flamengo de Volta Redonda, além dos eliminados Associação Atlética XV de Novembro de Araruama, Cruzeiro Futebol Clube, Canto do Rio Foot-Ball Club e Olympico Futebol Clube. Na fase final, foi novamente líder ao superar Central Sport Club, Tomazinho Futebol Clube, Tamoyo Esporte Clube, Flamengo de Volta Redonda e Heliópolis Atlético Clube. Na finalíssima derrotou o Central por 1 a 0 e se sagrou campeão justamente na sua estreia em nível profissional.

Equipe juvenil do Itaperuna, em 2007. Foto de Paulo Roberto Rodrigues

Em 1986, disputou pela primeira vez o Campeonato Estadual da Segunda Divisão do Rio de Janeiro, na ocasião disputado sob pontos corridos. Após dois turnos, o time se sagrou campeão, deixando a Associação Atlética Cabofriense com o vice-campeonato. O Volta Redonda Futebol Clube foi o terceiro. A seguir vieram São Cristóvão de Futebol e Regatas, Serrano Foot Ball Club, Friburguense Atlético Clube, Central Sport Club, Clube Esportivo Rio Branco, Bonsucesso Futebol Clube, Madureira Esporte Clube, Rubro Atlético Clube e Esporte Clube Siderantim.

Em 1987, o time chegava de forma inédita à elite do futebol fluminense e conseguiu se manter no mesmo módulo. Ao final da Taça Guanabara, o primeiro turno, o Porto Alegre ficou na décima colocação, à frente de Olaria Atlético Clube, Associação Atlética Cabofriense, Mesquita Futebol Clube e Associação Atlética Portuguesa. Já ao final da Taça Rio, o segundo turno, o time conseguiu a nona posição ao superar Botafogo de Futebol e Regatas, Olaria Atlético Clube, Mesquita Futebol Clube, Campo Grande Atlético Clube e Associação Atlética Portuguesa. O campeão foi o Club de Regatas Vasco da Gama[4] .

Em 1988, o Porto Alegre ficou em nono lugar ao final da Taça Guanabara. À frente de Associação Atlética Cabofriense, Friburguense Atlético Clube e Volta Redonda Futebol Clube. Ao final do segundo turno, a Taça Rio, o time ficou em oitavo, à frente de Bangu Atlético Clube, America Football Club, Goytacaz Futebol Clube e Friburguense Atlético Clube. O bicampeão foi o Vasco. Vale ressaltar a vitória por 2 a 0, conquistada sobre o Club de Regatas do Flamengo, a 11 de março daquele ano[5] .

Em 1989, a campanha foi ainda melhor. Conquistou o quinto lugar na Taça Guanabara, à frente de Americano Futebol Clube, Volta Redonda Futebol Clube, Bangu Atlético Clube, America Football Club, Associação Atlética Cabofriense, Esporte Clube Nova Cidade e Olaria Atlético Clube. Ao fim da Taça Rio conquistou a sexta colocação, à frente de Bangu Atlético Clube, Esporte Clube Nova Cidade, America Football Club, Associação Atlética Cabofriense, Volta Redonda Futebol Clube e Olaria Atlético Clube. O campeão foi o Botafogo de Futebol e Regatas[6] .

Itaperuna Esporte Clube[editar | editar código-fonte]

O Itaperuna estreou no Campeonato Brasileiro da Série B no segundo semestre de 1989 e fez a melhor campanha sua história. Na primeira fase, no Grupo "H", se classificou em primeiro lugar, ficando o Americano Futebol Clube em segundo. Os dois primeiros se habilitaram às oitavas de final. Foram eliminados Associação Atlética Cabofriense, Rio Branco Futebol Clube (ES), Associação Desportiva Ferroviária Vale do Rio Doce e Colatina Sociedade Esportiva. O Itaperuna veio a eliminar o Treze Futebol Clube nas oitavas. Porém, nas quartas de final, pereceu diante do Clube do Remo, ficando na sétima colocação geral, a melhor de um clube fluminense naquele ano. Subiram Clube Atlético Bragantino e São José Esporte Clube[7] .

Em 1990, ao final da disputa da Taça Guanabara, o Itaperuna conseguiu repetir a boa campanha do ano anterior e ficou em quinto lugar, à frente de America Football Club, Americano Futebol Clube, Bangu Atlético Clube, Campo Grande Atlético Clube, Associação Atlética Cabofriense, América Futebol Clube-TR e Esporte Clube Nova Cidade. Ao término no segundo turno, a Taça Rio, o time ficou na lanterna. No cômputo total ficou em nono lugar, à frente de Campo Grande Atlético Clube, Associação Atlética Cabofriense e Esporte Clube Nova Cidade[8] .

Em 1990, no Campeonato Brasileiro da Série B, passou novamente da primeira fase, mas ficou em terceiro na sua chave na segunda fase. Operário Ferroviário Esporte Clube e Sport Club do Recife se classificaram. O Clube do Remo foi o lanterna. Subiram Sport e Clube Atlético Paranaense.

Em 1991, ficou na nona posição ao término da Taça Guanabara, à frente de América Futebol Clube-TR, Associação Atlética Portuguesa e Volta Redonda Futebol Clube. Ao término da Taça Rio, o time repetiu a nona posição à frente de Bangu Atlético Clube e os rebaixados São Cristóvão de Futebol e Regatas e Goytacaz Futebol Clube[9] . No Campeonato Brasileiro da Série B, ficou apenas na vigésima-sétima colocação.

Em 1992, ficou em último lugar na Taça Guanabara e ainda perdeu 5 pontos por ter utilizado de forma irregular o lateral Júnior na derrota de 3 a 0 para o Vasco. Na Taça Rio ficou na décima-segunda posição, à frente apenas de Goytacaz Futebol Clube e Madureira Esporte Clube e atrás do Campo Grande Atlético Clube. Todos sofreram o descenso[10] . Disputou seu último ano na Série B do Campeonato Brasileiro ao ficar na vigésima-quinta posição.

Itaperuna

Em 1993, conseguiu o acesso do Grupo "B" da Primeira Divisão à elite do futebol fluminense na Taça Guanabara e subiu juntamente com o Bonsucesso Futebol Clube. Durante a disputa da Taça Rio, conseguiu sua permanência ao ficar na décima posição, à frente dos rebaixados São Cristóvão de Futebol e Regatas e Bonsucesso Futebol Clube[11] .

Em 1994, terminou em sexto lugar, último de sua chave[12] .

Em 1995, terminou o primeiro turno na quinta colocação. No segundo turno, foi o sexto e conseguiu se manter na elite do futebol fluminense[13] . Disputou o Campeonato Brasileiro da Série C e ficou na setuagésima-oitava posição entre 107 times. Subiram Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba e Volta Redonda Futebol Clube.

Em 1996, terminou o primeiro turno, a Taça Guanabara, em quinto lugar. No segundo turno, a Taça Rio, ficou na décima posição[14] .

Em 1997, ao fim da Taça Guanabara ficou na décima posição. Somente os oito primeiros disputaram a Taça Rio[15] .

Em 1998, na primeira fase do certame, disputada apenas por times pequenos, ficou na sexta e última posição. O líder foi o Friburguense Atlético Clube, seguido de Madureira Esporte Clube, Olaria Atlético Clube, Volta Redonda Futebol Clube e America Football Club[16] .

Em 1999, participou do Torneio Seletivo, grupo do interior, na primeira fase e ficou na liderança, se classificando a outra fase. Volta Redonda Futebol Clube e Associação Desportiva Cabofriense completaram a lista. Ao fim da Taça Guanabara, ficou na décima posição, última da tábua de classificação. Ao final da Taça Rio, o segundo turno, repetiu a mesma colocação[17] .

Em 2000, na fase preliminar do Campeonato Estadual, ficou em último em seu grupo. O Madureira Esporte Clube liderou a chave, seguido de America Football Club, Olaria Atlético Clube e Bangu Atlético Clube[18] .

Em 2001, disputa novamente uma fase preliminar e fica na quarta posição entre seis participantes. A Associação Desportiva Cabofriense se classifica. Em seguida aparecem Volta Redonda Futebol Clube, Serrano Foot Ball Club, Associação Atlética Portuguesa e São Cristóvão de Futebol e Regatas[19] .

Em 2002, o Itaperuna, Nova Iguaçu Futebol Clube, Serrano Foot Ball Club e Esporte Clube Barreira, que enviaram representantes ao conselho arbitral da categoria, resolveram ficar de fora de competições oficiais por dois anos. Portanto, se ausentaram do Campeonato Estadual da Segunda Divisão[20] . Em 2003, o Itaperuna fica afastado das competições oficiais.

Em 2004, volta a disputar a Segunda Divisão. Ao término da primeira fase, no Grupo "A", fica na quinta posição, atrás dos classificados Volta Redonda Futebol Clube e Boavista Sport Club, além dos eliminados Clube Esportivo Rio Branco, Entrerriense Futebol Clube, São Cristóvão de Futebol e Regatas, Mesquita Futebol Clube e Casimiro de Abreu Esporte Clube[21] .

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como Porto Alegre:

Como Itaperuna:

Ranking da CBF[editar | editar código-fonte]

  • Posição: 109º
  • Pontuação: 75 pontos

Ranking criado pela Confederação Brasileira de Futebol que pontua todos os times do Brasil.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • VIANA, Eduardo. Implantação do futebol Profissional no Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Editora Cátedra, s/d.