Calecute

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Calecute/Kozhikode
—  Cidade  —
Estação de ônibus
Estação de ônibus
apelido/alcunha(s) Cidade das Especiarias
Localização de Calecute em Kerala e na Índia
Localização de Calecute em Kerala e na Índia
Calecute/Kozhikode está localizado em: Índia
Calecute/Kozhikode
Localização de Calecute em Kerala e na Índia
11° 15' N 75° 46' 12" E
País  Índia
Estado Kerala
Distrito Calecute
Administração
 - Prefeito A. K. Premajam
Área
 - Total 128 km²
Altitude 1 m (3 pés)
População (2011)
 - Total 432 097
    • Densidade 3,400/km2 
Fuso horário HPI (UTC+5:30)
Representação de Calecute no atlas "Civitates orbis terrarum" (Georg Braun e Franz Hogenber, 1572).

Calecute ou Calicute[1] (em malaiala: കോഴിക്കോട്, AFI[koːɻikːoːɖ], por vezes transliterado Kozhikode) é uma cidade do estado de Kerala, na costa ocidental da Índia. Tem cerca de 933 000 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

A cidade era dirigida pela dinastia dos samorins, deformação portuguesa de Samutiri, o "grande senhor do mar". O porto da cidade era o mais importante da costa do Malabar, onde os árabes e os chineses cambiavam suas fazendas contra a produção local. As outras cidades da costa, como Cochim, eram suas vassalas.

Aí aportaram os navegadores portugueses Vasco da Gama (1498) e Pedro Álvares Cabral (1500). Este último tentou, sem êxito, erigir uma feitoria para o comércio de especiarias. Em meio a essa construção, pereceu, em combate, Pero Vaz de Caminha.

Em 1510, foi empreendida uma mal-sucedida tentativa de conquista da cidade. A expedição foi organizada por dom Fernando Coutinho, o Marechal do Reino, que levara para a Índia ordens específicas para o efeito. O objetivo de estabelecimento de uma feitoria só seria alcançado com Afonso de Albuquerque, que ali ergueu a Fortaleza de Calecute (1513), abandonada a partir de 1525, em razão do deslocamento do eixo do comércio de especiarias para outros locais, como Diu.

Em uma representação de Calecute, datada do século XVI, a legenda assinala:

"Calecvv - O Rey de Calecvv cõ temor que os nosos tomariã dele vinganca da morte do Marichal cõ muitos rogos Afonsdalboquerque lhe asentou paz fazendo esta fortaleza a sua custa que esteve em muita paz ate o ano de 1525 que Dõ Joam de Lima sendo capitam alevantou gera e se desfez esta forteleza em tempo do Governador Dom Anrique de Meneses."[2]

O domínio português, à época, foi substituído pelo dos holandeses.

Notas

  1. SCHULBERG, L. Índia histórica. Tradução de J. A. Pinheiro de Lemos. Rio de Janeiro. Livraria José Olympio Editora. 1979. p. 160.
  2. In: SILVEIRA, Luís da. Ensaio de Iconografia das cidades portuguesas do Ultramar. Lisboa: 1956.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Calecute
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