Expedições no Brasil Colônia

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Oficialmente, as terras atualmente pertencentes ao Brasil foram achadas (Descobrimento do Brasil) pelos portugueses em 22 de abril de 1500, por uma esquadra capitaneada por Pedro Álvares Cabral, fidalgo português. Evidência maior de tal feito é descrita pelo então escrivão da esquadra de Cabral, Pero Vaz de Caminha, ao rei de Portugal, dando as impressões gerais dos portugueses e as possibilidades da terra. Abaixo é transcrito trechos destes documentos :


"Carta de Caminha"

"Esta terra, senhor. é muito chã e muito formosa. Nela até agora não podemos saber se haja ouro, nem prata, nem nenhuma coisa de metal...; porém a terra em si é de muito bons ares; as águas são muitas, infindas; em tal maneira é graciosa, que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela de tudo; porém o melhor fruto, que nela se pode fazer, me parece que será salvar esta gente..."[1]


A partir daí, a Coroa portuguesa organizou e liberou uma série de expedições às terras encontradas. Essas expedições são geralmente classificadas em duas categorias: expedições exploradoras, destinadas ao reconhecimento e mapeamento do território; expedições guarda-costas, destinadas a proteger as referidas terras de possíveis investidas de exploradores de outras nacionalidades.


Expedições:


1.501-1502 - Primeira Expedição Exploradora: Composta por três navios, essa expedição partiu de Lisboa, em maio de 1.501. Seu comandante, ao que se sabe, foi o navegador Gaspar de Lemos. Participava da tripulação o experiente navegador florentino Américo Vespúcio, que verificou a existência de grande quantidade de pau-brasil em longas faixas do litoral, o que provocou contentamento em diversos comerciantes. Essa expedição, ao percorrer o litoral brasileiro, deu nome aos principais acidentes geográficos que foi encontrado, conforme o santo de cada dia e as festas religiosas comemoradas na época. Assim, surgiram nomes como Ilha de São Vicente, Cabo de São Rock, rio São Francisco, Ilha de São Sebastião, etc.


1.503-1504Segunda Expedição Exploradora: Composta de seis navios, essa expedição partiu de Lisboa, em junho de 1.503. Comandada por Gonçalo Coelho, também contou com a ajuda de Américo Vespúcio. Foi organizada em função de um contrato assinado entre o rei de Portugal e um grupo de comerciantes de Lisboa, entre os quais se destacava o rico Fernão de Noronha. O contrato permitia aos comerciantes extrair o pau-brasil, mediante o pagamento de tributos à Coroa Portuguesa e o compromisso de:

1. enviar seis navios anualmente ao Brasil para explorar até trezentas léguas do seu litoral;

2. construir feitorias destinadas à proteção do litoral, mantendo-as pelo prazo de três anos.[2]


1516-1520Expedições Guarda-Costas ou também chamadas de expedições policiadoras: Durante o século XVI, franceses e portugueses tiveram vários confrontos disputando o comércio do pau-brasil, madeira cobiçada pela indústria têxtil européia. Para conter o intenso contrabando francês do pau-brasil, foram organizadas as expedições guarda-costas. Essas expedições foram comandadas por Cristovão Jacques e tinham um caráter basicamente militar, pois sua missão era aprisionar os navios franceses e sem pagar tributos à Coroa Portuguesa, retiravam enormes quantidades de pau-brasil do nosso litoral. O resultado alcançado por essas expedições foi pouco significativo. A grande extensão da costa brasileira tornava impossível policiá-la integralmente e impedir o tráfico por contrabandistas.[3]

Referências

  1. COTRIM, Gilberto. História para o Ensino médio: Brasil e geral. volume único. 1ª Edição. São Paulo: Saraiva, 2002.
  2. COTRIM, Gilberto. História Global: Brasil e Geral. Volume único. 9ª Edição.São Paulo: Saraiva, 2008.
  3. COTRIM, Gilberto. História Global: Brasil e Geral. Volume único. 9ª Edição.São Paulo: Saraiva, 2008.


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