Raimundo de Farias Brito

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Farias Brito
FariasBrito.jpg
Nome completo Raimundo de Farias Brito
Escola/Tradição: Neotomismo
Data de nascimento: 24 de julho de 1862
Local: São Benedito
Data de falecimento 16 de janeiro de 1917 (54 anos)
Local: Rio de Janeiro
Principais interesses: Conhecimento
filosofia
epistemologia
ética
religião
política
Trabalhos notáveis O Mundo Interior
A Filosofia como Atividade Permanente do Espírito Humano
Influenciado por: Espinoza
Kant
Henri Bergson

Raimundo de Farias Brito (São Benedito, 24 de julho de 1862Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 1917) foi um escritor e filósofo brasileiro, sendo considerado como um dos maiores nomes do pensamento filosófico do país e autor de uma das mais completas obras filosóficas produzidas originalmente no Brasil, em que identificou os planos do conhecimento e do ser, voltando dogmaticamente à metafísica tradicional, de caráter espiritualista.

Vida[editar | editar código-fonte]

Retrato do filósofo Farias Brito.

Filho de Marcolino José de Brito e Eugênia Alves de Farias, fez seus primeiros estudos na cidade de Sobral, todavia, devido à seca, teve de mudar-se com a família para Fortaleza, onde completou o curso secundário no Liceu do Ceará. Formou-se em direito na Faculdade de Direito do Recife, onde foi aluno de Tobias Barreto, obtendo o título de Bacharel em 1884.

Atuou como promotor e, por duas vezes, como secretário no governo do estado do Ceará. Mais tarde transferiu-se para o estado do Pará, onde lecionou na Faculdade de Direito de Belém do Pará (1902-1909) e trabalhou como advogado e promotor. Tido como autor de prestígio, mudou-se para o Rio de Janeiro (1909) e venceu o concurso para a cátedra de lógica do Colégio Pedro II. Mas, à época, a lei previa que o Presidente da República escolheria o catedrático entre os dois primeiros classificados no concurso. Graças à intercessão de amigos, o segundo colocado, Euclides da Cunha, foi nomeado. Porém, este último foi alvo de occisão num crime passional, tendo exercido o magistério durante poucos dias no Pedro II. Assim, com a morte do autor dOs Sertões, Farias Brito acabaria ocupando o cargo em questão, exercendo-o pelo resto da vida. É patrono da cadeira número 31 (trinta e um) da Academia Cearense de Letras. Era também maçom.

Filosofia[editar | editar código-fonte]

Muito religioso, em suas primeiras obras criticou a filosofia da época, a seu ver dissolvente, propondo-se a combater o materialismo, a teoria da evolução e o relativismo, pregando um Deus como um princípio que explica a natureza e serve de base ao mecanismo da ordem moral na sociedade. Nas obras seguintes evoluiu para um espiritualismo mais pronunciado, abandonando o naturalismo inicial.

O pensamento do filósofo poderia ser resumido nas seguintes palavras:

Cquote1.svg Há pois a luz, há a natureza e há a consciência.

A natureza é Deus representado, a luz é Deus em sua essência e
a consciência é Deus percebido.

Cquote2.svg
Farias Brito

Obras[editar | editar código-fonte]

A obra filosófica de Farias Brito compõe-se de duas trilogias:

  • Finalidade do mundo
A Filosofia como Atividade Permanente do Espírito Humano (1895)
A Filosofia Moderna (1899)
Evolução e Relatividade (1905)
  • Ensaios sobre a Filosofia do Espírito
A Verdade como Regra das Ações (1905)
A Base Física do Espírito (1912)
O Mundo Interior (1914)

Homenagens póstumas[editar | editar código-fonte]

  • Em Fortaleza nomeou-se o Colégio Farias Brito, fundado por Ari de Sá Cavalcante, no antigo Colégio São João, em Fortaleza. O colégio veio a tornar-se a rede de ensino particular Farias Brito que atua nos ensinos fundamental, médio e superior e, seguindo os ideais de seu patrono, ensina filosofia a partir da 1ª série do Ensino Fundamental, quando seus alunos aprendem filosofia antes de saberem ler.
  • Para homenageá-lo, o município cearense de Quixará passou a ser denominado Farias Brito

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Serrano, Jonathas. Farias Brito: o homem e a obra. Companhia Editora Nacional, 1939. [1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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