Obediências Maçônicas

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Obediências (sejam Grande Oriente, Grande Loja ou Ordem) são entidades autónomas, regulares e soberanas que congregam as "Lojas Simbólicas", que são as células ou organizações base em que trabalham os maçons reunidos. Há Obediências que congregam os Altos Graus. É certo, porém, que as Lojas que funcionam nos chamados Altos Graus na sua quase totalidade são congregadas por entidades autónomas e independentes das Obediências Maçónicas.

O nome Obediência Maçónica deriva do pressuposto que um conjunto de Irmãos e Irmãs (quando admitida a sua participação por alguma Obediência) em Loja está sob jurisdição consentida de uma entidade que detém poder de coordenação sobre estes e a sua Loja.

Mas que fique ciente que a mesma jurisdição é consentida e que os Maçons (nomeadamente os Mestres Maçons) são pedreiros-livres e como se costuma dizer "Maçons livres em Loja Livre".

Por isso quando deixa de haver uma identificação de princípios e valores entre os Mestres Maçons ou a Loja (como conjunto de irmãos e irmãs) e uma "Obediência" estes e a Loja são livres de se mudar para outra Obediência ou até formarem projectos de novas Obediências.

Distinção nominal[editar | editar código-fonte]

Normalmente utiliza-se a expressão de Obediência Maçónica por razões de conforto mas existem diferenças substanciais entre os conceitos já referidos.

A distinção nominal entre Obediências, Grande Oriente Independente, Grandes Lojas ou Ordens é pacífica:

As Obediências normalmente designadas de Grande Oriente são Federações de Lojas ou de Ritos não havendo a imposição de um Rito ou de órgão dominante de reconhecimento e condução.

Apesar de não haver a imposição de um Rito específico, há necessidade de que o Rito seja reconhecido pelo Grande Oriente. Assim, a Loja Simbólica federada ao Grande Oriente escolhe, livremente, o Rito que pretende praticar, de entre os que a sua Obediência haja reconhecido. Outra peculiaridade de alguns Grande Orientes, é a existência de uma estrutura de poder parecida com aquela existente no "mundo profano".

Por exemplo, o Grande Oriente do Brasil constitui-se em três Poderes: Executivo (Grão Mestre), Legislativo (Assembleia Federal, reunida em Grande Loja), e Judiciário (juízes eleitorais e "júris de família").

Nas Grandes Lojas existe normalmente uma unicidade nos Ritos (ou seja só detém um Rito) e quando isso não acontece (por exemplo nas Grandes Lojas do Continente Americano) existe um órgão dominante que reconhece as Lojas e que as autoriza a funcionar. Os Altos Graus dos respectivos Ritos também são parte integrante dos Órgãos centrais da Grande Loja (ao contrário dos Grandes Orientes em que são apenas entidades associadas, gerindo os Grandes Orientes apenas as Lojas Simbólicas).

Note-se que, nas Grandes Lojas dos Estados Unidos da América e do Brasil, tal como generalisticamente em todas as Grandes Lojas, a autoridade destas estende-se apenas aos três primeiros graus, de modo que os Altos Graus são administrados por Supremos Conselhos que fazem parte da sua estrutura interna.

Podemos referir que numa Grande Loja não há lugar a Lojas ou Ritos sem a autorização devida enquanto nos Grandes Orientes isso pode ocorrer embora se ponha mais ênfase na decisão centralizada das decisões.

As Ordens são um misto das duas, normalmente autodesignam-se assim pois não têm nem um pendor de Obediência nem de Grande Loja. Raramente uma organização maçónica multinacional (que tem sob a sua égide lojas em vários países) será designada por outro designativo que não Ordem, será essa seguramente a característica mais distintiva de uma Ordem a sua Multinacionalidade ou Internacionalidade, embora haja excepções.

Lista de Obediências Maçônicas regulares no Brasil[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BOUCHER, Jules. La Symbolique maçonnique, Editeur Dervy, 1990, ISBN 2850765104;
  • PIGEARD, Alain e outros. Os Franco-Mações, 2003 (1.ª Ed.), Editora Pregaminho, ISBN 972-711-429-6 (Traduzido da edição original: Les Francs-Maçons, Éditions Tallandier, Paris, 1998);
  • ARNAUT, António. Introdução à Maçonaria, 2000, Coimbra Editora, ISBN 9789723214161.