Símbolos maçônicos

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Imagens e símbolos, que segundo Carl Gustav Jung, fazem os humanos fundamentalmente terem uma tendência para sensibilizar-se com certas imagens ou símbolos que constelam sentimentos profundos de apelo universal - os arquétipos, que ajudam os maçons a aprenderem os conceitos, gravando-os em suas mentes, para futuras associações.

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Segundo Albert Pike, Grande Comandante da Jurisdição do Sul do R.E.A.A entre 1859 e 1891, os Símbolos Maçônicos "ocultam" e não revelam os seus ensinamentos, importando revelar somente ao iniciado, e dependendo do grau em que se encontra, o nível de revelação; não sendo entretanto uma opinião compartilhada por muitos maçons. No seu livro, Moral e Dogma, este aponta os ensinamentos que devem ser apresentados ao grau de Mestre Secreto:

Se você ficou desapontado nos três primeiros Graus, conforme você os recebeu... os símbolos são explanados imperfeitamente ... e para o intelecto e necessidades do Pupilo e Iniciado... lembre-se de que elas [cerimônias] vieram até nós a partir de uma época onde símbolos eram usados não para revelar, mas para ocultar;[1]

Diversos são os símbolos que a maçonaria apresenta aos maçons, distribuídos pelos diversas Graus que compõem os Ritos, e cabe a eles interpretarem e apreenderem o significado dos mesmos para construir o seu caminho.

Assim, os símbolos e as alegorias fazem com que os maçons de todo o mundo se entendam, mesmo que suas línguas sejam diferentes.

Alguns dos símbolos são descritos abaixo.

Esquadro e compasso[editar | editar código-fonte]

Esquadro, compasso e letra G da simbologia Maçónica

O compasso é o símbolo do espírito, do pensamento nas diversas formas de raciocínio, e também do relativo (círculo) dependente do ponto inicial (absoluto). Os círculos traçados com o compasso representam as lojas.

O Esquadro resulta da união da linha vertical com a linha horizontal, é o símbolo da retidão e também da ação do Homem sobre a matéria e da ação do Homem sobre si mesmo. Significa que devemos regular a nossa conduta e as nossas ações pela linha e pela régua maçónica, pelo temor a Deus, a quem temos de prestar contas das nossas acções, palavras e pensamentos. Emite a ideia inflexível da imparcialidade e precisão de carácter. Simboliza a moralidade.

O esquadro e o compasso simbolizam também a materialidade do homem e sua espiritualidade.

Quando juntos e na sua apresentação representam respectivamente e dependendo de como se arrumam as Lojas e os trabalhos e ritual de Aprendiz, Companheiro ou Mestre.

Colunas[editar | editar código-fonte]

Colunas maçónicas

As Colunas são os símbolos dos limites do mundo criado, da vida e da morte, do elemento masculino e do elemento feminino, do activo e do passivo. Estas são também representações físicas das duas colunas da entrada do Templo de Salomão.

Avental[editar | editar código-fonte]

Avental maçónico

O Avental é o elemento principal das insígnias maçónicas, sendo o símbolo do trabalho.

O avental é, invariavelmente, de pele. Branco para os aprendizes e companheiros, branco orlado de vermelho ou azul celeste (de acordo com a Potência da loja simbólica ou com o Rito praticado), para os mestres.

É, geralmente, composto por um retângulo - mas pode mudar de forma para um hexágono e para semicírculo, alusivo à forma do Templo de Salomão, a que se sobrepõem uma abeta triangular. A abeta no primeiro grau (Aprendiz) encontra-se levantada enquanto que nos demais graus encontra-se dobrada para baixo.

No segundo grau a aba é abaixada com entrada no grau de Companheiro Maçónico, onde o mesmo começa a percorrer caminhos mais esotéricos. As cores do retângulo, as suas dimensões e decorações variam com os graus, as funções, os ritos, as obediências e a própria História .

Estrela de Cinco Pontas[editar | editar código-fonte]

Sendo a Estrela do Oriente ou a Estrela Iniciação, é para os Maçons cristãos a que simbolizou o nascimento de Jesus, para estes é o símbolo do Homem Perfeito, da Humanidade plena entre Pai e Filho As Estrelas representam as lágrimas da beleza da Criação. Olhemos para cima, para o céu e encontraremos a nossa estrela guia.

Representa o homem nos seus cinco aspectos: físico, emocional, mental, intuitivo e espiritual. Totalmente realizado e uno com o Grande Arquitecto do Universo. É o homem de braços abertos, mas sem virilidade, porque dominou as paixões e emoções.

Na Maçonaria e nos seus Templos, a abóbada celeste está adornada de estrelas. A Estrela é o emblema do génio Flamejante que levam às grandes coisas com a sua influência. É o emblema da paz, do bom acolhimento e da amizade fraternal.

Apresentando ligação com os cinco elementos encontrados dentro de um homem, e que constituem o microcosmo, que são, fogo, terra, ar, água e éter (este sendo uma substância relacionada ao espírito), a estrela apresenta uma variedade de nomes como: pentagrama, pentalfa, estrela rutilante, etc.

Diz-se também ser o símbolo que exalta a feminilidade uma vez que representa a deusa Vénus e traz em sua forma a trajectória realizada a cada oito anos por esse planeta em relação a Terra.

A estrela tem relação do homem de braços e pernas abertos com o Homem Vitruviano de Da Vinci

Nos templos da Maçonaria, a abóbada celeste está adornada de Estrelas, representando as lágrimas da beleza da Criação ou menos dogmaticamente a extensão do universo onde nos encontramos.

Letra G[editar | editar código-fonte]

A Letra G é a sétima letra de qualquer alfabeto que utilize o grafismo árabe e apresenta diversos significados:

  • Grande Arquiteto do Universo
  • Geometria ou a Quinta Ciência - É fundamento da ciência positiva, simbolizando a ciência dos cálculos, aplicada à extensão, à divisão de terras, de onde surge a noção da parte que nelas a nós compete, na grande partilha da humanidade e dos direitos da terra cultivada;
  • Gnose - É o mais amplo conhecimento moral, o impulso que leva o homem a aprender sempre mais e que é o principal fator do progresso;
  • Gravitação - É a força primordial que rege o movimento e o equilíbrio da matéria;
  • Geração - É a vida perpetuando a série dos seres. Força Criadora que se acha no centro de todo ser e de todas as coisas;
  • Génio - É a inteligência humana a brilhar com seu mais vivo fulgor;
  • Grandeza - O homem, a maior e mais perfeita Obra da Criação;
  • Gimel - Uma palavra hebraica, entende-se os deveres do homem para Deus e os seus semelhantes.
  • G - G é a sétima letra nos alfabetos mais comuns como citado acima, e o 7 é considerado o número da perfeição, como em vários exemplos se destaca o que Deus fez o mundo em 7 dias, o 7 sempre é citado como o número divino.

No entanto, segundo alguns autores o acrônimo "G" significa Geometria, tendo por base os ensinamentos da Escola de Krotona de Pitágoras, ou mesmo Gnosis (Gnose, Gnosticismo), considerando seus aspectos mítico, simbólico e vivencial.[2]

Acácia[editar | editar código-fonte]

A Acácia é a planta símbolo por excelência da Maçonaria, sendo utilizada pelos Mestres Maçons como sinal de identificação, representa a segurança, a clareza, e também a inocência ou pureza. A Acácia foi tida na antiguidade, entre os hebreus, como árvore sagrada e adoptada como símbolo maçónico. Os antigos costumavam simbolizar a virtude e outras qualidades da alma com diversas plantas. A Acácia é inicialmente um símbolo da verdadeira Iniciação para uma nova vida, a ressurreição para uma vida futura.

Outros[editar | editar código-fonte]

  • Delta: triângulo luminoso que representa entre outros significados a força a expandir-se;
  • Malhete: pequeno martelo em madeira, emblema da vontade activa, do trabalho e da força material, instrumento de direcção, poder e autoridade utilizado por isso pelo Venerável Mestre e pelos dois Vigilantes em Loja;
  • Pavimento em xadrez (ou pavimento de mosaico para outros): composto por quadrados pretos e brancos, com que devem ser revestidos os templos ou o centro destes são o símbolo da diversidade do globo e das raças, unidas pela Maçonaria e da oposição de diversos contrários, bem e mal, espírito e corpo, luz e trevas;
  • Pedra bruta: símbolo das imperfeições do espírito que os maçons devem procurar corrigir; e também, da liberdade total do Aprendiz e dos maçons em geral;
  • Templo: símbolo da construção maçónica por excelência, da paz profunda para que tendem todos os maçons. Construindo o seu templo interior e construindo, em conjunto com os irmãos, um templo universal;
  • Três pontos: representa um triângulo e é um símbolo com várias interpretações, aliás conciliáveis: luz, trevas e tempo; passado, presente e futuro; sabedoria, força e beleza; nascimento, vida e morte; liberdade, igualdade e fraternidade;
  • A trolha, instrumento que os pedreiros usam para alisar a massa, simboliza a Temperança que os irmãos devem usar para alisar as arestas que provocam atrito entre os irmãos;
  • 9: é o princípio da Luz Divina, Criadora, que ilumina todo pensamento, todo desejo e toda obra, exprime externamente a Obra de Deus que mora em cada homem, para descansar depois de concluir sua Obra. O homem novenário que pelo triplo do ternário, é a união do absoluto com o relativo, do abstracto com o concreto. O número nove, no simbolismo maçónico, desempenha um papel variado e importante com significados aplicados na sua forma ritualista. O número 9, é o número dos Iniciados e dos Profetas.
  • CINZEL: Representa o intelecto e sugere o trabalho inteligente. Instrumento do grau de Aprendiz. Simbolicamente, serve para desbastar a pedra bruta da personalidade.
  • DELTA LUMINOSO: Quarta letra do alfabeto grego. É o emblema da Tri-unidade. É o primeiro polígono. Tanto nas Igrejas Judaico-cristãs como nos templos maçônicos está geralmente envolvida de um “glória”, e centrada pela letra G. É o símbolo da tripla Força indivisível e divina que se manifesta como Vontade, Amar e Inteligência cósmicos ou ainda os Pólos positivo e negativo e o efeito de sua união. É às vezes figurado por tres pontos (\) .
  • ESCADA CARACOL: Mostra a difícil trajetória do Companheiro. Com seus degraus em espira,l ela representa a dificuldade em subir, aprender e auto aperfeiçoar-se, mostrando que a evolução não se desenvolve de uma forma constante e retilínea. Ela tem seus altos e baixos. Sua persistência em busca da luz, será a recompensa, pois atingirá o topo da escada.
  • ESCADA DE JACÓ: “E Jacó sonhou: e eis que uma escada era posta na terra, porque o sol era posto; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela; e eis que o Senhor estava em cima dela” (Geneses 28:12, 13).

A escada mística vista por Jacó simboliza o ciclo involutivo e evolutivo da vida, em seu perpétuo fluxo e refluxo, através de nascimentos e mortes, a desdobrar-se em hierarquias de seres, potestades, mundos, reinos e vida e raças. Segundo as tradições maçônicas, a escada com esse significado consta de quatorze degraus. Na verdade seus degraus são tantos quantos sãos virtudes necessárias ao aperfeiçoamento de cada um. As três mais importantes são a Fé, a Esperança e a Caridade, alí simbolizadas pela Cruz, a Âncora e o Cálice.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Dicionário dos Símbolos, de A. Gheerbrant e J. Chevalier, Editorial Teorema, 1994, ISBN 978-9726952152

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]