Rito Escocês

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O Rito Escocês Antigo e Aceito é um ritual da maçonaria.

O Rito Escocês Antigo e Aceito ou R.·.E.·.A.·.A.·., cujo nome é uma corruptela de Rito Escocês dos Malheiros Antigos e Aceitos, lembrança da velha característica da entidade, que era composta por malheiros (maçons) antigos (malheiros, pedreiros de profissão) e, depois, por antigos e aceitos (que não eram pedreiros), é um rito dentro da Maçonaria, que deriva do Rito de Heredom e da época da fuga dos Cavaleiros Templários para a Escócia. Ligados ao Antigo Testamento e à lenda de Hiram (lenda base da Maçonaria simbólica), julga-se que alguns dos ritos descritos eram praticados por outras ordens secretas existentes na França, como os Martinistas, na Alemanha, como os Illuminati ou os Rosa-Cruz, e na Escócia, como os Templários (estes refugiados nesse país depois da sua perseguição nos Grêmios ou Lojas da classe profissional dos Pedreiros Livres aí existentes).

O rito é composto de três graus simbólicos e trinta filosóficos.

Existe muita controvérsia sobre a influência templária no R.·.E.·.A.·.A.·., mas os mais atuais estudos, feitos por Nicola Aslan e José Castellani em seus diversos livros, nos dão conta de que o templarismo não influenciou o R.·.E.·.A.·.A.·. propriamente dito mas sim ao Rito de Perfeição ou de Heredom, sob a pena de Andrew Ramsay, cavaleiro escocês que protagonizou a criação deste rito em solo francês, ocasião em que proferiu dois discursos de grande repercussão a respeito do assunto. O Rito de Perfeição ou de Heredom foi por esse motivo o ponto de partida para o R.·.E.·.A.·.A.·. mas este sofreu vastas modificações até se ter tornado no que é hoje.

Geridos pelas Obediências Maçônicas, cada um dos três primeiros graus apresenta de forma paulatina ensinamentos básicos simbólicos aos iniciados maçons no almejado aprimoramento moral e espiritual. Quando os maçons atingem o 3.º Grau, diz-se que estão em pleno gozo de suas prerrogativas maçônicas, uma vez que originalmente a Grande Loja Unida da Inglaterra trabalhou sucessivamente com dois (Aprendiz e Companheiro) e depois com três graus que ensinavam a parte da filosofia base da simbólica maçônica.

Os graus referidos como Filosóficos, são graus elevados e em número de trinta, onde a filosofia e a moral são estudadas simbolicamente, em cada grau, com lendas ou mitos a estes associados.

Os graus elevados Filosóficos são geridos por vários Supremos Conselhos, que têm como objectivo manter a uniformidade mundial dos rituais e dos métodos utilizados.

Existe também o Rito Escocês Retificado, também chamado de Rito de Willermoz em alusão ao seu idealizador, Jean Baptiste Willemoz, que tencionava trazer de volta o rito às suas origens templárias com fortes ecos no Rito de Perfeição ou de Heredom, do qual deriva o Rito Escocês Antigo e Aceito.

No Brasil o Rito Escocês Antigo e Aceito é o mais popular sendo praticado em inúmeras lojas por todo o território.

Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito[editar | editar código-fonte]

Simbólicos ou Tradicionais

  • 1) Aprendiz
  • 2) Companheiro
  • 3) Mestre

Lojas da Perfeição ou Filosóficos

  • 4) Mestre Secreto
  • 5) Mestre Perfeito
  • 6) Secretário Íntimo ou Mestre por Curiosidade
  • 7) Preboste e Juiz ou Mestre Irlandês
  • 8) Intendente dos Edifícios ou Mestre em Israel
  • 9) Cavaleiro Eleito dos Nove ou Mestre Eleito dos Nove
  • 10) Cavaleiro Eleito dos Quinze ou Ilustre Eleito dos Quinze
  • 11) Sublime Cavaleiro dos Doze ou Sublime Cavaleiro Eleito
  • 12) Grão-Mestre Arquitecto
  • 13) Cavaleiro do Real Arco (de Enoch)
  • 14) Grande Eleito da Abóboda Sagrada de Jaime VI ou Grande Escocês da Perfeição ou Grande Eleito ou Antigo Mestre Perfeito ou Sublime Maçom[1]
Capítulos
  • 15) Cavaleiro do Oriente ou da Espada
  • 16) Príncipe de Jerusalém (Grande Conselheiro)
  • 17) Cavaleiro do Oriente e do Ocidente
  • 18) Cavaleiro ou Soberano Príncipe Rosa-Cruz
Areópagos
  • 19) Grande Pontífice ou Sublime Escocês de Jerusalém Celeste
  • 20) Soberano Príncipe da Maçonaria ou Mestre "ad Vitam" ou Venerável Grão-Mestre de todas as lojas
  • 21) Cavaleiro Prussiano ou Noaquita
  • 22) Cavaleiro Real Machado ou Príncipe do Líbano
  • 23) Chefe do Tabernáculo
  • 24) Príncipe do Tabernáculo
  • 25) Cavaleiro da Serpente De Bronze
  • 26) Príncipe da Mercê ou Escocês Trinitário
  • 27) Grande Comendador do Templo ou Soberano Comendador do Templo de Salomão
  • 28) Cavaleiro do Sol ou Príncipe Adepto
  • 29) Grande Cavaleiro Escocês de Santo André da Escócia ou Patriarca dos Cruzados ou Grão-Mestre da Luz
  • 30) Grande Inquisidor, Grande Eleito Cavaleiro Kadosh ou Cavaleiro da Águia Branca e Negra
Administrativos
  • 31) Grande Juiz Comendador ou Grande Inspector Inquisidor Comendador
  • 32) Sublime Cavaleiro do Real Segredo ou Soberano Príncipe da Maçonaria
  • 33) Soberano Grande Inspector-Geral.

Referências

  1. CAMINO, Rizzardo da. Os Graus Inefáveis 4.º ao 14.º - Rito Escocês Antigo e Aceito. Ed. Canto das Letras. Pg. 295. ISBN 85-370-0222-4.
    QUEIROZ, Álvaro. A Maçonaria Simbólica - Rito Escocês, Antigo e Aceito. Ed. Madras. Pg. 25. ISBN 978-85-370-0273-5.
    FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio de. Dicionário de Maçonaria. Ed. Pensamento. Pg. 425. ISBN 85-315-0173-3.
    COSTA, Wagner Veneziani. Maçonaria - Escola de Mistérios. Ed. Madras. Pg. 227. ISBN 85-370-0129-5.
    KARG, Barb, YOUNG, John K. O Livro Completo dos Maçons. Ed. Madras. Pg. 225. ISBN 978-85-370-0262-9.
    GUIMARÃES, João Francisco. Maçonaria, a Filosofia do Conhecimento. Ed. Madras. Pgs. 87, 122. ISBN 85-370-0091-4.
    JURADO, José Martins. Maçonaria Adonhiramita. Ed. Madras. Pg. 136. ISBN 85-7374-808-7.
    CAMINO, Rizzardo da. Rito Escocês Antigo e Aceito - 1.º ao 33.º. Ed. Madras. Pg. 149. ISBN 978-85-370-0222-3.
    ANATALINO, João. Conhecendo a Arte Real - a Maçonaria e Suas Influências Históricas e Filosóficas. Ed. Madras. 2007. Pg. 267. ISBN 978-85-370-0158-5

Bibliografia[editar | editar código-fonte]