Marquês

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A coroa de um marquês.

Marquês (no feminino: marquesa) é um título nobiliárquico da nobreza europeia, que foi depois utilizado também em outras monarquias originárias do mundo ocidental, como o Império do Brasil. O título, de origem germânica (Markgraf), possui variantes em diversas culturas da Europa. Do termo em alemão: Markgraf literalmente o "defensor da marca" (província), denominação dada, desde o Império Carolíngio, aos responsáveis pela defesa das regiões fronteiriças e, por isso mesmo, mais sujeitas a ataques,[1] originou-se a versão margrave.

A marca ou marquesado é o nome dado ao cargo, dignidade ou domínio de marquês ou marquesa, como o Marquesado de Saluzzo.[2]


Classificação da Nobreza
Royal Crown of Portugal.svg
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Príncipe & Princesa
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Grão-duque & Grã-duquesa
Arquiduque & Arquiduquesa
Duque & Duquesa
Marquês & Marquesa
Conde & Condessa
Visconde & Viscondessa
Barão & Baronesa
Senhor & Senhora
Baronete & Baronetesa
Cavaleiro & Dama
Escudeiro & Escudeira
Para ver todos os títulos clique aqui

Hierarquia[editar | editar código-fonte]

Na hierarquia o termo marquês é imediatamente superior ao conde e inferior ao duque. Introduzido com o imperador Carlos Magno. Os territórios do império que coincidiam com a fronteira eram denominados "marcas", e o responsável pela defesa e administração dessas "marcas" era o margrave. Muito depois, ainda no Sacro Império Romano-Germânico, esses territórios fronteiriços começaram a ser cedidos aos principais condes, passando esses então a marqueses, responsáveis pelos marquesados. Tardiamente, a partir do século XV, o título passou a não mais ser necessariamente relacionado a jurisdição ou a soberania de um território ou a alguma função pública, somente como grau de nobreza. Dependendo do sistema nobiliárquico de cada nação, é comummente um título hereditário, que todavia não costuma ter a possibilidade de honras de grandeza.

Em Portugal, o título foi criado no século XV, juntamente com o de duque, conde, visconde e barão, quando deixou de usar-se a tradicional denominação de rico-homem. O primeiro marquês português foi Dom Afonso de Portugal, Marquês de Valença.

No Império do Brasil, segundo as regras da nobreza brasileira, a exemplo doutros títulos em seu sistema nobiliárquico, a titulação não estava ligada a soberania ou jurisdição de qualquer território dentro do país, sendo apenas uma alta honraria não-hereditária.

Na Inglaterra, o primeiro marquês foi Robert de Vere, 9.° conde de Oxford. Até o ato 1999 da câmara dos lordes, aprovado durante a gestão do primeiro-ministro Tony Blair, o título garantia um assento hereditário na Câmara dos Lordes. Ainda no Reino Unido muitas vezes o título de Marquês cabe ao filho mais velho de um Duque. Por exemplo, o bisavô da falecida Diana, Princesa de Gales, era o terceiro Duque de Abercorn. Contudo ele só passou a ser oficialmente o Duque de Abercorn após a morte de seu pai, que era o segundo duque. Antes, porém, ostentava o título de Marquês de Hamilton. Os marqueses, na Inglaterra, geralmente carregam o tratamento de "O Mais Honorável". [carece de fontes?]

Lista de marqueses[editar | editar código-fonte]

Para as marcas com fronteiras protegidas veja o artigo Marca de fronteira.

Marqueses do Sacro Império Romano-Germânico[editar | editar código-fonte]

Equivalentes não-ocidentais[editar | editar código-fonte]

Apesar de inseridos em contexto próprio, e por isso de difícil comparação, muitos títulos de sistemas nobiliárquicos não-europeus possuem certa equivalência ao ranque de marquês.

  • China antiga: hóu era o segundo de cinco graus nobres criados pelo rei Wu de Zhou, geralmente traduzido como marquês.
  • China imperial: hóu era, geralmente, mas não sempre, um título hereditário elevado na nobiliarquia, variando seu grau de importância de acordo com a dinastia no poder. É muitas vezes criado com diferentes sub-ranques.
  • Japão (era meiji): kōshaku, introduzido em 1884, garantia um assento hereditário na câmara superiora da dieta imperial, tal qual na nobiliarquia britânica.
  • Coreia: champan, equivalente ao hóu chinês.
  • Vietnã (era anamita): hau era um título sênior da nobiliaquia hereditária.

Referências

  1. O confronto que mudou a Europa". História Viva, 16. pg. 61.Editora Duetto. São Paulo (2005)
  2. Infopedia (em português) - Maio 2012

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]