Unibanco

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Unibanco - União de Bancos Brasileiros
União de Bancos Brasileiros S.A.
Slogan O banco único / Nem parece banco
Indústria Banco de varejo
Fundação 1924
Fundador(es) João Moreira Salles
Encerramento 3 de Novembro de 2008
Proprietário(s) Família Moreira Salles
Presidente Pedro Moreira Salles
Empregados 40.000
Produtos Serviços bancários
Lucro Aumento R$ 3.448 bilhões (2007)[1]
Sucessora(s) Itaú Unibanco
Página oficial www.unibanco.com.br

Unibanco foi uma instituição bancária brasileira fundada em Poços de Caldas, Minas Gerais, em 1924. O nome vem de União de Bancos Brasileiros, originando o nome Unibanco. A razação social do Unibanco não foi desfeita, e o banco continua a funcionar em cidades que ja possui agencias, assim como os boletos dos clientes empresariais antigos, ainda são emitidos com a razão social "Uniao De Bancos Brasileiros S/A".

História[editar | editar código-fonte]

Fundado na cidade de Poços de Caldas, Minas Gerais em 1924 pelo comerciante João Moreira Salles como Seção Bancária da Casa Moreira Salles. Em 1933 Walther Moreira Salles, filho mais velho com então 21 anos, assume o comando da Casa Bancária Moreira Salles. Posteriormente Walther Moreira Salles viria a ser embaixador do Brasil em Washington e o banco uma das instituições brasileiras que mais cresceram na década de 1990.

Fachada da Agência Deodoro da Fonseca - (Natal (RN), Brasil) em suas configurações usadas até 2007

Em 15 de Julho de 1940 a instituição passa a chamar-se Banco Moreira Salles.

Filial do Unibanco em Belo Horizonte

Em abril de 1967, fundiu com o Banco Agrícola Mercantil, também conhecido como Agrimer, do Rio Grande do Sul, o qual possuía uma rede de aproximadamente 120 agências.[2] A fusão foi ajudada pelo fato dos bancos terem redes bem distintas de agências, além das safras agrícolas serem em períodos distintos, ampliando as oportunidades de financiamento.[2] O nome foi mudado para União de Bancos Brasileiros, também conhecida no mercado como UNIBANCO, a sede foi transferida para o Rio de Janeiro, formando uma rede de 330 agências, em 10 estados brasileiros. [2] A presidência, vice-presidências e duas diretorias ficaram com executivos do Moreira Salles, enquanto os diretores do Agrimer ficaram com cargos na diretoria executiva, por isso tratou-se mais de uma incorporação do que uma real fusão de bancos.[2]

Em 1975 todas as empresas do conglomerado recebem o nome Unibanco e em 1983 o banco muda sua matriz operacional para o Edifício Unibanco, na cidade de São Paulo, conhecido prédio ao lado do Shopping Eldorado e ao perto do Jockey Club. O Unibanco tentou, sem muito sucesso, se destacar no mercado financeiro brasileiro pela inovação, onde nunca teve destaque maior, tendo tentado ser o primeiro banco a permitir operações via internet e sem agências para seus clientes pelo site www.Banco1.net, mas, o Bradesco chegou na frente sendo, inclusive, um dos primeiros no mundo. Também tentou o fracassado cartão de crédito sem plástico, e-card, só para compras via internet. Não deu certo.

Sempre teve problema de identidade. Ora era popular, hora era chique. Alguns dizem que a campanha de marketing com o slogan "Nem parece Banco" foi muito criticada pela mídia especializada porém esta frase foi usada até mesmo após a fusão com o Itaú.

O banco fazia parte de um conglomerado financeiro que se fundiu ao Banco Itaú Holding Financeira em 2008 e que incluia várias empresas, como a Unibanco Seguros & Previdência, Fininvest (CDC), Hipercard (em parceira com o Bompreço, hoje Wal-Mart), Luizacred (associação com o grupo Magazine Luiza), PontoCred (associação com o grupo Ponto Frio), Tricard (associação com Grupo Martins), Banco Dibens e Unicard (líder em cartões de crédito na América Latina).

Formado tradicionalmente por aquisições, sendo as mais conhecidas a do Banco Nacional em 1995, o Banco Bandeirantes e, 1999 e a da Fininvest, mais recentemente. O banco se reestruturou em 2004, em meio a uma crise de identidade, tendo Pedro Moreira Salles assumido sua presidência executiva, com fortes mudanças de marca, posicionamento e estratégia. Demitiu praticamente todos os seus executivos com mais de 10 anos de banco sem muito critério além deste.

Em 2005, as mudanças pareciam ter surtido resultado, refletido na valorização de suas ações na Bovespa, onde o Unibanco alcançou aumento de cerca de 75% na sua cotação no segundo semestre de 2005, porém, o sucesso vinha de uma tesouraria não muito ortodoxa.

Fusão com o Itaú[editar | editar código-fonte]

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Em 2007, o banco continuava sob controle familiar (família Moreira Salles) sendo presidido pelo neto do fundador, Pedro Moreira Salles. Com a crise de 2008, foi o único grande banco brasileiro que teve rumores de problemas de liquidez, porém nada além de especulações.

Em 3 de novembro de 2008, Itaú e Unibanco anunciaram a fusão das operações financeiras, formando o Itaú Unibanco Banco Múltiplo, a maior holding financeira do hemisfério sul, e entre as vinte maiores do mundo.[3] Devido ao processo de fusão, as agências do Unibanco foram recebendo aos poucos as características "Itaú" até o final de 2010, quando a marca "Unibanco" deixou definitivamente de ser utilizada em agências físicas, os clientes foram migrados para a plataforma Itaú e todas as empresas do conglomerado passaram a trabalhar com marcas e características deste (entretanto muito do unibanco foi mantido em varias empresas no novo formato, inclusive nomes como, por exemplo, o Uniclass que passou a se chamar Itaú Uniclass).

Muitos confundem este processo afirmando por vezes que o unibanco foi vendido ao Itaú, o que na realidade não ocorreu. Na verdade as duas empresas (Unibanco e Banco Itaú Holding Financeira) se uniram e formaram o Itaú Unibanco Banco Múltiplo, que por sua vez trabalha com a marca Itaú por esta já ser mais forte que a Unibanco no momento da unificação das atividades.

Porém, o aguerrido mercado financeiro brasileiro tem diminuído ano a ano a vantagem obtida pela fusão, isso porque os grandes clientes corporativos que demandam as maiores operações não podem estar concentradaos em um ou outro banco. Os próprios bancos se incumbem de distribuir os grandes riscos de concentrações. Em 2011, a carteira de crédito do Itaú-Unibanco não cresceu tanto como os demais bancos, demonstrando que talvez o mercado definiu quão grande pode ser um banco no Brasil em relação aos demais.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]