Junji Abe

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Junji Abe
Prefeito de Mogi das Cruzes Band MCruzes.jpg
Mandato 1 de janeiro de 2001
1 de janeiro de 2009
Antecessor(a) Waldemar Costa Filho
Sucessor(a) Marco Aurélio Bertaiolli
Deputado Federal por São Paulo São Paulo
Mandato 1 de janeiro de 2011
em exercicio
Vida
Nascimento 15 de dezembro de 1940 (73 anos)
Mogi das Cruzes
Nacionalidade  brasileiro(a)
Dados pessoais
Partido PDS (1980-1993)
PL (1993-1995)
PFL (1995-1999)
PSDB (1999–2009)
Democratas (2009–2011)
PSD (2011–atualidade)
Religião Catolicismo
Profissão Agricultor

Junji Abe (Mogi das Cruzes, 15 de dezembro de 1940) é um político brasileiro.

Foi prefeito de Mogi das Cruzes, no estado de São Paulo (2001 - 2009), eleito em 2000 com 90.612 votos e reeleito em 2004 com 102.441 votos (55,39% dos votos válidos), sucedendo o prefeito Waldemar Costa Filho. Foi eleito Deputado Federal nas últimas eleições, obtendo 113.156 votos na disputa

Político com perfil de centro direita é filiado ao PSD tendo sido filiado ao PSDB durante todo o mandato de prefeito. Também passou pelo DEM e pelos extintos PDS e PL.

Filho de imigrantes japoneses agricultores, foi deputado estadual por três vezes antes de ser eleito prefeito.

É empresário rural e consultor em gestão pública e empresarial. Já presidiu a Federação da Agricultura de São Paulo e o Sindicato Rural de Mogi das Cruzes. Deputado federal eleito com 113.156 votos em 367 dos 645 municípios paulistas, que lhe conferiram a condição de quarto candidato mais votado do Democratas e 20º no ranking da coligação PSDB-DEM-PPS. Desde 6 de outubro de 2011, integra o PSD – Partido Social Democrático, que ajudou a fundar, e preside o Diretório Municipal da sigla em Mogi das Cruzes. Foi prefeito de Mogi das Cruzes por dois mandatos consecutivos (2001 a 2008) e deputado estadual por três legislaturas (1991 a 2000), ingressou na vida pública em 1972, quando foi eleito vereador com a maior votação da história da Cidade – 13% do Colégio Eleitoral. Sob a administração de Junji Abe, Mogi das Cruzes despontou entre as 100 cidades mais dinâmicas do Brasil, uma das mais bem administradas do País, uma das mais promissoras para trabalhar e uma das melhores do Estado para morar. O encerramento da gestão, em 2008, se deu com pesquisas apontando 86% de aprovação popular. Por cinco vezes, ele recebeu do Sebrae-SP o título de “Prefeito Empreendedor”, tendo registrado destacada atuação:


História[editar | editar código-fonte]

  • 1940 - Nasce, no Distritito de Biritiba Ussu, Junji Abe, filho de Fumica Abe e Izumi Abe.
  • 1966 - Torna-se presidente da Associação de Biritiba e Capela.
  • 1972 - Inicia a vida pública, eleito vereador com a maior votação da história da cidade.
  • 1980 - É eleito presidente do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes, permanecendo no posto até 2000.
  • 1991 - Vence eleição para Deputado Estadual e repete a vitória em 1994 e 1998.
  • 1991 - Presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária da Assembléia Legislativa, ocupando a função até 2001.
  • 2000 - Eleito Prefeito da cidade de Mogi das Cruzes.
  • 2001 - Ocupa a presidência da AMAT - Associação dos Municípios do Alto-Tietê por 2 anos.
  • 2001 - Recebe o título de "Prefeito Empreendedor" concedido pelo Sebrae. Voltaria a ganhar </ br>

o título mais quatro vezes.

  • 2002 - Passa a coordenar o Grupo de Trabalho de Prevenção à Violência do Fórum Metropoli-tano de Segurança Pública.
  • 2004 - É reeleito prefeito de Mogi das Cruzes ainda no primeiro turno.</ br>
    • Ocupa o cargo de presidente da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, permanecendo até 2005.
  • 2005 - Novamente à frente da AMAT, preside por mais 2 anos.
  • 2006 - Preside por mais 2 anos a Bacia Hidrográfica do Alto Tietê.
  • 2008 - Deixa a Prefeitura de Mogi das Cruzes com 86% de aprovação popular.
  • 2010 - É eleito Deputado Federal pelo estado de São Paulo com 113.156 votos.


Vida Pública[editar | editar código-fonte]

Junji Abe ingressou na vida pública em 1972, quando foi eleito vereador de Mogi das Cruzes com a maior votação da história da Cidade – 3.876 votos, correspondentes, na época, a 13% do Colégio Eleitoral. Foi secretário de Agricultura, Abastecimento, Indústria e Comércio de Mogi. Em 1980, coordenou a implantação de mercadões e varejões na cidade de São Paulo.

Presidente-fundador da Cooperativa Rural de Telecomunicações de Mogi, garantiu a implantação de 1.000 terminais telefônicos em quatro municípios. Aos 26 anos de idade, Junji já presidia a Associação de Biritiba e Capela, representando os dois maiores pólos hortigranjeiros da região. Ao longo dos 35 anos de atuação como líder rural, conquistou reconhecimento nacional. É presidente-fundador da Associação Nacional Pró-Hortifrútis e presidente de honra da Associação dos Floricultores do Estado de São Paulo. Presidiu o Sindicato Rural de Mogi das Cruzes, ininterruptamente, durante 20 anos, de 1980 a 2000. No mesmo período, integrou a diretoria da Faesp – Federação da Agricultura do Estado de São Paulo.

Deputado estadual por três legislaturas consecutivas, conquistou os votos de 30.844 eleitores para iniciar seu primeiro mandato em 15 de março de 1991. Foi reeleito em 3 de outubro de 1994, com 40.073 votos obtidos em 377 municípios – quase 60% do total de localidades paulistas. Em 1998, teve sua reeleição assegurada pelos 59.932 votos recebidos em 429 das 645 cidades do Estado.

Durante os dez anos de atuação na Casa de Leis, foi o único produtor rural entre os 94 parlamentares. Foi presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária do Legislativo paulista por dez anos, desde 91. Por indicação da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) – onde atuou como conselheiro – e da Fundação W.K. Kellogg, foi um dos 16 líderes rurais escolhidos para conhecer modelos de educação para manejo agronômico nos Estados Unidos, Canadá e Costa Rica.

Também comandou a Câmara Setorial de Olericultura da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento e presidiu o Subcomitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê-Cabeceiras, que atua na proteção e recuperação dos recursos naturais. A consistente atuação parlamentar rendeu-lhe mais de uma centena de homenagens e títulos honoríficos de “Cidadão”.

A busca do desenvolvimento econômico sustentável de todo o Alto Tietê foi uma de suas marcas no parlamento paulista. Foi, por exemplo, um dos principais articuladores da parceria entre a Prefeitura de Mogi das Cruzes e o Governo do Estado para a construção do sistema viário no entroncamento entre as Rodovias Ayrton Senna e Mogi-Dutra, obra decisiva para que a General Motors (GM) instalasse sua fábrica na Cidade. Ele deixou a Assembléia Legislativa de São Paulo para assumir a Prefeitura.

Como prefeito, exerceu, por dois mandatos (2001-2002 e 2005-2006), a presidência da AMAT – Associação dos Municípios do Alto Tietê, formada por 11 cidades: Mogi das Cruzes, Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano. Também por duas vezes (2004-2005 e 2006-2007), presidiu o Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, constituído pelos 38 municípios da Região Metropolitana de São Paulo.

Em fevereiro de 2002, assumiu a coordenação do Grupo de Trabalho (GT) de Prevenção à Violência do Fórum Metropolitano de Segurança Pública, que reúne todos os Municípios da Grande São Paulo, com o objetivo de debater e apoiar o desenvolvimento de políticas e programas municipais, particularmente direcionados para áreas de situações de alto risco de violência. Ao longo dos dois mandatos, liderou duas comitivas oficiais de Mogi ao Japão, com o objetivo de fortalecer os laços de amizade e cooperação, principalmente nas áreas empresarial, tecnológica, cultural e ambiental. As viagens renderam investimentos à Cidade, doação de materiais e contribuição financeira para ações sociais.

Por cinco vezes, Junji Abe recebeu o título de "Prefeito Empreendedor" – Prêmio Governador Mário Covas, concedido pelo Sebrae, em reconhecimento às iniciativas de apoio às micro e pequenas empresas de Mogi das Cruzes, desenvolvidas nos anos de 2001, 2002, 2005, 2007 e 2008.


Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes[editar | editar código-fonte]

Junji Abe foi o primeiro prefeito de Mogi das Cruzes a governar a cidade por dois mandatos consecutivos. Em 2000, ele foi eleito com 90.612 votos. Em 2004, a população reconheceu o trabalho desenvolvido durante o seu primeiro mandato. Depois de um período de estagnação, a cidade voltara a crescer e se destacava, segundo instituições de alta credibilidade, como a Fundação Getúlio Vargas, Fundação Seade e Ministério do Trabalho, como um dos municípios mais pujantes do País. Resultado: Junji foi reeleito em primeiro turno, com 102.689 votos.

O prefeito Junji Abe inovou no estilo de governar a Cidade. Implantou o conceito de gestão descentralizada, integrada e participativa. Com autonomia, planejamento criterioso, esforços conjugados e participação popular, os setores do Poder Público Municipal garantiram maior agilidade e eficiência à Administração.

Tudo, com o propósito de colocar em prática o PGP – Plano de Governo Participativo, edições I e II –, que foi elaborado com o envolvimento direto da população e balizou a jornada de oito anos de Junji Abe à frente da Prefeitura de Mogi.

Sob sua administração, Mogi das Cruzes ganhou notoriedade mundial e colecionou prêmios, despontando entre as 300 cidades mais dinâmicas do Brasil, uma das mais bem administradas do País, uma das mais promissoras para trabalhar e uma das melhores do Estado para morar, além de integrar o seleto grupo de municípios brasileiros que sediam empresas de call center. O encerramento da gestão, em 2008, se deu com pesquisas apontando 86% de aprovação popular.

Para vencer a gigantesca burocracia da máquina, que tanto retardava quanto comprometia a execução de políticas públicas, a gestão Junji Abe promoveu um abrangente programa de modernização da estrutura. A informatização chegou a todos os setores. Até o início de 2001, eram cerca de 60 computadores. Em 2008, já havia mais de 800 máquinas operando nas diferentes repartições, incluindo postos de saúde e escolas.

Além de modernizar a estrutura administrativa, o prefeito retomou o excelente relacionamento de Mogi com os governos estadual e federal. Esta parceria assegurou obras como a duplicação da Rodovia Mogi-Dutra, a conclusão do Hospital Luzia de Pinho Melo, a construção de milhares de moradias populares e a liberação de cerca de R$ 60 milhões para obras de saneamento básico, combate às enchentes e urbanização de bairros, por meio do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento.

Outras ações complementaram o leque de iniciativas responsáveis pela excepcional qualidade de vida de Mogi das Cruzes. Todos os avanços tiveram o fundamental e permanente apoio dos vereadores da Câmara Municipal.


Principais Trabalhos[editar | editar código-fonte]

Educação 
Em oito anos, foram construídos 29 novos prédios para escolas e creches, acabando com o drama dos pais que eram obrigados a dormir na porta das unidades para conseguir matricular os filhos. Todas as instalações foram dotadas de recursos para o ensino da informática e desenvolvimento de atividades culturais. A reforma efetuada, por exemplo, na EM Prof. Mário Portes, em Jundiapeba, incluiu uma inédita Sala de Música, propiciando condições para formação da Banda Sinfônica Mário Portes, de referência estadual.
Para valorizar os profissionais da Educação, foi criado o Cemforpe – Centro Municipal de Formação Pedagógica, programa iniciado em 2001 e que ganhou sede própria em 2007, com a entrega do auditório, e em 2008 com a entrega do Bloco Didático, ambos no Mogilar.
Além disso, entrou em operação o chamado Pró-Escolar, Centro de Atendimento ao Portador de Necessidades Educacionais Especiais CAPNEE, na Vila Lavínia, com estrutura física e operacional sem precedentes no Alto Tietê. Ainda sob a ótica da inovação, foi projetado e construído o Cempre – Centro Municipal de Programas Educacionais Drª Ruth Cardoso, inaugurado pelo seu sucessor em 2009, para iniciar o modelo de período integral nas escolas.


Saúde 
O índice que mede a mortalidade infantil é o que melhor representa a evolução da saúde pública municipal em Mogi das Cruzes na gestão de Junji Abe. Em 1998, morriam 22 crianças para cada mil nascidos vivos. Em 2007, o índice desabou para 12,07. O ano de 2008 terminou com 11,6 mortes, número que pode ser comparado aos de países do Primeiro Mundo.
Esse resultado reflete os investimentos no setor, que ganhou o Pró-Mulher, o Pró-Parto, o Promeg (distribuição gratuita de medicamentos), o Pró-Criança, o Pró-Híper (para idosos), sete unidades do Programa Saúde da Família e o Laboratório Municipal de Análises Clínicas, entre dezenas de outros programas e equipamentos, além do expressivo aumento do número de profissionais da saúde contratados por concurso público.
A Administração dedicou-se, inclusive, a modernizar os serviços de zoonoses. Mogi ganhou um Centro de Controle de Zoonoses, dotado de tecnologia de ponta e classificado como um dos mais modernos do País. A estrutura possibilitou, por exemplo, a inédita campanha de esterilização gratuita de cães e gatos, além da vacinação em massa.


Cultura 
O desenvolvimento e fortalecimento do setor cultural foi baseado em três pilares básicos: a popularização da cultura e das artes com a consequente valorização dos artistas locais – levando múltiplas atividades a cada palmo do Município, inclusive mais de 20 bibliotecas comunitárias –, o resgate da memória mogiana – com a criação de museus temáticos (Professora Guiomar Pinheiro Franco, Expedicionários e Memorial do Centenário da Imigração Japonesa), recuperação do Museu Visconde de Mauá e a total revitalização da Banda Santa Cecília – e a preservação do patrimônio histórico – com a implantação do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural, Arquitetônico e Paisagístico de Mogi das Cruzes e da Lei de Tombamento. Pontualmente, destacam-se a reforma do Teatro Vasques e novos espaços públicos para manifestações culturais, como o auditório do Cemforpe e do Ciarte.


Saneamento Básico 
A modernização da estrutura operacional do Semae – Serviço Municipal de Águas e Esgotos, com a inauguração de novas estações de tratamento de água e esgoto, além da reforma das instalações da Rua Otto Unger e de obras complementares, com investimentos superiores a R$ 100 milhões, permitiram expressiva evolução no saneamento básico. As ações tinham como foco viabilizar ações preventivas na saúde pública e contribuir com a melhoria da qualidade do meio ambiente.
As obras reduziram significativamente a dependência que Mogi tem da Sabesp para propiciar o abastecimento. Com o completo funcionamento da nova estação de tratamento de água, em poucos anos, a Cidade precisará comprar apenas 10% do volume necessário para atender os mogianos.
Já o novo complexo de tratamento de esgotos elevou de forma substancial o percentual de detritos recolhidos e tratados. Saindo de 0,5%, em 2001, a perspectiva é eliminar, nos próximos anos, mais de 80% da carga de resíduos domiciliares in natura despejados nos cursos d’água.


Meio Ambiente 
Além da evolução extraordinária no tratamento de esgotos, detalhada no item Saneamento Básico, destaca-se a desativação do Lixão da Volta Fria e recuperação da área, degradada ao longo de décadas de despejo irregular de lixo domiciliar às margens do Tietê.
Para reduzir a quantidade de lixo descartada em aterro sanitário, a Prefeitura lançou a Coleta Seletiva Domiciliar e implantou o Centro de Triagem, na Vila São Francisco, que servirão como estruturas de apoio ao funcionamento da projetada Usina de Compostagem e, posteriormente, da Usina de Incineração (Verde), sepultando, de vez, o modelo arcaico de enterrar lixo.
Também merecem registro a Escola Ambiental – dirigida aos profissionais de Ensino e uma das únicas existentes no País, com repercussão internacional – e a recuperação da Ilha Marabá (porção de Mata Atlântica incrustada no Bairro do Mogilar), com posterior transformação em núcleo de educação ambiental.


Segurança 
Embora seja atribuição dos governos federal e estadual, a Prefeitura de Mogi desenvolveu um grande número de projetos para auxiliar o trabalho das Polícias. Numa iniciativa inédita na história da Cidade, a gestão Junji Abe implantou a Ciemp – Central Integrada de Emergências Públicas, com 34 câmeras de monitoramento (amplitude de 360 graus) e outras mais de 60 fixas em escolas e unidades de saúde. Inovou também com a criação da Guarda Municipal, desarmada, incluindo guarnição motorizada (viaturas e motos).
Paralelamente, uma série de investimentos viabilizou a maciça ampliação da iluminação pública, principalmente nos locais mais distantes do Centro. Além disso, houve expansão da política de subsídios e incentivos, com gratificação salarial para todo o efetivo das Polícias Militar (inclusive Bombeiros e Rodoviária) e Civil, além do pagamento de aluguel de imóveis, contas telefônicas, combustível, reformas prediais e manutenção de viaturas dos órgãos de segurança. Vale evidenciar ainda a implantação, em parceria com o Estado, das novas instalações da Delegacia da Mulher e da sede da Delegacia do Idoso.


Obras 
Mogi foi transformada num grande canteiro de obras que melhoraram muito a qualidade de vida da população. A conclusão do trecho Leste da Via Perimetral – implantação do viaduto de Braz Cubas e da ligação entre a Avenida Japão e a Mogi-Bertioga – possibilitou a conexão racional entre as Rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga. Assim, a Perimetral passou a cumprir sua função primordial de aliviar o tráfego na área central da Cidade.
De 2001 a 2008, mais de 500 vias urbanas e rurais foram pavimentadas ou recapeadas. Todos os principais acessos a Mogi foram duplicados e reurbanizados, assim como importantes avenidas do porte da Francisco Rodrigues Filho e Miguel Gemma.
Ao mesmo tempo, a parceria e o bom relacionamento com o Estado permitiram a realização de grandes obras, como a duplicação da Mogi-Dutra e da Mogi-Bertioga (trecho até a Estrada do Nagao).
Vale evidenciar também a abertura da Avenida Cívica que proporcionou à Cidade o palco apropriado para festejos carnavalescos, desfiles oficiais e outras manifestações sócio-culturais e educativas. A obra enobreceu a região que se consolidou como espaço multicutural após a remodelação da área do CIP (Centro de Iniciação Profissional), outrora um “cemitério de veículos”.
Também merece destaque a elaboração do diagnóstico de macrodrenagem da Cidade, que pautou a realização de grandes obras de combate às enchentes, como a canalização do Córrego do Gregório, do Ribeirão Ipiranga e outras, como o desassoreamento do Rio Tietê, em parceria com o Estado. As ações praticamente acabaram com as inundações do Centro e pautaram os trabalhos futuros na prevenção de alagamentos, como as intervenções nos Córregos Lavapés e dos Canudos.


Planejamento e Urbanismo 
Com a missão de interagir com todas as demais Secretarias, este setor respondeu à incumbência de dar “uma nova cara” à Cidade, perseguindo os objetivos de humanizar a paisagem urbana, com funcionalidade, beleza e conforto aos munícipes.
O padrão arquitetônico dos prédios escolares, a estética dos espaços públicos, o perfil colorido das praças e canteiros floridos, todas as estruturas físicas da rede pública que sofreram intervenções têm a marca do planejamento.
Mais que isso. A atuação dos técnicos garantiu a imprescindível revisão e transformação, em lei, do Plano Diretor de Mogi das Cruzes – instrumento que norteia as ações do Executivo municipal pelos próximos 15 anos, no mínimo. O processo foi marcado pela maciça participação popular, por meio das entidades civis organizadas.


Transportes 
A criação da Secretaria Municipal de Transportes atendeu aos propósitos de adequar os serviços públicos às necessidades da população. Destaca-se a quebra do monopólio no transporte coletivo urbano, assim como o início do complexo processo de integração, com a implantação da tarifa única. Ao longo de oito anos, cerca de 70% das linhas de ônibus foram integradas, os veículos receberam catracas eletrônicas e uma parte da frota passou a ser adaptada para portadores de deficiência física.
A estrutura técnica operacional da Secretaria permitiu regulamentar e orientar a fiscalização do transporte escolar, de fretados e também da frota de táxis, incluindo sua padronização.
A modernização do sistema de orientação e fiscalização de trânsito incluiu a criação dos Agentes Municipais e a reformulação dos recursos de sinalização (aérea, vertical e horizontal) para ampliar a segurança. A Cidade ganhou equipamentos para melhoria do monitoramento do tráfego, como semáforos sincronizados e com contadores de tempo, sinais com botoeiras para pedestres e aparelhos específicos para circulação de portadores de necessidades especiais.


Habitação 
A boa relação com os Governos do Estado e Federal viabilizou a drástica redução do déficit habitacional, transformando em realidade o sonho da casa própria para milhares de mogianos. Até 2008, foram entregues 5.162 moradias e mais 2.200 unidades estavam em obras ou em projeto, por meio da CDHU ou do sistema PAR, da Caixa Econômica Federal.


Cidadania 
A valorização do ser humano, sua integração à sociedade e o exercício da cidadania deram a tônica das ações desenvolvidas para promover a inclusão social das famílias carentes. Entre os projetos de maior expressão, destacam-se o “Coral Canarinhos do Itapety”, a "Orquestra Sinfônica Jovem Minha Terra Mogi" e a “Banda Boigy”, envolvendo centenas de crianças que, por meio da música, criaram a perspectiva de um futuro melhor, longe da violência e da criminalidade
Vale citar ainda a democratização das políticas do setor, com a reativação ou criação de um grande número de conselhos municipais, atingindo os diferentes segmentos da população, de todas as faixas etárias e sempre com a efetiva participação popular, além de programas para orientar e capacitar dirigentes de aproximadamente 130 entidades do Terceiro Setor.
Atuando em conjunto com a área de Cidadania, o Fundo Social de Solidariedade desenvolveu ações para atender as necessidades assistenciais imediatas da população carente. Também coordenou programas de orientação profissional visando auxiliar na ampliação da renda familiar e reinserção no mercado de trabalho.


Esportes e Lazer 
Os pontos de destaque foram a criação de dois parques municipais – Leon Feffer e Centenário – e a transformação, em locais de lazer, de 64 áreas públicas, ociosas e abandonadas. Tudo, voltado ao bem-estar da família mogiana, com programas culturais, recreativos e de educação ambiental. Dentre os principais programas criados e incorporados ao cotidiano da população, evidenciam-se a Rua Feliz, Escola Feliz, Esporte Mogi (adotado pela iniciativa privada), Escolinhas de Esportes e outros - todos com o propósito de difundir práticas esportivas e garantir ocupação saudável a milhares de crianças e adolescentes, afastando-os do caminho da violência e das drogas.
No esporte competitivo, a ênfase foi para as modalidades amadoras, repatriando atletas mogianos que representavam outras cidades por falta de apoio local e identificando jovens com potencial desportivo nos programas mantidos pela Prefeitura. O efeito dessa política, em oito anos, pode ser medido pelos resultados obtidos em competições oficiais. Nos Jogos Abertos do Interior, por exemplo, Mogi saiu de um mísero 64º lugar, com 3 pontos conquistados e nenhuma medalha, para a 3ª colocação em 2008, com 94 medalhas e 149 pontos. Outras ações, como o Ativa Idade e o apoio integral aos Jogos Regionais do Idoso, contemplaram a população da Terceira Idade neste setor.


Desenvolvimento 
A implementação de tantos programas que melhoraram a qualidade de vida do mogiano só foi possível graças ao desenvolvimento econômico de Mogi das Cruzes. Cumprindo à risca o PGP, a administração Junji Abe implantou a Política Municipal de Desenvolvimento. Envolve, entre outros preceitos, legislação específica para atração de empresas e expansão das existentes, com incentivos fiscais, doações de áreas a pequenas e médias empresas, programas de formação e capacitação profissional, instalação da primeira unidade do Banco do Povo na Cidade e a implantação da Intec – Incubadora Tecnológica. Tudo, em plena sinergia com instituições públicas, entidades classistas e universidades.
A Cidade ganhou cerca de 8,2 mil empreendimentos, entre indústrias, prestadores de serviços e estabelecimentos comerciais. Não por menos, Mogi é reconhecida pelo Ministério do Trabalho como um dos municípios que mais geraram empregos no País, no período de 2001 a 2008. Foram cerca de 115 mil, entre diretos e indiretos. Diferente de outras localidades, aqui existe o Distrito Industrial do Taboão que, preservado para a finalidade da expansão empresarial, continuará proporcionando o crescimento dos negócios com qualidade de vida.
O conjunto de ações da Prefeitura fomentou o crescimento industrial, oxigenou comércio, impulsionou o setor de serviços e fortaleceu os agronegócios, consolidando posições de vanguarda da Cidade na produção de hortifrútis e flores.


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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