Jequié

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Município de Jequié
"Cidade Sol"
"Chicago Baiana"
Centro de Jequié.

Centro de Jequié.
Bandeira de Jequié
Brasão de Jequié
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 25 de outubro
Fundação 1897
Gentílico jequieense
Lema "Todo Poder Emana do Povo"
Prefeito(a) Tânia Britto (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Jequié
Localização de Jequié na Bahia
Jequié está localizado em: Brasil
Jequié
Localização de Jequié no Brasil
13° 51' 28" S 40° 05' 02" O13° 51' 28" S 40° 05' 02" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Jequié IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Ipiaú, Aiquara, Apuarema, Boa Nova, Itagi, Jaguaquara, Jitaúna, Lafaiete Coutinho, Manoel Vitorino, Maracás.
Distância até a capital 365 km
Características geográficas
Área 3 035,423 km² [2]
População 161,391 hab. http://cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?lang=&codmun=291800&search=bahia
Densidade 0,05 hab./km²
Altitude 215 m
Clima Semi-árido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,665 médio PNUD/2010[3]
Gini 0,55 PNUD/2010[4]
PIB R$ 1 675 164 mil IBGE/2010[5]
PIB per capita R$ 11 026,55 IBGE/2010[5]
Página oficial

Jequié é um município brasileiro do estado da Bahia. Está a 365 km de Salvador, no sudoeste da Bahia, na zona limítrofe entre a caatinga e a zona da mata. Jequié é conhecida por seu clima quente. Cercada de montanhas, a cidade sofre com o calor durante quase todo o ano. Em dias de verão a temperatura pode chegar a 48°C.

Jequié é rica em minério de Ferro, por isso é muito quente durante o dia e fria durante a noite.

História[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

A cidade se desenvolveu a partir da movimentada feira que atraía comerciantes de todos os cantos da região, no final do século XIX. Pertencente ao município de Maracás de 1860 a 1897, Jequié abastecia as regiões Sudeste e Sudoeste da Bahia, assim como a bacia do Rio de Contas. Com sua crescente importância como centro de comércio, a cidade cresce então linearmente às margens do Rio de Contas onde que, na época, era mais volumoso e estreito, e cercado por uma extensa mata.

O município de Jequié é originado da sesmaria do capitão-mor João Gonçalves da Costa, que sediava a fazenda Borda da Mata. Esta mais tarde foi vendida a José de Sá Bittencourt, refugiado na Bahia após o fracasso da Inconfidência Mineira. Em 1789, com sua morte, a fazenda foi dividida entre os herdeiros em vários lotes. Um deles foi chamado Jequié e Barra de Jequié.

Pelo curso navegável do Rio de Contas, pequenas embarcações desciam transportando hortifrutigranjeiros e outros produtos de subsistência. No povoado, os mascates iam de porta em porta vendendo toalhas, rendas, tecidos e outros artigos trazidos de cidades maiores. Tropeiros chegavam igualmente a Jequié carregando seus produtos em lombo de burro. O principal ponto de revenda das mercadorias de canoeiros, mascates e tropeiros deu origem à atual Praça Luís Viana, que tem esse nome devido a uma homenagem ao governador da Bahia que emancipou a cidade.

Ali veio a desenvolver-se a primeira feira livre da cidade que, a partir de 1885, ganhou mais organização com a decisão dos comerciantes italianos: José Rotondano, José Niella e Carlos Marotta, de comprarem todo o excedente dos canoeiros e de outros produtores.

Emancipação política[editar | editar código-fonte]

Em pouco tempo, Jequié tornou-se distrito de Maracás, e dele se desmembrou em 1897, tendo como primeiro intendente (prefeito) Urbano Gondim. A partir de 1910 é que se torna cidade e já se transforma em um dos maiores e mais ricos municípios baianos. O nome "Jequié" é uma palavra indígena para designar "onça", em alusão a grande quantidade desses animais na região. Outros historiadores já afirmam que o topônimo tem origem no "jequi", um objeto afunilado, muito utilizado pelos índios mongoiós para pescar no Rio de Contas.

Jequié: capital da Bahia[editar | editar código-fonte]

Importante episódio da história estadual foi a decisão inusitada tomada pelo então Presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Aurélio Rodrigues Viana que, assumindo o governo em 1911, decretou a mudança da capital do estado, de Salvador para Jequié, ocasionando imediata reação do Governo Federal, que bombardeou Salvador e forçou a renúncia do infeliz político que adotara a medida. Jamais tendo se constituído de fato, o gesto entretanto marcou a História da Bahia, como um dos mais tristes, sobretudo por ter o bombardeio da capital e provocando o incêndio da biblioteca pública, onde estava guardada a maior parte dos documentos históricos de Salvador.

Entre o final de 1911 e o início de 1912, Jequié sediou o Governo da Bahia, em meio a uma situação delicada pela qual o Estado enfrentava. O episódio mais marcante do ocorrido foi o bombardeio de Salvador. Entre os vários locais usados para bombardear, o Forte de São Marcelo teve papel preponderante. 
O antigo Palácio do Governo ficou praticamente em ruínas e teve de ser reconstruído. Ele abrigava uma biblioteca valiosíssima e de inigualável importância para a história da Bahia e do país. Infelizmente, grande parte do acervo, datado da época colonial e imperial, se perdeu. O "novo" Palácio (foto) ficou pronto 7 anos depois do ocorrido, em 1919
A escolha de Jequié, por Viana, para ser a nova capital do Estado, foi por uma razão óbvia: o difícil acesso. Apesar de a cidade ter ostentado um título tão honroso - o de capital, convém dizer que o município não era litorâneo, e assim dificultava muito a chegada de tropas na região. É também possível denunciar a falta de meios de comunicação imprescindíveis para a época, como o telégrafo. A situação de Jequié mudaria anos depois, dando lugar ao desenvolvimento econômico, mas pelas condições em que se encontrava em 1911, a cidade funcionou como uma espécia de "esconderijo" do Governo Estadual em relação ao Governo Federal, do qual fazia oposição. J. J. Seabra (foto) foi um dos políticos oposicionistas que foram contrários à permanência de Jequié como capital da Bahia, além de apoiar o bombardeio de Salvador, que julgava ser de caráter fundamental para livrar o Estado das mãos de Viana

Destruição e recomeço[editar | editar código-fonte]

Depois da terrível enchente de 1914, que destruiu quase tudo em Jequié, a feira, o comércio e a cidade passaram a desenvolver-se em direção às partes mais altas. Após a enchente, Jequié ficou conhecida como a "Chicago Baiana", pois essa cidade norte-americana também foi destruída, em 1871, e teve que recomeçar quase do zero. A diferença é que Jequié acabou em água e Chicago em fogo. Em 1919, o então intendente Antero Cícero dos Santos, inaugurou o cemitério municipal São João Batista, no atual bairro do Joaquim Romão.

Desenvolvimento urbano e crescimento econômico[editar | editar código-fonte]

No dia 1º de setembro de 1923 foi instalada a agência do Banco do Brasil em Jequié. Primeiro funcionou no saudoso "Sobrado dos Grillos", depois foi para a Avenida Rio Branco, em seguida para a Praça Ruy Barbosa, e nos dias atuais funciona na Rua da Itália. A cidade foi a primeira da região sudoeste da Bahia a ter uma agência do Banco do Brasil.

Jequié foi emancipada durante o governo de Luís Viana (1896-1900).

Apesar das ações de desmatamento que acabaram por assorear o Rio de Contas, impossibilitando a navegação, a cidade seguiu firme em direção ao progresso e, em 1927, festejou a chegada da "Estrada de Ferro Nazareth". Nesse tempo, Jequié era a quarta cidade mais importante da Bahia e teve no comerciante Vicente Grillo o seu grande benemérito. Em 1930, com o advento da Revolução, o então intendente (prefeito) Geminiano Saback teve que deixar o cargo, interrompendo assim o seu projeto de pavimentar a cidade.

Durante a gestão do advogado Virgílio de Paula Tourinho (1934-1937), a cidade entrou em um rush de obras jamais visto. A feira foi deslocada da Praça Ruy Barbosa para a Praça da Bandeira, onde antes havia um mangueiro. As ruas do centro foram calçadas e a zona de meretrício foi deslocada do Beco do Cochicho (Rua Damião Vieira) para a antiga Ladeira do Maracujá, hoje parte da Rua Manuel Vitorino, que na época ficava fora do perímetro urbano.

Com a reforma ortográfica de 1943, um grupo de intelectuais propôs a mudança da grafia do nome da cidade para "Jiquié", ideia que não vingou. Em 1948, a retirada de uma gameleira centenária, situada na Praça Ruy Barbosa, causou grande comoção popular. No mesmo ano, artistas e intelectuais cantam e publicam poesias para homenagear a árvore desaparecida.

Durante as décadas de 40 e 50, foram aterradas as várias lagoas que existiam nas proximidades do centro. Segundo o discurso apresentado pelos políticos da época, elas atrapalhavam no crescimento da cidade. Foi um grave erro. Tal atitude, somada com a destruição da mata ciliar do Rio de Contas, contribuiu para aumentar o aquecimento climático de Jequié. Entre as muitas lagoas aterradas, podem ser citadas a Lagoa do Maringá (atualmente um largo), a Lagoa da "Manga do Costa" (hoje Centro de Abastecimento Vicente Grillo), e a Lagoa que se localizava ao fundo do Jequié Tênis Clube. Nesta última, em fins dos anos 30, havia prática de esportes como remo, natação e outras recreações.

Em 1954, o então prefeito Lomanto Júnior inaugurou, na Praça da Bandeira, o Mercado Municipal de Jequié, um dos melhores do interior do estado.

Período histórico recente[editar | editar código-fonte]

Nos anos 1960, cresceu no bairro do Jequiezinho um forte movimento para a emancipação política. Os moradores alegaram que o bairro tinha uma posição geográfica isolada do restante da cidade, visto que é separado do centro pelo Rio Jequiezinho e do bairro do Mandacaru pelo de Contas. Somando a esse fator, nas proximidades do Jequiezinho existia o cultivo de cacau. Emancipado, o "novo" município englobaria muitas terras cacaueiras.

Cacau, grande riqueza jequieense na primeira metade do século XX.

Para inibir a ideia de emancipação, o prefeito Waldomiro Borges construiu no bairro uma nova prefeitura para Jequié, no ano de 1971. Durante a década de 70, a cidade passou por uma grave crise econômica, em decorrência das emancipações de Aiquara, Itagi e Jitaúna. O interesse de emancipação desses distritos, aconteceu em razão do cacau. Tal crise só foi superada após o advento do Distrito Industrial.

Antigos nomes dos logradouros jequieenses[editar | editar código-fonte]

Nome antigo Nome atual
Beco do Cochicho Rua Damião Vieira
Beco de Lindaura Perninha Rua Joana Angélica
Caixa de Fósforo Rua Ariston Barbosa (bairro Joaquim Romão)
Ladeira da Balança Rua José Moreira Sobrinho
Ladeira do Maracujá Rua Manuel Vitorino (parte ladeirada)
Ladeira do "Quebra-Bunda" Rua Mota Coelho (parte ladeirada)
Ladeira do Vinte e Sete Viaduto Daniel Andrade
Manga do Costa Centro de Abastecimento Vicente Grillo
Praça Castro Alves espaço entre as Ruas Virgílio Tourinho e Trecchina
Praça São João Praça Coronel João Carlos Borges
Rua 1º de Janeiro Avenida Alves Pereira
Rua da Areia Rua Félix Gaspar
Rua da Esperança Rua Mota Coelho
Rua da Gameleira Avenida Lomanto Júnior
Rua das Pedrinhas Rua 15 de Novembro
Rua Maracás Rua Bertino Passos
Rua Pirajá Rua Laudelino Barreto

Prefeitos de Jequié desde a redemocratização (1985)[editar | editar código-fonte]

A Praça Ruy Barbosa no início dos anos 30.
Prefeito Período
Landulfo Caribé (1983-1986)
José Simões de Carvalho (interino) (1986)
Landulfo Caribé (1986-1987)
Luiz Amaral (1988-1992)
Lomanto Júnior (3º período administrativo) (1993-1996)
Roberto Britto (1997-2000)
Roberto Britto (2º mandato - reeleito) (2001-2004)
Reinaldo Pinheiro (2005-2008)
Luiz Amaral (2º período administrativo) (2009-2012)
Tânia Britto (2013 - 2016)

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

  • Itália Trecchina, Itália - terra natal da maioria dos imigrantes italianos de Jequié; reconhecimento público desde 1963
  • Takoma Park, Maryland-USA- 1963-1978.Em 1962 os prefeitos: Antonio Lomanto Junior (Jequie) e George Miller (Takoma Park) se conheceram em uma conferência internacional nos EE.UU e em 1963, Takoma Park e Jequié oficialmente se tornaram cidades irmãs.Jequié recebeu 3 (três) estudantes de Takoma Park: Lesly Zark, Susan Turner e Dolores Ziegler.Takoma Park recebeu 7 (sete) estudantes de Jequié: Claudio ... ..., Arli Brito, Ana Maria Magalhaes, Henry Zimbrunes MD, Angela Andrade, Maria Vilani... ... , Maria das Graças Barreto.

Jequié integra a Associação Internacional das Cidades Educadoras.[6] [7]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Vista do Alto da Matriz.

Jequié tem mais de 3.000 km², possuindo os seguintes distritos: Fazenda Velha, Florestal, Itaibó, Boaçu, Itajuru, Monte Branco, Baixão, Oriente Novo, Tamarindo e Barra Avenida.

Sua sede também está dividida em muitos bairros, entre eles estão Curral Novo, Jequiezinho, Mandacaru, Alto da Boa Vista, São Luiz, Campo do América, Joaquim Romão, Cidade Nova, Jardim Alvorada, Jardim Eldorado, Vila Rodoviária, Água Branca, Urbis I (Casas Populares), Urbis III e IV (Agarradinho), Pedras do Parque, Bairro km 3 e km 4, Bela Vista, Gustavo Ribeiro, São José, Pompílio Sampaio, São Judas Tadeu, Parque das Algarobas, Osvaldo Costa Brito, Mirassol, Tropical, Itaigara, Brasil Novo, Vovó Camila, Amaralina, Caranguejo (Prodecó), Zimbrunes, Baixa do Bonfim, Barro Preto, Sol Nascente, Cururu, Pau Ferro, Alto do Cemitério, Posto Manoel Antônio e Inocoop.

Economia[editar | editar código-fonte]

Obelisco na Praça Ademar Nunes Vieira, conhecida popularmente como "Praça da Bíblia", bairro Jequiezinho.

A pecuária e a agricultura foram a base de todo desenvolvimento de Jequié. O município tem uma diversidade produtiva no que refere à agricultura, destacando-se o cacau, o café, a cana-de-açúcar, maracujá, melancia entre outros.

No setor pecuária sua força se concentra principalmente na bovinocultura e caprinocultura.

O setor mineral é contemplado com a exploração de jazidas de granito das variedades "Kashmir Bahia" e "Verde Bahia". Possui ainda reservas de ferro, mármore e calcário.

Outro fator importante na economia do município é o Poliduto de derivados de petróleo e álcool, que proporcionou a implantação das bases de distribuição das maiores empresas do setor, tais como: Petrobrás, Esso, Shell e outras. Tendo Jequié à condição de principal centro de distribuição de derivados de petróleo indo até parte de Minas Gerais e Espírito Santo. A capacidade de armazenamento da base de distribuição é de 57.000 barris de álcool, 40.000 barris de gasolina, 154.000 barris de óleo diesel e 288.000 barris de GLP - gás de cozinha. Capacidade essa que já está quase que triplicada com a implantação da unidade de retribuição das principais distribuidoras de combustível do país.

O comércio da cidade é bem diversificado e absorve boa parte das pessoas empregadas. O município tem uma posição estratégica na microrregião e é responsável por parte de seu abastecimento. Jequié possui 302 empresas do setor industrial (micro, pequena, média e grandes empresas), 1.020 do setor de comércio, 1.230 do setor de prestação de serviços e sete agências bancárias: Banco do Brasil, (2) Caixa Econômica Federal, Bradesco, (2) Itaú e Banco do Nordeste, além de duas cooperativas de crédito que atuam como instituição financeira: Sicoob e Unicred. A cidade ainda conta com um Distrito Industrial formado por mais de 24 empresas voltadas para produção de alimentos, calçados e confecções, que emprega ao todo mais de 1.400 funcionários. Entre 2006 e 2008 foram injetados mais de dez milhões de reais no comércio de Jequié com a aquisição de materiais de construção para o maior projeto habitacional do Estado, com a construção de 604 casas populares.[carece de fontes?]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento da população jequieense[editar | editar código-fonte]

Ano Nº de Habitantes Fonte
1910 11.731 Capítulos da História de Jequié
1930 40.676 Álbum Artístico, Commercial e Industrial do Estado da Bahia
1949 95.000 Quatro Séculos de História da Bahia
1970 83.895 Cartilha Histórica da Bahia
1998 144.572 Grande Enciclopédia Larousse Cultural 1995/Nova Cultural Ltda 1998
2009 150.541 Almanaque Abril 2010
2010 151.895 IBGE
2013 161.391 IBGE

Percebe-se claramente que entre os anos de 1949 a 1970, a população de Jequié decresceu. O motivo foi a emancipação dos municípios de Aiquara, Itagi e Jitaúna.

Imigrações[editar | editar código-fonte]

Imigração italiana em Jequié[editar | editar código-fonte]

Edifício-sede da firma "Grillo Lamberti & Cia", já demolido, maior símbolo da imigração italiana em Jequié. Exibia fachada neorrenascentista.

Jequié é a cidade baiana que mais recebeu imigrantes italianos no estado da Bahia, embora a colônia tenha entrado em decadência a partir de meados do século XX, e hoje já não existe mais. Diferente do que aconteceu com a colônia italiana de Itiruçu, por exemplo, que apesar da miscigenação com brasileiros de diversas raças, houve uma certa conservação de costumes.

Os italianos radicados em Jequié vieram principalmente de Trecchina (pronuncia-se Tréquina), na região da Basilicata. O pioneiro foi o já citado José Rotondano (nome de origem: Giuseppe), que viu em Jequié um grande potencial econômico, na época arraial de passagem para tropeiros. Com o tempo vieram mais conterrâneos seus, que foram de significativa importância para o crescimento da cidade. Tanto, que na década de 1930 o italiano Vicente Grillo era um dos homens mais ricos da Bahia, e Jequié era a quarta cidade do estado em economia.

Entre as mais de 150 famílias italianas que se estabeleceram em Jequié, destaca-se:

 
  • Acierno
  • Aldaferri
  • Aprile
  • Astrê
  • Bartilotti
  • Biondi
  • Caricchio
  • Colavolpe
  • Conte
  • D'Andrea
  • Ferraro
  • Franchi
 
  • Grillo
  • Grisi
  • Guerrieri
  • Labanca
  • Lamberti
  • Leto
  • Liguori
  • Limongi
  • Lomanto
  • Maimone
  • Maldini
 
  • Magnavita
  • Marotta
  • Mensitieri
  • Michelli
  • Miccuci
  • Orrico
  • Penza
  • Pesce
  • Pamponét
  • Pignataro
  • Rotondano
 
  • Scaldaferri
  • Schettini
  • Sciarreta
  • Soglia
  • Tofolo
  • Tolomei
  • Vita
Italianos de destaque durante a primeira metade do século XX
  • José Rotondano (italiano: Giuseppe): pioneiro da colônia italiana em Jequié
  • Vicente Grillo (italiano: Vicenzo): capitalista, grande filantropo e benemérito
  • Antonio Lomanto: era mais conhecido como "Tote Lomanto", foi agricultor, fazendeiro e pai do ex-governador Lomanto Júnior
  • Padre Spínola: educador, fundou o "Gymnasio de Jequié" (CEMS)
  • Fernando Biondi (italiano: Ferdinando) e Almerico Biondi (italiano: idem): irmãos e donos da "Grande Padaria Bahiana", a maior em Jequié na época
  • Miguel Ferraro (italiano: Michele): dono do "Bar e Pastellaria Fascista", que fechou em 1942 por ordem do governo brasileiro, durante período da Segunda Guerra Mundial
  • Geraldo Orrico (italiano: Gerardo): empresário e sócio-fundador da "Geraldo Orrico & Cia", firma fundada em 1907
  • André Leto (italiano: Andrea): foi proprietário, ainda nos anos 20, de um dos primeiros cinemas de Jequié, o "Ítalo-Brazil"

Outros imigrantes[editar | editar código-fonte]

Além dos italianos, Jequié acolheu imigrantes de outras nacionalidades, principalmente sírios, libaneses, judeus e espanhóis. A maioria foram atraídos pelo sucesso que a colônia italiana vinha obtendo na época. Embora em menor número, esses imigrantes também foram de grande importância para o crescimento da cidade, onde boa parte se dedicaram ao comércio. Entre os espanhóis destaca-se o engenheiro Apolinário Peleteiro, que ostentava grande prestígio durante a primeira metade do século XX. Dos judeus e sírio-libaneses, é possível mencionar as famílias: Cohim, Morbeck, Saback, Salomão,Erdens, dentre outras.

Tropas revolucionárias durante missa campal na Praça Ruy Barbosa, em 15 de novembro de 1930.

Abrasileiramento de prenomes e sobrenomes[editar | editar código-fonte]

Um fato muito interessante foi o "abrasileiramento", ou "aportuguesamento" de prenomes e sobrenomes estrangeiros. Muitos imigrantes viam nessa prática uma forma de se "familiarizarem" com o país que os acolhia. A intenção do estrangeiro era ser aceito, com mais facilidade, pelas pessoas com quem passariam a conviver.

Com isso, quase todos os italianos de prenome Giuseppe tiveram a grafia modificada para José. É o caso do comerciante Giuseppe Rotondano que chegou em Jequié ainda no século XIX. Outro caso similar foi o do empresário Vicenzo Grillo, que teve o prenome modificado para Vicente. Já o também italiano Andrea Leto se sentiu constrangido, pois em língua portuguesa o seu prenome é feminino, e preferiu ser conhecido como André.

Os sobrenomes também foram modificados, por causa dos frequentes erros de escrivães em cartórios. A família Senhorinho, por exemplo, tem origem um tanto obscura, e talvez foi fruto desses erros de cartório. Provavelmente, a palavra é uma corruptela da italiana Signorino. Da mesma forma, os sobrenomes espanhóis Peletero e Sanchéz, viraram Peleteiro (com i) e Sanches (com s e sem acento). Semelhantemente ocorreu com a família judaica Cohen, que teve a grafia modificada para Cohim.

Fascismo no sertão[editar | editar código-fonte]

A bandeira do reino italiano (1861-1946) era hasteada com frequência no "Bar e Pastellaria Fascista", centro de Jequié.

Os italianos começaram a chegar em Jequié na segunda metade do século XIX, em proporções ainda tímidas. A imigração se intensificou durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Além da guerra, outros fatores contribuíram para a "diáspora", como a fome e as dificuldades financeiras. Ainda nos anos 20, a ideologia fascista desembarcou no interior da Bahia, e não demorou para ganhar popularidade entre os imigrantes italianos.

O fascismo em Jequié achou "solo fértil" para crescer, visto que eram muitos os italianos insatisfeitos com a antiga política de seu país. O saudosismo também contribuiu para nutrir a simpatia pelas ideias de Benito Mussolini, pois uma considerável parte da colônia almejava retornar para a Itália. Um bar chegou a ser criado com o nome de "Fascista", onde passou a reunir os imigrantes e boa parte da sociedade jequieense da época. Funcionava em estabelecimento térreo, situado na esquina da Avenida Alves Pereira com a Rua João Mangabeira.

A estrutura física e externa da construção era assim estabelecida:

Nove portas voltadas para a fachada (Avenida Alves Pereira), quatro portas e três janelas na lateral (Rua João Mangabeira). Toda a fachada exibia estilo eclético, com admirável platibanda composta de balaustres e telhado de quatro águas.

O Bar Fascista proporcionava aos seus clientes, além de bebidas, um bem instalado salão de bilhares e barbearia. Seu proprietário era o italiano Michele Ferraro (pronuncia-se Miquele Ferraro), mais conhecido como Miguel. Exibia um farto bigode e gozava de grande prestígio, não somente entre os seus compatriotas, mas em toda a cidade de Jequié. Miguel Ferraro costumava hastear a bandeira do reino italiano na parte externa de seu bar.

Com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, o descontentamento dos italianos foi geral, pois o esperado era que Getúlio Vargas apoiasse os países do Eixo, e não os Aliados. O Governo Federal fechou o Bar Fascista, e passou a punir toda e qualquer manifestação de apoio ao fascismo.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Posto da Polícia Rodoviária Federal em Jequié

Saúde[editar | editar código-fonte]

Edifício Santa Helena, onde funciona até hoje a casa de saúde de mesmo nome, atualmente hospital, pioneira em Jequié

Jequié conta com o Hospital Geral Prado Valadares, um hospital regional da rede Sistema Único de Saúde e referência para aproximadamente 30 municípios. Fundado em março de 1947, conta com 155 leitos e é campo de estágio para estudantes da área de saúde da Faculdade de Tecnologia e Ciências, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e Escola Técnica de Enfermagem.

Possui ambulatórios de urologia, pediatria, ortopedia, ginecologia, psiquiatria e neurologia, onde realiza internamentos nas especialidades de pediatria, clínica médica, obstetrícia, cirurgia geral e psiquiatria, com cerca de 11 500 atendimentos ambulatoriais por mês. É o único hospital da cidade que presta atendimento a grandes emergências na região.

Localização geográfica[editar | editar código-fonte]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Criada através da Lei Municipal n.º 1.793, de 22 de dezembro de 2008 a SECUT - Secretaria Municipal de Cultura e Turismo dispõe em seu organograma uma Diretoria de Gestão Cultural, Programas e Projetos e outra Diretoria de Desenvolvimento do Turismo. Como órgão colegiado está o Conselho Municipal de Cultura.

O Municpípio de Jequié, avança no setor cultural, com a pulbicação de editais públicos de incentivo à cultura local, dispondo ainda de um Fundo Municipal de Cultura, e da Lei nº1.450 de incentivo à cultura por meio de dedução fiscal.

A Secretaria da Cultura e Turismo, promove o São João do município de Jequié, tido entre os maiores eventos do calendário junino baiano, onde se apresentam grandes nomes da música brasileira, além de incentivar à apresentação dos folguedos tradicionais.

A Academia de Letras de Jequié foi fundada em 20 de junho de 1997 e reúne intelectuais da cidade.

Atualmente, a SECUT - Secretaria da Cultura e Turismo, conduzida interinamente por Irailton Santos de Jesus (bacharel em Ciências Contábeis), está responsável pela execução da política pública de cultura no âmbito municipal, com a colaboração das diretorias: Depto. Administrativo, Programas e Projetos Culturais, conduzida pelo mesmo secretário, Promoção Cultural, conduzido pelo empresário Ricardo Brito Ferreira e diretoria de Desenvolvimento do Turismo, conduzido pelo enfermeiro Saillon Santos Silva.

A SECUT mantém uma grade fixa de projetos culturais, a serem realizados durante todo o ano, na Casa da Cultura Pacífico Ribeiro, além de outras atividades de dinamização e promoção da cultura no Teatro Municipal, Biblioteca Municipal e Museu Histórico.

Iconografia e cinema[editar | editar código-fonte]

Supõe-se que as primeiras realizações fotográficas, apareceram em Jequié ainda na primeira década do século XX. Nada restou desse período. Com a enchente de 1914, Jequié é alvo da fotografia jornalística, sendo o primeiro registro fotográfico da cidade a ter grande repercussão estadual.

Nos anos 20, a prática do retrato está em expansão na cidade. Como era um recurso caro, são registradas apenas ocasiões especias, como bartizados, casamentos, etc. O mais notável retratista jequieense foi o saudoso Teotônio Rocha Souza, que começou a carreira de fotógrafo ainda nos anos 40, e só encerrou com a sua morte, em 1989. Em 1930 é publicado o livro "Álbum Artístico, Commercial e Industrial do Estado da Bahia", uma valiosa fonte histórica da fotografia urbana, onde o crescimento de Jequié ganha merecido destaque.

Tratando-se de cinema, a primeira filmagem feita em Jequié, de que se tem notícia, aconteceu em 1948, e foi patrocinada por Vicente Grillo. O vídeo exibia os aspectos urbanos da Jequié da época. Ainda existiram outras duas notáveis e de grande interesse histórico: a visita de Café Filho nos anos 50, e o desfile do cinquentenário jequieense. Este último foi realizado em 1960, e usaram a elevação de Jequié a cidade (1910) como marco zero. Todo o evento foi filmado pela Iglu Filmes. Infelizmente, nenhuma dessas preciosas fontes, de caráter documental, sobreviveram.

Esporte[editar | editar código-fonte]

Associação Desportiva Jequié é um time de futebol da cidade de Jequié (Bahia). Foi fundado em 20 de novembro de 1969. Seu mascote é um bode. Seu uniforme é camisa amarela com listras azuis e brancas, calção azul e meias azuis. Seu estádio, Valdomiro Borges, o “Valdomirão”, tem capacidade para 10 mil pessoas.

Está licenciado do futebol profissional desde o ano de 2004, participando apenas de campeonatos intermunicipais.

Na cidade há também o Ginásio de Esportes Aníbal Brito, onde antes era um pequeno estádio de futebol com arquibancadas de madeira.

Em Jequié também cresce muito o ciclismo, dentre as várias modalidades, a cidade conta com grandes nomes do MTB, XC, Speed e Downhill que representam o nome da cidade e do estado em competições na Bahia e Brasil. A vertente do ciclismo mais forte em Jequié é o Downhill. Foi uma das cidades pioneiras do Downhill na Bahia, através da Equipe No Rastro de propriedade dos pilotos Péricles Maia e Daniel Rodrigues. A sua primeira competição de de DH (Downhill) foi na Trilha da Vaca Louca (Fazenda Maravilha II) de propriedade da Família Borges. A cidade abriga os melhores pilotos de Downhill da Bahia, inclusive o primeiro Campeão Baiano de Downhill, Luciano Bastos, proprietário da loja Aro 10. O primeiro Campeonato Baiano de Downhill foi organizado pelos representantes da Federação Baiana de Ciclismo Péricles Maia e Wagner Figueiredo (Guiné), sendo a final do campeonato sediada em Jequié. Na sequência em 2011, Jequié faz mais um nome como Campeão Baiano de Downhill, o piloto Péricles Maia se consagra Campeão Baiano de Downhill 2011, Vice-Campeão Nordestino de Downhill e Vice-Campeão Baiano de Bicicross, sendo o único piloto que atualmente representa Jequié na modalidade.

No Cross Country (XC) nomes como Mazinho, "Perna", Au, Alexandre e outros tem se destacado no cenário Baiano. No Speed quem se destava é o piloto Aristides Junior, mais conhecido como (Gú). Piloto ficou em 2011 entre os cinco melhore pilotos baianos.

Outras modalidades que crescem na cidade são, Dirt Jump e Street, que são modalidades mais extremas, onde saltos e manobras com a bicicleta são contados. A Equipe No Rastro é também a pioneira da modalidade na cidade, com eventos como o No Rastro Mega Urban, No Rastro Dirt Fight e o Mega Urban Bola de Neve.

Religião[editar | editar código-fonte]

A maioria da população é cristã, sendo parte pertencente a Igreja Católica, e outra, de protestantes.

Catolicismo

O catolicismo chega em Jequié com os portugueses, e é fortalecido ainda mais depois da chegada dos imigrantes italianos no final do século XIX. O padroeiro da cidade, Santo Antônio, foi escolhido em um consenso entre essas duas presenças pioneiras, pois o santo nasceu em Portugal e teve uma participação muito importante na Itália. A primeira Igreja de Santo Antônio foi construída no final do século XIX, mas desabou com a terrível enchente do Rio das Contas no ano de 1914. Uma segunda foi concluída em fins da década de 1930, exibindo um estilo neogótico e sendo considerada até hoje uma das mais bonitas do interior da Bahia. O seu relógio veio da Itália e foi um presente do capitalista Vicente Grillo. A Diocese de Jequié é composta por quatro regiões pastorais, que por sua vez é divida em trinta paróquias. Das paróquias se destacam:

  • Santo Antônio de Pádua - Centro
  • Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Jequiezinho
  • Nossa Senhora das Graças - Joaquim Romão
Protestantismo

Os protestantes chegam em Jequié na década de 1890 e são majoritariamente batistas. O primeiro templo protestante inaugurado na cidade foi o da Egreja Evangelica Baptista, situada na rua das Pedrinhas, e posteriormente Primeira Igreja Batista, já na Rua Dom Pedro II, em 8 de dezembro de 1901. Nos anos 1950 a Assembleia de Deus ganha seus primeiros fiéis em Jequié, não demorando para obter uma enorme popularidade. A partir daí houve um crescimento cada vez maior das igrejas pentecostais e neopentecostais, que apareceram de início nas periferias e depois se espalharam por toda a cidade. As promessas de cura divina e os milagres, muitos deles comprovados até pela medicina humana, atraíram milhares de fiéis. Ultimamente essas vertentes do protestantismo, como a Deus é Amor, a Universal do Reino de Deus e a Mundial do Poder de Deus, vêm apresentando um grande e significativo crescimento. Dentre as igrejas protestantes, se destacam:

Mormonismo

Os primeiros missionários de a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias chegaram em Jequié em Dezembro de 1990. Chegaram quatro missionários que se reuniram numa casa. Agora tem dois ramos da igreja, e se reúnem em Praça Otaviano Saback, 155, Centro.

Maçonaria[editar | editar código-fonte]

Apoio Rodoviário de Jequié.

A cidade possui três lojas maçônicas: "União Beneficente - GLEB", " Obreiros do Rio das Contas - GOB" e "Areópago Jequieense - GLEB", e o "Triângulo Maçônico Força e Luz" - GOB. A última Loja Maçônica citada situa no bairro do Jequiezinho, enquanto as outras se localizam no centro. Já o Triângulo Força e Luz está localizado no bairro São Luiz. A "União Beneficente" foi a primeira loja em Jequié, fundada em 28 de janeiro de 1929, e ocupa o Edifício São João, construído em 1946. Todas as lojas possuem sede própria.

Jequié faz parte do 6º Distrito da Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia e da 2ª Inspetoria Litúrgica do Estado da Bahia do Supremo Conselho do Grau 33 do R.'.E.'.A.'.A.'. para a República Federativa do Brasil. O delegado do G.'.M.'. e Sob.'. Gr.'. Inspetor Litúrgico é o Ir.'. Cid Carvalho Teixeira, 33.

As sedes destes organismos estão localizadas no Ed. Ma.'. São João, sede da Loja Maçônica União Beneficente n.º 16 - GLEB

Segurança pública[editar | editar código-fonte]

Jequié é servida pelo 19º Batalhão da Polícia Militar, e também pelo 8º Grupamento de Bombeiros Militar. A cidade ainda conta com um conjunto penal com capacidade para 363 detentos, e o Tiro de Guerra - 6ªRM TG 06009.

Eventos e datas comemorativas[editar | editar código-fonte]

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • ARAÚJO, Émerson Pinto de. Capítulos da História de Jequié. Salvador: EGB Editora, 1997.
  • FERREIRA, Jurandyr Pires. (org). Enciclopédia dos Municípios Brasileiros - Bahia. Rio de Janeiro: IBGE, 1958. 2 volumes.
  • FOLGUEIRA, Manoel Rodrigues. Álbum Artístico, Commercial e Industrial do Estado da Bahia. Rio de Janeiro: Edição Folgueira, 1930.
  • MAROTTA, Carmine. Trecchina-Jequiè, un ponte di ricordi sull'Oceano. Carmignano: Attucci Editrice, 2004.
  • MURAKAMI, Ana Maria Brandão. A Revolução de 1930 e seus antecedentes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. páginas 168 e 169.
  • SCHETTINI, Pasquale. Trecchina nel presente e nel passato. Alessandria: Tipografia Ferrari-Occella, 1947.
  • _________. Quatro Séculos de História da Bahia. Salvador: Revista Fiscal da Bahia, 1949. página 371.

Referências citadas

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 07 de agosto de 2013.
  4. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2010). Perfil do município de Jequié - BA. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Página visitada em 4 de março de 2014.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 12 dez. 2012.
  6. Ciudades miembro (em português). Página visitada em 26 de junho de 2009.
  7. Jequié - Brasil (em português). Página visitada em 26 de junho de 2009.
  8. http://www.revistabahiaemfoco.com.br/blog/?p=541 - Wilson Midlej, Blog Acessado em 1 de fevereiro de 2011

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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