Coribe

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Município de Coribe
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 14 de agosto
Fundação 14 de agosto de 1958
Gentílico coribense
Lema Opus et honestatis
Prefeito(a) Manuel Azevedo Rocha (PR)
(2013–2016)
Localização
Localização de Coribe
Localização de Coribe na Bahia
Coribe está localizado em: Brasil
Coribe
Localização de Coribe no Brasil
13° 49' 44" S 44° 27' 14" O13° 49' 44" S 44° 27' 14" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Extremo Oeste Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Santa Maria da Vitória IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Colônia do Formoso, Germânia, Ranchinho, Descoberto e Vila Nova
Municípios limítrofes Cocos, Jaborandi, Feira da Mata e São Félix do Coribe
Distância até a capital 900 km
Características geográficas
Área 2 678,441 km² [2]
População 14 301 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 5,34 hab./km²
Clima Sub-úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,6 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 54 861,975 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 674,37 IBGE/2008[5]
Página oficial

O Município de Coribe está localizado na região do extremo Oeste do Estado da Bahia, na zona fisiológica do Chapadão do Rio Corrente, cerca de 900 km de Salvador e a 700 km de Brasília. Possui uma população de 14.555 habitantes, conforme estimativa do IBGE de 2009. O clima do município é seco a sub-úmido. O tipo de vegetação é cerrado arbóreo aberto, sem floresta de galeria. O município de Coribe está inserido no semi-árido nordestino, no polígono das secas, sendo o risco da mesma, médio e alto. O período chuvoso corresponde aos meses de novembro a janeiro. A temperatura média é de 22,1°C. Entre os pontos turísticos que se destacam no município contamos com um dos mais belos rios da região Oeste, o Rio Formoso, que além do grande volume hídrico e bom estado de preservação, é embelezado por belas quedas d’água como a Cachoeira do Formoso, um atrativo para turistas de toda a região. No Distrito da Colônia o Rio Formoso, recebe o incremento de um paredão de pedra, que além de proteger suas margens, proporciona um belíssimo espetáculo natural. Contamos também com o Rio Alegre que tem um pequeno volume de água, que abastece a cidade. Estão distribuídos na área do município 14 nascentes: Cabeceiras Joaquim Bernardes, Malhada da Onça, Vereda do Tatu, Lagoa da Pedra, Pedra Branca, Deus me Livre, Riacho Grande, Santana, Lagoa Pequena, São José, Ribeirão do Formoso, Riacho do Nado, Rio da Ema e Rio das Almas. A primeira abastece a população local com água potável. A Economia do Município é baseada na agricultura familiar de subsistência, voltada para o cultivo de lavouras de arroz, cana-de-açúcar, feijão, mandioca, milho, melancia, abóbora, manga, sobressaltando o cultivo da cana-de-açúcar e as pastagens, além do comércio local – armazéns, bares, restaurantes e hotéis. A cidade possui datas comemorativas que atrai grande fluxo turístico, o seu aniversário, festas de cavalgadas, rodeios e a tradicional festa de São João de Coribe conhecida como uma das maiores festas juninas da Região, onde atraem turistas de Brasília, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e da própria região da Bahia.

História[editar | editar código-fonte]

O Arraial de São João dos Gerais, teve início em 1815, quando surgiram à beira do ribeirão, os primeiros habitantes, formando assim um pequeno povoado com o nome acima descrito. Aquelas gentes rústicas eram devotas de São João e as famílias primitivas segundo informações, eram dos Ribeiros, nomes estes de origem portuguesa.

O referido arraial foi agraciado em 1826, com a sua primeira casa coberta de telhas, as demais eram cobertas de palhas de buriti. Com o crescimento do povoado, em 1900, o mesmo passou a pertencer ao município de Carinhanha, porém, antes, segundo historiadores, pertenceu ao Estado de Pernambuco e alguns anos depois ao Estados da Bahia, subordinado a Comarca de Paracatu-Mg, cuja política era dirigida pelo Major José Carlos de Oliveira Castro, Capitão José Preto, Teodoro de Barros, Tenente Fortunato, Alexandre José da Cunha e outros.

Em 1901, chegou ao povoado o Sr. Liberato de Araújo Castro, com sua esposa e doze filhos, procedentes de Livramento do Brumado-BA, onde residiam, dentre eles Clemente e Leônidas de Araújo Castro e mais quatro rapazes, em vista da grande seca ali verificada.

Em 1915, Clemente e seu irmão Leônidas de Araújo Castro, foram convidados para participar da política, sendo a mesma orientada pelo Coronel João Duque, chefe político do município de Carinhanha, de cujo povoado pertencia. Como o povoado marchava na fase de evolução, seu povo entendeu de trabalhar para alcançar a sua independência política, sabendo o Coronel João Duque, deste fato, começou a política do quero e mando, procurando vencer pela força.

Em 1919, preparou oitenta homens, armados e embalados, rumando para o arraial de São João dos Gerais. Lá chegando, travou violenta batalha com as forças do Coronel Clemente e Leônidas de Araújo Castro, os quais unidos com os habitantes e amigos políticos, responderam as agressões do Coronel João Duque e seus capangas, saindo vitoriosos, o povo de São João dos Gerais, continuou com a política, passando a ser liderada pelos dois homens valorosos daquela época, Coronel Clemente e Major Leônidas de Araújo Castro.

Através da Lei Estadual n° 1 662 de 28 de agosto de 1923, foi criada a Vila do Rio Alegre, no antigo São João dos Gerais, desmembrado do município de Carinhanha, sendo instalada em 15 de outubro do mesmo ano, ficando o arraial de Cocos pertencendo a Vila de Rio Alegre, o qual funcionou como município por um período de oito anos, tendo como Intendentes durante esse tempo os Senhores Jonas de Castro Lessa e José de Araújo Castro.

Alguns anos depois, o município foi supresso pelo decreto n° 1 479 de 08 de julho de 1 931, passando a Vila do Rio Alegre a pertencer ao município de Santa Maria da Vitória e o arraial de Cocos para o município de Carinhanha.

Por volta de 1938, através do Decreto do Presidente Getulio Vargas, a Vila do Rio Alegre recebeu o nome de CORIBE, que segundo dizem, na língua Tupi Guarani, quer dizer RIO ALEGRE.

Somente em 1958, através da Lei Estadual n° 1 023 de 14 de agosto e com aprovação da Câmara Municipal de Santa Maria da Vitória, se fez a restauração do antigo município de Coribe, com sede na cidade de Coribe.

Pela Lei nº 4.037 de 14 maio de 1982, foi criado o Distrito de Descoberto com sede no Povoado de Descoberto o qual por força de Lei, foi elevado à categoria de Vila, ficando, portanto, o município de Coribe, a partir desta data, formado pelo Distrito Sede e pelo Distrito de Descoberto.

Gentílico dos nascidos no município: Coribense.

[6] Em abril 2012, um fato que chocou a população de Coribe foi a cassação do ex - prefeito José Alves Ferreira, o Nino. Ele foi acusado de abuso de poder econômico nas eleições de 2008 , desde então assumiu o segundo colocado, Derval Barbosa de Arruda, o Vazim, completando o restante de tempo que faltava para o término do mandato do antecessor. Essa foi a primeira vez que um prefeito coribense foi cassado.

Fontes[editar | editar código-fonte]

Fonte: Pesquisa e compilação de: Adenor Batista Mariano, Ex-Chefe da Agência e Joselino Rodrigues de Souza, Chefe da Agência do IBGE de Santa Maria da Vitória-Ba.

Autor do Histórico: JOSELINO RODRIGUES DE SOUZA

Fonte: http://www.ibge.gov.br/cidadesat/historicos_cidades/historico_conteudo.php?codmun=290910

     http://folhadovale.net/decisao-do-tse-sobre-a-cassacao-do-mandato-do-prefeito-de-coribe.html
     http://folhadovale.net/coribeprefeito-mais-uma-vez-e-cassad.html

Lista de prefeitos[editar | editar código-fonte]

  1. Leônidas de Araújo Castro 1959 – 1962 - (Falecido)
  2. Deoclides Ferreira Lopes 1963 - 1966 - (Falecido)
  3. Joaquim de Castro Lessa 1967 - 1970 - (Falecido)
  4. João evangelista da Rocha 1971 - 1972 - (Falecido)
  5. João Pereira da Silva 1973 - 1976 - (Falecido)
  6. José Pereira Neto 1977 - 1982 - (Falecido)
  7. João Batista de Oliveira Silva 1983 – 1988
  8. Gilvrando Alves Lopes 1989 - 1992
  9. João Batista de Oliveira Silva 1993 - 1996
  10. José Alves Ferreira 1997 - 2000
  11. José Alves Ferreira 2001 - 2004
  12. Derval Barbosa de Arruda 2005 - 2008
  13. José Alves Ferreira 2009 - 2012 (abril) - (CASSADO POR abuso do poder econômico)
  14. Derval Barbosa de Arruda - Abril a dezembro de 2012 (ASSUMIU COM A CASSAÇÃO)
  15. Manuel Azevedo Rocha - 2013 - 2016

Geografia[editar | editar código-fonte]

O clima do município é úmido e sub-úmido e seco a sub-úmido. O tipo e vegetação é cerrado arbóreo aberto, sem floresta de geleria, gramínea, lenhosa e floresta estacional e semidecidual. O solo é latossolo vermelho-amarelo álico, cambissolo eutrofico, podozolico, hetromórficos gleizados álicos, vertissolo e solos litróficos. O município de Coribe está inserido no polígono das secas, sendo o risco da mesma, médio e alto. O período chuvoso corresponde aos meses de novembro a janeiro. A temperatura média é de 22,1°C.

Os principais rios são: Rio Formoso onde se encontra com um grande volume hídrico em bom estado de preservação, o mesmo abastece os municípios com deságua no Rio Corrente na cidade de Santa Maria da Vitória e o Riacho do Alegre tem pequeno volume de água, mas o suficiente para o abastecimento da população da cidade. Estão distribuídos na área do município 14 nascentes: Cabeceiras Joaquim Bernardes, Malhada da Onça, dos Porcos, Lagoa da Pedra, Pedra Branca, Deus me Livre, Riacho Grande, Santana, Lagoa Pequena, São José, Ribeirão do Formoso, Riacho do Nado, Rio da Ema os das almas. A primeira abastece a população local com água potável volume: 90.00m3 x 18h = 1.620.000m3 em 1.701 ligações. No município não há encostas, área de preservação e/ou degradação ambiental.

O município de Coribe é dividido em dois distritos e a sede do município com o mesmo nome. os distritos são: Descoberto, localizado perto de Feira da Mata e Colônia do Formoso, entre Jaborandi e São Félix do Coribe.

Além destas existem povoados menores como Vila Nova e Ranchinho.

Economia[editar | editar código-fonte]

A aptidão econômica do município é agropastoril típica de subsistência, voltada para o cultivo de lavouras de arroz, cana-de-açúcar, feijão, mandioca, milho, melancia, abóbora, manga tomi, sobressaltando o cultivo da cana-de-açúcar e as pastagens.

Turismo[editar | editar código-fonte]

É conhecida pela amabilidade da população, pela limpeza de suas ruas e pelas suas festas: há a micareta em janeiro que é quando o trio elétrico arrasta uma verdadeira multidão pelas ruas da cidade com muita paz e alegria e a tradicional festa de São João que tem início com a levantada do mastro no dia 15 e encerramento com a missa do Divino Espírito Santo no dia 25 de junho. Entre os dias 15 e 23 acontecem missas e leilões em frente a igreja da matriz, dia 24 é celebrada a missa de São João Batista. Na praça de eventos Dioclides Ferreira Lopes há shows entre os dias 21 a 24, a tradicional Lavagem do Bar do Wilson entre outros eventos pela cidade. A grande expectativa sempre fica por conta das belíssimas ornamentações que se tem na praça de eventos. A sua população e seus turistas fazem, sem dúvida, “O São João em Coribe ser Divino” sempre.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 16 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. Decisão do TSE sobre a cassação do mandato do prefeito de Coribe. Depois de mais de um mês sem a população saber quem era o prefeito do município de Coribe. Publicado em 02 de abril de 2012 - 05:47 Depois de mais de um mês sem a população saber quem era o prefeito do município de Coribe, no oeste da Bahia: o TSE deu a decisão final do sobre a cassação do mandato do prefeito de Coribe, José Alves Pereira (popular Nino). O TSE derrubou liminar na Ação Cautelar da ministra do TSE, NANCY ANDRIGHI, que tinha mantido José Alves Ferreira (Nino) e Paulo de Souza Pacheco nos respectivos cargos de Prefeito e Vice-Prefeito de Coribe, contrariando decisão do plenário do TSE que ocorreu em sessão do dia 8 de março de 2012 e publicada no Diário da Justiça Eleitoral no dia 23 de março. Segundo a decisão do TSE, fica definitivamente determinado que José Alves Ferreira (Nino) e Paulo de Souza Pacheco não fazem mais parte do Executivo Municipal da cidade de Coribe, devendo assumir o cargo de prefeito, Derval Barbosa de Arruda (Vazim). José Alves Pereira, popular Nino, foi acusado de abuso do poder econômico (compra de votos) e propaganda eleitoral em desacordo com as normas que regulamenta o processo eleitoral. DECISÃO Trata-se de agravo interno contra decisão da lavra da e. Ministra NANCY ANDRIGHI que, ao deferir liminar na presente Ação Cautelar, manteve José Alves Ferreira e Paulo de Souza Pacheco nos respectivos cargos de Prefeito e Vice-Prefeito do Município de Coribe/BA, até o exame do REspe nº 3575-23/BA por esta Corte. Nas razões do agravo interno, o agravante sustenta não poder subsistir essa decisão, aduzindo que não estariam presentes os pressupostos da medida requerida. Requer seja reconsiderada a decisão ou submetido o regimental ao Plenário, a fim de ser reformada a decisão agravada que deferiu a liminar e, ao final, julgada improcedente a própria Cautelar. Por meio de petição protocolada sob o nº 5.685/2012, o agravado Paulo de Souza Pacheco informa que opôs embargos de declaração, nos autos do REspe nº 3575-23/BA, ao acórdão desta Corte que, à unanimidade, negou provimento a agravo regimental, confirmando, assim, decisão de minha lavra que deu parcial provimento ao recurso do ora agravado, somente para reduzir a inelegibilidade de oito para três anos a partir do pleito de 2008, mantendo, contudo, a cassação do seu mandato de vice-prefeito. Nesse contexto, está prejudicado o presente agravo interno em razão da perda superveniente do objeto da própria Ação Cautelar, restando, outrossim, insubsistente a liminar concedida, porquanto condicionada ao julgamento do recurso pelo plenário do TSE, o que efetivamente ocorreu na sessão de 8.3.2012, tendo sido publicado no DJe de 22.3.2012. Comunique-se ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia. Publique-se. Intimem-se. Brasília, 29 de março de 2012. MINISTRO GILSON DIPP RELATO Por:Folhadovale.Net com informações do TSE
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