Wagner (Bahia)

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Município de Wagner
"Nomes antigos:Ponte Nova, Itacira"
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 12 de agosto
Fundação 1906
Gentílico wagnense ou wagneriano
Prefeito(a) Natã Garcia da Hora (PSD)
(2013–2016)
Localização
Localização de Wagner
Localização de Wagner na Bahia
Wagner está localizado em: Brasil
Wagner
Localização de Wagner no Brasil
12° 17' 13" S 41° 10' 04" O12° 17' 13" S 41° 10' 04" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008 1
Microrregião Seabra IBGE/2008 1
Municípios limítrofes Bonito, Utinga, Rui Barbosa, Lajedinho e Lençóis.
Distância até a capital 390 km
Características geográficas
Área 415,819 km² 2
População 8 983 hab. IBGE/20103
Densidade 21,6 hab./km²
Altitude 460 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,61 médio PNUD/2000 4
PIB R$ 36 267,379 mil IBGE/20085
PIB per capita R$ 4 107,29 IBGE/20085
Página oficial

Wagner é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se a uma latitude 12º17'13" sul e a uma longitude 41º10'06" oeste distando 390 km da capital Salvador a uma altitude de 460 metros na Chapada Diamantina. Sua população estimada em 2004 era de 9 562 habitantes. Possui uma área de 417,595 km² e é circunvizinhada pelos municípios: Ruy Barbosa, Lagedinho, Lençóis, Utinga e Bonito. O acesso principal se dá pela BR-242, seguindo depois ao norte pela a BA-142.

Índice

História [editar]

O município de Wagner surgiu nas margens do rio Utinga devido à criação de um colégio - O Instituto Ponte Nova (I.P.N.), em 1906 por missionários presbiterianos oriundos dos Estados Unidos que formaram a Missão Central do Brasil, destacando-se o médico norteamericano Walter Welcome Wood.

Já existia, contudo, um grande povoado às margens do Rio de Cachoeirinha, de nome Cachoeirinha, lugar de prodígio e progresso. Ao seu redor é fundado o referido colégio após a compra de terrenos por americanos em missão religiosa em busca da divulgação do Presbiterianismo (presbyterianism). Na época, somente três outras localidades - Salvador, Ilheus e Caetité - baianas forneciam ensino de segundo grau (o que se denomina, atualmente, de Ensino médio. Decorre daí a importância histórica desse colégio, que provocou a vinda para aquela região de pessoas, famílias inteiras em busca de escolaridade. Conforme relata Belamy Macêdo de Almeida em seu livro Ponte-Nova: Construindo o futuro olhando no retrovisor, o nome "Wagner" que batizou este município, deve-se a um alemão chamado Franz Wagner, que em 1890, durante uma grande sêca ocorrida na época, prestara auxílio aos flagelados da mesma.

Em 1915, foi promulgada a Lei Estadual nº 1.116, de 21 de agosto daquele ano, que criava a Vila e Município de Wagner, desmembrado do município de Morro do Chapéu.

O Instituto Ponte Nova foi referência de educação por muitos anos no interior baiano até princípios da década de 1970, quando a missão americana se retirou do local. Antes de Wagner, o local teve outras denominações: Ponte Nova e Itacira.

Apesar de ser um município pequeno, Wagner tem a honra de ter entre seus ilustres moradores, professores do mais alto nível que influenciaram todo o estado da Bahia e até algumas regiões do Brasil.

  1. Profª. Dalila Costa (in memoriam)
  2. Profª. Adalgisa Martins de Oliveira (In Memoriam)
  3. Profª. Belamy Macedo de Almeida (in memoriam)
  4. Prof. Raymundo Passos dos Santos(in memoriam)
  5. Profª. Alexandrina Passos Santos (Professora universitária do UNICEUB)[carece de fontes?]

Prefeitos [editar]

Arquitetura: Distrito de Cachoeirinha.
Centro Histórico: Distrito de Cachoeirinha.
Colégio Instituto Ponte Nova na sede municipal.
  1. José Benício de Matos
  2. Jonas Dias de Araújo
  3. José Benício de Mattos
  4. Raymundo Passos dos Santos
  5. José Benício de Matos
  6. Jairo Hayne Bastos
  7. Evangivaldo Evangelista Matos
  8. Elicivaldo Nobre da Silva
  9. Lucas Graham de Araújo
  10. Iris Alencar Fernandes da Silva
  11. Evangivaldo Evangelista Matos
  12. Elter Silva Bastos
  13. Elter Silva Bastos
  14. Natã Garcia

Folclore [editar]

As lendas mais conhecidas em Wagner e passadas de pai para filho como a mais pura verdade são: O curupira, figura que tem os pés invertidos, que deixam os rastros contrários ao seu movimento para ludibriar os inimigos.

O Lobisomem, que aparece em noites de lua cheia, geralmente uma quinta ou sexta-feira. Há quem afirme categoricamente tê-lo visto e descreve: " Tem asas, voa lento a uma meia altura e, por isso, não deixa rastos, assemelha-se a um morcego grande e atiça a cachorrada que vive as soltas nas ruas de Wagner, Cachoeirinha e Vargem dos Bois ( ambos distritos de Wagner)".

O Pé-de-Garrafa, que deixa um rastro tipo do fundo de uma garrafa e que vive nas altas matas do cerrado a gritar e assustar quem passa pelas estradas.

A Dona-do-Mato ou Caipora, ser lendário, tão famoso quanto o Lobisomem. Vive nas matas e tem por função proteger os animais contra os caçadores. Assusta os homens nas matas, esconde os animais almejados, mas tem uma fraqueza: é viciada em fumo. É sabido de todos que ela, a Dona-do-Mato troca seus animais por uma "capinha de fumo".

A lenda do Corisco : Durante as tempestades de trovões no momento do relâmpago cai um corisco, pedra em forma de cunha que frequentemente é encontrada na região. Quando de sua queda, quebra árvores e deixa um buraco no chão, onde se afunda a uma profundidade de sete palmos (um metro e meio); aflora depois de sete anos ao subir um palmo a cada ano. É incontestável e não há prova insofismável que desdiz tal crendice frente à população Wagneriana (Pontenovense), sobretudo àquela da zona rural. Há, ainda, a personificação da desgraça como sendo um ser também chamado de Pelada, e que atanaza a vida das pessoas que em momentos de fraqueza chamam por ela.

Quanto às festas populares , temos o São João, onde as quadrilhas e pau-de-fita são a sensação. Temos a Semana Santa, quando no Domingo de Páscoa festas populares com quebra pote e pau-de-sebo. A Festa de Vaqueiros no mês de abril. É comum um domingo de corrida de argolinha reunindo os vaqueiros e bons cavalos de toda a região. Faz parte da cultura os famosos ternos de reis, grupos católicos enfeitados com pandeiros, violas e outros instrumentos mais toscos que percorrem casas entre os dias vinte e quatro de dezembro e seis de janeiro, encerrando com uma grande reza em devoção a Santo Reis (os Três Reis Magos). Alguns ternos de reis marcaram história como o terno de "finado Sinó", o extinto terno de Dêja, e o de Antônio Melindro. Atuam ainda em 2007 os ternos de Libório, o de Gerônimo, de Zé Mãozinha, o de Izidório e o de Eugênio, todos movidos à devoção, diversão e cachaça.

Bibliografia [editar]

ALMEIDA, Belamy Macedo de. Ponte-Nova: Construindo o futuro olhando no retrovisor. Wagner, 2006.

NASCIMENTO, Ester Fraga Vilas-Bôas Carvalho do. Norte-americanos na Bahia: o projeto civilizador dos missionários presbiterianos. Revista da FACED, Salvador, n. 11, p. 101-113, jan./jun. 2007.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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