Palmeiras (Bahia)
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| Município de Palmeiras | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 23 de dezembro de 1890 | ||||
| Gentílico | palmeirense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Marcos Venicios Santos Teles (PL) | ||||
| Localização | |||||
| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Centro-Sul Baiano IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Seabra IBGE/2008 [1] | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Seabra, Lençóis, Iraquara, Mucugê, Boninal | ||||
| Distância até a capital | 439 quilômetros | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 695,719 km² | ||||
| População | 8.358 hab. est. IBGE/2008 [2] | ||||
| Metro | {{{população_metro}}} hab. est. IBGE/2008 [2] | ||||
| Densidade | 11,2 hab./km² | ||||
| Altitude | 697 metros | ||||
| Clima | Seco subúmido, semi-árido e úmido subúmido | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,679 médio PNUD/2000 [3] | ||||
| PIB | R$ 19.019 mil IBGE/2005 [4] | ||||
| PIB per capita | R$ 2.453,00 IBGE/2005 [4] | ||||
Palmeiras é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se a uma latitude 12º31'44" sul e a uma longitude 41º33'32" oeste, estando a uma altitude de 697 metros. Sua população estimada em 2004 era de 7 711 habitantes. Possui uma área de 698,462 km².
Índice |
[editar] História
Antes da exploração colonial do interior do atual estado da Bahia, a região onde atualmente há o município de Palmeiras era habitado por indigenas da nação tapuia. Com o início da ocupação dos colonos na região, os nativos começaram a evacuar a região.
[editar] Povoação da Lavrinha
No início da segunda metade do século XVIII, famílias de pequenos agricultores, descendentes de portugueses, se fixaram em Lavrinha, às margens da estrada boiadeira. A Lavrinha teve o seu apogeu com a descoberta de pequenas lavras de diamantes. Logo, em 1855, vieram garimpeiros de Mucugê, Lençóis, Andaraí, do sertão da Bahia, e Minas Gerais. Com a exploração do diamante, Lavrinha de tapera se tornou um próspero arraial. A arquitetura se refinou, e parte da população nativa se tornou garimpeira. Com o dinheiro do garimpo, se investiu na agricultura e no próprio garimpo. Aos poucos, foram surgindo pequenas povoações como: Fundão, Cruz, Ribeirão, Laranjo e outras.
Com a diminuição de diamantes, o arraial entrou em decadência. Hoje, o berço de Palmeiras é um pequeno povoado baseado na agricultura.
[editar] Fazenda das Palmeiras
Em 1819, o fidalgo Joaquim Pereira dos Santos, construiu a sede da Fazenda das Palmeiras, onde plantou café. A sede dessa fazenda viria a se tornar a Praça Dr. José Gonçalves, a principal da sede do município. Um de seus descentes acabou descubrindo diamantes na propriedade, porém evitou que a notícia se espalhasse, até abril de 1864. Neste mês, o Coronel Balbino de Oliveira Neves e o Comendador Geminiano Ferraz Moreira, em vez de seguir o tradicional caminho da Conceição dos Gatos para, de Lavrinha, chegar à Lençóis, foi pela estrada das Palmeiras. Ao passar pelo Córrego Lajedinho, onde atualmente há a ponte na rua Dr. Luís Viana, encontrou dois garimpeiros, cujos diamantes comprou. A notícia se espalhou por toda região das Lavras. Após uma semana, a fazenda já contava com mais de mil garimpeiros, vindos de várias regiões da província e de Minas Gerais. Em pouco tempo, a fazenda se tornou um próspero povoado.
[editar] Emancipação
Apesar da prosperidade, o povoado das Palmeiras continuou ligado ao centralizador Lençóis. Era 1889, Palmeiras se tornara sede do distrito de Paz da Serra Negra, a república havia sido proclamada, e os políticos de Lençóis, monarquistas, estavam abalados com o evento no Rio de Janeiro. Utilizando do fato de serem republicanos históricos, da elevação de Palmeiras a sede de distrito de Paz, os coroneis do povoado pediram ao governo estadual (em 7 de dezembro de 1890) a elevação do povoado das Palmeiras em villa. No dia 23 do mesmo mês o povoado foi elevado a villa, com a denominação de Villa Bella das Palmeiras. Em 15 de janeiro de 1891 foi instalado o Município de Villa Bella das Palmeiras, e Antônio Affonso Teixeira como intendente.
[editar] Era dos Intendentes
A partir da administração de Affonso Teixeira, Palmeiras passou a ser um relevante exportador de café. Sendo produzido 100 mil arrobas do produto em 1893. O café produzido em Palmeiras foi exportado para Nova Iorque, Paris e Hamburgo sob a denominação de "Café da Chapada". Capão Grande era o maior centro produtor de toda a região. Por volta de 1907, o município já contava com engenhos de cana-de-açúcar, maquinaria para o beneficiamento de café e fábrica de aguardente. Também havia um relativo grande desenvolvimento da pecuária. Porém, no ano seguinte, devido a baixa do preço da arroba do café, houve um abandono de fazendas. Contudo, também se diversificou a agricultura com a plantação de cacau, abacate, sapoti, lima, pêssego, etc. Essas lavouras garantiram que Palmeiras não entrasse no processo de decadência que a Chapada estava vivenciando devido a diminuição da atividade mineradora.
Por volta de 1915, Palmeiras entrou em decadência, apesar de ainda não ser tão acentuada quanto a de outras cidades. O quadro só se reverteu em 1918, com o fim da Primeira Guerra Mundial. A década de 1920 foi marcada pelo combate à gripe espanhola e à peste bubônica e pelo início da tradição carnavalesca no município, que, atualmente, detém o maior Carnaval do interior baiano.
[editar] Era Vargas
Com a revolução de 1930, Palmeiras sofreu a intervenção militar com o desarmamento municipal e a nomeação de Otacílio Oliveira como primeiro prefeito. Otacílio teve o governo mais longo do município: 9 anos. Estando atenta a conjuntura nacional, houve representantes tanto do Partido Comunista Brasileiro quanto do Ação Integralista Brasileira. O segundo chegou a se tornar o segundo maior partido em 1937, tanto na sede quanto na zona rural. Com o Estado Novo, o terror político instaurado no município sob o comando de Salvador, havendo a prisão dos mais exaltados integralistas. Enquanto o então segundo maior partido estava sendo desmantelado tanto fisicamente quanto juridicamente, houve construções de diversos portes e importâncias no município nesse período.
Seu sucessor era um pacifista, apesar da conjuntura. Em 1944 o Partido Social Democrático, situacionista, foi fundado pelo prefeito Agripino Baptista, tendo a União Democrática Nacional como oposição única. A cidade viu o envio de seus filhos à Itália durante a Segunda Guerra Mundial, sendo que um dos convocados cometeu suicídio. Contudo, nenhum recém-alistado chegou a ver a guerra, tendo ela encerrado antes de suas viagens, evento largamente celebrado em Palmeiras.
[editar] República de 1946
As eleições de 1946 foram de notória democracia, momento da eleição da primeira vereadora mulher do município: a professora Generosa Vieira. Em 1950, o Partido Trabalhista Brasileiro foi fundado, a tempo de participar das eleições daquele ano como situacionista. A UDN, contudo, ganhou as eleições daquele ano. Salvador Lopes teve uma administração difícil, devido a nova decadência da mineração e a seca. A emigração do município foi notável, apesar de Palmeiras receber levas de imigrantes de regiões ainda mais atingidas. A fome tomou proporções grandes. Foi em sua administração que foi criado o distrito de Caetê-Açu com sede em Capão Grande.
Em 1954, o udenista Edson Botelho de Queiroz foi eleito prefeito. Ele procurou modernizar a cidade através da substituição do calçamento e da construção de escolas. Uma consequência de sua ação, contudo, foi a desfiguração das antigas fachadas das casas. Seu sucessor, o também udenista Newton Cathalat Guimarães, prometeu tornar Palmeiras uma pequena Veneza. Contudo, sua administração foi marcada por uma agitação próximo as eleições, havendo a presença de policiais armados com metralhadoras enquanto a oposição, do PSD, também andava armada. A eleição foi pacífica, sendo que a UDN novamente elegeu um sucessor: José Maria Gomes Belo. Este, naturalmente, continuou no governo depois do Golpe Militar de 1964.
[editar] Regime Militar
Com o regime militar e o bipartidarismo que se instalou no Brasil, a UDN, PDS e PTB foram dissolvidos. Os membros da UDN formaram a sub-legenda da Aliança Renovadora Nacional 1, a ARENA 1, enquanto os do PDS e PTB uniram-se na ARENA 2. Hélcio apoiaria, naturalmente, o candidato da ARENA 1, Álvaro Gomes de Castro Filho, que foi empossado em 1967. Este último marcou seu governo com ações ligadas à infraestrutura e educação.
Wilson de Souza Faria, candidato único pela ARENA, foi prefeito por apenas dois anos: 1971 a 1973. Seu sucessor foi Salvador Lopes, da tradicional ARENA 1, que já fora prefeito. Lopes priorizou a sede do município em detrimento do seu interior, fortalecendo a ARENA 2 que ganhara o apoio do Movimento Democrático Brasileiro. A consequência dessa política foi a eleição de José Soares de Queiroz, da ARENA 2, em 1977. O governo da ARENA 2 testemunhou um crescimento notável de Palmeiras, cujas ações na área de saúde ainda são visíveis, além da instalação da agência do Banco Bradesco. Com a emenda constitucional que dissolvia os partidos estabelecidos, criou-se o Partido Democrático Social 1, da ala do prefeito, e o PDS 2, da oposição. Seu mandato foi prorrogado por mais dois anos e fez sucessor: Hélcio de Matos Alves, em 1983.
O novo prefeito governou até a promulgação da Constituição agora vigente, em 1988. Concentrou-se sobretudo no interior do município, tendo como área de concentração a infraestrutura. Assistiu à fundação do Partido da Frente Liberal e o do Movimento Democrático Brasileiro.
[editar] Economia
Originalmente baseada na extração de pedras preciosas, a economia de Palmeiras tem sido incrementada pelo turismo, tornando o setor de serviços o mais importante do município. A cidade também depende de muitos de seus filhos que trabalham fora dela e remetem dinheiro à ela.
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[editar] Geografia
Palmeiras se localiza na Chapada Diamantina, na região das Lavras. Todo o seu território está incluido no Polígono das Secas, e parte está no Parque Nacional da Chapada Diamantina.
[editar] Relevo
O município apresenta um relevo montanhoso de altitudes elevadas comparado ao restante do estado. Portanto, seu território é cortado por numerosas serras, entre elas estão Sincorá, Dois Braços, Santa Isabel, Lajedinho, do Pati, Brejões, Serra Negra, do Sobrado, do Tejuco, do Gonçalo, do Frio e Gitirinha.
[editar] Clima
Palmeiras, como boa parte da região central da Bahia, possui um clima seco. As temperaturas variam entre 17°C e 27°C. No inverno, a temperatura chega a 11º e até menos. O período chuvoso é de novembro a janeiro, e a precipitação média anual é de 600 a 1200 milimetros de água. Há alto risco de seca no município.
[editar] Vegetação e Flora
Devido a devastação do solo e do subsolo, o município conta com uma topografia muito acidentada. Porcausa de queimadas, uso indiscriminado de fertilizantes, agrotóxicos, e a atividade mineradora, não há mais uma homogenidade da Mata Atlântica. Atualmente há um Mosaico Misto de Vegetação, composto por:
- Mata Atlântica Estacional Decidual
- Mata Atlântica Estacional Semidecidual
- Floresta Sempre Verde
- Matas de Grotões
- Cerrado
- Campo Rupestre
- Capão
- Caatinga
- Gerais
A flora do território é rica em plantas medicinais como umburana, mastruço, carqueja e outras.
[editar] Geologia
Há predominância de formações antigas com presença de rochas (arenitos e granitos). Também há carbonados, diamantes e outras pedras cristalinas principalmente nos leitos dos rios. Ao norte, há presença de terras argilosas, predominando rochas calcárias.
Referências
- ↑ 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ 4,0 4,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ Produto Interno Bruto dos Municípios 2006 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais. Página visitada em 25 de dezembro de 2008.
Zenilda Pina. Encontro com a Villa Bella das Palmeiras (em português). Salvador, Bahia: Secretaria da Cultura e Turismo, 2005. 370 p. CDD 981.42

