Jaguarari

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Município de Jaguarari
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação 1926
Gentílico jaguarariense
Prefeito(a) Antônio Nascimento (PT)
(2009–2012)
Localização
Localização de Jaguarari
Localização de Jaguarari na Bahia
Jaguarari está localizado em: Brasil
Jaguarari
Localização de Jaguarari no Brasil
10° 15' 36" S 40° 11' 45" O10° 15' 36" S 40° 11' 45" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro-Norte Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Senhor do Bonfim IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Senhor do Bonfim, Juazeiro
Distância até a capital 409 km
Características geográficas
Área 2 567,158 km² [2]
População 30 342 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 11,82 hab./km²
Clima Semi-árido BSh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,659 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 241 665,379 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 7 996,34 IBGE/2008[5]
Página oficial

Jaguarari é um município brasileiro do estado da Bahia localizado no Centro-Norte do estado.

História[editar | editar código-fonte]

O município de Jaguarari tem sua história atrelada à história da civilização do interior baiano, evidentemente influenciada pela chegada dos portugueses e outros povos de semelhantes países de destacado domínio técnico e científico para a época. Com a busca e cobiça dos colonizadores por metais preciosos principalmente o ouro e a prata, o interior da Bahia foi adentrado e sofreu seus primeiros impactos sociais e ambientais, com a destruição das feições estéticas das matas e o processo forçado de escravidão à que se imputava aos nativos destas terras. Pertencente às terras das denominadas Jacobinas, Jaguarari, em sua história, não imprime certezas quanto aos povos índios que habitavam suas paragens.

O livro História na Mão registra que a fazenda “Sítio Jaguarari” era de propriedade de Teodoro José Bonfim, Margarida de Barros, José Manuel da Paixão e Vítor de Tal. As missões jesuíticas nas terras da Jacobina datam de 1670, ficando por vez como data provável do processo de reconhecimento e encontro dos eclesiásticos com os índios existentes, bem como da inevitável mistura de povos índios remanejados para estas terras. Em 1888 Jaguarari era um povoado consideravelmente desenvolvido, em 1893 tornou-se distrito de Vila Nova da Rainha, em 6 de agosto de 1926 galgou a posição de município.


Geografia[editar | editar código-fonte]

Tem uma área de 2.567 km². Sua população é de aproximadamente 29.097 habitantes. Sua principal atividade é a mineração, terceira maior do Brasil em extração de cobre.

Distritos[editar | editar código-fonte]

Juacema, Pilar, Santa Rosa de Lima e Gameleira.

Povoados[editar | editar código-fonte]

Catuni da Estrada, Catuni da Grota, Olhos d’Água, Jacunã, Flamengo, Varzinha, Barrinha, Catuaba, Macambira, Araras, Serra dos Morgados, Sítio do Meio, Covão, Aroeira, Outeiro, Melancia, Volta, Pau Ferro, Ponta da Serra, Malhada da Areia, Lajedo, Tanque de Terra, Anhã, Favela, Angico, Lagoa da Pedra, Catinga de Porco, Bom Despacho, Sítio da Bagaceira, Suçuarana, Traíra, Morro Branco entre outros

Limites[editar | editar código-fonte]

Andorinha - 63 km, Campo Formoso- 51 km, Uauá - 137 km, Juazeiro - 102 km, Curaçá - 195 km Senhor do Bonfim 23 km.

Acesso[editar | editar código-fonte]

A cidade tem como principal acesso a rodovia BR-407, que liga Salvador a Juazeiro.

Arqueologia[editar | editar código-fonte]

Pintura Rupestre no povoado de Oliveira

Há em Jaguarari registros de Sítios Arqueológicos de Arte Rupestre denominados Tapagem, Oliveiras, Mocambo, Pedra Lisa localizado no povoado de sítio do meio, Lagoa da Ponta Baixa, Rastro da Ema situado no Povoado de Flamengo, São José, Pedra do Caboclo brabo na fazenda Baixa Verde, Fazenda Bela Vista, Caldeirão Velho e Barrinha este último destaca-se por contar com a maior extensão de gravuras rupestres do país, os demais chegam a 9 mil anos de existência. Temos também o Sítio Paleontológico Lajedo, localizado no Povoado de mesmo nome. A Maioria dos sítios encontram-se relativamente próximos à sede municipal.

O Sítio Arqueológico de Arte Rupestre Oliveira é um sítio pré-histórico que apresenta cinco painéis e se caracteriza por pinturas feitas à base de pigmento mineral com motivos geométricos e zoomorfos dos quais se destacam formas semelhantes a batráquios e serpentes. As pinturas foram confeccionadas nas cores vermelho, amarelo e preto, sobre suporte rochoso em paredão de quartzito que bordeja o rio local.

A fauna representada no Sítio Paleontológico de Lajedo é de megamamíferos, herbívoros e carnívoros tendo destaque para as preguiças gigantes que tinha mais de 80 gêneros, sendo que o maior era conhecido como Megatério "Grande Besta", tinha três metros de altura e chegava a medir cerca de seis metros entre o focinho e a cauda, também foram encontrados indícios de sua existência no Distrito de Santa Rosa de Lima. Dentre os carnívoros destacava-se o esmilodonte,"sorriso com dentes", popularmente chamado de tigre-dentes-de-sabre, possuía dentes caninos que podiam alcançar cerca de 20 cm e ficavam para fora da boca, sua característica mais marcante. Chegava a ter 3 m de comprimento e 300 kg. É válido ressaltar que não existe por parte do poder público políticas públicas que visem à preservação do material e imaterial do município.

Clima[editar | editar código-fonte]

Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura média máxima °C 29,9 30,3 30,3 28,7 27,6 26 26 27 28,7 30,3 31,1 30,8
Temperatura média mínima °C 20,3 20,3 20,3 20,1 19,1 18,6 17,2 17,3 18,3 19,2 20 20,1
Chuvas mm 87,7 102,5 102,9 86,8 60,4 59,1 15,1 33,3 29,5 31,4 54,8 76,3 740,9
Os dados climatológicos representam uma média do período entre 1961 e 1990.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 23 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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