Barra da Estiva

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Município de Barra da Estiva
"Terra do Frio e Portal da Chapada"
Vista Parcial da Cidade (ao fundo: os morros do Ouro (esq.) e Santa Bárbara (dir))

Vista Parcial da Cidade (ao fundo: os morros do Ouro (esq.) e Santa Bárbara (dir))
Bandeira de Barra da Estiva
Brasão de Barra da Estiva
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 15 de julho de 1927
Gentílico barra-estivense
Prefeito(a) Adriano Carlos Dias Pires (PV)
(2013–2016)
Localização
Localização de Barra da Estiva
Localização de Barra da Estiva na Bahia
Barra da Estiva está localizado em: Brasil
Barra da Estiva
Localização de Barra da Estiva no Brasil
13° 37' 33" S 41° 19' 37" O13° 37' 33" S 41° 19' 37" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Seabra IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Jussiape, Ituaçu, Contendas do Sincorá, Iramaia, Ibicoara e Manoel Vitorino.
Distância até a capital 522(via Chapada Diamantina) e 556(via Tanhaçu-Maracás) km
Características geográficas
Área 1 401,979 km² [2]
População 20 767 hab. IBGE/2012[3]
Densidade 14,81 hab./km²
Altitude 1050 m
Clima Tropical de altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,575 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 162,557,000 mil IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 7,750 41 IBGE/2011[5]
Página oficial
Prefeitura http://barradaestiva.ba.gov.br/

Barra da Estiva é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2004 era de 28.131 habitantes

História[editar | editar código-fonte]

Em fins do século XVIII, o sertanista Sebastião da Rocha Pinto, tomou posse de uma porção de terras nas margens do Rio de Contas, denominado-as do Brejo Grande e fazenda Carneiro, cujos limites abrangiam extensas partes do atual município de Barra da Estiva; logo após delimitar suas terras, Sebastião da Rocha Pinto veio a falecer. Manuel Saldanha da Gama Guedes de Brito, Conde da Ponte, possuidor de uma imensa sesmaria da casa da ponte, reclamou dos herdeiros de Sebastião, o direito às terras à delimitadas, forçando-os a lhe comprarem o domínio das citadas fazendas. Assim acontecendo, surgiram os primeiros habitantes dos lugares denominados Geraizinho e Ponta da Pedra: Francisco Nardes Pires, Fausto Joaquim Caires e outros. Em 1580, começando a luta pela exploração do solo, denominou Capão uma faixa de terras que presentemente está localizada no perímetro urbano e suburbano da cidade, onde construíram um cemitério de pau-a-pique, surgindo então às primeiras casas. A freguesia foi criada pela Resolução Provincial nº 1606, de 8 de janeiro de 1876. Presumisse que tenha sido seu primeiro vigário o Padre Fermíno José Figueiredo. O Distrito foi criado pela Resolução Provincial nº 2443, de 9 de maio de 1884, e o Município com sede na povoação da Faz. Do Gado (hoje Jussiape), pelo alto de 26 de outubro de 1890, tendo sido seu território desmembrado do município de Brejo Grande (mais tarde denominado Ituaçu). O seu funcionamento começou em 20 de maio de 1898. Assim o município possuiu 05 distritos: Barra da Estiva, Iramaia, Jussiape, Novo Acre e Triunfo do Sincorá. Desmembrada em 1890 com o nome de Fazenda do Gado (Jussiape). A luta entre fazenda do Gado e Capão (hoje B.da Estiva) se prolongou desde sua fundação em 1890, até 1982, quando definitivamente B. da Estiva ficou como sede e até hoje. Mesmo porque em 1962, Jussiape se independeu de B. da Estiva, tornando-se município autônomo. Em 1930, advento da Revolução, influências políticas levaram até o então interventor Leopoldo do Amaral, a proposta da sede municipal para Jussiape. Mas dada a coragem e discernimento de Juvêncio R. da Silva, tiveram aqueles políticos suas aspirações frustradas. O primeiro intendente de B. da Estiva foi Clemente da Silva, seguindo de outros. Na Revolução de 1930, o prefeito nomeado foi Melquiades Caires, seguindo de outros. “A Comarca Instalada em Barra da Estiva”

Barra da Estiva sempre dependeu judicialmente de outras comarcas, como seja: Rio de Contas, Ituaçu, porém com esforço do ex-prefeito Carlos Gomes Fernandes e do filho ilustre de Barra da Estiva, Dr. Eliezé Rodrigues de Souza, teve a instalação da comarca de Barra da Estiva em 26 de fevereiro de 1976, sendo o seu primeiro juiz o Dr. Raimundo Guanes de Aguiar, que presidiu a sua instalação.

Data de emancipação[editar | editar código-fonte]

A história da emancipação de Barra da Estiva está intimamente ligada ao município de Jussiape devido às alternâncias na mudança de sede do município. Até a década de 90 os barrestivenses tinham como data de emancipação política 26 de outubro de 1982.

Formação Administrativa[editar | editar código-fonte]

A freguesia foi criada pela Resolução Provincial nº 1.606, de 8 de junho de 1876. Presume-se tenha sido seu primeiro vigário o padre Antônio de Pádua Folha.

O distrito foi criado pela Resolução Provincial nº 2.443, de 9 de maio de 1884, e o município, com sede na povoação da Fazenda do Gado e a denominação de Jussiape, pelo Ato de 26 de outubro de 1890, tendo sido seu território desmembrado do município de Brejo Grande, que mais tarde passou a denominar-se Ituaçu. O seu funcionamento começou em 20 de maio de 1898.

Pela lei estadual nº 1409, de 29 de junho de 1920, a sede do município de Jussiape, foi transferidapara a povoação de Barra da Estiva passando o município a denominar-se Barra da Estiva e Jussiape à condição de distrito (mudança de Sede).

Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1 de setembro de 1920, o município é constituído de 2 distritos: Barra da Estiva e Jussiape.

Pela lei estadual nº 1521, de 13 de agosto de 1921, o município voltou a denominar-se Jussiape e Barra da Estiva à condição de distrito.

Pela lei estadual nº 1985, de 15 de junho de 1927, que também elevou à categoria de cidade, o município voltou a denominar-se Barra da Estiva e Jussiape à condição de distrito.

Portanto, a data de emancipação política da cidade de Barra da Estiva de acordo com a lei 1985, é 15 de junho de 1927.


Origem do nome[editar | editar código-fonte]

O nome Barra da Estiva, provavelmente surgiu porque durante as chuvas, as enchentes dos rios eram constantes, e impediam a passagem de pessoas e tropas. Um rio chamado Estiva, que passava dentro de uma vila chamada Vila Capão da Mata Redonda, enchia bastante, então os moradores da vila construíram uma ponte de madeira (barra), que ligava uma margem a outra. Está vila estava situada a 2 km a leste de uma fazenda chamada Barra da Estiva, que ficou conhecida como Barra da Estiva Velha. Com a emancipação da Vila Capão, as autoridades da época resolveram chamar a pequena cidade de Barra da Estiva, por dois motivos: pelo rio Estiva com a ponte (Barra) e a antiga fazenda que ficou sendo chamada até hoje Barra da Estiva Velha.

Primeiras construções[editar | editar código-fonte]

A primeira casa localizava-se onde se encontra hoje Nil Contabilidade, as outras tiveram lugar no geraizinho. Na mesma época, foi construída a capela em louvor ao bom Jesus, que é o padroeiro da cidade, no local onde está hoje a matriz, no fundo da capela, o terreno foi utilizado para comércio.

Primeiros habitantes[editar | editar código-fonte]

A região era primitivamente habitada pelos índios tapajós. Integrante da sesmaria da Casa da Ponte, o território foi adquirido pelo sertanista André da Rocha Pinto no início do Século XVIII. Falecendo Rocha Pinto em 1732, seu filho Sebastião da Rocha Pinto intensificou o povoamento, desenvolvendo a agropecuária. Formou-se o povoado Capão, posteriormente chamado Barra da Estiva.

Primeiros intendentes[editar | editar código-fonte]

  • Fidelcino Vieira 1892, 1897.
  • Juvêncio Rodrigues de Souza 1897, 1901.
  • Clemente Silva 1901, 1904.
  • Rodrigo Teixeira 1904, 1909.
  • Fidelcino Vieira 1909, 1915.
  • Pedro Rodrigues de Souza 1915, 1923.

Prefeitos[editar | editar código-fonte]

  • Juvêncio Rodrigues de Souza 1923 a 1931 (último intendente)
  • Melquiades Caires 1931 a 1934.
  • Dr. João Moisés de Oliveira 1934 a 1936.
  • Clímaco Nardes Pires 1936 a 1938.
  • Dr. João Moisés de Oliveira 1938 a 1940.
  • Tridente Aderbal Borges 1940 a 1940.
  • Carlos Gumes Fernandes 1940 a 1943.
  • Maria de Lurdes S. Pires 1943 a 1943.
  • Otaviano José de Novais 1943 a 1947.
  • Sílvio Alves da Silva 1947 a 1947.
  • Deraldo Alves Nascimento 1947 a 1948.
  • Alcebíades Alves Coelho 1948 a 1951.
  • Márcio Medrado Farias 1951 a 1955.
  • Rodrigo A.T. Sobrino 1955 a 1959.
  • Manuel Alves da Silva 1959 a 1963.
  • Deusdeth da Rocha Franco 1963 a 1967.
  • Rochael A. da Silva 1967 a 1971.
  • Rodrigo T. Sobrino 1971 a 1973.
  • Carlos G. Fernandes 1973 a 1977.
  • Antônio F. Gonçalves 1977 a 1981.
  • Henrique Xavier Ribeiro 1982 a 1986.
  • Rochael A. da Silva 1986 a 1990.
  • Henrique Xavier Ribeiro 1992 a 1996
  • Dante G. X. de Castro 1996 a 2000.
  • Dante G. X. de Castro 2000 a 2004.
  • Ana Lúcia Aguiar Viana 2004 a 2008.
  • Ana Lúcia Aguiar Viana 2008 a 2012.

Origem do Colégio[editar | editar código-fonte]

A iniciativa foi dos padres estigmáticos, que vieram para a nossa cidade em 1969. O início das aulas se deu no ano de 1969 no grupo Escolar Getúlio Vargas. As finalidades da fundação foram várias, dentre elas destacamos: • Que a educação fosse acessível a todos. • Melhorar o nível do ensino primário. • Desenvolver o município. • Trabalho para uma mudança de mentalidade a nível comunitário. A Escola Cenecista só funcionaria com a participação de seus sócios. Em 1973, implantou-se o curso de magistério, visando à formação de futuros professores. Os primeiros professores vieram de outros municípios, tais como: Livramento de Brumado, São Paulo (estado) além de outros professores da região. Entre os professores destacam-se Padre Vergílio Zoppi (diretor) Neusa Maria Duarte (vice-diretora), Solange Pires Rodrigues Geante Vasconcelos (bispo), Milton (secrétario), Maria José Tanajura, Diolice Tanajura, Vanda, Padre Antônio, Nercir Antônio Duarte (presidente do setor local), Helena Sofia Santana (tisoreira), Dona Arlinda e Preta de Tal (funcionárias). Prefeito da época: Rochael Alves da Silva.

Religião[editar | editar código-fonte]

-Católicas e Protestantes; - Igreja: Matriz (católica). Igrejas protestantes: - Assembleia de Deus, Metodista Wesleyana, Deus é Amor, Adventista da Promessa, Adventista do 7º dia,Igreja Presbiteriana do Brasil, Batista Nacional Betel e Missionária, Universal, Congregação Cristã no Brasil e Testemunhas de Jeová.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localização[editar | editar código-fonte]

Por ser o primeiro município da Chapada Diamantina pelo acesso da BA-142 é também conhecida como o "Portal da Chapada", o município de Barra da Estiva, pertence a zona fisiográfica da Chapada Diamantina, tendo seu território totalmente incluído no polígono das secas. Situa-se na parte centro-oeste do Estado da Bahia e faz parte da Bacia Hidrográfica do Rio de Contas.

A sede municipal possui as seguintes coordenadas geográficas: 13°37’38” de latitude Sul e 41°19’37” de longitude oeste. Rumo partindo da capital do Estado, da qual dista em linha reta - 317Km.

Área[editar | editar código-fonte]

A área do município é de 1.401,979 km².

Limites[editar | editar código-fonte]

Limita-se com Jussiape, Ituaçu, Contendas do Sincorá, Iramaia, Ibicoara e Manoel Viturino.

Clima[editar | editar código-fonte]

A cidade apresenta temperaturas amenas, sendo uma das cidades mais frias do estado, devido ao seu clima Tropical de Altitude. Registram-se chuvas no período de novembro a janeiro.

Altitude[editar | editar código-fonte]

A altitude da sede municipal varia de 1093m na ponte do Rio da Prata a 1133m no alto do Bairro São Felix. O conselho nacional de geografia encontrou ainda a altitude máxima, de 1.187m acima do nível do mar, a 2,1 km da divisa entre Barra da Estiva e Ituaçu. Mas seu ponto culminate se localiza no Morro do Ouro, são 1557 metros acima do nível do mar.

Acidentes geográficos[editar | editar código-fonte]

O território do município tem uma bacia: A bacia do Sincorá.

Os principais rios são: Os rios Sincorá e Paraguaçu. O rio Paraguaçu nasce no brejão do distrito, onde é conhecido por Paraguaçuzinho. Sua nascente é um simples filete de água com 4 m de largura, onde toma o seu verdadeiro nome de Paraguaçu. O rio Paraguaçu segue para o município de Mucugê, e outros municípios num percurso de 580 km, até desembocar na bacia de Todos os Santos. É um dos mais importantes rios do estado, tendo vários fatos históricos que se passaram em suas águas.

Existem também como acidentes geográficos, a Serra do Sincorá do Cocal do Espigão de Itaquarí e o Morro do Ouro, com cerca de 1.550m de altitude e o Morro de Santa Bárbara, hoje o morro da Torre, ponto turístico do município.

As cachoeiras existentes no município a de Sincorá num lugar chamado Trindade, localizado no distrito do Triunfo do Sincorá com a altura de 10m e a do saco da laje no Rio Sincorá, também com 10m de altura.

Riquezas naturais[editar | editar código-fonte]

O solo do município tem como riqueza, jazidas minerais, alimentos, cristal de rocha, diamantes, ouro e pedra calcaria, sendo explorado em pequena escala oi ouro e o diamante. A vegetação é rasteira, predominando as terras de Caatinga. (Há pérola, Braúna, Pintiar, Pau d’Arco, Umburana, Louro, que são madeiras para construção). Plantas medicinais temos (Capaiba, Ipeca, Jurubeba, Batata-de-Purga, Sabugueiro, entre outras.)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Os principais rios são: O do Sincorá, rio de Contas e do rio Paraguaçu. O rio Paraguaçu, nasce no Brejão do Distrito, onde é conhecido por Paraguaçuzinho; sua nascente é um simples filete de água com 4 metros de largura, onde toma o seu verdadeiro nome de Paraguaçu. O rio Paraguaçu segue para o município de Mucugê e outros municípios, num percurso de 580Km, até desembocar na Baía de Todos os Santos. E um dos mais importantes rios do Estado, tendo vários fatos históricos se passados em suas águas.

Bairros[editar | editar código-fonte]

Os bairros de Barra da Estiva são: Centro, Rua Nova, São Felix, Alto México (Cachorro sentado), Alto da Barra, Alto Alegre, Recreio, Bairro das Nações (Bairro do Cemitério), Subestação, Geraizinho

Tecnologia[editar | editar código-fonte]

A cidade é atendida por duas operadoras de telefonia celular nas tecnologias GSM/CDMA (VIVO) e GSM (CLARO).

No serviço de Internet a população é atendida pelas operadoras de celular, OiVelox e por provedores locais, que além de disponibilizar sinal para a sede do município, ainda atende algumas cidades circunvizinhas ao município.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Os pontos turísticos do município são: A Serra do Sincorá, do Cocal, do Espigão de Taquari, a cachoeira do Bom Jardim, Poço do Meio Dia, Pontilhão Ponto Velho, Pinturas Rupestre do Camulengo, Nascente do Rio Paraguaçu, Rio do Triunfo do Sincorá, Rio Sincorá da Barragem, o Morro do Ouro com cerca de 1.550 metros de altitude, e o Morro de Santa Bárbara (Morro da Torre), com cerca de 1.450 metros de altitude.

Festas populares[editar | editar código-fonte]

As festas populares são: Festas Religiosas e tradicional: micareta, que atrai grande número de visitantes para a cidade, realizado sempre no mês de abril, festa de São João e Festas dos santos padroeiros (N.Sª. da Conceição e bom Jesus) Carnaval (no distrito de Triunfo do Sincorá), Natal e ano novo.

Pratos típicos[editar | editar código-fonte]

Os pratos típicos são: godó de banana, pirão de mulher parida, cuscuz, carne assada, pirão de galinha, feijoada e buchada

Economia[editar | editar código-fonte]

O solo do município tem como riquezas, jazidas minerais de alimen, cristal de rocha, diamante, ouro e pedra calcária, estando sendo explorados em pequenas escalas o ouro e o diamante. A vegetação é rasteira predominando as terras da caatinga. Há no município madeira para construção (pau-d’arco, umburana, baraúna, mucuipá, etc.) plantas medicinais (catuaba, sabugueiro, capaíba, jurubeba e outros.) frutos oleaginosos (mamona e ouricuri.) O café como principal cultura, cereais e a pecuária.

Café[editar | editar código-fonte]

Um dos grandes projetos agrícolas, e o que mais desenvolveu na região, fazendo com que as mesmas crescessem em todos os sentidos, foi o cultivo do café. A primeira plantação de café feita em nosso município foi pelo o intermédio de Aprígio Freitas, Capitão do Mato, que aqui chegou ao ano de 1860, à procura de voluntários para a guerra do Paraguai. Era ele, natural de Caetité de onde trouxe as primeiras mudas para o plantio. As primeiras mudam eram de café Nacional, cultivados e conhecidos por todos. Em 1971, através de Nercy Duarte, padre de nossa comunidade na época, com o auxílio do Dr. Aucides, chefe do setor genético do café do IBC, filiado à faculdade de Campinas, que conseguiu para um futuro próximo, investimentos bancários para o plantio e renovação dos cafezais. O Dr. Aucides foi de grande ajuda, fornecendo dados técnicos, e com sua experiência, foi iniciando o primeiro plantio técnico do café catuaí em 1972, na Fazenda Geraizinho. No início, eles tiveram várias dificuldades, principalmente porque os senhores mais antigos, não quiseram aceitar o novo plantio do café catuaí. Começaram então a construção de viveiros na Faz. Vitória, nos fundos da casa paroquial, no terreno onde hoje está construída a Creche e no terreno de João Moreira. Na Faz. Vitória foram feita em média 200 mil mudas pelos alunos do Colégio CENC, onde alguns deles plantaram, conseguindo bons resultados, com o sucesso obtido, seus pais resolveram adotar o novo café. Pouco tempo após as primeiras plantações de café catuaí, o Banco do Brasil foi aberto em nossa cidade, dando oportunidades para que diversas pessoas pudessem renovar ou fazer suas plantações. Daí em diante o cultivo do café passou a ser expansivo. Dentre as variedades cultivadas em nossa região temos: O café Nacional, bobão amarelo, mundo novo e o catuaí. Os primeiros cultivadores de café foram: Josias Dias, Manuel Alves, e como maior produtor Alfiles Bernados. Os primeiros técnicos que auxiliaram as primeiras plantações do catuaí foram José Sobrinho e Lázaro de Tal. Para mostrar a importância do produto os alunos desfilaram expondo o produto nas praças, com o passar do tempo o município ficou conhecido até aos dias de hoje como terra do café. Barra da Estiva é um dos maiores exportadores de café da Bahia.

Pecuária[editar | editar código-fonte]

Os principais rebanhos são: bovino, caprino, eqüino, ovino e suíno.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2012 Censo Populacional 2012 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2012). Visitado em 11 de dezembro de 2012.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 16 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Cidades. Visitado em 06 de janeiro de 2014.
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