Jaguaquara

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Município de Jaguaquara
"Toca da Onça"
Brasão de Jaguaquara
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 18 de maio
Fundação 18 de maio de 1921 (93 anos)
Gentílico jaguaquarense
Prefeito(a) Giuliano Andrade Martinelli (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Jaguaquara
Localização de Jaguaquara na Bahia
Jaguaquara está localizado em: Brasil
Jaguaquara
Localização de Jaguaquara no Brasil
13° 31' 51" S 39° 58' 15" O13° 31' 51" S 39° 58' 15" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Jequié IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Norte: Irajuba, Sul: Jequié e Apuarema, Leste: Itaquara e Wenceslau Guimarães, Oeste: Itiruçu, Planaltino e Jequié
Distância até a capital 336 km
Características geográficas
Área 960,398 km² [2]
População 51 019 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 53,12 hab./km²
Altitude 667 m
Clima Subúmido a seco
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,58 baixo PNUD/2010 [4]
PIB R$ 226 518,906 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 709,63 IBGE/2008[5]
Página oficial

Jaguaquara é um município localizado no Vale do Jiquiriçá, na Microrregião de Jequié, no Sudoeste do Estado da Bahia, no Brasil. Sua população é de 51 019 habitantes, de acordo com os dados do Censo 2010.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Jaguaquara" é um termo tupi que significa "toca de onça", através da junção dos termos îagûara (onça) e kûara (toca)[6] .

História[editar | editar código-fonte]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Jaguaquara nasceu de uma fazenda chamada Toca da Onça e sua história tem como ponto de partida a chegada do casal Guilherme Martins do Eirado e Silva & Luzia de Souza e Silva no ano de 1896. O casal trabalhou incansavelmente durante muitos anos na fazenda. Na sede da fazenda, havia três casas: a casa da sede, residência do casal, posteriormente doada às Franciscanas Imaculatinas e, hoje, Colégio Luzia Silva, uma casa de negócios com depósitos, dependências de empregados e rancharia para viajantes, que foi demolida para dar lugar à Praça J.J. Seabra e, uma casa de farinha que foi reformada e transformada em residência em 1921 e, posteriormente, adquirida pelo então Prefeito Municipal Dr. Menandro Minahim. Atualmente, foi vendida pela família Minahim, a um empresário local e, infelizmente demolida.

No ano de 1912, foi iniciada a construção das primeiras casas que formariam o povoado Toca da Onça, cujo território fazia parte do município de Areia, atual Ubaíra. Em 1913, após enfrentar árduas lutas políticas, Guilherme Silva conseguiu a passagem da Estrada de Ferro de Nazaré, pela sede do povoado, impedindo que a estação fosse construída no povoado da Casca.

A Lei 174, de 5 de Outubro de 1915, mudou a denominação do então povoado Toca da Onça para Jaguaquara, que tem o mesmo significado na língua tupi. Em 16 de Maio de 1916, foi criado o distrito de Jaguaquara, pelo Decreto 1 540. Através da Lei Estadual 1 472, de 18 de Maio de 1921, Jaguaquara foi elevada à categoria de vila e município sendo, consequentemente, seu território desmembrado do município de Areia. O Decreto 1 560, de 17 de Julho de 1922, criou o termo judicial Jaguaquara e, em 7 de Setembro de 1922, tomou posse o primeiro juiz do município. A sede do município, então Vila de Jaguaquara, foi elevada à categoria de cidade pela Lei Estadual 1 673, de 30 de agosto de 1923.

Imigração[editar | editar código-fonte]

Em 1950, imigrantes vindos de diversas regiões da Itália desembarcaram em Jaguaquara. Eram 41 famílias, que receberam, do governo, um pequeno lote de terra para recomeçarem a vida. Introduziram a lavoura, ainda pouco incrementada, com produtos até então desconhecidos da população e técnicas mais avançadas de cultivo. Fundaram uma colônia que, hoje, encontra-se desativada. Além de hortifrutigranjeiros, os italianos plantaram uva e trigo, que se desenvolveram bem graças ao clima. Jaguaquara acolheu ainda imigrantes de várias outras nações, como Japão, Portugal, Espanha e Peru.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Situado na Região Sudoeste do Estado da Bahia, nas microrregiões de Jequié e do Vale do Jiquiriçá, encontra-se o município e cidade de Jaguaquara, que se destaca no contexto agrícola pela produção de hortifrutigranjeiros e principalmente, tomate, batata e chuchu.

Clima[editar | editar código-fonte]

Caracteriza-se por possuir um clima do tipo seco sub-úmido: apresentando frio no inverno e quente e seco no verão, mantendo uma temperatura média anual de 21,5°C, e um índice pluviométrico entre seiscentos e mil milímetros.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

A Zona Urbana está dividida nos bairros: Centro, Muritiba, Casca, Bela Vista, Palmeira, Arco-Íris, Nova Jaguaquara, São Jorge (Ceará), São João Batista, Cruzeiro, Lagoa, Malvina I, Malvina II, Urbis e Cidade de Deus.

Distritos: Ipiúna (Baixão), Itiúba e Stela Câmara Dubois (Entroncamento).

Além de vários povoados e vilarejos rurais.

Política[editar | editar código-fonte]

Intendentes[editar | editar código-fonte]

Guilherme Martins do Eirado e Silva - Ago 1921 a Dez 1923;

Abílio Procópio Ferreira - Jan a Maio 1924;

Serapião Guanais Mineiro - Mai a Set 1924;

João Andrade - Out 1924 a Ago 1926;

José Inácio Pinto - Set 1926 a Dez 1927;

Dr. Alyrio de Almeida - Jan 1927 a Dez 1929; e

Virgílio Pereira de Almeida - Jan 1930 a Out 1930;

Prefeitos[editar | editar código-fonte]

Lauro Mota - Nov 1930 a Nov 1937;

Virgílio Mota de Almeida - Dez 1937 a Jan 1939;

Beatriz Araújo Coutinho (Interinamente) - Jan 1939 a Mar 1939;

Everaldo Souza Santos - Mar 1939 a Jan 1951;

Dr. Lourival Castro (Interinamente) - Dez 1945 a Abr 1946;

Jaime Correia (Interinamente) - Mai 1947 a Jan 1948;

Dr. Gilberto Rebouças (Interinamente) - Nov 1950 a Jan 1951;

Menandro Minahim - 1951 a 1954;

Lourival Rosa de Sena - 1955 a 1958;

Leonídio Pinheiro Fernandes - 1959 a 1962;

Joaquim Nery de Souza - 1963 a 1966;

Lourival Rosa de Sena - 1967 a 1970;

Leonídio Pinheiro Fernandes - 1967 a 1970;

René Dubois - 1971 a 1972;

Paulo Ovídio Nascimento Filho - 1973 a 1976;

Ítalo Rabêlo do Amaral - 1977 a 1982;

Dr. René Dubois - 1983 a 1988;

Dr. Osvaldo Cruz Morais - Janeiro de 1989 a Dezembro de 1992;

Dr. Paulo Sérgio Oliveira Nunes - Janeiro de 1993 a Dezembro de 1996

Ítalo Rabêlo do Amaral - Janeiro de 1997 a Dezembro de 2000;

Valdemiro Alves de Oliveira - Janeiro de 2001 a Dezembro de 2004;

Dr. Osvaldo Cruz Morais - Janeiro de 2005 a Março 2006 (renunciou);

Aldemir Moreira - Março 2006 a Dezembro 2008;

Aldemir Moreira - Janeiro 2009 a Dezembro 2012;

Giuliano Andrade Martinelli - Janeiro 2013 a ...

Economia[editar | editar código-fonte]

Agricultura[editar | editar código-fonte]

Quinto produtor baiano de abacate, quinto em limão, quarto em maracujá, oitavo em tomate e segundo lugar em produção de hortigranjeiros na Bahia.[carece de fontes?]

Pecuária[editar | editar código-fonte]

Na pecuária, destacam-se os rebanhos bovino, equino, asinino e muar.

Comércio e Serviços[editar | editar código-fonte]

Possui 111 indústrias, 55º lugar na posição geral do estado da Bahia e 1 261 estabelecimentos comerciais, 39ª posição dentre os municípios baianos. Seu parque hoteleiro registra 85 leitos. Registro de consumo elétrico residencial (Kwh/hab): 135,08 - 82º no ranking dos municípios baianos. Um grande número de consumidores do município ainda fazem comprar na cidade vizinha, de Jequié.

Mineração[editar | editar código-fonte]

Recentemente começou o estudo para exploração mineral no município, com a instalação da Mineradora Anglo-Australiana Rio Tinto, que começará a explorar Bauxita nas terras de Jaguaquara.

Cidadãos Ilustres[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 11 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. Terceira edição. São Paulo. Global. 2005. p. 287.