Serrolândia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Wikitext.svg
Este artigo ou seção precisa ser wikificado (desde abril de 2012).
Por favor ajude a formatar este artigo de acordo com as diretrizes estabelecidas no livro de estilo.
Município de Serrolândia
"Serrote"
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 23 de julho
Fundação Jerônimo Moreira
Gentílico serrolandense
Prefeito(a) Gildo Mota Bispo (PSB)
(2009–2012)
Localização
Localização de Serrolândia
Localização de Serrolândia na Bahia
Serrolândia está localizado em: Brasil
Serrolândia
Localização de Serrolândia no Brasil
11° 24' 57" S 40° 18' 07" O11° 24' 57" S 40° 18' 07" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro Norte Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Jacobina IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Jacobina, Várzea do Poço, Várzea da Roça, Quixabeira, Miguel Calmon.
Distância até a capital 316 Km km
Características geográficas
Área 373,762 km² [2]
População 12 120 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 32,43 hab./km²
Altitude 408 m m
Clima Semi-árido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,59 baixo PNUD/2010 [4]
PIB R$ 38 916,830 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 095,52 IBGE/2008[5]
Página oficial

Serrolândia é um município brasileiro do estado da Bahia.

== História do Serrote Em 1927, habitavam na ia fazenda Várzea d’Água, Município de Jacobina, os senhores Jerônimo Moreira mota Lima e sua esposa Zulmira Marcela Jordão Sampaio, notaram a presença de um morro que em manhãs mais frias ficava coberto com uma densa camada de neblina, dando a impressão como se fosse um grande manto estendido sobre as pedras, uma paisagem fascinante.

Certo dia o irmão de Dona Zulmira, o Senhor Dionísio, juntamente com seu cunhado, observando a bela paisagem e motivado por um sentimento religioso disse: - “Aquilo ta pedino arguma coisa Jerôme!”.

Mesmo enfrentando uma densa floresta que havia Jerônimo resolveu erguer sobre o monte uma grande cruz de madeira e atribuiu o nome do local de “Serrote”. Diante disso, jamais pensou por sua cabeça povoar o local, menos ainda que viesse um dia a se tornar uma cidade. RECEBIDO CONF. CH 100276 Inicialmente o local era considerado sagrado e o Sr Jerônimo convidou o Pe José Antonio de Almeida, da Paróquia de Riachão de Jacobina, para benzer a cruz. O Padre, no entanto, vendo toda essa manifestação propôs que fosse aberto um caminho amplo iniciando de sua fazenda até o monte para peregrinação de fieis.

Já com pensamentos futuros de formar um pequeno arraial, o Sr Jerônimo, em 1929, convidou algumas pessoas para fazer um roçado no pé do monte, dessa vez com o objetivo de formar um comércio, prometendo, ainda, dar um pedaço de terra para que ajudasse na brilhante empreita.

Mesmo não agradando a todos inclusive alguns de seus parentes, principalmente o Sr José Moreira, que era vizinho de onde se iniciaria as primeiras habitações do arraial, o Sr Jerônimo manteve-se firme em sua decisão e logo foi ganhando apoio de alguns nos quais seria os primeiros a realizar os trabalhos de povoamento do local como: Amaro Bispo Vieria, José Francisco Vieria, Maurício Dias, Antonio Moreira, entre outros.

Ao final dos trabalhos o Sr Jerônimo convidou o delegado Manoel Sarapião para marcar o local a serem construídas as primeiras casas, cumprindo então, sua promessa de doar o terreno a quem o ajudasse, em novembro de 1929. Em 1930, iniciaram-se as primeiras feiras livres, que foram realizadas aos domingos, só tempos mais tarde passar a serem realizadas aos sábados, o que dura até os dias atuais. No mesmo havia uma grande epidemia conhecida como “bexiga”, e decidiram então, escolher um padroeiro que protegesse da peste, optando por São Roque, sempre comemorando seu dia em 16 de agosto.

No mesmo ano foram surgindo às primeiras habitações cobertas de telhas, tendo com proprietários os senhores Rosentino, José Luís, Nosinho e Leopoldo Vilas Boas. No entanto, o crescimento não parou, mas o arraial em 1932 sofreu com a forte “seca de 32” assolando sem piedade os habitantes da região, e as chuvas de fato só vieram para valer no ano de 1934, aliviando um pouco a terra tão castigada pela forte estiagem.

Em 30 de dezembro de 1953 o povoado Serrote foi elevado a categoria de vila, substituindo pelo nome proposto pelo Sr Waldetrudes Carneiro de Magalhães, considerado também, um dos primeiros habitantes, de Serrolândia.

Serrolândia enfrentava por um grande problema de falta de chuvas e seus recursos hídricos eram escassos, fazendo com que seus habitantes sofressem uma grande falta de água. Em vista a tudo isso o DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) se sensibilizou e atendeu as solicitações da população iniciando, em 1950, as obras para a construção do Açude Serrote. As obras duraram oito anos, mobilizando dezenas de trabalhadores, concluindo exatamente em novembro de 1958, e resultou posteriormente num considerável aumento populacional.

Em 23 de julho de 1962 a vila de Serrolândia foi emancipada e desmembrada de Jacobina, tornando-se a cidade de Serrolândia, e elegendo no mesmo ano o seu primeiro prefeito o Sr Florivaldo Magalhães Sousa, eleito pelo Partido Republicano, tomando posse no ano seguinte até 1966. Serrolândia trouxe ainda, os povoados de Quixabeira (que anos depois viria tornar-se cidade), Maracujá, Salamin, Roçadinho e Jaboticaba (atualmente pertencente a Quixabeira).

O fundador de Serrolândia, o Sr Jerônimo Moreira Mota, nascido em 11 de outubro de 1890 no município de Miguel Calmom, faleceu aos 91 anos na cidade de Serrolândia em 18 de abril de 1981 e se orgulhava pela grande realização de ter fundado Serrolândia dizendo: - “quem afundou Serrolanda foi eu”.

A partir de 1981 surgiram às primeiras agências bancárias em nossa cidade, diminuindo consideravelmente a dependência da cidade de Jacobina para transações bancárias, surgindo então o Banco do Brasil e posteriormente o BANEB que nos anos 90 seria privatizado e comprado pelo Bradesco e abandonado nossa cidade.

No início na década de 90 começaram a surgir aquela que viria a ser a principal atividade da cidade de Serrolândia, as fábricas de bolsas, com o Sr Noel Rodrigues, e posteriormente com o Sr Jackson, hoje essas fábricas geram milhares de empregos diretos e indiretos.

A partir do ano 2000 Serrolândia foi crescendo bastante e foram surgindo novos tipos de comércio e serviços como indústria e comércio de bebidas, novas fábricas de bolsas, bonés, serviços e vendas de internet, célula e computadores, melhores e mais equipados supermercados, entre outros.

Atualmente nosso município é cercado por Jacobina, Quixabeira, Miguel Calmom, Mairí, Várzea do Poço e Várzea da Roça e fica localizado a 320 km da capital Salvador, tendo como sua ligação principal a BR 324 e posteriormente a BA 417, o clima é Semi-árido, fica a 445m do nível do mar e tem como povoados atualmente: Maracujá, Salamin, Novolândia, Roçadinho, Boa Vista, Alto do Coqueiro, Varzeolândia, Pedra Grande e Assentamento Caiçara. A cidade possui os seguintes bairros: Centro, Cinelex, Sol Nascente, Tangará, Contornolândia e Bela Vista.

Suas gestões políticas foram:

1963-1966 Florivaldo Magalhães Sousa

1967-1970 Valentino Andrade da Silva

1971-1972 Florivaldo Magalhães Sousa

1973-1976 José Ribeiro de Matos

1977-1982 Jaime Ferreira Franco

1983-1986 Florivaldo Sousa

1989-1992 Manoel Pereira Araújo

1993-1996 Jaime Ferreira Franco 1997-2000 José Orácio Pires

2001-2002 Jaime Ferreira Franco

2002-2004 Paulo Rodrigues de Oliveira

2005-2008 Noelia Sousa Oliveira

2009-2012 Gildo Mota Bispo

2013 Gildo Mota Bispo

História dos governantes:

A primeira administração, do Sr Florivaldo Magalhães não teve muito destaque para o município, porém, não deixou de ser importante, mas foi a partir somente da segunda que veio do desenvolvimento para a cidade de Serrolândia, com obras inovadoras e muito importantes que o então prefeito Valentino Andrade realizou para o município, como por exemplo, a ligação entre a sede e o povoado do Maracujá, todavia, sua administração causou algumas desavenças políticas.

A terceira administração, novamente com Florivaldo Magalhães, governou apenas de 1971 a 1972 e deu continuidade às abras realizadas anteriormente, impulsionando ainda mais no desenvolvimento de Serrolândia.

A administração seguinte, do prefeito José Ribeiro de Matos, que durou de 1973 a 1976, foi pacífica e deu continuidade ao processo político-administrativo realizado pelas administrações anteriores, não deixando, no entanto, de realizar obras importates.

O prefeito seguinte, Jaime Ferreira Franco, que ficou no poder de 1977 a 1982, conseguindo se eleger pela primeira vez, vinha há 14 anos liderando a oposição na cidade, começou sua administração e sendo aquele, que anos depois, viria a ser um dos prefeitos que mais obras fez em Serrolândia. No ano de 1981 afastou-se por problemas de saúde, mas retornou e concluiu sua gestão.

Em 1983 Florivaldo Magalhães retornou à cadeira de prefeito pela terceira vez, desta vez ficando mais tempo que antes e ficou até o ano de 1988. Em 1989 tomou posse o novo prefeito Manoel Pereira Araújo depois de atuar por vários anos a frente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Serrolândia e foi um importante líder sindicalista. Sua administração foi voltada para a assistência da classe mais carente e destacou-se bastante na área da saúde, duas coisas que na época eram bastante necessitadas no município, mais do que hoje.

Na gestão 1993-1996 retorna ao poder Jaime Franco gerando uma expectativa da população dele dar continuidade ao bom trabalho realizado em sua primeira administração, foram realizadas várias obras que se faziam necessárias para o desenvolvimento de Serrolândia, como, por exemplo, obras de pavimentação de várias ruas e becos, contribuindo assim, para diminuir com a proliferação de várias pragas, esgotos a céu aberto. Essa administração foi uma das mais importantes e contribuíram para melhorar muito a imagem de Serrolândia.

De 1997 a 2000 a prefeitura foi administrada por José Orácio Pires, médico, residente em Jacobina, mas com ligações com Serrolândia, teve uma administração conturbada, mas realizou obras bastante importantes na área da saúde como a construção do Hospital Municipal no final do seu mandato, e que seria somente inaugurado no inicio do mandato seguinte.

Após uma eleição complicada e com denúncias de fraudes, assume Jaime Franco e fica no poder por dois anos até que foram comprovados que houve realmente compra de votos nas eleições de 2000 e então Jaime teve o seu mandato cassado. Antes de sair o prefeito Jaime foi acusado de retirar bens e levar dinheiro da prefeitura juntamente com seus assessores.

Foi uma época complicada para Serrolândia, havia uma desestrutura geral, a vice-prefeita na época. Em 2002 Noélia Sousa Oliveira assumiu a prefeitura por quatro meses, enquanto o candidato derrotado nas eleições anteriores, Paulo Rodrigues de Oliveira buscava na justiça o direito de assumir a prefeitura, alegando ser o legítimo prefeito eleito, conseguindo ainda no mesmo ano ganhar a causa na Justiça Eleitoral e assumir a prefeitura por dois anos.

A administração do prefeito Paulo Rodrigues também foi conturbada, pois não agradava a muita gente, políticos e população, e nesse tempo realizou algumas obras, mas sem grande expressão.

Em 2004, após uma eleição apertada, Noélia vence o candidato Jonas Franco, e fica no poder de 2005 a 2008, foi, talvez, a administração mais complicada da história de Serrolândia, a então prefeita quase não fez obras no município e havia a denúncia de desvio de verbas e de favorecer parentes e aliados, aliás, o que era visível por todos, desapontado a população que tinha esperanças de que ela faria um trabalho muito bom, como fez antes quando ficou quatro meses a frente da prefeitura em 2002.

As eleições de 2008 foram, talvez, as mais impressionantes de todas. Havia um desejo de mudança e uma esperança em uma administração melhor para Serrolândia, a prefeita Noélia tentava a reeleição e concorria com o candidato Gildo Mota, e o ex-prefeito Jaime Franco, que viria a desistir de sua candidatura para apoiar Noélia.

Gildo fez aliança com alguns partidos e tinha o apoio da grande maioria da população e em outubro derrotou com quase 67% dos votos (jamais nenhum prefeito ganhou com tanta folga) o que já era chamado de “os coronéis da cidade” pela população, referindo-se a prefeita Noélia, Florivaldo Magalhães e Jaime Franco.

O atual prefeito venceu a mais impressionante das eleições da historia de Serrolândia, com ameaças de morte, críticas e com a com a promessa de melhora, desenvolvimento e qualidade de vida para a população. Gildo assumiu a prefeitura em 2009 e estima-se ficar até 2012.

Em 2011 Gildo entra em guerra contra os servidores públicos municipais por não concordar com o ajuste da remuneração dos servidores, que estava abaixo do previsto em lei, sendo menor que um salário mínimo, e os servidores entram em greve por prazo indeterminado, sendo seguidos posteriormente pelos professores municipais, o que acaba gerando desavenças entre Gildo e a população de Serrolândia.


Um prestigiado ato político marcou a filiação do prefeito de Serrolândia Gildo Mota Bispo e dos vereadores João Wilson Santos Novais e Sidney Menezes Cedraz ao PCdoB.

Em 2012 Gildo fez varias reformas , no colegio ,na quadra e muitos outros projetos . Gildo só se reeleijeu porque Jaime Ferreira Fraco tinha roubado o dinheiro da educação e sujou o seu nome .

Em 2013 Gildo ja estava reeleito . e agora esta para fazer uma academia no bairro de Contornolandia .

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2010 foi de 12.120 habitantes, ocupando a posição nº 305º em população do Estado da Bahia e 2536º do Brasil, conforme o http://www.estadosecidades.com/serrolandia-ba_cidade.aspx, possui 35 indústrias com 106ª posição geral da Bahia, 177 estabelecimentos comerciais ocupando o 192º lugar entre os municípios baianos conforme JUCEB, tendo seu parque hoteleiro registrando 134 leitos.

Consumo elétrico residencial (Kwh/hab.): 103,55 (129° entre os municípios baianos) Emancipação: 23/07/1962 Padroeiro: 16/08/2002 - São Roque Área: 295,82 km² Região: Piemonte da Diamantina Densidade Demográfica (Hab./Km2): 31,8 Eleitorado: 8.128 Cep: 44.710-000 coordenadas Geográfica é de 11° 24' de lat. sul e 40°18' long. oeste Relevo formado por Tabuleiros Interioranos e Patamar do Médio Rio Paraguaçu, fica localizado numa região semi-árida, à 320 km da capital Salvador, com acesso através da BR 324 e BA 417, tem com cidades circunvizinhas Jacobina, Várzea do Poço, Quixabeira, Miguel Calmon, Várzea da Roça e Mairí.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro. de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro. de 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 25 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro. de 2010.
Ícone de esboço Este artigo sobre municípios do estado da Bahia é um esboço relacionado ao WikiProjeto Nordeste do Brasil. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.