Alagoinhas

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Município de Alagoinhas
Bandeira de Alagoinhas
Brasão de Alagoinhas
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 1852
Gentílico alagoinhense
Prefeito(a) Paulo Cezar (PDT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Alagoinhas
Localização de Alagoinhas na Bahia
Alagoinhas está localizado em: Brasil
Alagoinhas
Localização de Alagoinhas no Brasil
12° 08' 08" S 38° 25' 08" O12° 08' 08" S 38° 25' 08" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Nordeste Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Alagoinhas IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Inhambupe, Catu, Araças, Aramari, Entre Rios e Teodoro Sampaio.
Distância até a capital 108 km
Características geográficas
Área 733,969 km² [2]
População 153 560 hab. IBGE/2014[3]
Densidade 209,22 hab./km²
Altitude 132 m
Clima tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,683 médio PNUD/2010 [4]
Gini 0,55 PNUD/2010[5]
PIB R$ 1 616 466 mil IBGE/2010[6]
PIB per capita R$ 11 370,75 IBGE/2010[6]
Página oficial

Alagoinhas é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua área é de 734 km² e sua população conta em 2014 com 153 560 habitantes, tendo portanto uma densidade demográfica de 195,46 hab/km².

Limita-se ao norte com o município de Inhambupe, ao sul com o município de Catu, a leste com o município de Araças, a oeste com o município de Aramari, a nordeste com o município de Entre Rios e a sudoeste com o município de Teodoro Sampaio.

Seu nome se deve aos rios Sauípe, Catu, Subaúma e Quiricó, às lagoas e córregos existentes na região.[7] E assim sua água é considerada de excelente qualidade, sendo uma de suas maiores riquezas, e que faz parte do aqüífero que vai desde Dias d'Ávila a Tucano.

Alguns alagoinhenses se destacaram bastante no campo da literatura, como Maria Feijó, José Olívio Paranhos Lima, o jovem escritor, Gabriel Matos, o poeta, dramaturgo Lázaro Zacariades, o poeta, professor e pesquisador acadêmico Ednaldo Soares, publicado no Brasil e na Itália, e o escritor e editor Adson Vasconcelos, formado pela Unicastelo (SP) e mestre pela USP como aluno ouvinte.

História[editar | editar código-fonte]

Seu povoamento foi iniciado no final do século XVIII, quando um padre português fundou uma capela no seu território e daí começou a próspera vila em função da chegada de imigrantes e da passagem da estrada de boiadas, acesso para o norte e para o sertão, motivo do título dado por Ruy Barbosa de "Pórtico de Ouro do Sertão Baiano".

Enquanto vila, Alagoinhas recebeu vários nomes, os quais foram Freguesia da Água Fria, Freguesia de Santo Antônio das Lagoinhas e posteriormente Villa de Santo Antônio d'Alagoinhas. Este último nome, foi o último como vila, que depois foi desmembrada da Vila de Inhambupe, para ser emancipada como Município de Alagoinhas.

Em volta da igreja de Santo Antônio várias casas foram construídas, desse modo o povoado foi elevado a vila, através da Resolução Provincial 442 de 16 de junho de 1852. Mais tarde, do mesmo modo, causado pelo desenvolvimento da vila, que era gerado e norteado pela estação ferroviária, a qual era o centro de atividades econômicas, devido ao grande fluxo de pessoas e mercadorias, foi elevado a município de Santo Antônio de Alagoinhas, sendo desmembrado do município de Inhambupe.

Segundo o IBGE, o distrito de Alagoinhas foi criado no dia 15 de outubro de 1816, pertencendo a Inhambupe até 16 de junho de 1852, quando se tornou um município. A emancipação política de Alagoinhas foi oficializada há 153 anos, no dia 2 de julho de 1853, com a posse da primeira Câmara Municipal e do presidente do Conselho, o coronel José Joaquim Leal.

Em 1964 foi descoberto um poço de petróleo no município, o MG-1-BA. Três anos depois já havia 30 poços, motivo que fez com que a Petrobras se instalasse no município, gerando seu desenvolvimento e aumentando os investimentos, mas também crescimento desordenado, deixando várias pessoas sem saneamento básico e acesso aos serviços de saúde.

Com o desenvolvimento ferroviário e a descoberta de poços de petróleo, Alagoinhas cresceu bastante economicamente, tornando-se pólo de sua região. Se voltou aos serviços, portanto seu desenvolvimento se deu, principalmente, no comércio, polarizando mais de 30 municípios vizinhos.

Religião[editar | editar código-fonte]

Religiosidade em Alagoinhas :[8]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localizado no leste da Bahia, com área de 734 km². Está situado nas unidades geomórficas dos Tabuleiros do Recôncavo e dos Tabuleiros Interioranos. De clima quente e semi-úmido, possui vegetação de floresta estacional semidecidual e de parque sem floresta de galeria.

Sua geologia pode ser resumida, segundo a CEI e IBMB 1993-1994, em arenitos médios e grosseiros, conglomerados / brechas, paraconglomerados.

A cidade é servida pela malha rodoviária e ferroviária. A BR 101, que corta o Brasil de Norte a Sul, serve a cidade fornecendo importante acesso e meio de escoamento de produtos para cidades do Nordeste como Recife e Aracaju, além de cidades como Vitória e Rio de Janeiro, no Sudeste do país. Também corta a cidade a BR 110, que a une ao Nordeste pelo interior da região. A ferrovia possui na cidade, além do seu papel histórico, um entrocamento que já foi de grande importância para o país e teve o seu declínio de acordo com a subvalorização do transporte ferroviário no país. Possui ainda rodovias estaduais que ligam a cidade à BR 116 e também à Linha Verde.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1970, 1977 a 1980, 1986 a 1989 (até 31 de março) e a partir de 1992, a menor temperatura registrada em Alagoinhas foi de 10,4 ºC em 21 de dezembro de 1962, e a maior atingiu 40,2 ºC em 1º de janeiro de 1988. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 181,7 mm em 20 de dezembro de 1999. Outros grandes acumulados foram 121,7 mm em 12 de janeiro de 2011, 112,9 mm em 20 de janeiro de 1964, 109,2 mm em 26 de maio de 1966 e 102,5 mm em 8 de maio de 1963.[9] O mês de maior precipitação foi abril de 1964, quando foram registrados 474,6 mm.[10] O menor índice de umidade relativa foi registrado em 25 de janeiro de 1995, de 25%.[11]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Alagoinhas Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 40,2 38,3 38,7 38,2 35,5 33,7 31,7 31,5 34,8 37,8 37,9 38,6 40,2
Temperatura máxima média (°C) 32,6 31,9 31,8 30,5 29,1 27,6 26,8 27 28,2 30,5 31,2 31,6 29,9
Temperatura média (°C) 25,9 25,7 25,5 25 23,6 22,5 21,5 21,5 22,6 24,3 25,1 25,5 24,1
Temperatura mínima média (°C) 19,6 19,6 19,8 19,7 18,5 17,3 16 15,5 16,1 17,7 18,6 19,9 18,2
Temperatura mínima registrada (°C) 14,8 12,3 13 14,2 11,5 12 11,4 11 10,8 12,6 13,2 10,4 10,4
Precipitação (mm) 104,9 99,2 113,8 131,9 193,3 143,7 100,3 68,4 50,7 48,3 95,3 101,9 1 251,6
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 8 10 11 12 16 17 16 12 8 7 8 7 132
Umidade relativa (%) 76,6 78 78,3 82,6 82,1 85,8 85 84,4 81,6 78,3 77,3 77,7 80,6
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (médias climatológicas: período de 1961 a 1990;[12] [13] [14] [15] [16] [17] recordes absolutos de temperatura: 01/01/1961 a 31/12/1970, 01/01/1977 a 31/12/1980, 01/01/1986 a 31/03/1989 e partir de 01/01/1992).[9]

Economia[editar | editar código-fonte]

Segundo dados da SEI e IBGE, o PIB do município em 2003 foi de R$ 627,94 milhões, que evoluiu para R$ 824,402 milhões em 2004. A estrutura setorial está distribuída em 3,61% para agropecuária, 46,27% para indústria e 50,12% para serviços.

Em 2001, foram registrados no município 34.181 consumidores de energia elétrica, que totalizaram um consumo de 101.227 mwh.

Primeiro setor[editar | editar código-fonte]

Alagoinhas se destaca na produção agrícola de limão (maior produtor baiano), abacate, laranja (3º maior produtor baiano), de batata doce (10º maior produtor baiano) e de amendoim (11º maior produtor baiano).

No setor de bens minerais, é um grande produtor de areia, argila e pedra.

Segundo setor[editar | editar código-fonte]

Segundo a Junta Comercial do Estado da Bahia (JUCEB), o município possui 669 indústrias, ocupando o 13º lugar na posição geral do estado da Bahia, e 3.711 estabelecimentos comerciais, 14ª posição dentre os municípios baianos.

Terceiro setor[editar | editar código-fonte]

Seus serviços crescem bastante, desde a descoberta dos poços de petróleo e da implantação da ferrovia, ampliando os serviços para os municípios vizinhos também. E seu parque hoteleiro registra 500 leitos.

Possui diversos outros serviços com qualidade reconhecida nacionalmente. Servida por diversos estabelecimentos de ensino de nível fundamental a superior. A nível da saúde é servida principalmente, pelo Hospital Regional Dantas Bião e Maternidade de Alagoinhas. Alguns serviços médico especializado são realizados na cidade, evitando assim o deslocamento a capital do estado, Salvador, em busca de atendimento.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Alagoinhas possui 151 escolas, sendo 87 municipais, 29 estaduais e 35 particulares; e 12 instituições de ensino superior autorizadas pelo MEC. São destaques na rede municipal o Colégio Municipal de Alagoinhas, na rede estadual, o Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães ,o CETEP (Centro Territorial de Educação Profissional), e o colégio da policia militar professor Carlos Rosa

Em 2012, após a divulgação dos índices do Ideb 2011, Alagoinhas ganhou destaque no noticiário nacional. Com nota 2.8, Alagoinhas não conseguiu atingir a meta de 3.0 imposta pelo MEC para 2011.[18]

Um Campus' do Instituto Federal de Tecnologia e Ciência Baiano será construído e a previsão é de que deverá ser concluído até o final de 2014. Quando concluído, o IF BAIANO será a primeira unidade de ensino federal no município.

Infra-estrutura[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Alagoinhas Atlético Clube

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 de dezembro de 2010.
  3. Estimativa populacional 2014 IBGE Estimativa populacional 2014 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2014). Visitado em 29 de agosto de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 07 de agosto de 2013.
  5. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2010). Perfil do município de Alagoinhas - BA Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Visitado em 4 de março de 2014.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 3 de janeiro 2012.
  7. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas ferias.tur
  8. [1], IBGE Censo de 2010.
  9. a b BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Precipitação (mm), Temperatura Máxima (ºC) e Temperatura Mínima (ºC) - Alagoinhas Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 20 de setembro de 2014.
  10. BDMEP - Série Histórica - Dados Mensais - Precipitação Total (mm) - Alagoinhas Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 20 de setembro de 2014.
  11. BDMEP - Série Histórica - Dados Horários - Umidade Relativa (%) - Alagoinhas Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 20 de setembro de 2014.
  12. Temperatura Média Compensada (°C) Instituto Nacional de Meteorologia (1961-1990). Visitado em 20 de setembro de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  13. Temperatura Máxima (°C) Instituto Nacional de Meteorologia (1961-1990). Visitado em 20 de setembro de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  14. Temperatura Mínima (°C) Instituto Nacional de Meteorologia (1961-1990). Visitado em 20 de setembro de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  15. Precipitação Acumulada Mensal e Anual (mm) Instituto Nacional de Meteorologia (1961-1990). Visitado em 20 de setembro de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  16. Número de Dias com Precipitação Maior ou Igual a 1 mm (dias) Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 20 de setembro de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  17. Umidade Relativa do Ar Média Compensada (%) Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 20 de setembro de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  18. http://ideb.inep.gov.br/resultado/resultado/resultado.seam?cid=1403040
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