Riachão do Jacuípe

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Município de Riachão do Jacuípe
"Riachão"
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação 1878
Gentílico jacuipense
Prefeito(a) Tânia Regina Alves de Matos (PDT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Riachão do Jacuípe
Localização de Riachão do Jacuípe na Bahia
Riachão do Jacuípe está localizado em: Brasil
Riachão do Jacuípe
Localização de Riachão do Jacuípe no Brasil
11° 48' 36" S 39° 22' 55" O11° 48' 36" S 39° 22' 55" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Nordeste Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Serrinha IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Área de Expansão Metropolitana de Feira de Santana
Municípios limítrofes Pé de Serra, Retirolândia, Serra Preta, Nova Fátima, São Domingos, Conceição do Coité, Ichu, Candeal
Distância até a capital 186 km
Características geográficas
Área 1 190,196 km² [2]
População 35 237 hab. IBGE/2013[3]
Densidade 29,61 hab./km²
Altitude 219 m
Clima semiárido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,628 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 185,355,969 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 761,37 IBGE/2008[5]
Página oficial

Riachão do Jacuípe é um município brasileiro do estado da Bahia situado a 186 km de distância da capital estadual, e pertencente à Área de Expansão Metropolitana de Feira de Santana. Sua população atualmente é de 35.237 habitantes, segundo a estimativa de 2013 realizada pelo IBGE, sendo o terceiro município mais populoso da RMFS entre 16 municípios. Área da unidade territorial (km²) 1.190,196. Riachão fica situada as margens do rio Jacuípe e tem uma economia voltada para a pecuária e agricultura, destacando-se o rebanho bovino e suíno e a extração da fibra de sisal para exportação, pertence a Região Sisaleira e tem como principal Rodovia a BR 324.

História[editar | editar código-fonte]

Origens históricas[editar | editar código-fonte]

O município foi criado pela Lei Povincial nº. 1.823 de 1 de agosto de 1878. Elevado á categoria de vila com a denominação de Nossa Senhora da Conceição do Riachão do Jacuípe. Nesta data, o então distrito de Riachão foi elevado à categoria de vila (o que equivale a município atualmente).

Segundo o historiador Luís Henrique Dias Tavares, a conquista do território baiano começou na primeira metade do século XVI.

Diversos sertanistas penetraram no interior baiano, por volta do século XVII, com várias finalidades, tais como: guerrear com os índios, capturar índios ou escravos fugitivos, procurar minérios e pedras preciosas. Em consequência, recebiam grandes lotes de terras, denominadas sesmarias.

A Casa da Ponte era o centro de uma propriedade de 160 léguas do Morro do Chapéu até o rio das Velhas e pertencia a Antônio Guedes de Brito, primeiro Conde da Ponte. Era doação do rei de Portugal em retribuição aos serviços prestados por seu pai na expulsão dos holandeses e a ele mesmo, concedendo-lhe o título de Mestre-de-Campo e Regente do São Francisco. Ele deveria expulsar ladrões de gado, contrabandistas de ouro, negros aquilombados e outros aventureiros.

As terras do Conde da Ponte limitavam-se no município de Riachão do Jacuípe com as propriedades de João Peixoto Viegas, a terceira maior fortuna fundiária da Bahia no período colonial.

Dessa sesmaria foi desmembrada uma área de terra para João dos Santos Cruz, que a transformou numa fazenda de criação de gado denominada Riachão.

Primeiras aglomerações urbanas[editar | editar código-fonte]

O tradicional histórico do município não oferece datas ou outras referências mais precisas em tomo da penetração primitiva. Apenas a tradição oral fornece elementos para a formação de algumas suposições mais prováveis, como a de terem sido remanescentes de alguma "bandeira" que aqui penetrou na fase colonial, século XVI.

Seu povoamento deve-se à localização à margem esquerda do rio Jacuípe, onde se verificou a fixação primitiva do elemento branco. Na região do rio Tocós foram encontrados vestígios da cultura indígena. A tradição oral informa ter sido ali o local de fixação de índios "tocóios", de onde derivou o nome do rio. O nome Jacuípe é de origem indígena, donde se conclui que o povoamento se deu, inicialmente, com os índios que se fixaram às margens dos rios Tocós e Jacuípe, onde desenvolveram uma agricultura de subsistência.

Sabe-se que as famílias mais antigas de Riachão eram os Gonçalves e os Mascarenhas provavelmente de origem portuguesa, e os Vasconcellos de origem Franco-Espanhola.

Em 1950, as primeiras aglomerações urbanas eram:

  • A sede com um registro de 1.552 habitantes;
  • Vila de Candeal, com 875 habitantes;
  • Vila de Gavião, com 390 habitantes; e
  • Vila de Ichu, com 426 habitantes.

Figuravam ainda no município de Riachão os povoados Alto Alegre com 183 habitantes (nos dias atuais já elevada a cidade com o nome de Capela do Alto Alegre), Quilômetro 90, atual município denominado Nova Fátima, com 343 habitantes, Pé de Serra, com 335 habitantes e atualmente cidade com mesmo nome, Chapada com 300 habitantes, e Barreiros com 173 habitantes.

Havia outros povoados com menos de 100 habitantes: São João, Casa Nova e Ponto Chique. Em divisão administrativa, atualmente o município é constituído do distrito sede, do distrito de Barreiros e dos seguintes povoados: Chapada, Vila Aparecida, Terra Branca, Ponto Novo, Baixa Nova, Campo Alegre, Descanso, Malhador, São Francisco, Salgado, Santana, Pedrinhas, Chapadinha, Barro Preto, Sitio Novo, Maraíba, Açude, Vila Guimarães, Primeira Malhada, Almas ,Baixa da Areia, Lagoa Da Parede e Lagoa da Caiçara.

Desmembramentos:

Lei Estadual datada de 17/12/1890, fica criada a Vila de Conceição do Coité (Conceição do Coité), desmembrando-se do município de Riachão do Jacuípe.

Pelo Decreto Estadual número 1766 de 30/07/1962, fica criado o município de Ichu, desmembrando-se do município de Riachão do Jacuípe;

Pela Lei Estadual número 1683 de 23/04/1962, fica criado o município de Candeal, desmembrando-se, do município de Riachão do Jacuípe;

Pela Lei Estadual número 4409 de 19/03/1985, fica criado o município de Capela do Alto Alegre, desmembrando-se do município de Riachão do Jacuípe;

Pela Lei Estadual número 4410 de 19/03/1985, é criado o Município de Gavião, desmembrando-se do município de Riachão do Jacuípe;

Por Lei Estadual número 4411 de 19/03/1985, fica criado o município de Pé de Serra, desmembrando-se do município de Riachão do Jacuípe;

Lei Estadual número 5.022 de 13/06/1989, cria o município de Nova Fátima, desmembrando-se do município de Riachão do Jacuípe.

Povoados: Povoados: 1. Barreiros 2. Chapada 3. Vila Aparecida 4. Terra Branca 5. Campo Alegre 6. Ponto Novo 7. Malhador 8. Vila Guimarães 9. Salgado 10.São Francisco 11.Baixa Nova 12.Chapadinha 13.Pedrinhas 14.Açude 15.Bom Jardim 16.Mandassia 17.Cancela Preta 18.Maraíba 19.Nova Esperança 20.São Lourenço 21.Jardim 22.Beira Rio 23.Terra Nova 24.Lagoa do Canto 26.Queimada Grande 27.Umbuzeiro 28.Tráz da Roça 29.Quintalzinho 30.Abóbora 31.Descanso 32.Santana 33.Barro Preto 34.Sítio Novo 35.Lagoa da Parede 36.Baixa da Areia 37.Almas

Política[editar | editar código-fonte]

Poder executivo[editar | editar código-fonte]

Relação de todos os ex-prefeitos do município desde 1878.

  • 2012-2016 - Tania Regina Alves de Matos
  • 2008-2012 – Lauro Falcão Carneiro
  • 2005-2008 – Lauro Falcão Carneiro
  • 2001-2004 – Valfredo Carneiro de Matos (faleceu no dia 5 de janeiro de 2005)
  • 1997-2000 – Herval Lima Campos
  • 1993-1996 – José Raimundo Carneiro Martins
  • 1989-1992 – Valfredo Carneiro de Matos
  • 1983-1988 – Dr. João de Oliveira Campos
  • 1977-1982 – José Aloir Carneiro de Araújo
  • 1973-1976 – Dr. Gildásio Oliveira Souza
  • 1971-1972 – Dr. João de Oliveira Campos em 11.09.1971 viajou para fazer tratamento de saúde no Rio de Janeiro, foi substituído pelo Presidente da Câmara Sr. Izauro de Souza Ferreira
  • 1967-1970 – Dr. Eliel Martins
  • 1963-1966 – Dr. João de Oliveira Campos
  • 1959-1962 – Orlando Marinho Carneiro, tirou licença por 40 dias em seu lugar assumiu o Professor Altino Melo.
  • 1955-1958 – Pedro Paulo da Silva (faleceu em 07.04.1957) substituído por José Abraão Carneiro. Eleição indireta da Câmara de Vereadores elege Joaquim Carneiro da Silva (Quincas do Pé de Serra)
  • 1951-1954 – Coronel Aurélio Rodrigues Mascarenhas
  • 1946-1950 – João Morais Filho
  • 1929 – Coronel José Rufino Ribeiro Lima

Prefeitos intendentes de 1878 e 1928

  • 1928 – Coronel José Rufino Ribeiro Lima
  • 1927 – Padre Argemiro Guimarães (faleceu no mesmo ano, quem substituiu foi Coronel João Paulo da Silva Carneiro)
  • 1926 – Coronel José Rufino Ribeiro Lima
  • 1923 – Coronel Louis Aurelio Vasconcellos Ney
  • 1918 – Cônego Henrique Américo Freitas
  • 1912 – Cônego Henrique Américo Freitas
  • 1983 – Olegário Riveiro Lima
  • 1878 – Tenente Coronel Marcolino Gonçalves Mascarenhas

Personalidades[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2013. Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (01 de julho de 2013). Página visitada em 30 de outubro de 2013.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 07 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]