Megafauna

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Megafauna pode ser traduzido como "o conjunto dos animais gigantes". Apesar de esta definição poder incluir os dinossauros, o termo é mais usado para designar o conjunto dos animais pré-históricos de grandes proporções que conviveram com a espécie humana, e desapareceram no final da última Era do Gelo.

Extinção da Megafauna[editar | editar código-fonte]

A extinção da megafauna foi uma extinção em massa que ocorreu do Pleistoceno ao Holoceno ao fim da última glaciação, de 9.000 a 13.000 anos atrás, dizimando grandes populações de mamíferos gigantes que viveram durante esses períodos geológicos. Esta grande extinção ocorreu simultaneamente em diferentes lugares do globo.

Especula-se se estes animais teriam desaparecido por causa da mudança climática (fator climático), ou pela coexistência com a espécie humana, que poderia dizimar essas diversas espécies através da competição por alimentos ou pela ação direta da caça. Na verdade, as hipóteses parecem complementar-se (sendo a última chamada de fator antrópico).

As extinções que ocorreram nesta época, perto do limite Pleistoceno-Holoceno, são também muitas vezes conhecidas como "extinções em massa do Pleistoceno" ou "extinções em massa da Era do Gelo", e acredita-se que perduram até os dias atuais, como sexta extinção em massa.

Alguns destes animais possuíam adaptações para viver sob frio intenso, como revestimento adiposo e pele grossa coberta por densa camada de pelos (o mamute, por exemplo). Além disso, o gigantismo sugere que havia abundância de espaço e alimentos, que escassearam devido ao aquecimento natural do planeta no início do Holoceno.

Figura 1: Mamutes, animais muito bem adaptados a Era do Gelo.

Por outro lado, a mudança climática favoreceu a fixação de populações humanas em lugares até então inóspitos. Situa-se nesta mesma época a Revolução Neolítica, quando o homem descobriu a agricultura e deu início a sua segunda (talvez primeira) explosão demográfica, aumentando a necessidade ocupar novas terras (desmatando-as para iniciar o plantio), e de caçar e coletar alimentos para complementar a alimentação da população aumentada. Sendo onívoro, o homem competia tanto com as espécies carnívoras como com as herbívoras, fazendo-se mais um fator importante na escassez de alimentos para os grandes animais (parece ser o caso da extinção do Leão marsupial). Dessa maneira há evidências de que o ser humano contribuiu diretamente para a extinção de algumas espécies da megafauna.

Na Sibéria e na América do Norte, por exemplo, foram encontrados indícios de que o homem pré-histórico caçava mamutes, para fins de alimentação ou de defesa. A sobrevivência de algumas espécies bem além do fim da Era do Gelo reforça esta hipótese: sabe-se que o mamute sobreviveu até cerca de 5000 anos atrás. Na Nova Zelândia, o moa, uma ave gigante, foi extinto por volta 1500 d.C., após a chegada dos maori (cerca do ano 1000 d.C).[1]

Pleistoceno[editar | editar código-fonte]

Para estudar e compreender a longa história da terra, marcada por grandes mudanças e acontecimentos, dividiu-se o tempo em eras geológicas. Foram criadas quatro eras geológicas, que são: Pré-Cambriana (a mais antiga), Paleozóica, Mesozóica e Cenozóica (a mais recente). A era Cenozóica é dividida ainda em dois períodos, o Terciário e o Quaternário. O período Quaternário por sua vez é dividido em duas épocas, o Pleistoceno e o Holoceno.[2]

Figura 2: Fósseis de foraminíferos, utilizado em pesquisas paleontológicas.

Dessa maneira o Pleistoceno foi uma época do período Quaternário, entre 1,8 milhão a 11.000 de anos atrás[3] .Existia uma enorme diversidade de fantásticos animais gigantes que viveram nesta época, e atualmente encontram-se quase que completamente extintos. Porém, muitas espécies que viveram nessa época, podem ser encontradas até os dias atuais.

Essa época foi marcada por grandes variações climáticas, compostas de períodos glaciais , quando a temperatura da terra caía e as zonas temperadas do globo eram totalmente cobertas por geleiras, e por períodos interglaciais, quando a temperatura se elevava e as geleiras recuavam. Foi durante o pleistoceno que ocorreram os episódios mais recentes de glaciações, ou de idades de gelo.[3] Seria por essa razão, de grande variação da temperatura, que a maioria dos grandes mamíferos se extinguiu até o final do Pleistoceno?

Ao que tudo indica essa já é uma hipótese negada. Pois através de estudos morfológicos e descobertas fósseis, sabe-se que esses animais eram adaptados a viver em ambientes com temperaturas baixas, pois apresentavam grossa camada de pelos e gordura. Durante todo o Pleistoceno, foram então capazes a resistir a diversas mudanças climáticas[3] . Por essa razão os cientistas começaram a se indagar sobre o que poderia realmente ter provocado a extinção dessas criaturas maravilhosas. Será então que foi por causa do grande aumento na temperatura no final da ultima glaciação que marca o inicio do Holoceno? Será que foi por causa da chegada dos seres humanos? Mas será que esses seres humanos pré-históricos seriam tão capacitados assim ao ponto de extinguir animais gigantes? Será que foi devido a alguma doença que se alastrou por todas essas espécies? Ou será que foi devido a um conjunto de todos esses fatores?

Dessa maneira, a fim de responder a todas essas perguntas e possivelmente conseguir prever as alterações climáticas que ainda irão ocorrer no futuro do planeta terra, vários paleontólogos estudam os ricos e abundantes fósseis pleistocênicos como diatomáceas, foraminíferos e polens que são muito abundantes e informativos sobre o paleoclima.

Holoceno[editar | editar código-fonte]

Holoceno também conhecido como “Antropogeno” inicia-se no fim da última era glacial principal, ou idade do gelo. Compreendem aos últimos 11.000 anos da história da Terra, portanto se estende até o presente. Apesar do clima do quaternário ter mudado em quatro ocasiões, tornando-se muito mais frio, o Holoceno é uma época de temperaturas mornas a quentes, com alguns períodos em que ocorreram pequenas eras do gelo.[4]

Esta época testemunha toda a história da civilização, desde seu surgimento até os dias atuais.[4] Passou por grandes mudanças tanto climáticas quanto em decorrência do aparecimento da civilização. Assim a fauna e a flora tiveram de adaptar-se.

Foi nessa época que houve uma grande extinção em massa conhecida como extinção em massa da Era do Gelo, que dizimou populações de mamíferos e pássaros gigantes, cuja presença era característica do Pleistoceno. A maioria dos representantes da megafauna já se encontrava extinta no final do Pleistoceno, apenas alguns foram capazes de sobreviver durante o Holoceno, tendo portanto uma extinção tardia.

Distribuição geográfica da Megafauna Americana – locais de extinção[editar | editar código-fonte]

Figura 3: Fóssil de uma preguiça gigante, exemplar do Museu Ciências Naturais de Houston.

Cientistas acreditam que a megafauna era amplamente distribuída por toda a América. As Américas do Norte ,Central e Sul tinham uma fauna de grandes herbívoros em escala comparável à da África atual. Assim como na África há girafas, hipopótamos e elefantes, na América Central havia preguiças terrestres gigantes, um urso gigante extinto, uma grande espécie extinta de cavalo, mamutes e um grupo de grandes parentes dos mastodontes, chamados gontoféricos. Todos esses mamíferos gigantes já desapareceram, porém é curioso que a flora que coexistiu com esses grandes animais persista até os dias atuais. Nas florestas tropicais da Costa Rica existem algumas árvores que produzem frutos muito grandes e rígidos que são incapazes de serem utilizados e dispersados pelos animais que lá existem hoje. Esses frutos simplesmente caem e apodrecem. Assim observando a natureza, podemos ter a falsa impressão de que existem adaptações na natureza que não são perfeitas, no pantanal também são encontrados frutos de tais tamanhos que a fauna nativa não consegue ingerir, mas com a introdução de animais de grande porte como vacas e cavalos, os frutos finalmente puderam - ser ingeridos e finalmente dispersados no solo. Entretanto a existência desses frutos faz sentido se pensarmos que não estão adaptados aos pequenos animais dos dias de hoje e sim aos grandes herbívoros da megafauna de 10.000 anos atrás.Assim muitas vezes podemos achar na natureza alguns exemplos de adaptações imperfeitas, pois a evolução é demorada. Esses grandes animais tiveram uma extinção muito recente em comparação com a história da terra, em comparação com o tempo que adaptações levam para evoluir. A adaptação será imperfeita quando a seleção natural não puder operar com a mesma rapidez com que o ambiente de uma espécie muda.[5]

Viveram durante o Pleistoceno (2 milhões a 12.000 anos atrás) em um ambiente completamente diferente das paisagens atuais. O Pleistoceno foi marcado por diversas glaciações responsáveis pelo resfriamento do planeta (Era do Gelo). No final do Pleistoceno houve uma grande glaciação e o clima do planeta mudou , se tornou mais seco e gélido. Na América do Sul houve um aumento das calotas polares, topos de montanhas ficaram cobertos de gelo e a umidade relativa do ar ficou muito baixa devido à evaporação reduzida. Acredita-se que houve uma queda de aproximadamente 5°C na floresta Amazônia[6] . Frente a essa mudança climática que ocorreu no Pleistoceno a vegetação da América do Sul sofreu uma reconfiguração. As florestas úmidas do litoral atlântico ficaram refugiadas, permanecendo em escarpas mais úmidas de maneira descontínua. As temperaturas mais baixas proporcionaram uma expansão das florestas de Araucárias para áreas interiores dos estados do sul e sudeste do Brasil, além dos campos de altitude[7] . Os cerrados resistiram parcialmente ao avanço das caatingas, existindo muitos indícios de sua presença nas depressões interplanálticas do Brasil Central. As caatingas, no entanto, se expandiram pelas novas faixas de terras afloradas no litoral, avançando sobre depressões e os locais mais áridos do sul e sudeste. A Amazônia, por sua vez sofreu uma retração e boa parte de seu atual espaço acolheu os cerrados. Com a retomada do clima mais quente, no Holoceno, os processos se inverteram, a umidade passou a favorecer ecologicamente a vegetação então refugiada, numa eventual competição ecológica, e a sua expansão para os espaços então ocupados pela vegetação xerófita.[7] . Dessa maneira é sabido, através de estudos fósseis, que a vegetação do Pleistoceno era composta principalmente de áreas de savana-cerrado, que era o habitat por excelência dos grandes e médios mamíferos, geralmente situado em áreas tropicais de umidade moderada para baixa.

Assim aridez no fim do Pleistoceno, acarretada pela Glaciação Würm-Wisconsin, fez as caatingas avançarem, limitando os cerrados do nordeste a áreas mais úmidas, que se tornaram 'Refúgios Florestais de fauna e flora. Por causa desses refúgios florestais, alguns indivíduos da megafauna conseguiram sobreviver à extinção em massa do Pleistoceno até o Holoceno[8] . A constituição deste refúgio justifica a grande concentração de atividade humana e presença da Megafauna, pois o cerrado preservado, que apresentava uma extensão territorial muito maior durante o fim do Pleistoceno, teria sido o aporte nutricional dos táxons da Megafauna e Microfauna no período.

Assim apenas alguns poucos animais de pequeno e médio porte conseguiram sobreviver à extinção generalizada, marcada por essa transição de ambientes, devido ao fato de possuírem adaptações para viver em diferentes tipos de meios: florestas pluviais, decíduas, cerrados, charcos e caatingas.[6]

Durante os períodos de seca provocados pela glaciação de Würm-Wisconsin os ambientes eram dominados por grandes savanas abertas com árvores esparsas e gramíneas[9] , e florestas com enclaves de savanas. Este era um ambiente propício para grandes herbívoros e pastadores. As florestas tropicais fechadas e densas, que eram ambientes sem espaço para esses grandes animais viverem e sem gramíneas para eles poderem pastar, ficavam reduzidas a pequenas áreas de vegetação. No entanto, toda essa megafauna desapareceu quando as florestas voltaram a crescer e substituir todas as grandes áreas de savana, no fim da última glaciação (que durou de 30 mil a 12 mil anos atrás), ou seja, no início do Holoceno[6] .A América do Norte e Central é que mais foram atingidas pela a glaciação de Würm-Wisconsin, que marcou Era do Gelo.

Essa mudança ambiental formava florestas tropicais muito densas o que era desfavorável para esses animais. No inicio do Holoceno houve também um aumento um aumento muito grande das temperaturas o que provocou um aumento no nível dos oceanos. Acredita-se que com toda essa mudança climática os refúgios florestais da América do Sul entraram em desequilíbrio dizimando da superfície do globo os últimos representantes da megafauna. Estes animais então tiveram uma extinção tardia, provocada por toda essa mudança climática significativa chamada pelos quaternaristas de "Optimum Climaticum". Dessa maneira a maior parte da megafauna de extinguiu entre o final do Pleistoceno e início do Holoceno.

Mas essa teoria tem suas controversas, porque hoje em dia nas florestas densas, existe a ocorrência de animais de grande porte, como por exemplo o elefante africano (maior animal terrestre), elefante asiático, tigre (maior felino), hipopótamo, leopardo, espécies de rinocerontes, espécies de búfalos como o gauro (maior bovídeo), de bisões, ocapi, espécies de antílopes como o bongo, espécies de cervos como o cervo vermelho (maior espécie de cervo existente), espécies de ursos como o urso pardo (segundo maior carnívoro terrestre), casuar (ave gigante da Oceania), espécies de canídeos como o lobo cinzento (maior canídeo), javali (maior membro da família suidae), canguru cinzento, e em ilhas até tartarugas gigantes entre muitos outros.

Ou seja se todos os animais citados acima, mesmo sendo grandes conseguem viver, e viver muito bem em ambientes fechados então porque os animais da megafauna não conseguiam, sendo que a provas de que até preguiças gigantes conseguiam viver em floretas densas, como na Amazônia, sabemos disso porque alguns grupos indígenas que vivem nessa região, descrevem uma criatura lendária, e a chamam de mapiguari, e essas descrições são muito similares a uma preguiça gigante, alem disso outros animais também conseguiam viver bem em floretas fechadas como mastodontes, toxodontes, mamutes, tartarugas gigantes, moas e entre outros, sabemos disso por causa de fosseis achados em regiões amazônicas e em outros lugares do mundo.

Assim como na Guatemala que mesmo na época do pleistoceno o país permaneceu coberto de florestas tropicais, e mesmo assim são encontrados fosseis de animais que compunham a megafauna no local, como por exemplo várias espécies de preguiças gigantes, o mamute-columbiano (Mammuthus columbi), toxodontes (Toxodon platensis), até a onça gigante (Panthera onca mesembrina) e etc. As florestas tropicais não só na Guatemala mais em vários locais da América Central eram como barreias entre as américas sul e norte mas, mesmo assim os animais conseguiram passar e sobreviver nos continentes opostos, isso mostra que as florestas tropicais não foram um grande problema.

Extinção da Megafauna Brasileira[editar | editar código-fonte]

É difícil de imaginar, mas no Brasil a apenas 10.000 atrás, se caminhássemos pelos campos do cerrado iriamos nos deparar com animais gigantes como os Mastodontes (elefantes sul-americanos), possivelmente avistariam um Megatherium (preguiça gigante) e nos assustaríamos ao encontrar um animal bizarro o Gliptodonte (parecido com o tatu, mas com o tamanho de um fusca).Mas infelizmente esses maravilhosos animais se extinguiram não só no Brasil, mas por toda a América[10] .

O motivo de extinção da megafauna no Brasil foi durante muitos anos relacionada a predação humana, pois esses animais conviveram com os homens pré-históricos ( teoria Overkill – grande matança). A grande matança justifica-se na América do Norte e Europa, pois nessa época estava ocorrendo a glaciação de Würm-Wisconsin e assim o ambiente nestes lugares estava completamente debaixo do gelo. Dessa maneira os homens pré-históricos para não morrerem de fome, tiveram que desenvolver suas habilidades e para então começarem a caçar os animais gigantes da megafauna. Mas no Brasil (América do Sul), a glaciação de Würm-Wisconsin não ocorreu. O ambiente na época da extinção da megafauna não era gélido e por isso os homens pré-históricos brasileiros não precisavam desenvolver suas habilidades e provocar a grande matança destes animais, assim ainda viviam na idade da pedra lascada, mas mesmo assim a megafauna se extinguiu aqui.[10]

Isso pode ser explicado se relacionarmos a extinção destes animais com a reconfiguração do quadro vegetacional brasileiro na época da última glaciação. Conclui-se com o estudo dessa relação, que a megafauna brasileira foi extinta por motivos climático-ambientais e não antrópicos como dizia a teoria do overkill. Vários fatos ratificam que no Brasil, a extinção da megafauna não foi provocada pelo homem. Um deles é que na maioria dos sítios arqueológicos brasileiros, observando as pinturas rupestres encontradas, os animais da megafauna não aparecem sendo caçados, [11] .

Mas com o achados de alguns fosseis de animais que pertenciam a megafauna americana, muitos desses fosseis tinham marcas de ferimentos, e com estudos recentes, foi descoberto que essas marcas eram na verdade de flechas, e onde esses fosseis foram achados não pertencia a um animal mas de muitos outros e de espécies diferentes pertencentes a megafauna, ou seja esses animais eram caçados e muito, fosseis achados no Uruguai com as mesmas marcas com pelo menos 30 mil anos comprovam que muitos animais da megafauna compunham bastante a dieta dos primeiros hominídeos a chegar aqui no Brasil, que também foram achados fosseis com tais marcas, no Uruguai a maioria dos fosseis eram de preguiças gigantes do gênero lestodon e de tatus gliptodontes, mas muitos cientistas falam que com a tecnologia da época os humanos não conseguiriam fazer uma flecha ultrapassar a carapaça de um tatu gigante, mas lembrando que a face, o pescoço e as patas do animal estão desprotegidas e que bons caçadores conseguem acertar seu alvo com facilidade, e no Rio Grande do Sul foram achadas muitas dessas carapaças vazias, provando que não só a carne do animal era aproveitada, mas também a carapaça tendo um tamanho ideal para uma barraca.

Sobre a mudança do quadro vegetativo, não foi um grande problema para esses animais, isso podemos observar hoje, bem no brasil existe 6 biomas, sendo que 4 deles são de campos abertos, são eles pantanal, caatinga, cerrado e o pampa, ou seja cada um deles cobre uma grande área para suportar sua fauna, e se junta-los como um único bioma eles acabam se tornando um mega bioma de 3.840.064 km2, que pode abrigar muitos seres, e ainda assim eles tem muitos ecossistemas vagos, por causa desses animais que foram exterminados brutalmente, e não por mudanças climáticas.


Sítios paleontológicos da região sudoeste do Estado do Piauí são uma das regiões de maior concentração de fósseis da Megafauna Pleistocênica da América intertropical no qual foi constatada a extinção tardia de muitas espécies desses animais gigantes. Existem alguns exemplos excepcionais de algumas espécies da megafauna que sobreviveram até o Holoceno, contrapondo a maioria que se extinguiu até o final do Pleistoceno[11] . O estudo da teoria dos refúgios florestais explica esse fenômeno.

Figura 4: Pintura rupestre encontrada na Serra da Capivara,Piauí.

Como exemplo temos a Serra da Capivara, em pleno sertão do Piauí, região que hoje é seca e a caatinga predomina. Lá já foram achados muitos fósseis de animais da megafauna, isso é curioso, pois estes animais não sobreviveriam nesse clima porque necessitavam de áreas abertas e úmidas que proporcionavam um aporte nutricional ideal para eles. A chave da questão é que se descobriu que durante o final do Pleistoceno, marcado pela Era do Gelo, a região era dominada por cerrados. Com a glaciação, nas latitudes mais baixas da América do sul houve uma enorme redução de umidade o que provocou a retração de florestas e cerrados que ficaram restritas a pequenas áreas/regiões onde se preservou a umidade, formando assim os denominados refúgios florestais de flora e fauna. A Serra da Capivara foi um desses grandes refúgios e isso atraiu os animais e homens que procuravam por água e comida[11] .

Mas mesmo depois que o cerrado se tornou caatinga, os animais que pertenciam a megafauna conseguiam sobreviver, sabemos disso porque a caatinga não é o bioma mais seco que existe no mundo, há áreas muito mais áridas pelo mundo, e até mesmo elas sendo biomas áridos, a sua fauna é composta de animais de grande porte, como guanacos, elefantes, vicunhas, leões, leopardos, cangurus, avestruzes, cavalos e asnos selvagens, camelos, dromedários, muitas espécies de antílopes como o orix, girafas, hipopótamos, cão selvagem africano, guepardos, zebras e etc.

Alguns Representantes da Megafauna Brasileira[editar | editar código-fonte]

Paleolama: é uma prima fóssil das lhamas atuais:Tem o mesmo aspecto geral mas é maior e mais pesada ( 300 a 400 kg), com o focinho alongado. Contrariamente às lhamas não estava adaptada à vida na montanha. Este hervíboro ocupava no Brasil o lugar que ocupam os grandes antílopes na África. Conhecido desde ao redor de um milhão de anos, desapareceu entre 8 a 10.000 anos atrás. Pertence à família dos Camelídeos (camelos, lhamas); existem várias espécies de Paleolama no Quaternário da América do Sul, das quais duas na região da Serra da Capivara, Paleolama major e Paleolama niedae, que é maior. Esta última representa 16% da megafauna da Toca da Barra do Antonião e 33% da Toca do Garrinho.

Hippidion: Parece com um cavalo selvagem, do qual é um parente bastante afastado; tem o mesmo tamanho ( 400 a 500 kg) e as patas com um só dedo que leva ao casco, mas seus dentes são diferentes, de um tipo muito mais primitivo. Estudos recenetes apontam que o Hippidion apresentava uma pequena tromba, musculatura atípica nos equinos. Este hervíboro corredor ocupava no Brasil o lugar que ocupam as zebras em África. Conhecido desde há mais de 3 milhões de anos, desapareceu entre 8 a 10.000 anos. Pertence à família dos Equídeos (cavalos, asnos, zebras); existiam várias espécies de Hippidion no Quaternário de América do Sul, das quais duas na região do Parque Nacional, Hippidion bonaerense, a mais abundante e um verdadeiro cavalo, mais raro, de uma espécie também desaparecida mas muito próxima do cavalo atual, Equus neogaeus. Os Equídeos representam aproximadamente 30% da megafauna da Toca do Garrincho.

Eremotherium: Este parente afastado das Preguiças atuais, era um dos maiores mamíferos quaternários da América do Sul (mais de 5 toneladas), e era terrestre. Mesmo munido de enormes garras, era um estrito hervíboro, capaz de levantar-se sobre as suas patas traseiras e manter-se em pé com a ajuda da cauda constituindo assim um tripé, para alcançar as folhas das árvores grandes. O tipo de crescimento de seus dentes permitia-lhe consumir vegetais duros e abrasivos. Muito frequente no Brasil intertropical desde há aproximadamente 300.000 anos, desapareceu há 10.000 anos. Eremotherium pertence à família dos Megaterídeos, exclusivamente americana e, atualmente, totalmente extinta. A espécie principal é Eremotherium lundi, que representa 30 % da megafauna da Toca da Barra do Antonião.

Catonyx: Trata-se de outra preguiça gigante terrestre, mas muito menor que o Eremotherium. Era mais baixa e menos comprida que um boi, mas possuindo peso aparentado com um, tendo uma massa equivalente ( 500 a 700 kg). Tinha também poderosas garras, e sua pele espessa era reforçada por pequenos ossos dérmicos. Este animal apareceu aproximadamente há 300.000 anos e desapareceu há 10.000 anos. Catonyx pertence à família dos Mylodontídeos, ela também exclusivamente americana e, hoje, totalmente desaparecida. A espécie da Serra da Capivara é chamada Catonyx cuvieri; ela aparece frequentemente associada a um outro animal do mesmo tamanho que pertence à mesma família : Scelidodon. Todos os dois representam juntos 3,5 % da megafauna da Toca do Garrincho. Um esqueleto quasi completo de Catonyx foi descoberto na Toca da Barra do Antonião.

Pampatherium: É um gênero de tatus gigantes, do tamanho de um asno ( 100 a 200 kg). Sua carapaça comportava três faixas de articulação. Contrariamente aos tatus atuais, é um hervíboro e não cavava a terra. É conhecido desde faz 700.000 anos e desapareceu há 10.000 anos. Pampatherium pertence à família de Dasypodideos (tatus). A espécie achada em São Raimundo Nonato é chamada Pampatherium humboldti. Constitue mais de 18% da megafauna da Toca do Garrincho.

Glyptodon, Panochtus e Doedicurus: Eram gêneros de falsos tatus com carapaça óssea rígida, não articulada. Eram tão grandes quanto um Volkswagen “Fusca” e podia pesar mais de 1.400 kg. Alguns possuiam uma bola espinhosa na ponta da cauda, utilizada como uma massa para defender-se. As placas ósseas de suas carapaças eram muito espessas ( 3 cm) e tinham motivos geométricos que permitem distingui-los. Se deslocavam lentamente e se alimentavam de plantas aquáticas. Os conhecemos até faz 8.000 a 9.000 anos. Glyptodon e Panochtus pertencem à família dos Glyptodontídeos, exclusivamente americana e totalmente desaparecida. As espécies da Serra da Capivara, presentes em pequena quantidade em todos os sítios, são Glyptodon clavipes e Panochthus greslebini. Juntas representam 5,5% da megafauna da Barra do Antonião.

Figura 5: Fóssil de um gliptodonte,exemplar encontrado no Museu de História Natural de Milão.

Toxodon: Eram grandes herbívoros de patas curtas e corpo em forma de barril, do tamanho dos rinocerontes ou dos hipopótamos atuais da África Pesavam uma tonelada ou mais. São representados freqüentemente na beira da água, como esses últimos. Tinham dentes que apresentavam superficies de esmalte discontinuas, dispostas em faixas. Desapareceram por volta de há 10.000 anos. São os últimos representantes da família dos Toxodontídeos, exclusivamente sul e centro-americanos. Toxodon não é muito freqüente: 5,5% e 3,5% respectivamente da megafauna da Toca da Barra do Antonião e da Toca do Garrincho.

Macrauchenia: Com sua cabeça comprida e com uma tromba curta, suas patas com três dedos e seu longo pescoço de girafa, é o mais estranho animal com cascos do Quaternário sul-americano. Herbívoro, procurando vegetais moles, alcançava uma tonelada de massa. Desapareceu há cerca de 10.000 anos. Macrauchenia pertence à família dos Macrauchenídeos, exclusivamente sul-americana e totalmente desaparecida. A espécie encontrada na região do Parque Nacional é chamada Macrauchenia patachonica. Constitui quasi 4% da megafauna da Toca da Barra do Antonião.

Mastodonte: Parecia um elefante mais baixo e mais comprido, com as defesas pouco curvadas. Podia pesar cinco toneladas ou mais. Os mastodontes são exclusivamente sul-americanos no Quaternário Recente, mesmo si outros mastodontes viveram no Velho Mundo em períodos mais antigos. Nos sítios da Serra da Capivara, temos numerosos molares caracterizados pela forma alongada e trituradora. Haplomastodon waringi, que pertence à família dos Gomphotherídeos, é o mastodonte típico do Brasil intertropical, da onde desapareceu por volta de 10.000 anos atrás. Sua presença no Nordeste sugere uma vegetação muito diferente da atual, muito mais luxuriosa.

Smilodon populator : é um dos mais potentes Carnívoros quaternário de América do Sul: tinha um rabo muito curto e grandes caninos superiores de 28cm que saiam fora da mandíbula quando ela estava fechada, dai vem o nome popular de “tigre-de-dentes-de-sabre” apesar de não ser um parente do tigre moderno. Podia pesar mais de 400 kg. Era um predador que caçava em grupo e atacava preferentemente os herbívoros de pele grossa, como preguiças gigantes e macrauquenias, cortando suas gargantas e abrindo-lhes o ventre. A espécie sul-americana é denominada Smilodon populator que é a espécie-tipo, porém, existiu uma outra espécie de dentes-de-sabre o (Smilodon fatalis) que viveu na América do Norte, sendo está substancialmente menor que a sul-americana pesando em torno de 280 kg.

Figura 6: Fóssil de um tigre-de-dentes-de-sabre, exemplar encontrado no Museu de História Natural de Londres.

Canídeos: As raposas atuais já existiam na época, mas encontramos também um notável membro desaparecido da mesma família dos Canídeos : trata-se de Protocyon troglodytes, predador potente e muito ativo, que caçava provavelmente em grupo e era tão grande quanto um lobo europeu ( 60 kg ou mais), aqui também havia lobos só que de uma espécie bem maior que a atual, o lobo terrível (canis dirus), caçavam em bandos os grandes animais da época e por isso alcançaram a marca de 120 kg.

Ursídeos: Um só representante da família dos Ursídeos (os ursos) existe atualmente na América do Sul, e não mais o encontramos no Brasil. Mas duas outras espécies, agora desaparecidas, são conhecidas no estado fóssil na área do Parque Nacional Serra da Capivara. O pequeno Arctodus brasiliensis, onívoro como quase todos os ursos modernos, conhecido em Minas Gerais e na Bolivia, está representado na Toca de Cima dos Pilão por dois indivíduos. O grande Arctodus bonaerense, alto e de cara curta, era um poderoso comedor de carne conhecido atualmente só no Quaternário da Argentina : é testemunhado por alguns restos na Toca do Garrincho.

Megafauna de ilhas[editar | editar código-fonte]

A megafauna, que era encontrada em ilhas, era o lar de criaturas bizarras, que não podiam ser encontradas em nenhum continente, certamente os primeiros humanos ao chegar nesses locais isolados, se depararam com grandes criaturas mais nunca vista por eles antes, como macacos e aves gigantes, e até elefantes e hipopótamos de tamanho muito menor, além muitas outras diversas criaturas que viviam em muitos lugares isolados pelo oceano, assim as tornando únicas de cada local .

Madagascar: Hoje atualmente nessa ilha são encontradas, diversas espécies de lêmures, sendo que o maior deles é o indri que pesa de 7 a 10 kg, mas os lêmures encontrados lá, são pequenos, comparados com os que habitavam essa ilha no pleistoceno, o archaeoindris fontoynonti um grande lêmure que pesava entre 160 kg a 200 kg e tinha 1.50 m de altura do tamanho de um gorila, o Palaeopropithecus ingens de 40 kg a 60 kg do tamanho de um chimpanzé e o megaladapis edwardsi com 40 kg a 80 kg do tamanho de um orangotango, alem de outros lêmures como o Palaeopropithecus maximus de 25 a 50 kg, Palaeopropithecus kelyus de 35 kg, megaladapis grandidieri de 40 a 80 kg, megaladapis madagascariensis de 40 a 80 kg, babakotia radofilai de 16 a 20 kg, hadropithecus stenognathus de 27 a 35 kg, archaeolemur edwardsi de 15 a 25 kg, archaeolemur majori de 15 a 25 kg, pachylemur insignis de 11.5 kg, pachylemur jullyi de 13 kg, Mesopropithecus dolichobrachion de 10 a 14 kg, Mesopropithecus globiceps de 10 a 14 kg, Mesopropithecus pithecoides de 10 a 14 kg e o aye-aye gigante (Daubentonia robusta) de 14 kg, mas ao todo foram 17 espécies de lêmures extintas em madagascar, lá havia a fossa gigante (Cryptoprocta spelea), um grande predador da ilha que provavelmente se alimentava de alguns dos lêmures gigantes, de filhotes de hipopótamos pigmeus, aepyornis e mulleronis juvenis e etc, pesava entre 17 e 20 kg mas alguns exemplares alcançaram os 30 kg e 2 m de comprimento, lá também havia um gênero de aves gigantes o Aepyornis, que também eram conhecidas como aves elefantes e continha 11 espécies, Aepyornis gracilis, Aepyornis hildebrandti, Aepyornis mulleri, Aepyornis modestus, Aepyornis ingens, Aepyornis titan, Aepyornis medius, Aepyornis grandidieri, Aepyornis cursor, Aepyornis lentus e a maior de todas era o Aepyornis maximus com 450 kg e 3 metros de altura, por isso também era a maior ave do mundo, outro gênero de aves gigantes o Mullerornis que tinha 3 espécies, Mullerorni betsilei, Mullerorni agilis e o Mullerorni rudis, além de 3 espécies de hipopótamos sendo duas pigmeias, o Hippopotamus lemerlei com 374 kg, Hippopotamus madagascariensis com 393 kg e o Hippopotamus laloumena que tinha quase o mesmo tamanho do hipopótamo comum e pode ter sido o maior mamífero terrestre do pleistoceno em madagascar, 2 espécies de porco formigueiro, o maior Plesiorycteropus madagascarensis de 18 kg e o menor Plesiorycteropus germainepetterae de 6 kg, 2 espécies de tartarugas gigantes, a Dipsochelys abrupta e a Dipsochelys grandidieri, um ganso gigante Centrornis maiorias, a águia coroada de Madagascar (Stephanoaetus mahery) que foi de grandes proporções pesando 12 kg mas alguns exemplares chegarão a ter incríveis 26.5 kg, o voay um gênero de crocodilos com tendo só uma espécie o voay robusta com 5 m de comprimento possuía chifres na cabeça e pesava 170 kg sendo assim o maior predador de Madagascar e etc...

Nova Zelândia: Há Nova Zelândia é conhecida por ser a ilha das aves, pois lá não existe mamíferos nativos (exeto morcegos), então algo tinha que preencher o nicho ecológico que estava vago, por isso ela era o lar das aves, no lugar dos mamíferos herbívoros pastadores, estava as aves mais altas do mundo de um único grupo, das moas que tinha 10 espécies diferentes, entre elas a menor de todas as moas o Anomalopteryx didiformis que pesava 64 kg, além de outros como o Megalapteryx didinus que foi a ultima das moas extinta em 1.500, mas pode ter sobrevivido até o século XIX, Eurypteryx curtus, Eurypteryx geranoides, Emeus crassus, Pachyornis australis, Pachyornis elephantopus, Pachyornis mappini, Dinornis novaezealandiae e a maior de todas as moas Dinornis robustus com 3.50 de altura e pesava 250 kg, mas alguns exemplares chegaram a ter 3.70 de altura e pesar 400 kg, com um predador mortal, a maior águia que existiu a águia de haast (Harpagornis moorei) de 3 metros de envergadura e mais de 17.8 kg, que era capaz de matar até o Dinornis robustus, fora as moas na Nova Zelândia também era possível ver 2 espécies de gansos gigantes, o ganso gigante da ilha sul (Cnemiornis calcitrans) tinha 1 m de altura, pesava 18 kg e o ganso gigante da ilha norte (Cnemiornis gracilis) que era menor pois pesava 15 kg e também tinha 1 m de altura, as aves carnívoras de Adzebill que não podiam voar, se dividia em 3 espécies, adzebill da ilha sul(Aptornis defossor) tinha 80 cm de altura e pesava 18 kg, o adzebill da ilha norte (Aptornis otidiformis) que pesava 16 kg e também tinha 80 cm de altura e o adzebill St Bathans (Aptornis proasciarostratus) que foi ligeiramente menor que as outras duas espécies, o cisne negro da nova zelândia (Cygnus atratus sumnerensis) era uma subespécie de cisne negro, mas de tamanho maior, tartaranhão de Eyles (Circus eylesi) foi a maior espécie de gavião descoberta até hoje, com mais de 2 m de envergadura e pesava 3.5 kg sendo capaz de matar presas de até 40 kg, o pato-de-finsch (Chenonetta finschi) tinha em torno de 2 kg não voava e não tinha muito contato com a água, o takahe da ilha norte (Porphyrio mantelli) que foi a maior espécie de takahe pesando 3 kg, owlet-nightjar da nova zelândia (Aegotheles novaezealandiae) foi a maior ave desse grupo, era carnívora e não voava pesando até 200 g, pato de scarllett (Malacorhynchos scarletti) pesando 800 g, pato da ilha Chatham (Pachyanas chathamica) foi um grande pato, pato do musk da nova Zelândia (Biziura delautouri), pato faturado azul da nova Zelândia (Oxyura vantetsi) de 800 g, shearwater de scarlett de 250 g, penguim waitaha (Megadyptes waitaha), galeirão da nova Zelândia (Fulica prisca) tinha 1.8 kg, galeirão da ilha chatham (Fulica chathamensis) tinha 1.9 kg, snipe da ilha norte (Coenocorypha barrierensis) de 90 g, snipe da ilha sul (Coenocorypha iredalei) de 95 g, snipe da ilha chatham (Coenocorypha chathamica) tinha 110 g, Carriças de Lyall (Traversia lyalli), corvo da nova zelandia (Corvus antipodum) pesava 1 kg, corvo da ilha chatham (Corvus moriorum) também pesava 1 kg, e etc...

Ilhas do Mediterrâneo: Essa era megafauna mais estranha que podia existir, pois nela tinha espécies de elefantes pigmeus, o elefante-anão-do-mediterrâneo (elephas (palaeoloxodon) falconeri) de 90 cm a 1 m de altura e pesando 100 kg, o elefante-anão-siciliano (Elephas (palaeoloxodon) mnaidriensis) tinha 1.8 m de altura e pesava 1.100 kg,o elefante-anão-de-malta (elephas (palaeoloxodon) melitensis), elefante-anão-de-creta (elephas (pelaeoloxodon) creutzburgi), elefante-anão-de-chania( elephas (palaeoloxodon) chaniensis), Elephas antiquus leonardi, elefante-anão-de-chipre (elephas (palaeoloxodon) cypriotes) de 200 kg, Elephas (palaeoloxodon) antiquus falconeri hipopótamo-pigmeu-do Chipre (Hippopotamus minor) tinha 76 cm de altura, 1.20 de comprimento e 200 kg e era até menor que o atual hipopótamo pigmeu, hipopótamo pigmeu de creta (Hippopotamus creutzburgi) tinha 1.20 m de altura 1.10 de comprimento e chegou a pesar 240 kg, hipopótamo pigmeu de Malta (Hippopotamus melitensis), hipopótamo pigmeu da Sicília ( Hippopotamus pentlandi ), pesava 320 kg, os Myotragus balearicus, myotragus kopperi, myotragus batei, myotragus pepgonellae e o myotragus antiquus eram animais parecidos com cabras com dentes característicos para roer, Nesogoral melonii outra espécie de cabra, Candiacervus rethymnensis um pequeno cervo com chifres em forma de clava, além de outros cervos como o Megaloceros cazioti de 1 m de altura, o candiacervus rhopalophorus tinha apenas 65 cm de altura e o candiacervus cretensis, a menor espécie de mamute o Mamute-de-creta (Mammuthus creticus) que tinha apenas 1.10 de altura e 310 kg, Mamute-anão-da-Sardenha (Mammuthus lamarmorae) que tinha 1.50 de altura e 800 kg, 3 espécies de bovídeos, o bos primigenius siciliae, bos primigrnius bubaloides que eram espécies pigmeias de auroque e o bison pricus siciliae que era um bisão todos animais citados até agora eram pequenos relacinados aos seus ancestrais, mas outros animais se tornaram gigantes como incluindo lagartos como o Lacerta Siculamelitensis , as corujas Tyto robusta, Tyto gigantea e Tyto mourerchauvireae, cisnes (Cygnus equitum) e (Cygnus falconeri) com 3.50 de envergadura, era até mais alto que o elefante-pigmeu-do-mediterrâneo mas não mais pesado, uma espécie de grou (grus melitensis), um gênero de camundongos (leithia) que compunha a Leithia melitensis e a leithia cartei, roedores myoxus melitensis e myoxus cartei, arganaz gigante de maiorca (Eliomys Morpheus) uma espécie de arganaz grande de 284 g, arganaz gigante de minorca (Hypnomys mahonensis), musaranho gigante corso (Asoriculus corsicanus), musaranho gigante de baleares (Nesiotites Hidalgo), uma subespécie do musaranho siciliano o (crocidura sicula esuae), Gyps melitensis que era um abutre, coelho gigante de minorca (Nuralagus rex) de 12 kg, os roedores Pitymys melitensis e Pitymus pauli, a tartaruga gigante geochelone robusta, as lontras lutra euxena e lutra trinacriae, 2 roedores da família gliridae maltamys gollcheri e maltamys wiedincitensis, a subespécie de águia dourada de tamanho maior a Aquila chrysaetos szimurgh que foi um importatante predador das ilhas, Prolagus a última lebre-assobiadora que era característica dela ser maior que as outras do continente e etc...

Ilha de Flores: Na Ilha de Flores na Indonésia se voltássemos na época do pleistoceno, poderíamos observar uma ave gigante voadora, que era um predador, o Leptoptilos robustus, uma espécie extinta de cegonha marabu, só que bem maior, pois media 1.80 m de altura, pesava 16 kg e não podia voar, ele atingiu esse tamanho porque não havia muitos predadores na ilha, assim na época ele era um dos principais predadores do local, ainda veríamos 2 espécies de stegodons (parente distante do elefante), só que bem menor que as outras espécies de stegodon vistas no continente, o stegodon florensis de 1.10 m de altura e pesava 850 kg e o stegodon sondaari de 300 kg, o coryphomys buehleri uma espécie bem grande para um rato, pesava em torno de 6 kg, e lá ainda há o dragão de komodo que predava o stegodon florensis e o coryphomys buehleri.

Ilhas Mascarenhas: Originalmente nas Ilhas Mascarenhas, antes da colonização do homem no Holoceno, existia uma bela fauna principalmente rica em criaturas exóticas, na maioria eram aves um pouco grandes que não voavam, um exemplo é o dodo, que era uma espécie de pombo gigante que pesava 23 kg e não voava, existia 9 subespécies de dodo, que habitavam as ilhas principais Maurício, Reunião e Rodrigues, cerca de 3 subespécies em cada ilha, o dodo tinha mais 2 parentes distantes, o solitário de rodrigues, o íbis-terrestre-de-reunião que também eram espécies de pombos gigantes, mas em todo arquipélago tinha outras espécies de aves, como o papagaio de rodrigues, periquito de reunião, papagaio mascarenho, periquito de Newton, rodrigues rail, red rail, estorniho de rodrigues(Necropsar rodericanus), coruja de reunião (Mascarenotus grucheti), coruja de rodrigues (Mascarenotus murivorus), coruja de mauricio (Mascarenotus sauzieri), garça real noturna de rodrigues (Nycticorax megacephalus), papagaio-de-bico-largo e o papagaio-cinzento-das-maurícias que eram uma das poucas espécies de papagaios que não voavam, mas no total eram mais de 45 espécies de aves, além das aves era possível ver 5 espécies de tartarugas gigantes, a tartaruga de rodrigues que era a menor de todas podendo chegar a pesar no máximo 45 kg, tartaruga gigante de maurício com 130 kg, tartaruga gigante de reunião com 60 kg, tartaruga gigante de mauricio de carapaça de sela que era a mais pesada com 140 kg e a mais alta a tartaruga gigante de rodrigues com 120 kg, essa tartaruga tinha um pescoço capaz de pegar folhas de galhos um pouco baixos, algumas dessas espécies de tartarugas formavam enormes bandos de até 2.000 animais, também podia se ver largatos extintos, o gecko diurno de rodrigues(Phelsuma edwardnewtoni) e o gecko diurno gigante de rodrigues (Phelsuma gigas), hoje das mais de 45 espécies de aves só restam 21, e nenhuma tartaruga gigante.

Ilhas do Canal Califórnia: Hoje a maior espécie de mamifero terrestre a viver nessas ilhas é a raposa-das-ilhas uma espécie de canídeo endêmica das ilhas, que pesa em torno de 1,0 kg a 2,8 kg, mas nem sempre foi assim, antes o maior mamifero terrestre a viver nessas ilhas era o mamute-pigmeu ou mamute das ilhas do canal (Mammuthus exilis), sua altura podia variar entre 1.40 m até 2.10 m e podia pesar entre 600 kg até 910 kg, alem dos mamutes, podia se ver 2 espécies de ratos gigantes o peromyscus nesodytes e o peromyscus anyapahensis, 1 espécie de ganso grande que não voava o chendytes lawi e uma outra possivel espécie o chendytes milleri que viviam em regiões costeiras do arquipélago porque sua alimentação era composta de criaturas marinhas e foram de ilhas diferentes, uma espécie de coruja orelhuda asio priscus que podia ser a caçadora dos ratos gigantes e até dos gansos mais jovens, uma espécie de morcego vampiro desmodus stocki e uma espécie extinta de papagaio-do-mar Fratercula dowi.

Arquipélago do Havaí: A megafauna do Havaí, era composta principalmente de um grupo de aves chamada moa-nalo. O moa-nalo era um grupo de patos gigantes extintos que não voavam, viveram nas maiores ilhas havaianas, eles foram grandes herbívoros que habitaram as maiores ilhas do Havaí durante os últimos 3 milhões de anos e foram extintos após o assentamento humano. Eles são divididos em 4 espécies entre 3 gêneros até o momento, Chelychelynechen quassus (pato queixo de tartaruga) que vivia na ilha de Kauaʻi, Ptaiochen pau (moa-nalo pequeno faturado) encontrado em Maui, Thambetochen xanion (moa-nalo de Oʻahu) nativo de Oʻahu , Thambetochen chauliodous (moa-nalo grande faturado) que vivia em 3 ilhas Maui, Lānaʻi e Molokaʻi. O peso deles variava pra cada espécie, mas podia ser entre 4,0 kg até 16,5 kg, eles eram os grandes herbívoros pasta dores do Havaí, que em outras ilhas eram ocupadas por mamíferos e tartarugas gigantes, essa era ocupada por patos que tinham uma grande importância ecológica para esse local, além do moa-nalo podia se vê outro gênero de patos o Talpanas que continha só uma espécie conhecida o (Talpanas lippa) em tradução livre o "pato cego de kuai",podia ser cego ou quase cego, era uma espécie de pato com olhos bem pequenas, provavelmente noturno terrestre, semelhante ao kiwi na Nova Zelândia , que se aproveitam de pequenos invertebrados no solo da floresta, o tartaranhão de wood (Circus dossenus) foi uma espécie de gavião que sofreu nanismo insular, tinha asas curtas e pernas longas, o nēnē-nui (Branta hylobadistes) foi uma espécie de ganso 5% maior que o ganso do canada, ou seja pesando entre 13.12 kg a 25.1 kg, o branta rhuax outro ganso e etc...

Sulawesi: Nessa ilha pertencente a Indonésia podia se ver uma espécie de proboscídeo do gênero stegodon, o stegodon sompoensis que sofreu nanismo insular como muitas outras espécies de ilha, tinha uma altura estimada em 1.50 m, uma espécie de elefante do gênero elephas o elefante-anão-de-sulawesi (Stegoloxodon celebensis ou Elephas celebensis), uma espécie de javali o celebochoerus heekereni, que foi um exemplo de gigantismo insular, era uma espécie de porco de tamanho maior que as outras, possuía como defesa 2 pares de presas grandes fortemente desenvolvidas, e etc...

Causas do desaparecimento da megafauna[editar | editar código-fonte]

A extinção em massa que varreu da superfície do globo esses grandes animais gigantes que viviam nas Américas durante a Era do Gelo não apresentam uma única causa e sim um conjunto grande e complexo de causas.

Com o estudo conjunto de dados climáticos, DNA das espécies e registros arqueológicos, descobriu que cada um desses dados explica uma extinção diferente. Cada espécie de representante da megafauna tem um conjunto de causas que levaram a sua extinção.

Existem duas possíveis causas para essa grande extinção da megafauna:

  • Fator climático: se extinguiram devido a grande mudança climática que ocorreu nesse período (fim da Era do Gelo) o que provocou uma grande mudança no ambiente em que esses animais viviam. Clima mudou de seco e gélido com temperaturas muito baixas para um clima muito mais ameno e úmido. Assim grandes áreas de savanas foram substituídas por florestas tropicais densas. Esses animais apenas conseguiram sobreviver em áreas/regiões conhecidas como refúgios florestais. Os últimos indivíduos da megafauna se extinguiram no Holoceno (no período que ocorreu o optimum climaticum – aumento muito grande na temperatura correlacionado com aumento nos níveis do mar).
  • Fator antrópico: se extinguiram devido a coexistência com os humanos pré-históricos. Devido a glaciação de Würm-Wisconsin, os ambientes se tornaram muito inóspitos e dessa maneira não era muito fácil encontrar alimentos. Os homens pré-históricos que existia poderiam então competir com esses grandes animais, pelos mesmos alimentos o que poderia ser uma causa possível para extinção de muitas espécies da megafauna. Outra razão muito importante é que com essa falta de alimento no ambiente, os humanos pré-históricos se viram na necessidade de desenvolver suas habilidades para conseguir sobreviver, assim aprendeu a dominar a natureza melhor, provocando a "Revolução Neolítica". Com essa revolução se tornaram aptos à caça em grande escala destes animais, dizimando grandes populações. Essa teoria da grande matança é denominada de “Overkill”. Essa teoria pode ser ratificada, pois em muitos sítios paleontológicos nos EUA e na Europa foram encontrados dentro de cavernas, habitats que não eram destes animais, inúmeros ossos deles que apresentavam sinais de raspagem e fraturas intencionais provocados pelo homem que, depois de predá-los, se alimentava da carne, daí os ossos naquela situação e local.

Remanescentes - onde a megafauna ainda existe[editar | editar código-fonte]

Os representantes da megafauna foram extintos em todos os lugares do mundo, exceto na África. Lá ainda podemos encontrar animais de grande porte que acredita-se serem remanescentes da megafauna extinta.

Na savana africana pode ser encontrado o maior animal terrestre do mundo, o elefante africano, assim como o mais alto, a girafa, e um dos maiores felinos da atualidade, o leão.

Figura 7: Girafa,o animal mais alto do mundo,encontrada nas savanas Africanas.

Uma possível explicação para a permanência desses animais é de que no mesmo período entre o fim do Pleistoceno e inicio do Holoceno onde na maior parte dos continentes as savanas, que eram ambientes propícios para grandes herbívoros e pastadores, estavam sendo substituídas por florestas densas devido ao aumento da umidade, esse mesmo aumento da umidade agiu de forma contrária na África. Na África a maior parte da umidade transformou os desertos do Saara, ao norte, e do Kalahari, ao sul, em savanas. Isso é o que provavelmente salvou os grandes mamíferos africanos. Esses animais provavelmente então migraram da região central do continente para essas regiões que antes eram desertos. Outra hipótese alternativa para explicar a sobrevivência desses grandes mamíferos africanos é de que é que os seres humanos teriam co-evoluído na África com os grandes mamíferos e, portanto, não os extinguiram[12] .

Mais até no pleistoceno na África, alguns grandes animais desapareceram , como a zebra-gigante-do-cabo (equus capensis), o búfalo gigante (pelorovis antiquus), dinotério (Deinotherium bozasi), hipopótamo europeu (Hippopotamus antiquus), sivatherium africano (sivatherium maurusium), alce gigante (Megaloceros giganteus), hiena gigante (pachycrocruta brevirostris), megantereon (magantereon whitei e megantereon cultridens), mamute ancestral (Mammuthus meridionalis), mamute sul africano (Mammuthus subplanifrons), facócero gigante (Metridiochoerus) e etc.

Megafauna brasileira remanescente[editar | editar código-fonte]

No cerrado brasileiro (lar da antiga megafauna) abriga hoje 9 espécies com mais de 40 kg. São essas:

  • Anta (Tapirus terrestris): Peso adulto entre 140 a 300 kg, locomove em todos os subsistemas do cerrado, embora encontra-se com maior frequência em subsistemas de veredas e ambientes alagadiços e matas ciliares.
  • Capivara (Hydrochoerus hydrochoerus): Peso adulto 60 a 70 kg apesar de algus exempares serem pesados com até 90 kg, apresenta-se nos subsistemas de veredas e ambientes alagadiços e em matas ciliares.
  • Cervo (Blasstocerus dichotomus): Peso adulto 100 kg, apresenta-se com maior frequência nos subsistemas de campo, veredas e ambientes alagadiços, mata e mata ciliar.
  • Onça-pintada (Panthera onca): Peso adulto 80 a 120 kg, apesar de ter sido encontrado um macho de 180 kg transita nos subsistemas de cerradão, mata e mata ciliar.
  • Queixada (Tayassu precari): Peso adulto 35 a 40 kg, transita pelos subsistemas do cerrado, cerradão, mata e mata ciliar.
  • Suçuarana (Felis concolor): Peso adulto 60 kg, apresenta-se nos subsistemas de campo, cerrado, cerradão, mata e mata ciliar.
  • Veado do campo (Ozotocerus bezoartcus): Peso adulto 40 a 60 kg, transita com maior frequência no subsistema de campo e cerrado.
  • Cervo do pantanal (Blastocerus dichotomus): Peso adulto 100 a 150 kg, transita principalmente em áreas alagadas e pastos abertos próximo a água.
  • Sucuri-verde (Eunectes murinus): Peso adulto 150 a 200 kg, é encontrada principalmente, em rios lagos, áreas alagadas, ou locais próximo á agua.

Se considerarmos como único critério espécies com mais de 40 kg distribuídas por todo o país, para definirmos os remanescentes da megafauna brasileira, incluiríamos a Anta kabomani (Tapirus kabomani), a Ariranha (Pteronura brasiliensis), o Lobo-Guará (Chrysocyon brachyurus), o Caititu (Tayassu tajaca), o Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), o Tatu-canastra (Priodontes giganteusso ou Priodontes maximus), o Veado-virá (Mazama gouazoubira) e o Veado-mateiro (Mazana americana).No meio aquático destaca-se o Peixe-Boi Amazônico (Trichechus inunguis) e o Boto (Inia geoffrensis).

Coexistência com o homem[editar | editar código-fonte]

Muitos cientistas como Paul Martin, elaboram diversas teorias onde argumentam que esta extinção em massa do Pleistoceno foi diferente de todas as demais que já havia ocorrido. Pela primeira vez na história da terra, uma espécie e não um evento climático ou cósmico estava sendo responsável por um evento de extinção em massa.

Essas teorias jogam toda a culpa dessa grande extinção em massa no “homem”. Umas das teorias de Paul Martin, relaciona essa grande catástrofe que ocorreu na América do Norte a entrada do homem nesse continente, a 13.000 anos atrás. A partir dessa chegada, houve um processo arrasador de extinção que até o começo do Holoceno, já havia se extinguido 40 gêneros de animais da megafauna característicos desse continente. Paul Martin dizia: “Quando a humanidade deixou a África e a Ásia e alcançou outras partes do mundo, o inferno se desencadeou”.

O homem sempre se mostrou um animal dotado de grandes capacidades, mesmo quando toda a humanidade se resumia a Homo erectus estes já eram capazes de fabricar ferramentas rudimentares como machados e cutelos. Quando o homem alcançou a América, ele já era Homo sapiens a pelo menos 50.000 anos[13] . O Homo sapiens com seu cérebro gigante e milênios de aprendizado de estratégias de caça para a sobrevivência, entraram no continente “detonando tudo” . Um bom exemplo da civilização que conviveu com os animais da megafauna é o povo Clovis, que segundo datações de fósseis, chegaram à América do Norte a 13.320 anos atrás[14] . Ossos de mamutes e mastodontes com marcas de lanças encontradas em seus sítios arqueológicos comprova que esse povo era caçador da megafauna.

Outros cientistas além de aceitarem essa teoria de Martin, ainda acrescentam que a chegada dos homens significa a chegada de doenças, que poderiam ser facilmente transmitidas a esses animais aumentando a probabilidade de morte. Também cogita-se que com o domino do fogo, o homem pré-histórico provocou grandes mudanças no habitat original desses animais, que estes não conseguiram se adaptar[15] .

Figura 9: Tartarugas gigantes das ilhas Galápagos sendo fotografadas por turistas.

Assim muitos cientistas apontam o homem como o principal fator que levou a extinção em massa da megafauna. Alguns fatos citados pelos cientistas nos levam a crer que essa teoria é verdadeira. Por exemplo, é sabido que mesmo com toda mudança climática que ocorreu no fim da Era do Gelo, que resultou no desaparecimento das geleiras e subsequente ressecamento e aquecimento do planeta no inicio do Holoceno que provocou mudanças ambientais condenando esses animais adaptados ao frio a extinção, os animais da megafauna não eram plantas e dessa maneira poderiam migrar para regiões com clima propicio para a sobrevivência deles. Além disso, se o real motivo para o desaparecimento desses animais fosse mudanças climáticas, não poderia haver representantes da megafauna ainda hoje, pois mudanças climáticas são globais e deveriam afetar igualmente todos os continentes. Outro exemplo é que representantes da megafauna que viviam em ilhas isoladas da ação antrópica, sobreviveram por muitos milhares de anos depois de serem extintas nos continentes, como por exemplo, as tartarugas gigantes de Galápagos[16] .

Outra teoria apontada como possível causa para desaparecimento da megafauna Sul Americana é a do Grande Intercâmbio Americano, que já foi negada. Sabe-se que o que ocorreu na verdade foi a migração destes animais para o Norte e de animais do Norte para o Sul. Isso foi possível devido quando a faixa de terra que hoje forma o Panamá emergiu do leito oceânico e uniu as duas partes da América em uma só. É sabido que houve extinções sim, devido a introdução de novos elementos nos dois ambientes, mas é sabido também que muitas espécies prosperaram no seu novo ambiente[16] .

Representantes da megafauna[editar | editar código-fonte]

Algumas espécies da megafauna, que só conhecemos pelo estudo de fósseis:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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  3. a b c Atlas Virtual da Pré-História, Pleistoceno. http://www.avph.com.br/pleistoceno.htm, acessado em 27/05/12.
  4. a b Atlas Virtual da Pré-História, Holoceno. http://www.avph.com.br/holoceno.htm, acessado em 27/05/12.
  5. Ridley, Mark. Evolução. 3ª ed. Tradução Henrique Ferreira, Luciane Passaglia, Rico Fischer- Porto Alegre: Artmed, 2006. Capítulo: Uma explicação adaptativa, 752 pg. p. 300-2.
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