Marcelo Nova
| Marcelo Nova | |
|---|---|
| Informação geral | |
| Nome completo | Marcelo Drummond Nova |
| Apelido | Marceleza |
| Nascimento | 16 de Agosto de 1951 (60 anos) |
| Origem | Salvador, Bahia |
| País | |
| Gêneros | Punk rock Rockabilly Rock and roll |
| Instrumentos | Voz Guitarra |
| Período em atividade | 1982 - atualmente |
| Gravadora(s) | WEA Eldorado Continental Abril music |
| Afiliações | Camisa de Vênus Raul Seixas |
| Página oficial | www2.uol.com.br/marcelonova |
Marcelo Drummond Nova (Salvador, 16 de agosto de 1951) é um cantor e compositor brasileiro. Foi vocalista da banda baiana Camisa de Vênus, desde o início dos anos 1980 até o seu primeiro final em 1987. Em 1988 iniciou sua carreira solo tendo gravado, no ano seguinte, um LP ao lado de Raul Seixas, intitulado A Panela do Diabo. Em 1995, reuniu-se com o Camisa de Vênus e lançou mais dois álbuns, sendo um ao vivo e outro de estúdio. Em 1998 retomou a sua carreira solo.
Reúne-se esporadicamente com o Camisa de Vênus e seu último trabalho de estúdio é o álbum O Galope do Tempo de 2005. É conhecido, principalmente, pelas músicas Bete Morreu, Eu não Matei Joana D'Arc, Simca Chambord e Só o Fim, com o Camisa de Vênus, e Pastor João e a Igreja Invisível e Carpinteiro do Universo, com Raul Seixas.
Índice |
[editar] História
[editar] Antes do Camisa de Vênus
Marcelo Nova nasceu e cresceu em Salvador. Na infância era muito tímido e concentrava todas as suas horas livres em ouvir música. Ficava tardes e tardes inteiras apenas ouvindo música e prestando atenção aos detalhes, aos instrumentos e ao modo pelo qual eles eram tocados nos vários discos.[1] Foi nessa época que teve o primeiro contato com o rock and roll, quando pediu que seu pai lhe comprasse um disco de Little Richard, chamado Here's Little Richard.[1] Aos 14 anos viu Raulzito e os Panteras tocarem ao vivo, o que o fez perceber que era possível tocar o estilo de música que ele gostava aqui no Brasil.[2]
Na adolescência e início da fase adulta trabalhou com seu pai, que tinha uma clínica de fisioterapia, fazendo pedigrafia.[1] Trabalhou também vendendo seguros antes de montar uma loja de discos chamada Néctar, em meados dos anos 70.[1] Com a loja de discos, Marcelo consegue um emprego em uma rádio de Salvador, a Aratu FM, passando a ser responsável por um programa, chamado Rock Special, e pela programação da rádio.[1]
Com o programa de rádio, Marcelo Nova torna-se conhecido fora da Bahia por pessoas no Rio e em São Paulo, ligadas a gravadoras, que lhe chamavam para dar opinião sobre vários discos que eles recebiam das matrizes e não tinham a menor ideia do que se tratava e de como comercializar aquilo.[1]
No início dos anos 80, Marcelo Nova vende o ponto da loja e, com o dinheiro, faz uma viagem para Nova Iorque onde toma contato com o movimento punk. Percebe que, com o conhecimento musical que ele tinha adquirido - aliado à filosofia punk do "faça você mesmo", poderia montar uma banda e fazer música mesmo sem grandes virtuosismos.[1]
[editar] Camisa de Vênus
Ao voltar de Nova Iorque, Marcelo Nova chama um amigo que tinha conhecido na TV Aratu, Robério Santana, para formar uma banda que tocasse rock and roll e punk rock. A banda foi formada ainda em 1980 e, após o lançamento de um compacto, ficam famosos na Bahia o que lhes abre as portas para gravarem um álbum.
A banda duraria sete anos e lançaria, nesse primeiro período, quatro álbuns de estúdio e um ao vivo, ficando conhecida no Brasil inteiro e chegando a vender mais de 300 mil cópias do disco Correndo o Risco.[3]
O Camisa de Vênus voltaria a se reunir em 1995, lançando mais dois álbuns, sendo um ao vivo e outro de estúdio. Após novo fim da banda em 1997, a banda se reuniria esporadicamente nos próximos anos. Atualmente encontra-se em atividade com Eduardo Scott (ex-Gonorréia) substituindo Marcelo Nova nos vocais.
[editar] Carreira solo
Após o último álbum da primeira formação do Camisa de Vênus, Marcelo Nova junta músicos para formar uma banda de apoio para a sua carreira solo. A primeira formação da banda Envergadura Moral conta com Gustavo Mullem nas guitarras, João Chaves (o Johnny Boy) nos teclados, Carlos Alberto Calasans no baixo, e o veterano Franklin Paolilo na bateria.[4] Após ensaios e apresentações, a banda entra em estúdio e grava o primeiro disco, Marcelo Nova e a Envergadura Moral, lançado em 1988. O álbum é composto de baladas, sendo mais intimista do que os trabalhos anteriores com o Camisa de Vênus.[4] Conta, ainda, com um cover de E Nós aqui Forrumbando, que foi renomeada para A Gente é sem Vergonha, tendo a participação de Genival Lacerda, autor da música e grande ídolo de Marcelo.
Anos antes, em 1984, durante um show do Camisa de Vênus no Circo Voador, o grupo foi avisado que Raul Seixas viria para assisti-los e queria conhecê-los. O que acabou acontecendo foi uma festa com o Camisa de Vênus, mais Raul Seixas, tocando covers de clássicos do rock para quem compareceu ao show.[5][3] A partir daí, Marcelo Nova e Raul Seixas tornam-se grandes amigos. Em 1989 decidem gravar um disco juntos e saem em turnê, realizando 50 shows.[3] Mais tarde naquele ano seria lançado o segundo álbum da carreira solo de Marcelo Nova, A Panela do Diabo, que viria a ser o último álbum de Raul Seixas, lançado dois dias antes da sua morte.[6] Depois deste disco, Marcelo Nova foi tido por muitos como o sucessor de Raul Seixas,[7] título do qual ele nunca gostou e o qual sempre contestou.[8][9]
No início dos anos 90, Marcelo Nova estava em turnê quando o presidente Fernando Collor confiscou as cadernetas de poupança de todo mundo e, portanto, os shows que ele tinha marcado foram cancelados.[3] Ele resolveu, então, pegar um violão e sair com mais um músico, sem nenhum instrumento elétrico, fazendo uma turnê acústica, o que trouxe a ideia de fazer um álbum inteiro com essa sonoridade.[3] Em 1991, saía o disco Blackout, primeiro disco integralmente acústico da história do rock nacional,[10][3] que marca a entrada de André Christovam, substituindo Gustavo Mullem, nos violões da banda Envergadura Moral.
No próximo álbum, em 1994, Marcelo Nova pegou a sonoridade acústica e inverteu-a completamente, produzindo um disco com muita guitarra e bem pesado.[3] O álbum recebeu o nome de A Sessão sem Fim e traz o guitarrista veterano Luis Sérgio Carlini, que ganhou fama como guitarrista da banda de Rita Lee nos anos 70, o Tutti Frutti.
Após a volta do Camisa de Vênus, em 1998, Marcelo Nova tem uma ideia de gravar um disco só com releituras de músicas de sua carreira, experimentando novos arranjos. A ideia surgiu quando ele viu uma ultra-sonografia de um feto e ocorreu-lhe que ele pulsava num ritmo exato, não tinha futuro, nem passado, era um ponto de luz.[11] Assim, gravou o disco Eu Vi o Futuro, Baby. Ele É Passado com apenas um músico (o multi-instrumentista Johnny Boy) que, com a exceção do próprio Marcelo Nova em uma das faixas, tocou todos os instrumentos. Este é o último álbum de Marcelo a sair por uma grande gravadora, a extinta Abril Music.
No ano seguinte, Marcelo Nova lança dois álbuns ao vivo a partir de dois shows selecionados por um fã, Luís Augusto Conde.[12] São eles o Grampeado em Público - Volume I e Grampeado em Público - Volume II que saíram pelo selo independente Baratos Afins e foram distribuídos apenas nos shows que Marcelo Nova realizou pelo país, tendo vendido cerca de 6 mil cópias.[13]
Em 2001, sairia a caixa tripla Tijolo na Vidraça, na qual o artista faz um apanhado da sua carreira contando com músicas antigas remasterizadas, releituras e inéditas. Depois de um tempo excursionando pelo país, Marcelo Nova solta, em 2003, uma coletânea com grandes sucessos de sua carreira, tanto solo como com o Camisa de Vênus, chamada Em Ponto de Bala.
No ano de 2005, após 13 anos compondo e criando o conceito,[14][3] sai seu último álbum de inéditas, O Galope do Tempo. O álbum possui características existencialistas, indo do nascimento à morte.[14]
Atualmente, Marcelo Nova excursiona com sua banda de apoio fazendo shows pelo país afora.
[editar] Discografia
[editar] Videografia
[editar] Com o Camisa de Vênus
[editar] Filmografia
Referências
- ↑ a b c d e f g http://rockloco.blogspot.com/2009/08/entrevistao-marcelo-nova-texto-integral.html
- ↑ http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Divirtase/Eventos+Shows/3824,,Marcelo+Nova+solta+o+verbo+em+entrevista+ao+Diario.aspx
- ↑ a b c d e f g h http://imprensarocker.wordpress.com/2010/05/26/entrevista-marcelo-nova-%E2%80%9Cdetesto-cover-cover-de-mim-mesmo-pior-ainda%E2%80%9D/
- ↑ a b http://cantinadorock.blogspot.com/2010/03/envergadura-moral-grande-banda-de-apoio.html
- ↑ Revista Bizz, nov/1987
- ↑ http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=13405
- ↑ SOUZA, Tarik de. Na Caldeira do diabo. In: Jornal do Brasil, edição de 22 de agosto de 1989.
- ↑ http://mtv.uol.com.br/musica/marcelo-nova-fala-sobre-sua-parceria-com-raul-leia-entrevista
- ↑ http://whiplash.net/materias/citacoes/064165-camisadevenus.html
- ↑ http://www2.uol.com.br/marcelonova/shows/acustico.htm/
- ↑ http://whiplash.net/materias/biografias/038458-marcelonova.html
- ↑ http://www.sanainside.com/arquivos-do-central-da-musica/entrevistas/entrevista-com-marcelo-nova/
- ↑ http://www.beatrix.pro.br/mofo/marcelonova.htm
- ↑ a b http://www.screamyell.com.br/musicadois/marcelonova_galope.htm