Agricultura intensiva

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A agricultura intensiva é um sistema de produção agrícola de uso intensivo dos meios de produção e na qual se produz grande quantidade de um único tipo de produto. Requer grande uso de combustíveis e recursos naturais, e pode conduzir a um alto impacto ambiental, pois não é utilizada a rotação trienal.

A agricultura extensiva, em Portugal, não permite que as terras se regenerem quanto aos seus nutrientes naturais, que não sejam os fertilizantes colocados pelo homem, pois este gênero de agricultura prevê o cultivo constante, e sem pausa, de culturas agrícolas com o objetivo de produzir produtos agrícolas para as cotas de mercado, respeitando o vinculado pela Política Agrícola Comum - PAC. Nela é utilizada a rotação de terra. Pouca produtividade e inutilização de máquinas, para melhorar a utilização do solo e o que ele pode fornecer mesmo que seja preciso utilizar fertilizantes, arados, mais água, entre outros recursos.

INTRODUÇÃO À AGRICULTURA DE REGADIO

A origem e desenvolvimento da agricultura Mediterrânica são a história de uma longa e profunda interacção (co-existente) entre as pessoas e o Ambiente. A actual paisagem rural Mediterrânica é o resultado de milhares de anos de interacção entre as alterações no clima e as práticas agrícolas, começando desde a transição entre os períodos geológicos do Plistocénio e o Holocenio, na área do “crescente fértil”, no Oriente Próximo, no acontecimento conhecido como “Revolução Neolítica”, há 10,000 anos atrás.

 CARACTERÍSTICAS

1.Uso de tecnologias avançadas 2.Preparação do solo 3.Utilização de adubos químicos 4.Mão-de-obra qualificada 5.Grande produtividade Novas práticas agrícolas espalharam-se para a área Mediterrânica Ocidental, e a longa evolução seguinte foi feita segundo uma combinação complexa de factores climáticos, edáficos, hidrológicos, geomorfológicos, sociais, culturais e tecnológicos, que ficaram reflectidos na paisagem pelo desenvolvimento de dois tipos básicos de agricultura: agricultura de sequeiro e agricultura de regadio.

Hoje em dia, a agricultura de regadio é uma actividade que partilha um espaço restrito com muitas outras actividades económicas. A expansão da produção intensiva da agricultura de regadio, pode ser tanto uma fonte de riqueza como um problema generalizado, no que diz respeito ao uso sustentável do solo e à desertificação. As consequências ambientais potencialmente negativas deste tipo de uso do solo sobre outras funções económicas e ecológicas devem ser analisadas. Estes efeitos negativos incluem degradação do solo, esgotamento dos aquíferos, intrusão de água do mar em áreas costeiras e a salinização, e a contaminação do solo. Houve uma recente tendência para este tipo de agricultura se expandir das áreas tradicionais de rega, por exemplo ao longo de planícies de inundação dos rios, para antigas áreas de agricultura de sequeiro. À escala global existe nos países meridionais um movimento no sentido da procura do aumento da produção com custos mais baixos. Este fascículo ilustrará o impacto de agricultura de regadio intensiva, mas irá também explicar os princípios e práticas que podem ser aplicadas à gestão dos regadios. Este tipo de agricultura joga um papel muito importante na sociedade, especialmente nas áreas rurais. Qualquer estratégia para gerir a relação entre agricultura e desertificação, deve ter em conta não só o lado ambiental do problema, mas também os aspectos económicos e sociais de um mundo rural envolvido num processo de desenvolvimento com muitas forças motrizes a afectar a situação e, a mudarem a toda a hora.

Na Europa Mediterrânica a maior procura da agricultura são os recursos hídricos. A agricultura de regadio pode usar entre 70 e 80% de toda a água disponível. A disponibilidade de água em quantidade e qualidade suficiente tornou-se a questão e preocupação mais importantes para os agricultores e administradores públicos, chegando a ser um assunto de confrontação política e social. Este conflito pode ser encontrado em todos os países Mediterrânicos e, especialmente, em Espanha.

As consequências das actividades agrícolas de regadio não são frequentemente tidas em conta da mesma maneira que com as da agricultura de sequeiro. As tecnologias mais recentes e os métodos de regadio permitem que as culturas sejam eficientemente produtivas em qualquer tipo de solo e por isso, desde que a água esteja disponível, as culturas irrigadas podem ser cultivadas, em quase qualquer sítio. O problema surge, quando o solo se degradou completamente e é muito difícil de restaurar. Os novos desafios, da globalização e alteração climática vão, provavelmente, adicionar mais instabilidade a estes processos. Outras opções, como cultivar em substratos, precisa de infraestruturas que modificam totalmente a área afectada.

Tecnologia de rega

A inovação é especialmente importante na agricultura. O objectivo é fornecer produtos mais competitivos (novos, diferentes, de melhor qualidade, ou produtos fora da época) e ultrapassar as dificuldades associadas, principalmente, com a escassez de recursos: água, solo, energia… A tecnologia torna os agricultores mais competitivos e as inovações transmitem-se rapidamente entre eles.

A rega por gota a gota, nivelamento do terreno por laser, estufas, novos materiais plásticos, fertilizantes, maquinaria, pesquisa genética… Obviamente, as grandes empresas têm vantagens temporais, sobre os pequenos agricultores devido à sua capacidade económica, para investir na pesquisa. Actualmente é mais fácil adaptar a agricultura ás áreas e condições, onde anteriormente não era possível. Aos agricultores são oferecidas novas oportunidades para o uso dos terrenos. Para além disso, existe uma maior disponibilidade de produtos ao longo de todo o ano, uma vez que a exploração de novas terras, significa também, um maior leque de condições climáticas.

Finalmente, o uso de novas tecnologias também ajuda a tornar os produtos disponíveis em mercados distantes.

A tecnologia não pode ser considerada como positiva ou negativa, quando considerada por si só. É o uso que se faz dela, que tem efeitos diferentes. Em termos gerais, a tecnologia mudou completamente a abordagem ao trabalho agrícola, adaptando as actividades agrícolas às condições do terreno e do solo, bem como adaptando estes de acordo, com as necessidades de produção. Normalmente, quanto mais intenso é o uso do solo (e o regadio é um dos mais intensos em termos de uso de recursos e transformação da terreno), maior é a probabilidade que surjam efeitos negativos nos solos. O principal problema poderá ser, que a pesquisa está concentrada na crescente produção vegetal sem considerar a sustentabilidade do solo. Aqui se deixam alguns exemplos: Disponibilidade de nova terra para agricultura A tecnologia cria novas áreas agrícolas, tradicionalmente de sequeiro, disponível para agricultura de regadio. Os solos nestas áreas não são normalmente adequados para um uso tão intenso, por isso os processos de degradação do solo tornamse evidentes em pouco tempo. Estes processos intensificam-se se a terra que foi intensivamente cultivada, é depois abandonada.

Por outro lado, a expansão de agricultura de regadio faz com que aumente a procura de água. Tal facto afecta os níveis hídricos de lagos, rios e, especialmente, lençol de águas subterrâneas. O esgotamento de aquíferos é um indicador muito directo da sobre exploração das águas subterrâneas.

Também tem consequências negativas indirectas, como intrusão da água do mar que contamina os aquíferos costeiros com água salgada. A água retirada de poços para rega e uso doméstico tornase salgada, e contribui para a salinização do solo.

Sistemas de rega por gota-a-gota: A irrigação por gota-a-gota, reduz a quantidade de água usada mas, por exemplo, às vezes as hortas são transformadas de uma maneira demasiado forçada, para adaptar-se a este sistema de rega. Tal significa um grave impacto sobre a estrutura de solos frágeis.

Nivelamento a laser: Pode ajudar a reduzir ou a evitar a água de escorrência, em campos com declives acentuados mas também pode causar efeitos graves na estrutura do solo.

Referências

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