Canoinhas

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Município de Canoinhas
"Capital da Erva-mate"
Bandeira de Canoinhas
Brasão de Canoinhas
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 12 de setembro de 1911 (103 anos)
Gentílico canoinhense
Lema Catharinensis semper
Prefeito(a) Luis Alberto Rincoski Faria (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Canoinhas
Localização de Canoinhas em Santa Catarina
Canoinhas está localizado em: Brasil
Canoinhas
Localização de Canoinhas no Brasil
26° 10' 37" S 50° 23' 24" O26° 10' 37" S 50° 23' 24" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Norte Catarinense IBGE/2008 [1]
Microrregião Canoinhas IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Três Barras, Major Vieira, Bela Vista do Toldo, Timbó Grande, Irineópolis, São Mateus do Sul (PR), Paula Freitas (PR) e Paulo Frontin (PR)
Distância até a capital 380 km
Características geográficas
Área 1 140,395 km² [2]
População 52 765 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade O numerador (dividendo) tem que ser um número! hab./km²
Altitude 839 m
Clima subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,757 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 818 501,708 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 15 043,77 IBGE/2008[5]
Página oficial

Canoinhas é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Sua área é de 1.144,84 km² e conta com 52 765 mil habitantes.

A localidade declara-se "capital mundial da erva mate". Localiza-se a uma latitude 26°10'38" sul e a uma longitude 50°23'24" oeste, estando a altitude de 839 metros e situa-se no planalto norte do estado de Santa Catarina.

Temperatura[editar | editar código-fonte]

É uma das cidades mais frias do país. No inverno, Canoinhas amanhece envolta em névoa e com seus campos cobertos de geada. Em alguns invernos, a cidade já foi datada com as médias mais baixas do país. A menor temperatura registrada na cidade foi de -12ºC, no dia 7 de agosto de 1963. Uma das menores temperaturas já registradas no Brasil.

Já foram registradas fortes nevascas na cidade, as mais recentes em julho de 2013.

História[editar | editar código-fonte]

Portal de acesso à cidade de Canoinhas

Canoinhas foi fundada em 1888 como Santa Cruz de Canoinhas. Tornou-se distrito em 6 de dezembro de 1902 e, separada de Curitibanos em 12 de setembro de 1911, foi o centro da Guerra do Contestado entre 1912 e 1916. Por volta de 1930, um ramal ferroviário, implantado para uni-la ao distrito de Marcílio Dias, integrou a cidade à estrada de ferro São Paulo-Rio Grande do Sul e ao porto de São Francisco do Sul, provocando uma grande revolução na economia local.

A variedade étnica vem desde o início da história do município, que atraiu imigrantes alemães, poloneses, italianos e ucranianos por causa da erva-mate, no início do século passado.

De acordo com o historiador Fernando Tokarski (2002), um dos assuntos mais polêmicos diz respeito ao topônimo ‘Santa Cruz de Canoinhas’, tido como a primeira denominação do lugar. Na verdade, o primeiro nome do lugar era mesmo apenas ‘Canoinhas’, apropriado do rio que lhe empresta essa designação.

O nome Santa Cruz de Canoinhas só apareceu após 1896 quando, segundo a tradição, o fundador Francisco de Paula Pereira, na presença do padre jesuíta João Maria Cybeo, ergueu uma cruz no ponto mais alto e mais próximo ao povoado, originando, então, a capela do lugar.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Solos e relevo[editar | editar código-fonte]

O relevo de Canoinhas é constituído de um planalto de superfícies planas, onduladas e montanhosas com denudação periférica. O solo apresenta média e boa fertilidade em relevos praticamente planos margeando rios ou locais de depressão. A textura é argilosa. Este solo apresenta viabilidade no manejo com restrições em determinadas áreas.

Recursos hídricos[editar | editar código-fonte]

Quanto à hidrografia, o município é banhado pelas bacias dos rios Iguaçú e Negro. Desses, os principais afluentes são: o Paciência e o Canoinhas. O rio Tamanduá ocorre nos limites com Timbó Grande. Há, também, tributários menores como o do Alemão, Água Verde, dos Pardos, dos Poços, Fartura, Preto, Timbozinho, da Areia, Santo Antônio e Arroio Grande.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação predominante é a de araucária, embora grande parte dessa espécie tenha sido dizimada pelo extrativismo florestal. Segundo Reinhard Maack (1950) a região é classificada como Floresta ombrófila mista (floresta com araucária), com Floresta ombrófila mista aluvial nas suas planícies, Floresta ombrófila mista montana (500 - 1.000m s.n.m.) e Floresta ombrófila mista altomontana (acima de 1000m s.n.m.). Nos sub-bosques predomina a erva-mate, historicamente responsável por uma das maiores riquezas econômicas do Município.

Bairros de Canoinhas[editar | editar código-fonte]

  • Água Verde
  • Alto da Tijuca
  • Alto das Palmeiras
  • Boa Vista
  • Campo d'Água Verde
  • Centro
  • Industrial n°1
  • Industrial nº2
  • Jardim Esperança
  • Piedade
  • Sossego
  • Tricolin

Principais localidades rurais[editar | editar código-fonte]

  • Arroios
  • Alto dos Pinheiros
  • Barra Mansa
  • Bonetes
  • Campo do Trigo
  • Campo dos Pontes
  • Caraguatá
  • Cerrito
  • Colônia Bonetes
  • Encruzilhada
  • Erval Bonito
  • Fartura
  • Felipe Schmidt
  • Lajeado
  • Marcílio Dias
  • Paciência dos Neves
  • Parado
  • Paula Pereira
  • Pinheiros
  • Rio da Areia do Meio
  • Rio da Areia de Baixo
  • Rio dos Pardos
  • Rio do Pinho
  • Salseiro
  • Salto do Água Verde
  • Santa Emídia
  • Santa Leocádia
  • Santo Antônio dos Wosgrau
  • Serra das Mortes
  • Taquarizal
  • Taunay
  • Valinhos

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia do município está principalmente relacionada ao agronegócio, sendo que na produção de milho tem-se altas produtividades. A madeira já foi a principal atividade econômica do município até os anos 1970. Sem estradas asfaltadas na época, Canoinhas encontrava-se ilhada dos demais centros econômicos, principalmente em períodos de chuvas.

Com a pavimentação da rodovia BR-280, houve uma expansão considerável na sua economia, em fins dos anos 1980, advinda daí a instalação da Universidade do Contestado, fator que tornou a cidade um polo educacional.

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Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 15 de fevereiro de 2014.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

Patricia Champoski

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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