Schroeder
| Município de Schroeder | |||||
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| Hino | |||||
| Fundação | 3 de outubro de 1964 | ||||
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| Gentílico | schroedense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Ruan Paoletto (PP) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Norte Catarinense IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Joinville IBGE/2008 [1] | ||||
| Municípios limítrofes | Guaramirim, Jaraguá do Sul e Joinville | ||||
| Distância até a capital | 220 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 143,570 km² [2] | ||||
| População | 15 316 hab. Censo IBGE/2010[3] | ||||
| Densidade | 106,68 hab./km² | ||||
| Altitude | 38 m | ||||
| Clima | Mesotérmico úmido, com temperatura média de 22°C | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,838 elevado PNUD/2000 [4] | ||||
| PIB | R$ 179 177,981 mil IBGE/2008[5] | ||||
| PIB per capita | R$ 13 214,69 IBGE/2008[5] | ||||
Schroeder é um município brasileiro do nordeste do estado de Santa Catarina.
Índice |
[editar] História
A origem do nome do município deve-se ao senador Christian Mathias Schroeder, natural da cidade de Hamburgo, localizada no norte da Alemanha. Schroeder também é conhecida informalmente pelo nome de Schroeder Strasse, principalmente entre a população mais idosa que ainda fala o alemão.
A maioria dos habitantes deste município é descendente de alemães oriundos do norte da Alemanha. A presença de outras etnias, notavelmente a italiana (ver talian ou idioma italiano), também fazem parte da construção histórica do município.
A história de Schroeder começa já com o casamento de Dona Francisca Carolina Joana Carlota Leopoldina Romana Xavier de Paula Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga (de Bragança e Orleans) (1824-1898) e o Príncipe François Ferdinand Philippe Louis Marie d'Orléans (1818-1900) que com o casamento passou a residir fora do império. Recebem em dotes terras e apólices da dívida do império. Ao príncipe coube o dote de 1000 contos de réis em apólices, mas em compensação, obteve ainda, em favor do patrimônio total, terras a serem por eles escolhidas num ou mais lugares, nas melhores localizações da então província de Santa Catarina, num total de 5 mil léguas em quadro ou 25 léguas quadradas, de 3000 braças, segundo a lei de 25 de janeiro de 1909, equivalente a uma superfície de 46.582 hectares. E foi destas terras que depois de mandar escolhe-la, medi-las e demarca-las através de seu procurador, senhor Francisco Leôncio Aubé, o príncipe cederia mais tarde, mediante ajustes, uma área inicial de 8 léguas, em alienação perpétua, ao senhor Christian Mathias Schroeder (de Hamburgo), de origem pomerana, para que colonizassem segundo as condições do contrato, tendo prometido a cessão de mais 12 léguas.
Assim em 1901, colonos vindos de colonizações vizinhas, adquiriram terras nas imediações da comunidade de Schroeder I, e assim, suas terras foram sendo povoadas com elementos, quase todos de descendência germânica, da religião Evangélica Luterana, oriunda da reforma de Lutero. Esses colonos de instalaram mata adentro, seguindo as margens do rio Itapocuzinho e depois as margens do rio Braço do Sul, pois o mesmo fica a oeste do município.
Também em 1901, o senador Wilhen Köplin, adquiriu terras nesta comunidade (Braço do Sul) que doou às suas quatro filhas, sendo uma delas a senhora Helena Köplin (Gneipel), última a falecer, mãe do senhor Oscar Guilherme Gneipel. Essas terras, pertenciam na maioria à família Gneipel.
Também no inicio da colonização do município, na localidade de rio Hern, havia uma serraria e a tafona (moinho de milho) pertencentes ao senhor Jabob Pfleger, que atendia a população do povoado.
Em 1913, novos colonizadores foram adquirindo terras, ampliando as áreas de cultivo, abrindo estradas, construindo casas, etc.
Em 1919, vieram os colonizadores italianos, sendo ainda alguns nascidos na Itália, que residiam no município de Luiz Alves, tal como a família Tomaselli, Cândido, Antônio, João Maria. Seus descendentes nascidos no Brasil: Jerônimo, Aníbal e Santos, abriram caminho para que fosse possível o cultivo dessas terras. É com Jerônimo Tomaselli também que se põe em funcionamento mais uma serraria na nova povoação, movida a força d'água.
As atividades foras se diversificando e logo surgiu uma olaria nas proximidades de rio Hern. O senhor Gotlieb fazia o comercio a varejo, e a compra de produtos agropecuários também se difundiu.
O uso da língua alemã se manteve por muitos anos por parte dos colonizadores alemães. Depoimentos colhidos mostram que na época da Segunda Guerra Mundial havia espiões que passavam perto das casas durante a noite, quando a família se reunia para investigar se havia pessoas falando a língua alemã, pois na época os que assim procediam estariam conspirando contra os compatriotas e a favor do REICH. Também não se podia ouvir o rádio onde as emissoras transmitissem na língua alemã.
Em 15 de fevereiro de 1922, Emílio da Silva, que ingressara no magistério, lecionava em casa, onde também eram realizados os serviços religiosos da Comunidade Evangélica Luterana da Estrada Schroeder II. Várias vezes ele foi ameaçado de fechar as portas da escola pela direção da comunidade, pois achava que a escola deveria atender todas as crianças e não somente as que pertenciam à Comunidade Luterana, mas também os filhos de colonos.
No início de 1924, a escola com 54m², acolhia cerca de 100 alunos, funcionando em dois turnos. Para a construção dessa escola o senhor Valentin Zoz, forneceu madeira gratuitamente e o senhor Jacob Pfleger prontificou-se a doar a madeira serrada. Para isto, passaram a derrubar as árvores que eram puxadas por bois até o pátio da serraria. Todo esse trabalho foi realizado nas horas de folga do professor Emilio com a ajuda do filho do senhor Arthur Hang, que vendeu a terra para a construção.
O professor recebia 134$000 réis pagos pela coletoria estadual da cidade de Joinville, onde ele uma vez por mês se deslocava, a pé, para receber o pagamento.
O ensino era facultado ao método de tradução, facilitando progressivamente o bom aproveitamento entre os alunos, cujos pais falavam a língua alemã.
O novo estabelecimento de ensino passou a chamar-se "Escola Pública Hercília Pinto da Luz" e funcionou até 1930. O professor Emílio Passou por diversas dificuldades pois os pagamentos estavam sempre atrasados. Para amenizar o próprio problema e ajudar seus alunos carentes, o professor pescava no rio Itapocuzinho e Braço do Sul que passava perto da escola e com isto os alunos tinham alimentação garantida. A pescaria era feita com a ajuda de um balaio e os próprios alunos colaboravam. Em destes alunos foi o senhor Santos Tomaselli que mais tarde viria a ser professor no bairro Tomaselli.
Com o surgimento de mais uma escola criada pela Igreja Luterana (conhecida hoje por Igreja Missouri) e o aumento da produção agrícola, o povo achava que poderia viver politicamente emancipado. Assim pela Lei n.º 424, de 31 de julho de 1959, da Prefeitura de Guaramirim, foi criado o distrito de Schroeder, sendo na ocasião prefeito de Guaramirim, o senhor Paulino João de Bem, que nomeou o senhor Helmuth Moritz Germano Hertel para cargo de intendente distrital.
Schroeder não desistiu e o povo através das lideranças iniciou o movimento que daria independência política e administrativa através da Lei n.º 968, de 04 de junho de 1964, assinado pelo então Presidente da Assembléia Legislativa Ivo Silveira que criou o município de Schroeder. A instalação do município se deu através do decreto SJ 22.09.03/1922, de 03 de outubro de 1964, pelo então governador Celso Ramos.
Como prefeito provisório foi nomeado o senhor Paulo Roberto Gneipel que permaneceu no cargo até a data de 14 de novembro de 1965, quando assumiu o primeiro prefeito eleito, o senhor Ludgero Tepassé, eleito em 03 de outubro de 1965. Nesta mesma data tomaram posse os vereadores que corporizaram a primeira legislatura: Aldo Romeo Pasold, Gerhard Zastrow, Leopoldo Gorges, Bernardo Guesser, Ottoli Peschke, Artur Lindner e Frederico Leopoldo Metzner. O presidente da Câmara era o senhor Aldo Romeo Pasold, com apenas 21 anos.
[editar] Fatos Históricos Relacionados a Colonização
[editar] Milho:
Conta-se que os primeiros imigrantes, ao iniciarem o cultivo da terra, iniciaram pelo plantio do milho. As lavouras iam bem quando um vento forte derrubou toda uma roça de milho. Os agricultores imaginaram que o milho deveria ser plantado mais fundo. No ano seguinte, no momento da semeadura, o plantio foi tão profundo que as sementes não chegaram a germinar.
[editar] Peixes:
Os imigrantes viviam praticamente da caça e da pesca. Como os rios daqui possuíam uma variedade muito grande de peixes, eles mesmos preparavam suas redes com cipós, palha trançada e tecida. Na pescaria havia um peixe que sempre estragava as redes e os imigrantes os jogavam fora pois não sabia do seu valor e sabor. Este peixe é muito gostoso e muito comum no município e em todo o Estado. Cria-se mais nos rios com bastante pedras. Este peixe é o cascudo.
[editar] Italianos:
Falar italiano em casa também era proibido pois a Itália] também estava envolvida na 2ª Guerra Mundial. Para isto também havia espiões que rondavam as casas.
[editar] Alemães x Italianos:
É comum no município ainda hoje ouvirem-se piadas, ditos e falatórios da origem adversária por parte de descendentes de alemães e de italianos.
[editar] Dados Diversos
O Município de Schroeder está localizado ao nordeste do estado de Santa Catarina, fazendo divisa com os municípios de Joinville, Guaramirim e Jaraguá do Sul. Está situado aos pés do planalto norte e cercado pela Serra Duas Mamas.
Possui 143,57 Km2 de território e 15.316 habitantes, com aproximadamente 50% de sua área localizada em serras, cobertas pelo verde da Matas Atlântica. Schroeder também abriga, ao norte do município, a Estação Ecológica do Bracinho, santuário ecológico encravado no alto da Serra do Mar com 46 milhões de metros quadrados de incalculável valor ambiental.
O território do município fazia parte do dote da Princesa Dona Francisca, irmã de Dom Pedro II, em virtude do seu casamento com o Príncipe de Joinville, Dom Francisco. A origem da atual Schroeder se dá em homenagem ao Senhor Christian Mathias Schröeder (de Hamburgo) que recebeu estas terras para serem colonizadas.
Assim, em 1901 chegavam os primeiros habitantes, vindos de colonizações vizinhas, quase todos de descendência germânica, da religião Evangélica Luterana. A colonização foi seguindo mata adentro, pelas margens do Rio Itapocuzinho e depois as margens do Rio Braço do Sul. Em 1919, vieram os colonizadores italianos, sendo ainda alguns nascidos na Itália.
Conforme Deliberação Normativa nº 357 da EMBRATUR, o município de Schroeder é considerado prioritário para o desenvolvimento do turismo.
Schroeder é conhecida regionalmente como o "Caminho da Natureza e Aventura" e começa a cultivar o Turismo Rural e o Ecoturismo, que ganham força na região. O município possui grande área de Mata Atlântica preservada com grande incidência de animais silvestres, cachoeiras, rios de águas límpidas, além de contar com arquitetura típica que pode ser observada em todo o município.
[editar] Geografia
Localiza-se a uma latitude 26º24'45" sul e a uma longitude 49º04'23" oeste, estando a uma altitude de 38 metros. Sua população estimada em 2010 era de 15.316 habitantes.
[editar] Geografia
Localiza-se a uma latitude 26º24'45" sul e a uma longitude 49º04'23" oeste, estando a uma altitude de 38 metros. Sua população estimada em 2010 era de 15.316 habitantes.
[editar] Economia
A principal atividade econômica é a agricultura, destacando-se a produção de banana e arroz. Faz-se presente também a industrial, havendo um grande número de estabelecimentos, principalmente têxteis e também algumas indústrias eletrônicas e metalúrgicas. Os setores de comércio e serviços não são muito desenvolvidos.
[editar] Quadro de Prefeitos Municipais
- 03/10/1964 a 31/01/1965 - Paulo Roberto Gneipel (Prefeito Provisório)
- 15/11/1965 a 31/01/1970 - Ludgero Tepasse (Prefeito Municipal)
- 31/01/1970 a 31/01/1973 - Aldo Romeo Pasold (Prefeito Municipal) - Gerhard Zastrow (Vice-Prefeito)
- 01/01/1973 a 01/02/1977 - Ludgero Tepasse (Prefeito Municipal) - Paulo Roberto Gneipel (Vice-Prefeito)
- 01/02/1977 a 01/02/1983 - Helmuth Moritz Germano Hertel (Prefeito Municipal) - Gerhard Zastrow (Vice-Prefeito)
- 01/02/1983 a 01/01/1989 - Aldo Romeo Pasold (Prefeito Municipal) - Ademar Piske (Vice-Prefeito)
- 01/01/1989 a 01/01/1993 - Ademar Piske (Prefeito Municipal) - Ademir Fischer (Vice-Prefeito)
- 01/01/1993 a 31/12/1996 - Hilmar Rubens Hertel (Prefeito Municipal) - Gregório Alois Tietz (Vice-Prefeito)
- 01/01/1997 a 31/12/2000 - Gregório Alois Tietz (Prefeito Municipal) - Osvaldo Jurck (Vice-Prefeito)
- 01/01/2001 a 31/12/2004 - Osvaldo Jurck (Prefeito Municipal) - Orlando Tecilla (Vice-Prefeito)
- 01/01/2005 a 31/12/2008 - Felipe Voigt (Prefeito Municipal) - Luis Aparicio Ribas (Vice-Prefeito)
- 01/01/2009 a 31/12/2012 - Felipe Voigt (Prefeito Municipal) - Luis Aparicio Ribas (Vice-Prefeito)
Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
- ↑ Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
[editar] Ver também
- Municípios de Santa Catarina por data de criação
- Lista de municípios de Santa Catarina por população