Biguaçu

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Município de Biguaçu
Bandeira de Biguaçu
Brasão de Biguaçu
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 17 de maio
Fundação 17 de maio de 1833 (181 anos)
Gentílico biguaçuense
Prefeito(a) Ramon Wollinger (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Biguaçu
Localização de Biguaçu em Santa Catarina
Biguaçu está localizado em: Brasil
Biguaçu
Localização de Biguaçu no Brasil
27° 29' 38" S 48° 39' 21" O27° 29' 38" S 48° 39' 21" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Grande Florianópolis IBGE/2008 [1]
Microrregião Florianópolis IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Florianópolis
Municípios limítrofes Antônio Carlos, Governador Celso Ramos, Tijucas, São João Batista, Canelinha e São José
Distância até a capital Entre as sedes: 17 km Entre fronteiras municipais: 11 km
Características geográficas
Área 370 km² [2]
População 63 440 hab. Contagem da População 2014 IBGE/2014[3]
Densidade 171,46 hab./km²
Altitude 2 m
Clima mesotérmico úmido (subtropical úmido)
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,739 alto PNUD/2010 [4]
PIB R$ 1.572.214.640,00 IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 26,654 92 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura www.bigua.sc.gov.br

Biguaçu é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Faz divisa a oeste com o município de Antônio Carlos, a leste com o Oceano Atlântico (Baia Norte da Ilha de Santa Catarina, onde se localiza a capital do estado, Florianópolis) e também com o município de Governador Celso Ramos. Ao Norte, faz divisas com Tijucas, Canelinha e São João Batista. Ao Sul com o município de São José.

Situado entre os dois maiores portos catarinenses, Itajaí e Imbituba, e próximo da capital Florianópolis, Biguaçu tem saída para o mar, sem contar na facilidade de acesso, já que a BR-101 duplicada corta o município, e a BR-282, que liga a capital catarinense ao interior do estado, fica a apenas 12 km de distância, por via duplicada e de fácil acesso.

Possui uma área de 370 km².

História[editar | editar código-fonte]

É um dos municípios mais antigos de Santa Catarina, sendo sua origem, a Vila de São Miguel da Terra Firme, a criação da Póvoa de São Miguel, nos termos da Provisão de 9 de agosto de 1747, com a chegada dos primeiros açorianos. Iniciaram-se logo os trabalhos de construção da igreja matriz, feita de pau-a-pique e coberta de telhas, que foi dedicada à São Miguel Arcanjo. Achava-se edificada no mesmo lugar onde, hoje, ainda se encontra a centenária igreja.

Por ato do Conselho Administrativo da Província em 1º de março de 1833, a freguesia de São Miguel foi elevada à vila. Em 17 de maio de 1833 torna-se município, desmembrando-se da então sede da Capitania de Santa Catarina, Nossa Senhora do Desterro. Em 1886 a sede do município sai da vila de São Miguel e vai para a sede atual, às margens do Rio Biguaçu. Em 1910, o nome do município é mudado para Biguaçu.

Quando da sua fundação em 1833, o território compreendia do atual Rio Carolina (divisa com São José ) ao Rio Camboriú, (atual município de Balneário Camboriú), chegando aos limites da Serra Geral. A onda de desmembramentos para a fundação de novos municípios termina somente na década de 1960, com o desmembramento da região do Alto Biguaçu, atual município de Antônio Carlos e as antigas freguesias de Ganchos e Armação da Piedade, unidas no município de Governador Celso Ramos.

Capital da Província[editar | editar código-fonte]

Durante alguns meses no final do século XVIII, a 31 de maio de 1778, foi capital da província de Santa Catarina, quando da invasão espanhola à ilha de Santa Catarina e sua capital, Desterro (atual Florianópolis).

Demografia[editar | editar código-fonte]

Composição populacional[editar | editar código-fonte]

Pelo censo populacional de 2010 dos 58.206 habitantes em torno de 84% da população se declarou de cor branca, 11% de pardos (principalmente caboclos, mestiços entre brancos e indios) e 5% negra. As etnias que fizeram o município são de origem basicamente luso-açoriana (presentes principalmente na sede do municipio e bairros entorno, além de Três Riachos e São Miguel),com expressivas minorias negra (Bairro Prado, Saudades e próximo a divisa com São José)e alemã (região do Alto Biguaçu). Com as migrações causadas com o fenômeno do êxodo rural, forte a partir de meados da década de 1980 no estado catarinense, o elemento caboclo, vindo do planalto serrano do sul brasileiro, junto com descendentes de alemães e italianos vindos do oeste catarinense e interior do Rio Grande do Sul acabaram por tornar-se numericamente importantes, tornando ainda mais vultosa a diversidade étnico-cultural no município. Há ainda no município uma pequena comunidade indígena de base guarani que chegou de migrações ao longo do sul do país por volta de fins da década de 1970.

Desenvolvimento populacional[editar | editar código-fonte]

Sua população em 2010 era de 58.206 habitantes, com estimativa para 2014 de 63.000, onde mais de 90% reside em área urbana, apresentando um forte crescimento populacional desde meados da década de 1980, o que levou a dobrar de população no espaço de duas décadas. O motor de atração populacional é a proximidade com a capital do Estado, atraindo pessoas de baixo poder aquisitivo que ocuparam bairros e loteamentos com pouca infraestrutura física, caracterizando-se como típica cidade dormitório. Desde a décade de 1980 cresce por volta dos 4% anualmente. A despeito do tamanho da população, o município apresenta ainda pouca característica de concentração urbana, já que os bairros se articularam em torno da rodovia BR 101, com pouca ou nenhuma ligação entre estes, com suas ruas voltadas ao fácil escoamento em direção a esta rodovia, testemunhando a forma de ocupação periférica e sem planejamento do município. Entretanto, as ultimas administrações públicas vem buscando aumentar a ligação rodoviária entre os bairros, de modo a potencializar o comércio e a valorização urbana municipal.

Política[editar | editar código-fonte]

Em 10 de dezembro, o então Prefeito José Castelo Deschamps, encaminha carta à Câmara Municipal de Vereadores renunciando[6] ao cargo de Prefeito Municipal, com isto, o jovem Ramon Wollinger (37 anos) assume a Prefeitura Municipal de Biguaçu.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia do município até a década de 1970 dependia principalmente da agricultura, pecuária e pesca. Atualmente, a indústria responde pela maior parte dos empregos gerados no município, junto com um comércio em expansão. O município dispõe de boas áreas para instalação de plantas industriais e conta com acesso ao gás natural, pois possui uma distribuidora da Petrobrás. A agricultura também ainda é representativa. A pesca atualmente é insignificante, ainda praticada a nível apenas artesanal, embora o município tenha um potencial hidráulico considerável. Os principais produtos industriais do município derivam da indústria de plástico e alimentícia. A agricultura produz principalmente plantas para jardinagem, com destaque para a produção de gramas e palmeiras, além da produção de verduras para o comércio regional. Também parte considerável da renda dos trabalhadores é auferida na capital catarinense, o que caracteriza a cidade como dormitório.

Educação[editar | editar código-fonte]

O município de Biguaçu conta com boa rede de ensino fundamental e médio (antiga primária e secundária). A prefeitura tem por hábito garantir o transporte escolar no interior do município e praticamente 100% das crianças em idade escolar estão na escola. O município nos últimos anos teve uma boa expansão da oferta de cursos profissionalizantes destinado ao mercado de trabalho regional. Possui ainda um campus universitário, com mais de uma dezena de cursos tradicionais, mantido pela UNIVALI, particular. Também conta com a proximidade das universidades públicas na capital Florianópolis, como a UDESC (estadual) e UFSC (federal), esta última entre as 5 maiores do país.

Meio Ambiente[editar | editar código-fonte]

A vegetação dominante é a Mata Atlântica, hoje bastante devastada. Conta com mais de 12 km de litoral marítimo, sendo banhado pela Baia Norte, braço aquático do Oceano Atlântico que separa este município da ilha de Santa Catarina, onde se encontra a maior parte de Florianópolis. O maior rio do município também recebe o nome da cidade, Biguaçu, com 37 km de extensão[7] . O rio Inferninho o segundo maior tem 34 km de extensão. O município ainda não possui rede de tratamento de esgotos, que faz com que praticamente todos os rios e o litoral marítimo estejam altamente poluídos. Não há reservas ambientais ou plano de prevenção à ocupação do solo, e nas décadas de 1980 e 90 houve forte ocupação desordenada de encostas próximo a sede municipal, especialmente nos bairros Prado, Saudade e Janaína. Devido a forte especulação imobiliária, espaços verdes diminuem rapidamente. O município também deve encontrar dificuldades no abastecimento de água potável no futuro próximo, já que praticamente toda água consumida no município vem de outras cidades, aliando-se ao alto crescimento populacional da região, embora o potencial hidríco seja considerável, faltando apenas sua proteção e uso racional. As praias do município sofrem com o derrame de esgotos, prejudicando a balneabilidade.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Biguaçu encontra-se muito ligada culturalmente à capital Florianópolis, desde sua colonização no século XVIII por açorianos. Também há a questão da oferta de empregos e educação, onde muitos moradores trabalham e estudam na capital, tornando o município característico de cidade-dormitório. No censo de 2010, cerca de 91% da população se declarou cristã (72% católica romana, 17% protestantes evangélicas, cerca de 1,5% de cristãos restauracionistas Testemunhas de Jeová e Mormóns); 5% sem religião, 2% espíritas Kardecistas, 1% animistas (principalmente candomblecistas) e 1% ateus.

Atrações Turísticas[editar | editar código-fonte]

Destacam-se a gastronomia, principalmente os restaurantes de frutos do mar, localizados no Balneário São Miguel, que aliás é um ponto visitado do município, com sua água morna e mansa. Há próximo a sede, a vista impressionante da Serra da Boa Vista, com seu acesso praticamente todo pavimentado, onde no ponto mais alto ainda há uma bela Gruta Católica, em meio a muito verde. Em direção a Antonio Carlos a beleza das plantações de grama comercial. Há boas casas noturnas, que inclusive promovem shows de artistas nacionais. Em Três Riachos há várias alternativas de lazer pelo turismo rural.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Atualmente o Município de Biguaçu está subdividido em 17 bairros urbanos (oficializados em 2011), além de dois distritos além da Sede:

Bairros Urbanos[editar | editar código-fonte]

Centro, Praia João Rosa, Saveiro, Morro da Bina, Mar das Pedras, Bom Viver, Jardim Janaína, Fundos, Rio Caveiras, Universitário, Boa Vista, Vendaval, Beira Rio, Encruzilhada, Saudade, Prado e Prado de Baixo.

Ainda já instalados e amplamente conhecidos, embora sem reconhecimento oficial, há os bairros da região do Alto Biguaçu (entre o bairro Vendaval e a divisa com Antonio Carlos): Rússia, Santa Catarina, Santa Cruz e Alto Biguaçu. Todos estes pertencem á Sede.

Distritos[editar | editar código-fonte]

1. Guaporanga[editar | editar código-fonte]

Localizado as margens da Baia Norte em direção a Tijucas. Tem por volta de 5 mil habitantes. Principais localidades: São Miguel, Praia de baixo, Pitangueiras, Cachoeiras, Areias de Cima, Tijuquinhas, Estiva do Inferninho.

2. Sorocaba do Sul[editar | editar código-fonte]

Localizado no centro-norte do municipio. Há cerca de 3 mil habitantes, principalmente localizados no vale de Três Riachos. Principais Localidades: Sorocaba de Dentro, Sorocaba de Fora, Três Riachos, Limeira, São Marcos, Fazenda.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Contagem da População 2014 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 12 de dezembro de 2012.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2013). Visitado em 4 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. G1 SC (10/12/2014). Prefeito de Biguaçu pede renúncia do cargo por problemas de saúde G1 SC. Visitado em 12/12/2014.
  7. [1].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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