Os Santos dos Últimos Dias

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Série temática sobre os
Santos dos Últimos Dias
Salt Lake Temple spires.jpg
História
Primeira Visão
Crise na sucessão
Escrituras-padrão
Bíblia
Livro de Mórmon
Doutrina e Convênios
Pérola de Grande Valor
Importantes líderes
Joseph Smith Jr. · Oliver Cowdery
Sidney Rigdon · Brigham Young
Thomas S. Monson
Publicações Periódicas (em português)
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A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
Comunidade de Cristo
Bickertonitas · Strangitas


Os Santos dos Últimos Dias (SUD), conhecidos como mórmons, é um movimento religioso restauracionista iniciado no século XIX nos Estados Unidos da América e liderado inicialmente por Joseph Smith Jr., definido pelos seus seguidores como primeiro profeta desta época.

Índice

[editar] História

Na primavera de 1820, Joseph (segundo seu próprio relato) foi a um bosque próximo a sua casa e orou para saber a qual igreja deveria unir-se. Em resposta à sua oração, o Pai Celestial e Seu Filho, Jesus Cristo, lhe apareceram. Joseph escreveu: “Quando a luz pousou sobre mim, vi dois Personagens cujo esplendor e glória desafiam qualquer descrição, pairando no ar, acima de mim. Um deles falou-me, chamando-me pelo nome, e disse, apontando para o outro: — Este é Meu Filho Amado. Ouve-O!” Foi respondido a Joseph que não deveria unir-se a nenhuma das igrejas existentes naquele tempo pois estas estavam cheias de ódio e preconceitos que eram abolidas por Joseph Smith.

Em um segundo momento (depois da Primeira Visão), sempre segundo relato de Smith, um ser ressurreto chamado Moroni, que viveu nas Américas por volta do ano 400 depois de Cristo, apareceu para Joseph na forma de um anjo, e lhe entregou um livro escrito em placas de ouro, com caracteres até então desconhecidos, a que chamou hieroglifos reformados. O jovem Joseph Smith teria recebido as placas em 1827 [1] e a partir dessa altura ele as teria traduzido para a inglês, dando origem ao Livro de Mórmon, que juntamente com a Bíblia,[2] Doutrina e Convênios e Pérola de Grande Valor é considerado escritura divina para os Santos. O termo mórmon, geralmente usado para referir-se a estes, deriva do nome do profeta Mórmon, que foi um dos autores e compiladores das escrituras que formaram o livro com seu nome.

Durante o período de tradução dos caracteres, sempre auxiliado por seu companheiro Oliver Cowdery o qual era seu escrivão. Voltou a orar ao Senhor, às margens do rio Susquerrana, e como resposta obteve outra visão. Dessa vez apareceu-lhe João Batista, o qual lhes conferiu pela imposição de mãos, o sacerdócio de Aarão que lhes dava autoridade para batizar. Alguns dias depois lhes aparecereram Pedro, Tiago e João, os quais possuiam as chaves do reino de Deus, transferidas a eles pelo Senhor antes de sua ascensão aos céus, os quais lhes impuseram as mãos e lhes conferiram o sacerdócio de Melquisedeque. Primeira Visão.[3] Em 6 de abril de 1830, com apenas 6 pessoas, conforme o número mínimo exigido pelo lei americana, a igreja foi formalmente organizada. E nesse mesmo ano de 1830, Joseph Smith publicou o Livro de Mórmon, tornou-se o primeiro Élder da Igreja por ele iniciada e denominada A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, isso porque cuidava ser a mesma igreja que Jesus criara quando estava na terra, só que agora Restaurada por um novo profeta chamado e ordenado por Deus, ou seja, Joseph Smith(o próprio) . A mensagem da Igreja conquistou não apenas seguidores como também inimigos políticos e religiosos, pois no inicio do mormonismo, os dirigentes da Igreja se desentendiam com o governo americano e com a ética protestante, dominante no país no Século XIX.

'Os mórmons se afirmavam como os donos da verdadeira palavra de Jesus Cristo e isso alfinetava o protestantismo', diz John Gordon Melton, professor de estudos religiosos da cultura americana da Universidade de Indiana. "[4]

Segundo B. H. Roberts, um historiador mórmon, para além de motivos religiosos, ele também referiu como motivo da perseguição aos Santos a tendência dos Santos se congregarem numa só comunidade. Após a sua conversão os Santos congregavam-se em locais indicados pelos seus líderes. Essa congregação provocava conflitos com os anteriores moradores devido às diferenças significativas entre essas comunidades, nomeadamente:

  • diferenças culturais. Os membros da Igreja eram na sua maioria provenientes de Estados de Leste e do Norte e contrastavam imensamente com os moradores da fronteira Norte Americana em temas polêmicos na época, como por exemplo a Abolição da Escravatura, sendo os mórmons provenientes de Estados do Norte eram tendencialmente abolicionistas.
  • diferenças políticas. Como a comunidade mórmon crescia de forma esmagadora, ao mesmo tempo ganhava grande peso em votos, tornando-se ameaçadora a nível político colocando em risco os lugares governamentais ocupados pelos antigos moradores pela possibilidade de virem a ser ocupados por cidadãos mórmons.[5]

Por conseguinte, os mórmons foram vítimas de centenas de atos de violência e segregação, como incêndios de caravanas lideradas por missionários e peregrinos. A intolerância com os religiosos mórmons, culminou no assassinato de Joseph Smith Jr., morto dentro da cela onde estava preso, em Illinois.[6]

Com a morte de Smith, o proximo presidente e profeta deveria ser o apóstolo mais experiente, que no caso era Brigham Young mas muitos homens queriam o cargo de presidente alegando outros tipos de sucessão descumprindo a "vontade de Deus", e então foram expulsos da Igreja e por isso muitos deles revoltados formaram outras igrejas com seus seguidores; surgindo a partir daí dissidências e criações de diferentes organizações religiosas, embora mantendo a crença comum no livro de Mórmon, mas cerca de 90% dos mórmons seguiram Brigham Young e aceitaram como seu novo líder, de acordo com a "vontade de Deus", passando este a ser considerado o segundo profeta de entre os membros da A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. A igreja lançou um original e sistemático programa missionário, através do qual envia anualmente milhares de jovens entre 19 e 26 anos para um trabalho de proselitismo de dois anos ininterruptos, de forma a ser hoje a igreja cristã que mais cresce atualmente em todo o mundo (dados de 2002)[7]

Um outro grupo, cerca de 5%, apoiou Joseph Smith III, filho de Joseph Smith Jr., como seu sucessor, pois acreditavam que deveria ser pela ordem da família, assim como reis nas monarquias. Este segundo grupo ficou conhecido como A Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, sendo seu nome alterado para Comunidade de Cristo no início da década de 2000, hoje conta com 200.000 membros.

[editar] Crenças Mórmons

Relato de Joseph das crenças da Igreja:

Regras de Fé

1- Cremos em Deus, o Pai Eterno, e em Seu Filho, Jesus Cristo e no Espírito Santo.

2- Cremos que os homens serão punidos pelos seus próprios pecados e não pela transgressão de Adão.

3- Cremos que, por meio do Sacrifício Expiatório de Cristo, toda a humanidade pode ser salva pela obediência às leis e ordenanças do Evangelho.

4- Cremos que os primeiros princípios e ordenanças do Evangelho são: primeiro, fé no Senhor Jesus Cristo; segundo, arrependimento; terceiro, batismo por imersão para a remissão dos pecados; quarto, imposição das mãos para o dom do Espírito Santo.

5- Cremos que um homem deve ser chamado por Deus, pela profecia e pela imposição das mãos, por quem possua autoridade para pregar o Evangelho e administrar as suas ordenanças.

6- Cremos na mesma organização existente na Igreja Primitiva, isto é, apóstolos, profetas, pastores, mestres, evangelistas, etc.

7- Cremos no dom das línguas, profecia, revelação, visões, cura, interpretação das línguas, etc.

8- Cremos ser a Bíblia a palavra de Deus, o quanto seja correta sua tradução; cremos também ser o Livro de Mórmon a palavra de Deus.

9- Cremos em tudo o que Deus tem revelado, em tudo o que Ele revela agora, e cremos que Ele ainda revelará muitas grandes e importantes coisas pertencentes ao Reino de Deus.

10- Cremos na coligação literal de Israel e na restauração das Dez Tribos; que Sião será construída neste continente (o americano); que Cristo reinará pessoalmente sobre a terra; e que a mesma será renovada e receberá a sua glória paradisíaca.

11- Pretendemos o privilégio de adorar a Deus, Todo Poderoso, de acordo com os ditames da nossa consciência e concedemos a todos os homens o mesmo privilégio, deixando-os adorar como, onde, ou o que quiserem.

12- Cremos na submissão aos reis, presidentes, governadores e magistrados, na obediência, honra e manutenção da lei.

13- Cremos em ser honestos, verdadeiros, castos, benevolentes, virtuosos e em fazer o bem a todos os homens: na realidade, podemos dizer que seguimos a admoestação de Paulo - Cremos em todas as coisas e confiamos em todas as coisas, temos suportado muitas coisas e confiamos na capacidade de tudo suportar. Se houver qualquer coisa virtuosa, amável ou louvável, nós a procuraremos.

[editar] Mormonismo e Política

Muitos santos dos últimos dias se empenham ativamente em assuntos políticos e deveres cívicos. O 12.º artigo das Regras de Fé dos santos declara: "Cremos na submissão aos reis, presidentes, governadores e magistrados, como também na obediência, honra e manutenção da lei."[8]

Os santos dão grande ênfase à cargos políticos. Considerado o primeiro profeta, Joseph Smith Jr. foi prefeito de Nauvoo, Mississippi e candidato à presidência dos Estados Unidos. Seu sobrinho, Joseph F. Smith que se tornou presidente da igreja em 1901, incentivou aos jovens a "aspirar aos grandes cargos que nossa nação tem a oferecer" .[9]

Estátua do Profeta Joseph Smith Jr. na Praça do Templo

O cumprimento das leis de seu país é muito importante para tais membros. O manual "Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Heber J. Grant" incentiva "que a reverência pelas leis seja sussurrada por toda mãe americana no ouvido dos bebês que ainda estão em seu colo; que ela seja ensinada nas escolas, colégios e faculdade, que seja escrita nas cartilhas, livros didáticos e almanaques, que seja pregada nas igrejas, proclamada nos salões legislativos e executada nos tribunais de justiça." Heber, apóstolo da Igreja SUD, ensinava que a "constituição dos Estados Unidos fora instituída por Deus".[10]

Brigham Young foi o primeiro governador de Utah e demonstrava grande honra ao governo. Quando o Estados Unidos resolveram guerrear contra o México em 1846, Young ordenou recrutamento do batalhão Mórmon para auxiliar seu país, abençoando-os com as seguintes palavras: "Deus os abençoe eternamente. Fizemos tudo isso para provar ao governo que éramos leais."[11]

Young declarou que os santos dos últimos dias são um povo "muito político" e que tais membros devem votar em "homens que apoiem os princípios de liberdade civil e religiosa".[12] Todavia, Joseph F. Smith declarou que "(…) a Igreja [de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias] segue a doutrina da separação entre igreja e estado. A Igreja não se envolve em política; seus membros podem pertencer ao partido político que decidirem seguir (…) não lhes é pedido, muito menos exigido, que votem dessa ou daquela maneira."[9]


[editar] Boatos sobre as crenças dos Santos dos Últimos Dias

Os ensinamentos doutrinários dos mórmons são freqüentemente confundidos[carece de fontes?] com os evangélicos, os testemunhas de Jeová e até os Amish. Embora seja pregado o respeito a essas religiões, as crenças dos mórmons são, em certos pontos, muito diferentes.

Um boato recorrente é o da poligamia, nunca praticado pela Comunidade de Cristo, banida pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e somente praticado entre grupos minoritários, como a Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

[editar] Mórmons Famosos

Uma lista maior encontra-se no sítio [1] e [2].

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

Referências

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