Gaspar

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Município de Gaspar
"Coração do Vale"
Bandeira de Gaspar
Brasão de Gaspar
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 18 de março de 1934 (80 anos)
Gentílico gasparense
Prefeito(a) Pedro Celso Zuchi (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Gaspar
Localização de Gaspar em Santa Catarina
Gaspar está localizado em: Brasil
Gaspar
Localização de Gaspar no Brasil
26° 55' 51" S 48° 57' 32" O26° 55' 51" S 48° 57' 32" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Vale do Itajaí IBGE/2008[1]
Microrregião Blumenau IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Blumenau, Brusque, Guabiruba, Ilhota, Itajaí, Luís Alves e Massaranduba
Distância até a capital 120 km
Características geográficas
Área 386,776 km² [2]
População 62 618 hab. Est. IBGE/2013[3]
Densidade 161,9 hab./km²
Altitude 18 m
Clima subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,765 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 1 668 182,000 mil IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 28 337,19 IBGE/2011[5]
Página oficial

Gaspar é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se na latitude 26º55'53" sul, longitude 48º57'32" oeste e altitude de 18 metros. Em 2008 sua população era estimada em 54.687 habitantes.

Possui uma área de 386,35 km², das quais 40 km² de área urbana e 346,35 km² de área rural. O ponto mais alto do município é o Morro do Cachorro, situado na divisa com Blumenau e Luis Alves, com 857 metros acima do nível do mar.

As principais atividades econômicas do município são a indústria, o comércio e a agricultura, destacando-se a rizicultura e a indústria têxtil.

Em novembro de 2008 a região do Vale do Itajaí sofreu com uma grande tragédia natural. A enchente e os deslizamentos atingiram também o município de Gaspar, rompendo e causando a explosão (seguida de incêndio) de um trecho da tubulação do Gasoduto Bolívia-Brasil.

História[editar | editar código-fonte]

A colonização da região onde hoje é o município iniciou-se com a chegada dos Xoclengues e Caingangues que buscavam um local seguro dos caçadores de índios, os chamados bugreiros. Esses índios foram exterminados durante os séculos XVII e XIX.

Durante esse período houve também a chegada dos novos colonizadores, que se instalaram na Região do Médio Vale do Itajaí, onde havia temor constante pelos ataques dos silvícolas. Existem registros de autores da época como Augusto Zitlow que confirmam as caçadas de indígenas pelos bugreiros, estes financiados pelos colonos, .

Os Vicentistas, homens oriundos da Capitania de São Vicente, que aportaram às margens do Rio Itajaí em busca de ouro, índios e riquezas foram sucedidos pelos açorianos, que segundo relatos, chegaram ao litoral catarinense com o intuito de efetivar a posse da Coroa Portuguesa dessas terras que eram cobiçadas pelos espanhóis.

Com os europeus começou a se formar a base econômica e populacional da cidade. A colonização italiana, muito forte na cultura da cidade, foi propiciada pelo fato de que a Itália estava saturada de mão de obra, assim como a Áustria, Suíça e Alemanha, que sempre acolheram a mão de obra ociosa daquele país. A solução passou a ser a migração para Santa Catarina, a qual já era o destino de milhares de italianos.

Os “negreiros” que eram os agentes de imigração, vendiam uma imagem falsa do que era a América na Europa, ao omitir e deturpar a verdade. A vida nas colônias no Sul do Brasil era árdua e sofrida. Os italianos acharam a terra muito estranha e diferente de sua pátria.

Com o passar dos anos os lotes se valorizaram, o que gerou grande disputa por terras nas proximidades do Rio Itajaí-Açu, tornando poderosos seus proprietários.

Após se estabelecerem, já no século XX, os imigrantes iniciaram o plantio do arroz irrigado, até hoje um dos produtos de maior destaque na economia do município.

Com a chegada dos imigrantes alemães, tiroleses, poloneses e russos, iniciou-se de maneira ampla o cultivo também do feijão, milho, aipim, taiá, batata, abóbora, verduras e amendoim.

Anos mais tarde, em 1880, as freguesias de São Paulo Apóstolo de Blumenau e São Pedro Apóstolo de Gaspar (pertencentes até então ao município de Itajaí) passaram a formar um município, chamado Blumenau. Nessa data, o número de habitantes do então município, com 11 mil quilômetros quadrados, era de 16.308 pessoas. Havia três mil residências, 255 engenhos de açúcar, 152 engenhos de farinha de mandioca, seis descascadores de arroz, 29 moinhos de fubá, fábricas de louças de barro, tecidos, serrarias, olarias, cervejarias, vinho e vinagre, padarias, açougues, entre outros.

Durante os 54 anos que seguiram, Gaspar foi distrito de Blumenau, para qual recolhia tributos, que eram devolvidos na forma de serviços para a comunidade, porém, segundo relatos da época, os mesmos eram de má qualidade e deveras precário.

Em 1870 já haviam sido estabelecidos alguns lotes urbanos na área que hoje é conhecida como o centro do município. O comércio começou a impulsionar o crescimento do distrito, porém apenas em 18 de março de 1934 houve a emancipação, com Leopoldo Schramm se tornando o primeiro prefeito.

Com forte colonização alemã, a cidade de Gaspar sempre cultivou as tradições trazidas pelos imigrantes, especialmente na área cultural. Prova disso é a existência de dois grandes símbolos culturais da cidade que vêm se fortalecendo ao longo dos anos: o Coro Misto Santa Cecília e o Clube Musical São Pedro. O papel desses grupos, que promovem o ensino e aperfeiçoamento musical para Gaspar e região prestando voluntariamente serviços à comunidade, é de grande importância, afinal, desde o início da história da cidade eles animam as festas populares e difundem a cultura para toda a sociedade.

Política[editar | editar código-fonte]

Divisão territorial[editar | editar código-fonte]

Existem vinte e quatro bairros em Gaspar:

  • Águas Negras
  • Arraial
  • Barracão
  • Bateias
  • Bela Vista
  • Belchior
  • Centro
  • Coloninha
  • Farroupilha
  • Figueira
  • Gaspar Grande
  • Gasparinho
  • Gaspar Alto
  • Gaspar Mirim
  • Lagoa
  • Margem Esquerda
  • Morro Grande
  • Poço Grande
  • Pocinho
  • Porto Arraial
  • Santa Terezinha
  • São Pedro
  • Sertão Verde
  • Sete de Setembro

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transporte público[editar | editar código-fonte]

Até o início da década de 1970, Gaspar era cortada pelos trilhos da Estrada de Ferro de Santa Catarina (EFSC), por onde passavam trens de carga e de passageiros. Mesmo assim, a cidade contava com a Viação Gaertner, que fazia viagens e passeios.

Em 1973, a Viação Verde Vale recebeu autorização para explorar o transporte coletivo municipal, sem nenhuma licitação. Em 1999, a empresa ganhou a concessão por mais 20 anos, novamente sem licitação. Porém, por considerar ilegal a prorrogação em favor da Viação Verde Vale, o poder judiciário catarinense ordena a abertura de um processo licitatório para a operação do serviço público de transporte coletivo.

A concorrência é aberta, e a Viação Verde Vale não obtém êxito. Em outubro de 2002, após quase 30 anos de monopólio, a Auto Viação Do Vale é criada. O novo sistema de transporte coletivo é implantado, inclusive com a criação do primeiro terminal urbano do município. Este terminal era provisório, criado às pressas para o novo sistema de transporte.

Em 2005, é inaugurado o Terminal Urbano Vereador Norberto Willy Schossland, para onde também é transferido o Terminal Rodoviário de Gaspar. Os terminais antigos, urbano e rodoviário, são desativados.

Hoje, a Viação Verde Vale continua operando as linhas intermunicipais, ligando Gaspar, Blumenau, Ilhota e a localidade do Baú, também em Ilhota.

Atualmente, a Auto Viação Do Vale conta com uma frota de 24 ônibus, enquanto a Viação Verde Vale conta com 20 veículos urbanos.


Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE. Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 12 jan. 2014.
  3. IBGE Cidades. Visitado em 12 jan. de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 15 de fevereiro de 2014.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 12 jan. 2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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