Bantos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Broom icon.svg
As referências deste artigo necessitam de formatação (desde janeiro de 2013). Por favor, utilize fontes apropriadas contendo referência ao título, autor, data e fonte de publicação do trabalho para que o artigo permaneça verificável no futuro.
Bantos
José Eduardo dos Santos-16062014-edit.jpgSamora Moises Machel detail DF-SC-88-01383.jpgPatricelumumbaIISG.jpgNamibia.SamNujoma.01.jpgNelson Mandela (cropped).jpg
José Eduardo dos Santos  • Samora MachelPatrice LumumbaSam NujomaNelson Mandela
População total
Regiões com população significativa
 Angola
 Moçambique
Namíbia
África do Sul
 Zâmbia
 Zimbabwe
Lesoto
 Quênia
Línguas
quimbundo, conguês, suaíli, zulu, Oshiwambo, hereró etc.
Religiões
cristianismo, islamismo, religiões tradicionais
Grupos étnicos relacionados
zulus, ovimbundos, ovambo, Hererós, bacongos etc.

Os Bantos[1] (forma preferível a "bantus") constituem um grupo etnolinguístico localizado principalmente na África subsariana e que engloba cerca de 400 subgrupos étnicos diferentes. A unidade desse grupo, contudo, aparece de maneira mais clara no âmbito linguístico, uma vez que essas centenas de grupos e subgrupos têm, como língua materna, uma língua da família banta.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Banto" é derivado do termo africano ba-ntu, que significa "homens", "pessoas".[2]

História[editar | editar código-fonte]

Mapa ilustrativo de uma hipótese sobre a origem e difusão (em três fases) das línguas bantas.

Os bantos são provavelmente originários dos Camarões e do sudeste da Nigéria. Por volta de 2000 a.C., começaram a expandir seu território na floresta equatorial da África central. Mais tarde, por volta do ano 1000, ocorreu uma segunda fase de expansão mais rápida, para o leste, e finalmente uma terceira fase, em direção ao sul do continente, quando os bantos se miscigenaram. Os bantos se misturaram então aos grupos autóctones e constituíram novas sociedades.

Distribuição geográfica[editar | editar código-fonte]

Os bantos distribuem-se, no continente africano, no sentido oeste-leste, desde os Camarões e o Gabão às ilhas Comores; no sentido norte-sul, do Sudão à África do Sul, cobrindo toda a parte meridional da África, onde somente os bosquímanos e os hotentotes têm línguas de origens diferentes.

Enquanto os bosquímanos e hotentotes eram nômades caçadores-coletores e pastores, os bantos eram agricultores sedentários e já conheciam o uso do ferro. Esses avanços lhes permitiram colonizar um amplo território, ao longo de aproximadamente quatro mil anos, forçando o recuo dos povos nômades. No entanto, os bantos absorveram alguns fenômenos linguísticos típicos das línguas khoisan, como o Clique.

Embora não existam informações precisas, o subgrupo etnolinguístico banto mais numeroso parece ser o zulu. A língua zulu é a mais falada na África do Sul, onde é uma das 11 línguas oficiais. Mais da metade dos 50 milhões de habitantes é capaz de compreendê-la; mais de 9 milhões de pessoas têm o zulu como língua materna, e mais de 15 milhões falam o zulu fluentemente.[3]

Localização dos subgrupos linguísticos nigero-congoleses.

Todos os subgrupos étnicos falam línguas pertencentes à mesma família linguística, a das línguas bantas, a qual, por sua vez pertence à família linguística nígero-congolesa. Em muitos casos, esses subgrupos têm costumes comuns. [4] [5] [6] [7] [8] [9] [10] [11]

Os negros da África do Sul foram às vezes chamados oficialmente "bantos" pelo regime do apartheid.[carece de fontes?]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Bantos

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Christopher Ehret, An African Classical Age: Eastern and Southern Africa in World History, 1000 B.C. to A.D. 400, James Currey, London, 1998
  • Christopher Ehret and Merrick Posnansky, eds., The Archaeological and Linguistic Reconstruction of African History, University of California Press, Berkeley and Los Angeles, 1982
  • April A. Gordon and Donald L. Gordon, Understanding Contemporary Africa, Lynne Riener, London, 1996
  • John M. Janzen, Ngoma: Discourses of Healing in Central and Southern Africa, University of California Press, Berkeley and Los Angeles, 1992
  • James L. Newman, The Peopling of Africa: A Geographic Interpretation, Yale University Press, New Haven, 1995
  • Kevin Shillington, History of Africa, 3rd ed. St. Martin's Press, New York, 2005
  • Jan Vansina, Paths in the Rainforest: Toward a History of Political Tradition in Equatorial Africa, University of Wisconsin Press, Madison, 1990
  • Jan Vansina, "New linguistic evidence on the expansion of Bantu," Journal of African History 36:173-195, 1995

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre povos indígenas é um esboço relacionado ao Projeto Ciências Sociais. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.