Espiritismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Doutrina Espírita)
Ir para: navegação, pesquisa

Espiritismo, Doutrina espírita ou Kardecismo [1] [2] [3] [4] [5] é a doutrina codificada pelo pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, usando o pseudônimo Allan Kardec. É uma doutrina que alia ciência, filosofia e religião, buscando a melhor compreensão não apenas do universo tangível (científico), mas também do universo a esse transcendente (religião).[6] [7] [8] [9] [10] A doutrina é baseada em cinco obras básicas (que juntas formam o pentateuco), escritas por Kardec, através da observação de fenômenos que o mesmo atribuía a manifestações de inteligências incorpóreas ou imateriais, denominadas espíritos. A codificação espírita está presente em: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese; somam-se à codificação as chamadas obras "complementares", como O Que é o Espiritismo?, Revista Espírita e Obras Póstumas.

O termo Espiritismo foi cunhado por Kardec em 1857[11] [12] [13] [14] para definir especificamente o corpo de ideias por ele reunidas e codificadas em "O Livro dos Espíritos".[15] Na publicação do livro O Que é o Espiritismo, o codificador a define como uma doutrina que trata da "natureza, origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal e as consequências morais que dela emanam",[16] e fundamenta-se nas manifestações e nos ensinamentos dos espíritos.[17] [18]

Também é compreendida como uma doutrina de cunho científico-filosófico-religioso voltada para o aperfeiçoamento moral do homem, que acredita na possibilidade de comunicação com os espíritos através de médiuns.[19] [20] A doutrina também é conhecida por influenciar e prover um movimento social de instituições de caridade e saúde, que envolve milhões de pessoas em dezenas de países.[14] [21] [22]

O espiritismo tem se expandido e, segundo dados do ano 2005, conta com cerca de 15 milhões de adeptos espalhados entre diversos países,[23] como, Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Bélgica,[24] Estados Unidos, Japão, Alemanha, Argentina, Canadá,[25] e, principalmente, alguns países americanos como Cuba, Jamaica e Brasil, sendo que este tem a maior quantidade de adeptos no mundo.[26] [4] No entanto, vale frisar que é difícil estipular a quantidade existente de espíritas, pois as principais estipulações sobre isso são baseadas em censos demográficos em que se é perguntado qual a religião dos cidadãos, porém nem todos os espíritas interpretam o Espiritismo como religião.[27] [28]

Etimologia e uso[editar | editar código-fonte]

O termo espiritismo (do francês antigo "spiritisme", onde "spirit": espírito + "isme": doutrina) surgiu como um neologismo, mais precisamente uma palavra-valise, criada pelo pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (conhecido por Allan Kardec) para nomear especificamente o corpo de ideias por ele sistematizadas em "O Livro dos Espíritos" (1857).

Contudo, a utilização do termo, cuja raiz é comum a diversas nações ocidentais de origem latina ou anglo-saxônica, fez com que ele fosse rapidamente incorporado ao uso cotidiano para designar tudo o que dizia respeito à alegada comunicação com os espíritos. Assim, por espiritismo, entendem-se hoje as várias doutrinas religiosas e/ou filosóficas que crêem na sobrevivência dos espíritos à morte dos corpos, e, principalmente, na possibilidade de se comunicar com eles, casual ou deliberadamente, via evocações ou espontâneamente. Essa apropriação do termo cunhado por Kardec, por parte de adeptos de outras tradições espiritualistas, é criticada pelos seguidores contemporâneos do pedagogo francês, que o reivindicam para designar a sua doutrina específica.

O termo "kardecista" é repudiado por parte dos adeptos da doutrina que reservam a palavra "espiritismo" apenas para a doutrina tal qual codificada por Kardec, afirmando não haver diferentes vertentes dentro do espiritismo, e denominam correntes diversas de "espiritualistas"[29] . Estes adeptos entendem que o espiritismo, como corpo doutrinário, é um só, o que tornaria redundante o uso do termo "espiritismo kardecista". Assim, ao seguirem os ensinamentos codificados por Allan Kardec nas obras básicas (ainda que com uma tolerância maior ou menor a conceitos que não são estritamente doutrinários, como a apometria), denominam-se simplesmente "espíritas", sem o complemento "kardecista".[29] A própria obra desaprova o emprego de outras expressões como "kardecista", definindo que os ensinamentos codificados, em sua essência, não se ligam à figura única de um homem, como ocorre com o cristianismo ou o budismo, mas a uma coletividade de espíritos que eles acreditam que se manifestaram através de diversos médiuns naquele momento histórico, e que se esperava que continuassem a comunicar, fazendo com que aquele próprio corpo doutrinário se mantivesse em constante processo evolutivo, o que não se teria verificado, já que as obras básicas teriam permanecido inalteradas desde então. Outra parcela dos adeptos, no entanto, considera o uso do termo "kardecismo" apropriado.[30] O uso deste termo é corroborado por fontes lexicográficas como o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa[31] , o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa[32] , o Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa[33] e o Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa.[34]

As expressões nasceram da necessidade de alguns em distinguir o "espiritismo" (como originalmente definido por Kardec) dos cultos afro-brasileiros, como a Umbanda. Estes últimos, discriminados e perseguidos em vários momentos da história recente do Brasil, passaram a se auto-intitular espíritas (em determinado momento com o apoio da Federação Espírita Brasileira[35] ), num anseio por legitimar e consolidar este movimento religioso, devido à proximidade existente entre certos conceitos e práticas destas doutrinas. Seguidores mais ortodoxos de Kardec, entretanto, não gostaram de ver a sua prática associada aos cultos afro-brasileiros, surgindo assim o termo "espírita kardecista" para distingui-los dos que passaram a ser denominados como "espíritas umbandistas".

História[editar | editar código-fonte]

Busto de Allan Kardec, o codificador e sistematizador da Doutrina Espírita.

Durante o século XIX houve uma grande onda de manifestações mediúnicas nos Estados Unidos e na Europa. Estas manifestações consistiam principalmente de ruídos estranhos, pancadas em móveis e objetos que se moviam ou flutuavam sem nenhuma causa aparente. No final dos anos 1840 destacou-se o suposto caso das Irmãs Fox, nos EUA.

Em 1855, o professor Denizard Rivail, que depois adotou o pseudônimo de Allan Kardec, pretendia investigar o fenômeno que muitas pessoas afirmavam ter experimentado na época, das mesas girantes ou dança das mesas, em que mesas e objetos em geral pareciam animar-se com uma estranha vitalidade. Apesar de iniciais afirmações bastante duvidosas em relação ao fenômeno "Eu crerei quando vir e quando conseguirem provar-me que uma mesa dispõe de cérebro e nervos, e que pode se tornar sonâmbula; até que isso se dê, deem-me a permissão de não enxergar nisso mais que um conto para dormir em pé",[36] assegura-se que após dois anos de pesquisas, não tinha constatado um motivo para englobar todos os acontecimentos dessa ordem no âmbito das falácias e/ou charlatanices. Pessoalmente convencido não só da realidade do fenômeno, que considerou essencialmente real apesar das mistificações existentes, mas também acreditando que eles eram realmente causados por influência de espíritos, Rivail, passou a promover novos métodos de estudo para a identificação deste e outros fenômenos do tipo mas sagrou-se principalmente a divulgar suas concepções sobre consequências ético-morais a eles relacionadas. Como chegou a afirmar, "O verdadeiro Espírita não é aquele que crê nas manifestações, mas aquele que aproveita o ensinamento dado pelos Espíritos. De nada serve crer, se a crença não o faz dar um passo à frente no caminho do progresso, e não o torna melhor para o seu próximo".[37] [38]

Quanto à sua formação, foi discípulo de Pestalozzi (discípulo por sua vez de Rousseau) e membro de diversas sociedades acadêmicas.[14] [36] [39] O seu principal intuito como espírita era dar algum suporte à espiritualidade humana numa época em que a ciência avançava a passos largos e as religiões perdiam cada vez mais adeptos. Kardec julgava ter encontrado um novo modo de pensar o real, que uniria, de forma ponderada, a ascendente ciência e a decadente religião. Assim, Kardec defendia que fazia uso do empirismo científico para investigar os fenômenos, da racionalidade filosófica para dialogar com o que presumiu serem espíritos e analisar suas proposições, e buscou extrair desses diálogos consequências ético-morais úteis para o ser humano. Surgia aí, mais precisamente em 18 de abril de 1857, a doutrina espírita, sistematizada na primeira edição de O Livro dos Espíritos.

Nos Estados Unidos, desde os primórdios de seu aparecimento, o Espiritismo tem sido mais comumente denominado "Moderno Espiritualismo", em face da introdução de um caráter científico-filosófico-religioso novo nas ideias já existentes do espiritualismo. Nos países de língua inglesa, assim como boa parte da europa, o espiritismo ainda é considerado, primordialmente, uma ciência de observação dos fenômenos espiritualistas (uma espécie de "espiritualismo científico ou experimental") e, muito menos, como uma religião.[40] O Espiritualismo norte-americano e inglês evoluiu de forma bem diferente do que é conhecido como Espiritismo ou Doutrina Espírita, conforme codificado por Allan Kardec.[41]

Primeiras observações[editar | editar código-fonte]

Diversas personalidades famosas compareciam às sessões mediúnicas de Daniel Dunglas Home no séc. XIX.[42]

Segundo os seguidores da Doutrina Espírita, os fenômenos mediúnicos seriam universais e teriam sempre existido, inclusive com fartos relatos na Bíblia[nota 1] . Entre outros, os espíritas citam como exemplos mediúnicos bíblicos a proibição de Moisés à prática da "consulta aos mortos", que seria uma evidência da crença judaica nessa possibilidade, já que não se interdita algo irrealizável[43] ; a consulta de Saul, primeiro rei do antigo Reino de Israel, à Bruxa de Endor, em I Samuel 28:1-25, que vê e ouve o Espírito desencarnado de Samuel, o último dos juízes de Israel e o primeiro dos profetas registrados na história do seu povo; a comunicação de Jesus com Moisés e Elias no Monte Tabor na Transfiguração de Jesus (Mateus 17:1-9).

Na filosofia antiga também há exemplos: nos Diálogos de Platão, este fala sobre o daimon ou gênio que acompanharia Sócrates.

Muitos espíritas adotam a data de 31 de março de 1848 (início dos acontecimentos mediúnicos na residência das Irmãs Fox em Hydesville, EUA) como o marco inicial das modernas manifestações mediúnicas, alegadamente mais ostensivas e frequentes do que jamais ocorrera, o que levou muitos pesquisadores a se debruçarem sobre tais fenômenos.[44] No entanto, para Sir Arthur Conan Doyle e vários outros espíritas, o marco inicial das modernas manifestações mediúnicas foi na verdade Emanuel Swedenborg, polímata sueco do século XVII. Segundo Conan Doyle, a espiritualidade de Swedenborg marcou o início da era em que fenômeno mediúnico deixou de ter caráter esporádico, para transformar-se numa espécie de "invasão espiritual organizada" na Terra.[45]

Estudo sobre as mesas girantes[editar | editar código-fonte]

Salão parisiense com as "mesas girantes" (revista "L'Illustration", 1853).

Segundo os biógrafos, Allan Kardec foi convidado por Fortier, um amigo estudioso das teorias de Mesmer, a verificar o fenômeno das mesas girantes com a disposição de observar e analisar os fenômenos que despertavam curiosidade no século XIX.

As primeiras manifestações tidas como mediúnicas aconteceram por meio de mesas se levantando e batendo, com um dos pés, um número determinado de pancadas e respondendo, desse modo, sim ou não, segundo fora convencionado, a uma questão proposta.

Kardec, analisando esses fenômenos, concluiu que não havia nada de convincente neste método para os céticos, porque se podia acreditar num efeito da eletricidade, cujas propriedades eram pouco conhecidas pela ciência de então. Foram então utilizados métodos para se obter respostas mais desenvolvidas por meio das letras do alfabeto: o objeto móvel, batendo um número de vezes corresponderia ao número de ordem de cada letra, chegando, assim, a formular palavras e frases respondendo às perguntas propostas.

Kardec concluiu que a precisão das respostas e sua correlação com a pergunta não poderiam ser atribuídas ao acaso. O ser misterioso que assim respondia, quando interrogado sobre sua natureza, declarou que era um espírito ou gênio, deu o seu nome e forneceu diversas informações a seu respeito.

Continuadores da Doutrina Espírita[editar | editar código-fonte]

São continuadores da doutrina e de fundamental importância para sua expansão: Arthur Conan Doyle,[46] Albert de Rochas, Alexandre Aksakof, Amalia Domingo Soler, Bezerra de Menezes, Camille Flammarion, Cairbar Schutel, Cesare Lombroso, Chico Xavier, Deolindo Amorim, Divaldo Franco, Ernesto Bozzano, Eurípedes Barsanulfo, Gabriel Delanne, Gustave Geley, Haroldo Dutra Dias, Herculano Pires, Hernani G. Andrade, Hermínio C. Miranda, Léon Denis, Oliver Lodge, Raul Teixeira, Paul Gibier, Vera Kryzhanovskaia, Waldo Vieira,[47] William Crookes, Yvonne Pereira, Zilda Gama, entre outros.[48]

Princípios[editar | editar código-fonte]

"Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei", em francês no túmulo de Kardec.

Nascido no século XIX, no dia 18 de Abril de 1857, com a publicação de O Livro dos Espíritos, o Espiritismo se estruturou a partir de pretensos diálogos estabelecidos com espíritos desencarnados que, se manifestando por meio de médiuns, discorreram sobre temas científicos, religiosos e filosóficos sob a ótica da moral cristã, ou seja, tendo por princípio o amor ao próximo, trazendo à luz novas perspectivas sobre diversos temas de grande relevância filosófica e teológica. Desta forma foi estabelecido um dos preceitos básicos do espiritismo que é a importância da caridade (Lema: Fora da caridade não há salvação) entendida como sendo a benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros e perdão das ofensas.

O Espiritismo pretende chegar à compreensão da realidade mediante a integração entre as três formas clássicas de conhecimento, que seriam a ciência, a filosofia e a religião. A doutrina espírita se propõe, assim, a estabelecer um diálogo entre as três, visando à obtenção de uma forma original que, a um só tempo, fosse mais abrangente e mais profunda, para desta forma melhor compreender a realidade.[6] [49] Kardec sintetiza o conceito com a célebre frase: “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão em todas as épocas da humanidade[50] .

Segundo o filósofo espírita Herculano Pires, "Filosofia Espírita, como disse Kardec, pertence genericamente ao que costumamos chamar Filosofia Espiritualista, porque a sua visão do Universo não se prende à Matéria, mas vai até o Espírito, que considera como causa de tudo o que percebemos no plano material. Englobando na sua interpretação cosmológica a Ciência Espírita, e tendo como conseqüência a Religião Espírita, a Filosofia Espírita encerra em si mesma toda a doutrina."[49] [38]

É importante ressaltar ainda que, quem quer que acredite haver em si alguma coisa mais do que os elementos integrantes do universo natural - matéria e radiação - acreditando assim em quaisquer entidades transcendentes ao universo tangível é, por definição, espiritualista, independente de sua religião, sendo, portanto, o espiritualismo enquanto oposição ao materialismo, o pilar fundamental da maioria das doutrinas religiosas. No caso do espiritismo, a principal diferença entre esta doutrina e a maioria das demais religiões é sua crença na possibilidade de comunicação entre o mundo corporal e o mundo espiritual, contudo, a fé nesta possibilidade de comunicação gera grande confusão por parte dos leigos entre a doutrina espirita e as religiões afro-brasileiras, contudo, cada uma delas possui origens completamente distintas umas das outras.

Allan Kardec, em "Obras Póstumas", propõe que o espiritismo seja uma doutrina natural, passível de ser interpretada ou não como religião pelos homens, isto é, capaz de colocar o homem – ou o espírito – diretamente em relação com Deus.

Quadro retratando a Evolução espiritual, segundo a ótica da Doutrina Espírita.

Fundamentos principais[editar | editar código-fonte]

A doutrina espírita, de modo geral, fundamenta-se nos seguintes pontos (princípios):[51] [52] [53]

  • Existência e unicidade de Deus, rejeitando o dogma da Santíssima Trindade (Conforme está na primeira questão de "O Livro dos Espíritos" - "Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas". Também é algo e não alguém[54] );
  • O universo é criação de Deus, incluindo todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais, que por sua vez, todos estão destinados a lei do progresso;
  • Existência e imortalidade do espírito, compreendido como individualidade inteligente da Criação Divina que está ligado ao corpo físico através de um conectivo "semimaterial" denominado de perispírito;
  • Volta do espírito à matéria (reencarnação), tantas vezes quanto necessário, como o mecanismo natural para se alcançar o aperfeiçoamento material e moral. No entanto, para a doutrina, a perfeição que a Humanidade é suscetível atingir é relativa pois apenas Deus possui a perfeição absoluta, infinita em todas as coisas. Os espíritas rejeitam a crença na metempsicose;
  • Conceito de "criação igualitária" de todos os espíritos, "simples e ignorantes" em sua origem, e destinados invariavelmente à perfeição, com aptidões idênticas para o bem ou para o mal, dado o livre-arbítrio;
  • Possibilidade de comunicação entre os espíritos encarnados ("vivos") e os espíritos desencarnados ("mortos"), por meio da mediunidade (também denominada comunicabilidade dos espíritos). Essa comunicação é realizada com o auxílio de pessoas com determinadas capacidades - os médiuns como, por exemplo, na chamada "escrita automática" (psicografia).[55] ;
  • Lei de causa e efeito, compreendida como mecanismo de retribuição ética universal a todos os espíritos, segundo a qual nossa condição atual é resultado de nossos atos passados e nossos pensamentos, palavras e atos constroem diariamente nosso futuro (Quem semeia o bem, colhe o bem. Quem semeia o mal, colhe o mal);
  • Pluralidade dos mundos habitados materiais e espirituais: a Terra não é o único planeta com vida inteligente no universo, bem como os planetas possuem mundos espirituais habitados (por exemplo, Umbral, colônias espirituais e os planos espirituais superiores);
  • Jesus, criado por Deus, é o guia e modelo para toda a humanidade.[56] Segundo o espiritismo, a moral cristã contida nos evangelhos canônicos é o maior roteiro ético-moral de que o homem possui, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela humanidade.[57]
  • Fora da caridade não há salvação. Para o espiritismo[15] a caridade consiste em benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros e perdão das ofensas..

Além disso, podem-se citar como características secundárias:[58]

  • A noção de continuidade da responsabilidade individual por toda a existência do espírito;
  • Progressividade do princípio espiritual dentro do processo evolutivo em todos os níveis da natureza;
  • Ausência total de hierarquia sacerdotal;
  • Abnegação na prática do bem, ou seja, não se deve cobrar pela prática da caridade, nem o fazer visando a segundas intenções. Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do evangelho: “Dai de graça o que de graça recebestes”;
  • Uso de terminologia e conceitos próprios, como, por exemplo, perispírito, mediunidade, centro espírita;
  • Total ausência de exorcismos, fórmulas, palavras sacramentais, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais, amuletos, talismãs, culto ou oferenda a imagens ou altares, danças, procissões ou atos semelhantes, paramentos, andores, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso e fumo, práticas exteriores ou quaisquer sinais materiais;
  • Ausência de rituais institucionalizados, a exemplo de batismo, culto ou cerimônia para oficializar casamento;
  • Incentivo ao respeito para com todas as religiões e opiniões.
  • Ter uma fé raciocinada, rejeitando a fé cega que não utiliza o raciocínio lógico em suas crenças.

Obras básicas[editar | editar código-fonte]

A seguir são apresentadas algumas das principais obras publicadas por Allan Kardec, entre as quais encontram-se as chamadas obras básicas do espiritismo.

Publicação de O Livro dos Espíritos de 1860 em Paris.
Publicação do livro O Que é o Espiritismo? de 1868 em Paris.
  • O Livro dos Espíritos

O Livro dos Espíritos[59] , publicado em 1857, nele estão contidos os princípios fundamentais da Doutrina Espírita

  • O Livro dos Médiuns

O Livro dos Médiuns[60] , ou "Guia dos Médiuns e dos Evocadores", foi publicado em 1861 e versa sobre o caráter experimental e investigativo do espiritismo, visto como ferramenta teórico-metodológica para se compreender uma "nova ordem de fenômenos", até então jamais considerada pelo conhecimento científico: os fenômenos ditos espíritas ou mediúnicos, que teriam como causa a intervenção de espíritos na realidade física.

  • O Evangelho Segundo o Espiritismo

O livro O Evangelho Segundo o Espiritismo[61] , publicado em 1864, avalia os evangelhos canônicos sob a óptica da doutrina espírita, tratando com atenção especial a aplicação dos princípios da moral cristã e de questões de ordem religiosa como a prática da adoração, da prece e da caridade.

  • O Céu e o Inferno

O livro O Céu e o Inferno[62] , ou "A Justiça Divina segundo o Espiritismo", foi publicado em 1865 e compõe-se de duas partes: na primeira, Kardec realiza um exame crítico da doutrina católica sobre a transcendência, procurando apontar contradições filosóficas e incoerências com o conhecimento científico superáveis, segundo ele, mediante o paradigma espírita da fé raciocinada. Na segunda, constam dezenas de diálogos que teriam sido estabelecidos entre Kardec e diversos espíritos, nos quais estes narram as impressões que trazem do além-túmulo.

  • A Gênese

O livro A Gênese[63] , ou "Milagres e as Predições segundo o Espiritismo", foi publicado em 1868 e aborda diversas questões de ordem filosófica e científica, como a criação do universo, a formação dos mundos, o surgimento do espírito e a natureza dos ditos milagres, segundo o paradigma espírita de compreensão da realidade.

Além destas obras, outras são adicionadas como complementares[editar | editar código-fonte]

  • O Que é o Espiritismo?

O livro O Que é o Espiritismo?, publicado em 1859, é uma introdução didática sobre o espiritismo.

  • Revue Spirite

O periódico Revue Spirite, voltado exclusivamente a assuntos relacionados ao Espiritismo, foi fundado por Kardec e dirigido por ele até a data de seu falecimento (1869). Já teve a participação de várias personalidades expoentes da doutrina e atualmente sua publicação é trimestral.

  • Obras Póstumas

O livro Obras Póstumas, publicado postumamente em janeiro de 1890, pelos dirigentes da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, trata-se de uma compilação de escritos inéditos do codificador da doutrina espírita, Allan Kardec, com anotações sobre os bastidores da criação da doutrina e que auxiliam a sua compreensão.

Relação entre fenômenos espíritas e a ciência[editar | editar código-fonte]

Método Cientifico e "Ciência Espírita"[editar | editar código-fonte]

Nos primeiros anos do Espiritismo, o naturalista Alfred Russel Wallace investigou sessões mediúnicas e se tornou espírita.

A investigação científica dos fatos e causas dos pretensos fenômenos mediúnicos é objeto de intenso estudo, principalmente pela Parapsicologia.[64] [65] [66] Investigações científicas sobre mediunidade e outros "fenômenos espirituais" defendidos pelo Espiritismo ocorreram/ocorrem inclusive em âmbito universitário,[67] [68] [69] mas apesar de muitos cientistas, inclusive renomados,[70] [45] [71] já terem afirmado que evidenciaram a existência de fenômenos do tipo em suas pesquisas, através do método científico a existência de espíritos não encontra-se estabelecida, tampouco provada.[72] [73]

Existe certamente uma diversidade de alegadas práticas que vêm suscitando curiosidade dos pesquisadores de "fenômenos espirituais" em geral - a exemplo a psicografia, desdobramento espiritual, experiência de quase morte, Fenómeno da voz eletrónica, retrocognição, premonição, incorporação, psicofonia, psicometria, xenoglossia, obsessão espiritual, medicina espiritual, clarividência, clariaudiência, poltergeist, psicopictografia, fotografia espírita, filmagem espírita, ectoplasmia, telepatia, psicoquinesia, levitação, radiestesia, etc.

Frente a essa diversidade de fenômenos é que Kardec, no preâmbulo de "O que é o Espiritismo", afirma que o espiritismo "é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal", e é dentro dessa perspectiva é que define-se o que naquele momento se chamou de "ciência espírita"[nota 2] , tendo esta por objeto central de estudo o espírito e por metodologia um conjunto de princípios teórico-metodológicos próprios que, ao menos em definição, far-se-iam sempre compatíveis com o estabelecido pela ciência propriamente dita - via método científico[nota 3] .

É fazendo-o sempre com base nos princípios metodológico-teóricos acima definidos, sempre esmerando-se em distinguir os acontecimentos que considerava legítimos daqueles verossímeis de charlatanismo e daqueles oriundos da simples imaginação superexcitada pela , que Kardec analisou, na "Revue Spirite" (Revista espírita) - dirigida por ele até sua morte - vários dos relatos de fenômenos aparentemente mediúnicos oriundos de diversas partes do mundo.

É diante do acima exposto que mostra-se importante frisar que o termo "ciência", quando associado ao espiritismo, transcende a "ciência" que se encontra atrelada a cadeiras como física, química, biologia ou qualquer das demais cadeiras que integram as ditas ciências naturais - ou mesmo as ciências sociais - áreas últimas também condizentes, ao menos em princípio, com a definição estrita de "ciência", onde um estudo científico - uma teoria científica - deve necessariamente obedecer a todas as delimitações e restrições definidas pelo método científico. Ressalta-se assim que os aludidos fatos defendidos pelos seguidores da doutrina como verídicos, embora tenha sobrevivido ao escrutínio de veracidade mediante testes definidos pela metodologia própria à doutrina, não sobrevivem os escrutínios condizentes apenas com o método científico, e nenhum deles implicou, até a presente data, fato científico propriamente dito. Mesmo esforçando-se para manter-se em consonância com essa, espiritismo não é, frente ao rigor da definição, ciência.[nota 4] [nota 5] [74] [75]

Jim Tucker, M.D., é um dos cientistas continuadores da famosa pesquisa de Ian Stevenson que defende conceitos como reencarnação e mediunidade.

Allan Kardec buscou certamente incorporar o método científico na metodologia inerente ao fundar o Espiritismo, contudo não restringiu os pilares da Doutrina à ciência, definindo-a também sobre pilares da religião e filosofia; e é por não tê-lo seguido de forma única que muitos céticos classificam o Espiritismo como uma pseudociência ou superstição[72] [73] . Mesmo não considerados ciência em sentido estrito, justamente por serem sustentados também por pilares filosófico-religiosos, os fenômenos espíritas foram e ainda são, contudo, objetos de estudos para um número bem expressivo de pesquisadores[76] [77] [78] [79] ao redor do mundo; e dentre os que estudaram/estudam "fenômenos espirituais" através da metodologia inerente ao Espiritismo, muitos alegaram/alegam inclusive dispor de fortes evidências para corroborar de forma bem próxima à científica estrita vários dos princípios espíritas. Por exemplo, há uma pesquisa efetuada mundialmente pelo falecido professor de psiquiatria canadense da Universidade da Virgínia, Ian Stevenson, desde os anos 1960 até 2007, com mais de três mil estudos de casos que sustentaria não apenas a existência de espíritos como também a mediunidade, o desdobramento espiritual e a reencarnação, nomeadamente com a publicação de Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação (1966).[80] [81] [82] [83] Os médicos psiquiatras Jim Tucker e Bruce Greyson continuam o trabalho de Stevenson relacionado a espiritualidade.[84]

O norte-americano Dr. Raymond Moody é outro cientista muito aclamado por seus estudos que defendem conceitos espíritas, ele é autor do best seller Vida Depois da Vida e é considerado o principal responsável pelo surgimento do interesse popular nas experiências de quase morte.[85] [86] [48]

Mesmo que estudados por várias personalidades de renome que acabaram por contribuir de outras formas, significativas ou não, à ciência em sua acepção moderna, as metodologias utilizadas pelas correntes espíritas são até hoje diferentes ou transcendem o método científico, e por tal o espiritismo permanece, hoje mais do que outrora, notoriamente muito mais atrelado às religiões do que às academias científicas propriamente ditas.[87]

Concluindo-se que o Espiritismo tenha importado, a fim de estruturar seu corpo de conhecimento, muito da metodologia científica, mostra-se importante ressaltar que ele desenvolve-se sobre princípios que transcendem os rigores dessa metodologia, de forma que vários dos resultados e fenômenos dentro do Espiritismo entendidos como válidos perante sua metodologia própria não se sustentam frente à metodologia científica - essa estabelecida com base e princípios certamente mais rigorosos e restritivos. Quando o termo ciência é usado com acepção estrita (acadêmica), tais extrapolações ao método cientifico, embora internamente úteis ao validarem vários preceitos da doutrina, impedem a classificação do Espiritismo como ciência; e essa doutrina não constitui cadeira científica, mesmo compartilhando com a ciência de outrora o estudo de vários fenômenos, e nela encontrando-se por vezes referências frequentes a vários cientistas de renome. O termo ciência a vigorar junto ao espiritismo caracteriza-se por acepção lata e não estrita na grande maioria dos casos, sobretudo na atualidade.

Muitos cientistas e intelectuais renomados empenharam-se em investigações sobre a mediunidade e suas implicações para as relações mente-cérebro, entre eles: Allan Kardec, Alexander Moreira-Almeida, Alfred Russel Wallace, Alexandre Aksakof, Cesare Lombroso, Camille Flammarion, Carl Jung, Cesare Lombroso, Charles Richet, Gabriel Delanne, Frederic Myers, Hans Eysenck, Henri Bergson, Ian Stevenson, J. J. Thomson, J. B. Rhine, James H. Hyslop, Johann K. F. Zöllner, Lord Rayleigh, Marie Curie, Oliver Lodge, Pierre Curie, Pierre Janet, Théodore Flournoy, William Crookes, William James e William McDougall.[88] [89]

Medicina[editar | editar código-fonte]

Em termos de Medicina, indivíduos com sintomas como audição ou visão de espíritos já foram apontados como sendo portadores de transtornos mentais mas há muito, com as atualizações da Classificação internacional de doenças, a Medicina reconhece que esses sintomas não possuem necessariamente causas patológicas.[90] É importante também lembrar que a Organização Mundial de Saúde define "saúde" como o "estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas como a ausência de doença ou enfermidade",[91] definição que não sofreu emendas desde a fundação da Organização, em 1948[92] .

A Classificação internacional de doenças (CID) em sua décima atualização, a CID-10, prevê, em seu item F.44.3 os chamados "Estados de transe e de possessão", definidos como:

"Transtornos caracterizados por uma perda transitória da consciência de sua própria identidade, associada a uma conservação perfeita da consciência do meio ambiente."

Contudo, explicitamente descreve em alínea seguinte:

"Devem aqui ser incluídos somente os estados de transe involuntários e não desejados, excluídos aqueles de situações admitidas no contexto cultural ou religioso do sujeito.[93]

Nesse sentido é feita a distinção entre o estado de transe normal - a exemplo a hipnose, não mais considerado doença - e o transtorno dissociativo psicótico, uma patologia psiquiátrica. Exclui-se desse item também, entre outros, a esquizofrenia. Evidencia-se também na CID que os estados de transes tidos por espiritualistas como oriundos de "possessões espirituais" - comuns em ambientes religiosos - não são acobertados pelo item F.44.3 citado, e não são considerados patológicos; e apesar da CID reconhecer tais estados de transe ao excluí-los explicitamente, também não aponta "espíritos" como causa de transe algum, mesmo que alguns adeptos espiritualistas insistam em dizer o contrário.[94] [95]

A expressão "possessão" figura no referido item da CID com acepção que remete aos estados de agitação demasiada, de agressividade ou mesmo de fúria; e mediante tal acepção a leitura do item associado em íntegra implica, nitidamente, o não reconhecimento da tal causa "espiritual" (vide alínea). Argumento em favor da asserção inicial deriva também do fato de que o reconhecimento de tal causa pela Organização Mundial de Saúde implicaria a inserção compulsória dessa na CID bem como a necessidade de tratamento ou acompanhamento específicos visto serem tais estados de "possessão" prontamente reconhecidos, antes de mais nada pelos próprios espiritualistas, como situações muitas vezes prejudiciais à saúde do "possuído" e que requerem por tal tratamento ou mesmo acompanhamento "espiritual" imediato, tratamentos esses certamente fornecidos - segundo suas crenças - pelos referidos grupos ou autoridades religiosas capacitadas junto aos seus templos ou ambientes de reuniões; contudo não definidos, estabelecidos, tampouco cogitados pela Organização Mundial de Saúde.[96] [97] [98]

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, em sua quarta revisão (1994), incluiu advertência contra a interpretação equivocada de experiências espirituais ou religiosas como transtornos mentais e distinguiu desses transtornos mentais uma outra categoria de problemas classificados como “outras circunstâncias que podem ser foco de atenção clínica”, incluindo-se a isto uma subcategoria específica denominada “problemas espirituais ou religiosos”, para a orientação de profissionais da saúde no diagnóstico e tratamento de alguns possíveis problemas não-patológicos dos pacientes.[99]

Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, conhecido como "O Médico dos Pobres" e "O Kardec Brasileiro".[100]

Em resumo, embora evoluindo gradualmente e já reconhecendo a influência do estado de espírito na saúde e bem-estar, verifica-se que, sendo uma cadeira científica, a medicina mantém-se alinhada com a metodologia científica, e a existência de espíritos ainda transcende também a medicina moderna[72] [73] . Contudo, em virtude do crescente reconhecimento da importância do estado de espírito à saúde, muitas escolas médicas ao redor do mundo oferecem cursos que alegam unir medicina a aspectos espirituais e/ou relacionados à fé. Segundo a Associação Médica Americana (AMA - American Medical Association), em 1992, 2% de todas as escolas médicas dos EUA ofereciam cursos relacionados à espiritualidade. Em 2004 esse número cresceu para 67%, o que significa que dos 150 cursos de medicina lá existentes, 100 deles incluíam no currículo algum conteúdo relacionado à medicina e espiritualidade.[101]

A relação do Espiritismo em si com a medicina é profunda, estando presente em muitos livros espíritas e havendo inclusive a Associação Médico-Espírita Internacional, que congrega associações médico-espírita de diversos países. O Espiritismo constitui um amplo movimento internacional de instituições de caridade e saúde, como se constata principalmente através da existência de tais associações, inúmeros hospitais e centros espíritas e uma notória promoção da homeopatia.[14] [102]

O médico e político Dr. Bezerra de Menezes, espírita, escreveu o clássico livro "A Loucura sob Novo Prisma", buscando principalmente relacionar a questão dos transtornos mentais com o Espiritismo e assim promover a aplicação de meios mais eficazes de tratamento no campo da saúde mental.[103]

Atualmente o psiquiatra e parapsicólogo Dr. Alexander Moreira-Almeida, coordenador da Seção de Espiritualidade, Religiosidade e Psiquiatria da Associação Mundial de Psiquiatria (WPA - World Psychiatric Association), é um dos principais nomes no estudo científico da relação entre saúde e experiências espirituais, principalmente a mediunidade.[104] [105] [89]

Relação entre Espiritismo e posições religiosas[editar | editar código-fonte]

Não há consenso entre os espíritas sobre o Espiritismo ser ou não uma religião,[27] [28] apesar da doutrina constar como religião em pesquisas demográficas. A causa disto é o tríplice aspecto do Espiritismo que permite classificá-lo como "ciência-filosofia-religião",[6] [7] [8] [9] [10] desta forma um conhecimento triplo que permite a união dessas três formas de pensamento. O médium e filantropo espírita Chico Xavier define e completa a ideia da seguinte forma — De maneira que se tirarmos a religião do Espiritismo fica um corpo sem coração, se tirarmos a ciência fica um corpo sem cabeça e se tirarmos a filosofia fica um corpo sem membros.'[106] [28] No preâmbulo do livro "O Que É o Espiritismo?", Allan Kardec afirma que o Espiritismo é, ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que emanam essas mesmas relações. Há ainda quem conteste o aspecto religioso do Espiritismo, contudo no livro publicado pelo codificador, intitulado "O Espiritismo na sua mais simples expressão",[107] [108] claramente ele assegura: Do ponto de vista religioso o Espiritismo tem por base as verdades fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma, a imortalidade, as penas e as recompensas futuras, sendo, porém, independente de qualquer culto em particular. Seu objetivo é provar àqueles que negam, ou que duvidam, que a alma existe, que ela sobrevive ao corpo e que sofre, após a morte, as consequências do bem e do mal que praticar durante a vida corpórea: o objetivo de todas as religiões.[38] . Kardec ainda esclarece que Espiritismo é religião no Discurso de Abertura da Sessão Anual Comemorativa do dia dos Mortos (Sociedade de Paris, 1º de novembro de 1868), em que diz: Se é assim, perguntarão, então o Espiritismo é uma religião? Ora, sim, sem dúvida, senhores! No sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós nos vangloriamos por isto, porque é a Doutrina que funda os vínculos da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre bases mais sólidas: as próprias leis da Natureza.[109]

A posição oficial da Igreja Católica proíbe terminantemente aos seus fiéis assistir a sessões mediúnicas realizadas ou não com auxílio de médiuns espíritas - mesmo que estes pareçam ser honestos ou piedosos - quer interrogando os espíritos e ouvindo suas respostas, quer assistindo por mera curiosidade. Posições similares têm as religiões protestantes.

A Doutrina Espírita, por sua vez, afirma respeitar todas as religiões e doutrinas, e valorizar todos os esforços para a prática do bem e diz trabalhar pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens,[110] embora rejeite firmemente, reitere-se, dogmas fundamentais das outras religiões monoteístas; no caso particular do cristianismo, destacam-se o da divindade de Cristo, o da Santíssima Trindade, o da salvação/justificação pela graça (mais que pelas obras/esforços individuais), e o da existência e importância da Igreja como entidade espiritual, não apenas humana.

Cristianismo[editar | editar código-fonte]

Cristianismo e Espiritismo, livro de 1898 do filósofo Léon Denis, que liga a moral cristã e as leis morais do Espiritismo.

A doutrina espírita adota a moral cristã[nota 6] , apesar de suas concepções teológicas diferenciadas. Para os espíritas, nome dado aos seguidores do Espiritismo, Jesus Cristo se trata do espírito mais elevado a já ter encarnado na Terra[111] , bem como o modelo de conduta para o auto-aperfeiçoamento humano, tendo provado, pela prática da caridade absoluta e pela sua própria encarnação, que o homem pode suportar as provas necessárias para a sua elevação espiritual.

Os espiritistas (tradução muito usada durante as primeiras décadas do século XX para o neologismo francês spirite) ou espíritas, afirmam-se cristãos e atribuem à doutrina espírita o caráter de uma doutrina cristã, já que consideram seguir os ensinamentos morais de Jesus. Entretanto, essa associação entre o espiritismo e o cristianismo é contestada pelas religiões de tradição judaico-cristã, sob a alegação de que, embora partilhem de valores morais semelhantes, a rejeição espírita a diversos dogmas bíblicos e teológicos preconizados por elas inviabilizaria a conceituação do espiritismo como cristão.

Os espíritas fundamentam sua defesa do caráter cristão da doutrina espírita no fato de Allan Kardec defender que a moral cristã, isenta dos dogmas de fé a ela associados, seria o que de mais próximo a um código de ética divino e racional o homem possui. Os espíritas argumentam que os dogmas foram elaborados ao longo dos séculos pela Igreja Católica, não sendo, por isso, necessário segui-los para ser cristão. Além disso, o item 625 d'O Livro dos Espíritos afirma ser Jesus o maior exemplo moral de que dispõe a humanidade, apesar de o espiritismo negar a ele qualquer carácter efetivamente divino.[112]

A professora Dora Incontri, pós-doutorada pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, também defende o caráter cristão da doutrina espírita, apontando, na proposta estruturada por Allan Kardec, um novo modelo de religião, alheio a dogmas, fórmulas, hierarquias sacerdotais e baseado eminentemente no aspecto ético-moral do indivíduo. Considera ainda Jean-Jacques Rousseau e Johann Heinrich Pestalozzi como os dois grandes precursores da ideia de uma "religiosidade natural", predominantemente moral, e defende que "evidenciou-se com a publicação de "O Evangelho segundo o Espiritismo" e de "O Céu e o Inferno" que, embora não o confessasse, ele [Kardec] estava fazendo uma nova leitura do Cristianismo".[113]

O conceito bíblico[editar | editar código-fonte]

Sermão da Montanha[editar | editar código-fonte]

As bem-aventuranças são 9 ensinamentos que Jesus proferiu no Sermão da Montanha, segundo o Novo Testamento (Mateus 5:1-12). Para o espiritismo estes ensinamentos são de grande importância, a seguir serão apresentados sobre a óptica espírita.

«Bem aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus» (Mateus 5:3). No entender da doutrina espírita, Jesus promete o reino dos céus aos simples e humildes em referência as qualidades morais do indivíduo.[114]

«Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados." "–Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados." "–Bem aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus» (Mateus 5:4-10). Segundo o espiritismo, somente na vida futura podem efetivar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra. A fé no porvir pode consolar e infundir paciência no espírito que suporta as diversas anomalias terrestres com calma e resignação. Todavia não justifica as causas da diversidade dos males, das desigualdades entre o vício e a virtude, das deformidades e dos flagelos naturais. As vicissitudes da vida podem dividir-se em duas partes de acordo com a ótica espírita: umas tem suas explicações na vida presente, enquanto outras se encontram fora desta vida. Esta ultima causa na visão espírita é explicada pela pluralidade das existências em que o espírito encarnado paga os males que cometeu em vidas anteriores.[115]

«Bem aventurados os que têm puro o coração, porquanto verão a Deus» (Mateus 5:8). A pureza do coração assemelha-se ao principio da simplicidade e humildade, que exclui toda ideia de orgulho e de egoísmo. Segundo o espiritismo, o emblema de pureza que Jesus toma pela infância não deve ser tomado ao pé da letra, "Então lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai que venham a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira nenhuma entrará nele", Marcos 10:13-15. O espírito da criança não podendo ainda manifestar suas tendências para o mal, representa, momentaneamente, a imagem da inocência e da candura assemelhando-se aos espíritos puros. Contudo, as ações [boas ou más] tomadas pelo espirito antes de encarnar irão refletir, pouco a pouco, no seu comportamento como espirito encarnado. Portanto, na medida em que o espírito encarnado vai desenvolvendo sua estrutura física, desenvolve também sua estrutura psíquica que encontra as características comportamentais correspondentes a conduta real do próprio espírito.[116]

«Bem aventurados os brandos, por que possuirão a Terra.» (Mateus 5:5) «Bem-aventurados os pacíficos, por que serão chamados filhos de Deus» (Mateus 5:9). Segundo o espiritismo, Jesus faz da brandura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência, uma lei.[117]

«Bem aventurados os que são misericordiosos, por que obterão misericórdia» (Mateus 5:7). A misericórdia consiste no perdão das ofensas, para a doutrina espírita o sacrifício que mais apraz a Deus é a reconciliação com os adversários, conforme está em Mateus 5:23-24.[118]

Segundo o espiritismo, toda a moral cristã se resume neste axioma:

Cquote1.svg Fora da caridade não há salvação. Cquote2.svg

Reencarnação[editar | editar código-fonte]

Para boa parte das religiões cristãs, a reencarnação está em desconformidade aos ensinamentos da Bíblia, a ressurreição, ao conceito de salvação e do eterno suplício.[119] [120] Exemplificam a passagem do apostolo Paulo que determina o estado de toda a humanidade após a morte. "E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo..." (Hebreus 9:27). Concluindo que o "juízo" refere-se a "condição final" em que todos os humanos serão julgados, vivos e mortos, estes últimos ressuscitarão.

Para a doutrina espírita, entretanto, a reencarnação foi confundida pelo nome de ressurreição, que significa literalmente "voltar à vida", resultando as diversas causas de anfibologia. A crença de que o homem poderia reviver é antiga e fazia parte dos dogmas judeus, porém não era determinado de que maneira o fato iria ocorrer, pois apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e de sua ligação com o corpo.[121] Segundo alguns adeptos do espiritismo, o apostolo Paulo na citação anterior, desvenda a duvida referente à ressurreição e desfaz a crença da volta do espírito no corpo que já está morto para morrer segunda vez no mesmo, sobretudo quando os elementos da matéria orgânica já se acham dispersos e absorvidos pelo tempo, pois todos os homens morrem apenas uma vez a cada existência corpórea.[122] [123] Afirmam ainda que o "juízo" refere-se ao estado individual (não coletivo) que sucede a morte do corpo (erraticidade).[124] Embora não resolva profundamente o problema da ambiguidade diversas passagens bíblicas enfatizam a reencarnação, segundo o espiritismo, em Jó 14:10-14[nota 9] , Marcos 6:14-16, Marcos 9:11-13 e João 3:1-12.

Lei do Progresso[editar | editar código-fonte]

O Juízo Final, representa, segundo a doutrina espírita, o processo de "Regeneração da Humanidade", no qual a Terra sofrerá uma lenta transformação físico-moral, em que se separarão os espíritos que desejam seguir o caminho do bem daqueles que permanecerem no mal — evento simbolizado na Parábola do Julgamento das Nações em Mateus 25:31-46,[125] e pela Parábola do Trigo e do Joio em Mateus 13:24-30.[126] [127] Todavia, essa desagregação não fará com que os "espíritos imperfeitos" permaneçam eternamente no sofrimento (situação semelhante encontrada em Lucas 15)[128] [129] , pois tudo que há no universo está destinado à lei do progresso.[130]

A lei do progresso está intimamente ligada à reencarnação e a lei de causa e efeito. A doutrina espírita explica que, sendo o espírito dotado de livre-arbítrio, este responderá pelo bem ou mal que proporcionar a si mesmo e aos outros. A lei de causa e efeito procura explicar os acontecimentos da vida atribuindo um motivo justo que gera uma consequência proveitosa para o espírito. Através da reencarnação o espírito pode provar as experiências adquiridas na pratica do bem ou reparar o mal que praticou em anteriores encarnações.

Mediunidade[editar | editar código-fonte]

As religiões de matriz judaico-cristã entendem que, com a Lei dada a Moisés no Antigo Testamento, Deus teria interditado à antiga Israel as comunicações com o mundo dos espíritos e o uso de poderes "sobrenaturais" por eles concedidos. "… não haverá no meio de ti ninguém que faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, que interrogue os oráculos, pratique adivinhação, magia, encantamentos, enfeitiçamentos, recorra à adivinhação ou consulte os mortos (necromancia)" (Deuteronômio 18:10-14). Afirmam ainda que essa proibição teria sido confirmada no Novo Testamento, pelas referências contidas nos Evangelhos e no livro de Atos dos Apóstolos aos "espíritos impuros". A citação do apóstolo Paulo em Gálatas 5:20, afirma que quem pratica "feitiçaria" (ou bruxaria, pois o termo grego usado é farmakía) … não herdará o Reino de Deus".

Já para a doutrina espírita, a Bíblia não condena a prática mediúnica em si, pois esta seria fundamentada em um fenômeno natural. A condenação bíblica seria, na verdade, a mesma do movimento espírita: condena-se o uso dos recursos mediúnicos para finalidades frívolas, fraudulentas ou com objetivos de ganhos materiais ou econômicos do médium, já que a mediunidade deve ser gratuita, com o único objetivo de exercer a caridade (vide [[#Primeiras observações|]]).

Ao mesmo tempo, a postura da Doutrina Espírita propõe que se avaliem os textos bíblicos, quando verdadeiramente originais, de forma crítica, levando em conta o seu patamar simbólico, em função dos recursos vocabulares e figuras de linguagem disponíveis à época, em ensinamentos dirigidos a um povo simples e sem repertório, e, consequentemente, desprovido das complexidades e riquezas linguística, cultural e material necessárias para a compreensão de conceitos que nem mesmo o homem atual, como todas as suas aquisições intelectuais, é capaz de compreender em toda a sua profundidade.

Organizações[editar | editar código-fonte]

Federação Espírita Brasileira[editar | editar código-fonte]

Sede da Federação Espírita Brasileira em Brasília.

A Federação Espírita Brasileira foi fundada em 2 de janeiro de 1884, no Rio de Janeiro. Em 2004 completou 120 anos. É uma sociedade civil, religiosa, educacional, cultural e filantrópica, que tem por objeto o estudo, a prática e a difusão do Espiritismo em todos os seus aspectos, com base nas obras da codificação de Allan Kardec e nos Evangelhos canônicos. O Departamento Editorial da FEB possui um catálogo de mais de 400 títulos que passam de 40 milhões de livros vendidos. Todos inspirados na Codificação Kardequiana: romances, mensagens, contos, crônicas, textos científicos e filosóficos, vídeos, apostilas e CDs de canções espíritas.

Conselho Espírita Internacional[editar | editar código-fonte]

O Conselho Espírita Internacional (CEI) é um organismo resultante da união das associações representativas dos movimentos espíritas nacionais e atualmente possui 35 países associados. Foi constituído em 28 de novembro de 1992 em Madrid, na Espanha. Seus objetivos são:

  • Promoção da união solidária e fraterna das instituições espíritas de todos os países e a unificação do movimento espírita mundial;
  • Promoção do estudo e da difusão da Doutrina Espírita em seus três aspectos básicos, quais sejam o científico, o filosófico e o religioso;
  • Promoção da prática da caridade material e moral, conforme ensina a Doutrina Espírita.

O principal evento organizado pelo CEI é o Congresso Espírita Mundial, realizado a cada três anos.

Confederação Espírita Pan-Americana[editar | editar código-fonte]

A Confederação Espírita Pan-Americana, fundada em 5 de outubro de 1946 na Argentina, é uma instituição internacional, que congrega majoritariamente espíritas da América Latina. A CEPA possui instituições adesas e filiadas em diversos países, e defende uma visão laica a respeito do espiritismo. A organização assume posicionamentos polêmicos entre os espíritas, como a desvinculação entre a doutrina e o cristianismo e a necessidade de se atualizar o espiritismo em face da ciência. Desde o dia 13 de outubro de 2000, a sede da CEPA passou a ser Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A atuação da CEPA no Brasil se dá, principalmente, através de eventos promovidos por instituições adesas, como o Fórum do Livre Pensar Espírita e o Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita.

Associação Médico-Espírita Internacional[editar | editar código-fonte]

A Associação Médico-Espírita Internacional (AME – INTERNATIONAL) foi fundada a 4 de junho de 1999, em São Paulo, Brasil. A associação tem como missão congregar as Associações Médico-Espíritas dos diversos países e tem como finalidade o estudo da Doutrina Espírita e de sua fenomenologia, tendo em vista a sua relação e integração com os campos da Ciência, em particular da Medicina, da Filosofia e da Religião. Para cumprir essa missão, estimula ou apóia a realização de estudos, cursos, experiências e pesquisas científicas, visando a aplicação do paradigma médico-espírita. Atualmente a AME-INTERNATIONAL possui 9 países integrados e tem realizado inúmeros eventos em vários países dos continentes americano e europeu.[131]

Espiritismo no mundo[editar | editar código-fonte]

De 1857, ano do lançamento do Livro dos Espíritos, a 1869, ano do falecimento de Kardec, o Espiritismo conseguiu 7 milhões de adeptos.[132] Segundo dados do ano 2005, o Espiritismo possui cerca de 15 milhões de adeptos ao redor do mundo,[133] e segundo dados do ano 2010, o Brasil - país com mais adeptos[4] [134] - conta com cerca de 3,8 milhões de espíritas.[135] [136] O Conselho Espírita Internacional (CEI) tem 36 países membros, sendo eles: Alemanha, Angola, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Cuba, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, França, Guatemala, Holanda, Honduras, Irlanda[137] , Itália, Japão, Luxemburgo[138] , México, Moçambique[139] , Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Reino Unido, Suécia, Suíça, Uruguai e Venezuela.[140]

No Brasil, segundo o Censo demográfico de 2010, o Espiritismo cresceu do ano de 2000 até 2010, com um expressivo aumento de mais de 60% de seguidores, passando de 2,3 milhões para 3,8 milhões de seguidores,[135] tendo a maioria destes, idades entre 50 e 59 anos (3,1%), e na comparação com as demais posições em relação a religião, tendo o maior número de pessoas com taxa de alfabetização (98,6%), ensino superior completo (31,5%) e rendimento acima de 5 salários mínimos (19,7%), além das menores percentagens de indivíduos sem instrução (1,8%) e com ensino fundamental incompleto (15,0%).[136]

Brasil[editar | editar código-fonte]

Selo dos Correios em homenagem ao 1º Centenário do Espiritismo (1957).
Um centro espírita em Santa Catarina.

O Espiritismo chegou ao Brasil em 1865. Teve através de Bezerra de Menezes e Chico Xavier a oportunidade de se popularizar pelo país, espalhando seus ensinamentos por grande parte do território brasileiro. Hoje, o Brasil é o que reúne o maior número de espíritas em todo o mundo. A Federação Espírita Brasileira – entidade de âmbito nacional do movimento espírita – congrega aproximadamente dez mil instituições espíritas, espalhadas por todas as regiões do país. Há várias associações espíritas brasileiras de profissionais específicos, como a Associação Médico Espírita do Brasil, Associação Brasileira de Psicólogos Espíritas, Associação Brasileira de Magistrados Espíritas, Associação Brasileira de Artistas Espíritas, Cruzada dos Militares Espíritas, etc.

Em 2010, o Brasil possuía cerca de 3,8 milhões de espíritas, de acordo com o último censo demográfico[141] de autoria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, realizado no mesmo ano. Com efeito, o IBGE trata os termos Kardecismo e Espiritismo como equivalentes em sua classificação censitária.[142]

Terceiro maior grupo religioso do País, os espíritas são, também, o segmento social que têm maior renda e escolaridade, segundo os dados do mesmo Censo. Os espíritas têm sua imagem fortemente associada à prática da caridade. Eles mantêm em todos os estados brasileiros asilos, orfanatos, escolas para pessoas carentes, creches e outras instituições de assistência e promoção social. Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, é uma personalidade bastante conhecida e respeitada no Brasil.[143] É o autor francês mais lido no país, seus livros já venderam mais de 25 milhões de exemplares em todo o território brasileiro. Se forem contabilizados os demais livros espíritas, todos decorrentes das obras de Kardec, o mercado editorial brasileiro espírita ultrapassa 4.000 títulos já editados e mais de 100 milhões de exemplares vendidos[144] . Os livros espíritas lideram o ranking dos mais vendidos nas principais livrarias do país[145] .

Capitais com maior percentagem de espíritas

Atualizado segundo o Censo brasileiro de 2010[146]

# Capital % da população espírita
1 Florianópolis 7,3%
2 Porto Alegre 7,1%
3 Rio de Janeiro 5,9%
4 São Paulo 4,7%
5 Goiânia 4,3%
6 Belo Horizonte 4,0%
7 Campo Grande 3,6%
8 Recife 3,6%
9 Brasília 3,5%
10 Cuiabá 3,5%

Cuba[editar | editar código-fonte]

Após a legalização das religiões em Cuba, houve um renascimento do Espiritismo, que vinha ocorrendo no país desde o século XIX.

Segundo dados do Ministério das Religiões, no ano de 2011 em Cuba haviam 400 centros espíritas e mais 200 sendo registrados, tornando o país o segundo país mais espírita do mundo, por número de centros. A Associação Médico Espírita de Cuba é a com o maior número de militantes na Associação Médico-Espírita Internacional.[147]

Temática espírita na mídia audiovisual[editar | editar código-fonte]

Várias obras com temática espírita, dentre as quais as do médium e filantropo brasileiro Chico Xavier (imagem), já foram retratadas em diversos filmes, seriados e novelas.

Esta é uma lista das principais obras não-literárias com temática espírita[148] (a lista completa dessas obras encontra-se na página anexa, logo acima):

Cinema[editar | editar código-fonte]

  • O Espiritismo - De Kardec aos Dias de Hoje (1995), filme brasileiro com atuação de Ednei Giovenazzi no papel de Allan Kardec e narrado por Aracy Balabanian, traz uma visão geral sobre os preceitos básicos da Doutrina Espírita e sua contribuição para o progresso e a felicidade do ser humano. O filme abrange desde as obras que compõem a Codificação do Espiritismo por Kardec ao Movimento Espírita do momento em que foi oficialmente lançado;
  • O Filme dos Espíritos (2011), filme brasileiro com o roteiro livremente baseado em "O Livro dos Espíritos" (a 1ª obra da Codificação Espírita). Conta a história do psiquiatra Bruno Alves (Reinaldo Rodrigues), que após perder a mulher vitimada por um câncer, se vê completamente abalado e com vontade de se suicidar até que entra em contato com "O Livro dos Espíritos" iniciando uma jornada em busca de sua felicidade a partir da compreensão da vida espiritual pelo Espiritismo;
  • E a Vida Continua... (2012), filme brasileiro dirigido por Paulo Figueiredo, com base no livro homônimo ("E a Vida Continua...") psicografado por Chico Xavier. Narra a trajetória do casal Ernesto e Evelina após a morte física.

Seriados de TV[editar | editar código-fonte]

  • Medium (2005), produzida pela NBC cuja personagem principal utiliza sua mediunidade como auxílio a um promotor público na resolução de crimes. O seriado baseia-se na vida da médium norte-americana Allison DuBois, sobretudo em sua obra "Don't Kiss Them Good-Bye"[153] ;
  • Ghost Whisperer (2005), produzida pela CBS cuja personagem principal - uma médium - auxilia espíritos com "assuntos inacabados" a "fazer a travessia" para a "luz". O seriado baseia-se nas atividades do médium norte-americano James Van Praagh, um dos seus produtores;
  • Chico Xavier (2011), microsseriado biográfico exibido e co-produzido pela Rede Globo com produção da Lereby exibido entre 25 e 28 de janeiro a partir do filme homônimo. O seriado conta a trajetória do médium e filantropo Chico Xavier, o maior divulgador do Espiritismo no País;
  • A Gifted Man (2011), produzida pela CBS em que um renomado médico cirurgião viúvo tenta mudar sua personalidade após passar a interagir com o espírito de sua falecida ex-esposa[155] .

Telenovelas[editar | editar código-fonte]

Logo da telenovela A Viagem (1994) da Rede Globo
  • Alma Gêmea (2005), produzida pela Rede Globo, narra a história de um casal cuja relação amorosa atravessou reencarnações[158] ;
  • Escrito nas Estrelas (2010), produzida pela Rede Globo, apresenta muitos temas espíritas tais como a reencarnação, a evolução dos espíritos e a mediunidade[159] ;
  • Amor Eterno Amor (2012), produzida pela Rede Globo, apresenta forte presença do Espiritismo com inúmeras cenas retratando práticas mediúnicas[160] .

Dissidências[editar | editar código-fonte]

Roustainguismo[editar | editar código-fonte]

Desde o século XIX, mais notavelmente na França e no Brasil, existem conflitos de opinião entre os espíritas, ditos, equivocadamente, "kardecistas", e os denominados "roustainguistas", consoante a admissão ou não dos postulados da obra "Os Quatro Evangelhos ou Revelação da Revelação", coordenada por Jean-Baptiste Roustaing, principalmente acerca da gênese do corpo de Jesus e da queda espiritual, que provocaria a primeira encarnação nos espíritos que faliram.

Para os espíritas que aceitam o binômio Kardec-Roustaing, Jesus teve um corpo "fluídico" no orbe terrestre devido a ser um espírito puro e, portanto, a gênese desse corpo fora por sua vontade psico-magnética, caracterizando-o como agênere[161] . Já os espíritas que não aceitam a obra Os Quatro Evangelhos, coordenada por Roustaing, acreditam que Jesus possuía um corpo material igual a de qualquer ser humano encarnado, tendo sua gênese, também, sido igual. Isto é, pela fusão de espermatozoide e óvulo.[162] [163] [164] [165]

Além disso "Os Quatro Evangelhos", de Roustaing, explicam que os espíritos que faliram pelo ateísmo, pelo orgulho e pelo egoísmo encarnaram em mundos primitivos como criptógamos carnudos (animais), o que representa a doutrina da metempsicose, que não é aceita pelo Espiritismo, haja vista que a doutrina da reencarnação afirma que o Espírito somente reencarna no reino hominal (Humanidade), após sua evolução pelos reinos mineral, vegetal e animal, para os quais não retornará mais.[166]

Racionalismo cristão[editar | editar código-fonte]

Na cidade brasileira de Santos, em 1910 surgiu uma dissidência do movimento espírita, que se denominou "Espiritismo Racional e Científico Cristão" e, posteriormente, Racionalismo cristão, sistematizada por Luís de Matos e Luís Alves Tomás.

Ramatizismo[editar | editar código-fonte]

No Brasil, desde a segunda metade da década de 1950, alguns centros espíritas seguem a doutrina ditada pelo espírito Ramatis (corporificada sobretudo nas obras psicografadas por Hercílio Maes). Distinguem-se dos centros espíritas tradicionais em função da maior ênfase ao universalismo (origem comum das religiões) e ao estudo comparado de religiões e filosofias espiritualistas ocidentais e orientais. Nota-se também a influência mais acentuada de correntes de pensamento orientais (tais como o budismo e o hinduísmo) e a proximidade com a cosmogonia do espiritualismo universalista.

Conscienciologia[editar | editar código-fonte]

Após o fim da parceria com o médium Chico Xavier em 1968, o médium Waldo Vieira inicia pesquisa própria sobre o fenômeno denominado "projeção da consciência" (no Espiritismo referido como "desdobramento espiritual"). Consequentemente, em 1987 sistematiza o movimento de cunho paracientífico chamado Conscienciologia.[47] [167]

Renovação Cristã[editar | editar código-fonte]

Surgida no Brasil, também como uma dissidência do movimento espírita, desde setembro de 2002. Sem deixar de seguir a Doutrina Espírita, afirma fazê-lo com maior seriedade do que o movimento brasileiro em si, argumento usado para o afastamento.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Deste tempos antigos, como em I Samuel 9:9 ("(Antigamente em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia assim: Vinde, e vamos ao vidente; porque ao profeta de hoje, antigamente se chamava vidente)."), e como prática corrente, como em I Samuel 10:6-24 ("E o Espírito do SENHOR se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e tornar-te-ás um outro homem. (...)". Conforme o contexto, constituía-se numa prática arriscada, como ilustrado em II Crônicas 16:7-10.
  2. Atualmente existem estudiosos espíritas no Brasil que preferem denominar como fenomenologia espírita o estudo e as pesquisas que se referem aos fenômenos do espírito e da mente humana.
  3. Existem várias e várias áreas do conhecimento em que os métodos científicos tradicionais não podem ser aplicados - ou cujos métodos transcendem os definidos pela metodologia científica - e como exemplo pode-se citar a própria Filosofia. Em ambos os casos tais áreas nunca se caracterizam como áreas de estudo científicas, e no caso particular da filosofia e correlatos, a ciência geralmente responde de forma enfática: "Ciência é o que você sabe. Filosofia é o que você não sabe" (Bertrand Russell); "A filosofia da ciência é tão útil para o cientista quanto a ornitologia para os pássaros" (Richard Feynman) - conforme relatado por Simon Singh - Big Bang (pág. 459. Vide referências).
  4. "A ciência só pode determinar o que é, não o que deve ser, e fora de seu domínio permanece a necessidade de juízos de valor de todos os tipos" (Albert Einstein); "O homem domina a natureza não pela força, mas pela compreensão. É por isto que a ciência teve sucesso onde a magia fracassou: porque ela não buscou um encantamento para lançar sobre a natureza" (Jacob Bronowski). Ambas as citações conforme relatado por SINGH, Simon - Big Bang - (pág. 459)
  5. "... qualquer teoria em Física científica é sempre provisória, no sentido de que é apenas uma hipótese, você nunca pode prova-la em definitivo. Não importa quantas vezes os resultados das experiências estejam de acordo com algumas teorias, não se pode ter a certeza de que na próxima vez o resultado não irá contradizê-las. Por outro lado, você pode refutar uma teoria por encontrar uma única observação que não concorde com as suas previsões" - Stephen Hawking - Conforme publicado em Uma breve história do tempo
  6. Léon Denis escreveu: "O ideal que proclamam as vozes do mundo invisível não é diferente daquele do fundador do cristianismo". René Kopp também escreveu: "O Espiritismo será cristão ou nada será". Mais detalhes sobre esta percepção podem ser obtidos em O Espiritismo Cristão.
  7. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap.15, Fora da Caridade não há salvação, O mandamento maior -Texto Bíblico- "Mas, os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca aos saduceus, se reuniram; e um deles, que era doutor da lei, foi propor-lhe esta questão, para o tentar: -Mestre, qual o grande mandamento da lei? - Jesus lhe respondeu: Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito. -Esse o maior e o primeiro mandamento. -E aqui está o segundo, que é semelhante ao primeiro: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. -Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos." (Mateus 22:34-40)
  8. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap.15, Fora da Caridade não há salvação, Necessidade da caridade, segundo Paulo (o apostolo) -Texto Bíblico- "Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; -Ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse a fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. -E, quando houver distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria. A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; -não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade." (I Coríntios 13:1-7 e 13)
  9. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap.4, Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo, Ressurreição e Reencanação -Texto Bíblico- "Quando o homem está morto, vive sempre; acabando os dias da minha existência terrestre, esperarei, porquanto a ela voltarei de novo." (JOB, cap. XIV, vv. 10,14) (ID. Versão da Igreja grega) -Texto Bíblico- "Mas, quando o homem há morrido uma vez, quando seu corpo, separado de seu espírito, foi consumido, que é feito dele? -Tendo morrido uma vez, poderia o homem reviver de novo? Nesta guerra em que me acho todos os dias da minha vida, espero que chegue a minha mutação." (Jó 14:10-14) (ID. Tradução de Le Maistre de Sacy) -Texto Bíblico- "Quando o homem morre, perde toda a sua força, expira. Depois, onde está ele? -Se o homem morre, viverá de novo? Esperarei todos os dias de meu combate, até que venha alguma mutação?" (Jó 15:10-14) (ID. Tradução Protestante de Osterwald)

Referências

  1. Enciclopédia Barsa. [S.l.]: Encyclopaedia Britannica Editores Ltda., 1970. vol. 5.
  2. Spiritism/Kardecism Universidade de Cumbria. Visitado em 29 de junho de 2012.
  3. Nani Rubin (24 de novembro de 2013). Livro Reconstitui a Gênese do Espiritismo O Globo. Visitado em 22 de junho de 2014.
  4. a b c Marcel Souto Maior conversa sobre o livro-reportagem Kardec – A Biografia; 28/12/2013. Câmara Notícias - TV. Página visitada em 07/04/2014.
  5. Portal do Espírito: Espiritismo ou Kardecismo? - Luiz Antonio Millecco. Visitado em 03.04.2014
  6. a b c Maria Lúcia Vannuchi. Um olhar sociológico sobre o espiritismo: trajetórias, ideias e práticas. Estudos de Sociologia (UNESP). Araraquara v.18 n.34 p.250 jan.-jun. 2013
  7. a b Alice Beatriz da Silva Gordo Lang. Espiritismo no Brasil. Cadernos CERU (USP), série 2 v. 19, n. 2, dezembro de 2008.
  8. a b Antonio Augusto Machado de Campos Neto. A filosofia espírita. O direito natural. O direito justo. Revista da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo v. 102 p. 622 jan./dez. 2007.
  9. a b Alessandra Viana de Paiva. Espiritismo e cultura letrada: valorização do estudo pela doutrina Kardecista. (Universidade Federal de Juiz de Fora, 2009).
  10. a b Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita - Cristianismo e Espiritismo. 2.edição. Brasília [DF]: Federação Espírita Brasileira, 2010. pp. 09-08.
  11. Centre National de Ressources Textuelles et Lexicales - Etymologie du Spiritisme Ministério Francês de Ensino Superior e Pesquisa. Visitado em 28 de setembro de 2012.
  12. Spiritism/Kardecism Universidade de Cumbria. Visitado em 29 de junho de 2012.
  13. Enciclopédia Eletrônica Barsa - versão 1.11 - CD - Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
  14. a b c d Moreira-Almeida, Alexander (2008). Allan Kardec and the development of a research program in psychic experiences. Proceedings of the Parapsychological Association & Society for Psychical Research Convention. Winchester, UK.
  15. a b KARDEC, A.. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro-Brasil: FEB, 1857. ISBN 9788573285291.
  16. KARDEC, A. O que é o Espiritismo. Rio de Janeiro-Brasil: FEB, 1859. ISBN 978-85-7328-113-2. Definição do próprio autor (Allan Kardec).
  17. Dicionário Larousse - Verbete "Spiritisme". Visitado em 28 de setembro de 2012.
  18. Kardec, Allan. O Que é o Espiritismo. [S.l.: s.n.], 1859. Visitado em 12 de agosto de 2012.
  19. Dicionário Eletrônico Houaiss de Língua Portuguesa 3.0. [S.l.]: Objetiva Ltda, 2009. .
  20. Lucchetti G; Aguiar PR; Braghetta CC; Vallada CP; Moreira-Almeida A; Vallada H. Spiritist psychiatric hospitals in Brazil: integration of conventional psychiatric treatment and spiritual complementary therapy. Cult Med Psychiatry; 36(1). 2012 Mar. pp. 125-126.
  21. Moreira-Almeida, Alexander (2008). Spiritism: The Work of Allan Kardec and Its Implications for Spiritual Transformation. The Global Spiral 9(5); Metanexus Foundation.
  22. AubrÈe, M. & Laplantine, F. (1990). La table, le livre et les esprits (The table, the book, and the spirits).Paris: Editions Jean-Claude Lattès.
  23. Ranking na Adherents.com (Segundo o site, este censo, realizado pelo Brasil, inclui também os adeptos de religiões yoruba como Santeria, Umbanda e Candomblé). Acessado em 21 de dezembro de 2013
  24. Folha Espírita, Ismael Gobbo / Cláudia Santos, Movimento Espírita vive momento ‘especial’ com avanço na Europa, nr. 420, agosto de 2009
  25. Canadian Spiritist Council - Conseil Spirite Canadien (em inglês). Visitado em 11 de agosto de 2012.
  26. David Hess. Spirits and Scientists: Ideology, Spiritism, and Brazilian Culture, Pennsylvania State Univ Press, 1991
  27. a b Portal do Espírito: O Espiritismo é Religião? - Márcio Sales Saraiva.
  28. a b c Sociedade Espírita NOVA ERA: Doutrina dos Espíritos sem Jesus não faz sentido - Jorge Hessen
  29. a b Esclarecimentos sobre o que é o Espiritismo ipepe.com.br. Visitado em 13 de abril de 2010.
  30. Kardecismo como Espiritismo: um Conceito ceismael.com.br. Visitado em 13 de abril de 2010.
  31. Dicionário Eletrônico Houaiss de Língua Portuguesa 2.0.1. [S.l.]: Objetiva Ltda, 2007. [1] (ligação disponível apenas para assinantes UOL.
  32. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. [S.l.]: Nova Fronteira, 1999.
  33. Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa. [S.l.]: Melhoramentos, 1998.
  34. Da Cunha, Antônio Geraldo. Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa. [S.l.]: Lexikon, 1986.
  35. Ver: Triste episódio ocorrido em 1953 Consultado em 14 de Junho de 2008.
  36. a b SAUSSE, Henri. Biografia de Allan Kardec. in: O que é o espiritismo (38ª edição). Rio de Janeiro: FEB, 1997. ISBN 8573281138
  37. O Espiritismo na sua Mais Simples Expressão. Máximas Extraídas do Ensino dos Espíritos, i. 37. Allan Kardec.
  38. a b c Portal do Espírito: Objetivo do Espiritismo e seu tríplice aspecto - Celso Martins e Jayme Lobato Soares.
  39. INCONTRI, Dora. Para Entender Allan Kardec. São Paulo: Lachâtre, 2004.
  40. Enciclopédia Universo - Editora Delta e Editora Trẽs.
  41. Para mais informações, consulte Moderno Espiritualismo
  42. Lamont, Peter. The First Psychic: The Extraordinary Mystery of a Notorious Victorian Wizard. [S.l.]: Abacus, 2005. ISBN 0-349-11825-6.
  43. «Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoireiro, nem feiticeiro; / Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; / Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti.» (Deuteronômio 18:10-12)
  44. Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas - História do Espiritismo
  45. a b DOYLE, Arthur Conan, Sir. The History of Spiritualism, 1th ed. Cassell And Company Ltd. London, 1926.
  46. Maurício Manuel. Arthur Conan Doyle e o espiritismo. Aventuras na História - Guia do Estudante, 2013.
  47. a b Y. Shimizu (Fevereiro 1998). "Literatura Espírita XLV" (Obras de Waldo Vieira) [ligação inativa] (htm) Jornal "Mundo Espírita" FEP. Visitado em 25-01-2013. Cópia arquivada em 07-10-2013. "página revisada 10/01/2010"
  48. a b Rivas, Luis Hu. Doutrina Espírita para Principiantes (Título original: Doctrina Espírita para Principiantes), 2ª Edição, Conselho Espírita Internacional, ISBN 978-85-98161-99-0
  49. a b Pires, José Herculano. Introdução à Filosofia Espírita (1ª edição). São Paulo: Ed. Paidéia, 1983.
  50. O Evangelho segundo o Espiritismo (epígrafe), Allan Kardec
  51. O Livro dos Espíritos. Introdução ao Estudo da Doutrina Espirita
  52. CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo. Doutrina Espirita - Texto extraído da FEB
  53. O Espiritismo. O Consolador Prometido.
  54. O Livros dos Espíritos. (Parte Primeira) Cap.1, De Deus, Deus e o Infinito. Questão n°1
  55. HELLERN, Victor; NOTAKER, Henry; GAARDER, Jostein. O Livro das Religiões. São Paulo: Companhia das Letras, 2000 ISBN 85-7164-994-4 p. 259.
  56. O Livro dos Espíritos. (Parte Terceira) Cap.1, Da lei divina ou natural, Conhecimento da lei natural. Questão n°625
  57. O Evangelho Segundo o Espiritismo
  58. O Espiritismo. Duvidas mais frequentes enviadas a FEB e suas respostas, embasadas na Doutrina Espirita.
  59. Allan Kardec. O Livro dos Espíritos (em português).
  60. Allan Kardec. O Livro dos Médiuns (em português).
  61. Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo (em português).
  62. Allan Kardec. O Céu e o Inferno (em português).
  63. Allan Kardec. A Gênese (em português).
  64. KLIMO, Jon. TART, Charles (prefácio). Channeling: Investigations on Receiving Information from Paranormal Sources, 1th ed. North Atlantic Books, 1998.
  65. Cook, E. W. (1986). The survival question: impasse or crux?. Journal of the American Society for Psychical Research 81(2), 125-139.
  66. Beischel, J., & Rock, A. J. (2009). Addressing the survival vs. psi debate through process-focused mediumship research. Journal of Parapsychology, 73, 71-90.
  67. "The VERITAS Research Program | Laboratory for Advances in Consciousness and Health". Lach.web.arizona.edu.
  68. Division of Personality Studies (DOPS), University of Virginia
  69. Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde - Universidade Federal de Juiz de Fora
  70. Melton, J. G. (2001). Encyclopedia of Occultism and Parapsychology, 5th ed. Gale Group, 2001.
  71. http://www.guia.heu.nom.br/grandes_cientistas.htm
  72. a b c (Vários colaboradores) Buckingham, Will; et. alli. - O Livro da Filosofia - Editora Globo - São Paulo, SP - 2011 - ISBN: 978-85-250-4986-5
  73. a b c Cartner, Rita; et alii - O Livro do Cérebro - Rio de Janeiro - Agir - 2012 - ISBN:978-85-220-1361-6
  74. Singh, Simon - Big Bang - Editora Record - Rio de Janeiro / São Paulo - 2006. ISBN 85-01-07213-3 - Capítulo "O que é ciência?", e demais.
  75. Hawking, Stephen - Uma breve história do tempo- Lisboa: Gradiva, ISBN 972-662-010-4 ; 1988; Rio de Janeiro: Rocco, ISBN 85-325-0252-0 ; 1988
  76. http://www.spr.ac.uk/main/
  77. The Ghost Club Society
  78. http://www.ameinternational.org/site/br/
  79. Artigos Científicos. Federação Espírita Brasileira (online)
  80. http://www.espiritualidades.com.br/videos/reencarnacao_programa_discovery.htm
  81. http://revistaplaneta.terra.com.br/secao/grandes-reportagens-planeta/ian-stevenson-o-cacador-de-vidas-passadas
  82. The Daily Telegraph, February 12, 2007.
  83. Kelly, Emily Williams. Science, The Self, and Survival After Death: Selected Writings of Ian Stevenson. Rowman & Littlefield Publishers, 2013
  84. Ian Stevenson; Sought To Document Memories Of Past Lives in Children
  85. Duane S. Crowther (2005). Life Everlasting Cedar Fort, p. 19.
  86. Sharon Barbell, Play and the Paranormal: A Conversation with Dr. Raymond Moody, 14850 Magazine, November 1993. Archived on 2011-07-07.
  87. SINGH, Simon. Big Bang. Rio de Janeiro; São Paulo: Editora Record, 2006. ISBN 85-01-07213-3 Capítulo "O que é ciência?", e demais.
  88. Moreira-Almeida, Alexander. Pesquisa em mediunidade e relação mente-cérebro: revisão das evidências. Rev. psiquiatr. clín. vol.40 no.6 São Paulo 2013.
  89. a b Parana, Denise. Os avanços da ciência da alma. Revista Época, 19/11/2012.
  90. Moreira-Almeida, Alexander; Cardeña, Etzel. Diagnóstico diferencial entre experiências espirituais e psicóticas não patológicas e transtornos mentais: uma contribuição de estudos latino-americanos para o CID-11. Rev. psiquiatr. clín. vol.40 no.3 São Paulo 2013.
  91. Mental health - World Health Organization - conforme acessado em 13:30 horas UTC em 28/01/13.
  92. Frequently asked questions - What is the WHO definition of health? World Health Organization, conforme acessado às 13:30 horas UTC em 28/01/13.
  93. CID em sua versão 10, conforme publicado pela Word Healt Arganization (WHO)
  94. Chaves, José Reis - "OMS reconhece a influência dos espíritos em nossa vida. A Organização Mundial de Saúde e sua coragem de dizer a verdade." - Coluna no jornal O Tempo de 14/01/2013 - Belo Horizonte
  95. http://www.uniespirito.com.br/artigos/medicina-oficial-se-abre-para-quest%C3%A3o-espiritual
  96. Chaves, José Reis - "A Organização Mundial de Saúde e sua coragem de dizer a verdade." - Artigo online do jornal O Tempo de 14/01/2013, e discussões - Belo Horizonte, MG.
  97. Desobsessão - Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira - Federação Espírita Brasileira - Departamento Editorial - Rua Souza Valente, 17 CEP: 20941-040 - Rio - RJ - Brasil
  98. International Classification of Health Interventions (ICHI) - World Health Organization
  99. GREYSON, Bruce. Experiências de quase-morte: implicações clínicas. Rev. psiquiatr. clín., São Paulo , v. 34, supl. 1, 2007 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832007000700015&lng=en&nrm=iso>. access on 21 Nov. 2014. http://dx.doi.org/10.1590/S0101-60832007000700015.
  100. Celia da Graça Arribas. Afinal, espiritismo é religião? A doutrina espírita na formação da diversidade religiosa brasileira (Universidade de São Paulo, 2008)
  101. http://www.ama-assn.org/amednews/2008/03/10/prsc0310.htm
  102. André Ricardo de SOUZA. Traços e embaraços do trabalho assistencial cristão .Estud. sociol (UNESP). Araraquara v.18 n.34 p.182 jan.-jun. 2013
  103. Moreira-Almeida A, Lotufo Neto F.Spiritist Views of Mental Disorders in Brazil. Transcult Psychiatry. 2005;42(4):570-95.
  104. Psiquiatra da ABP é eleito coordenador na Associação Mundial de Psiquiatria; 10/10/2014. Associação Brasileira de Psiquiatria. Página visitada em 21/10/2014.
  105. UFJF: Mediunidade não está atrelada à esquizofrenia, diz pesquisa; 10/05/2010. Universia - notícias. Página visitada em 25/03/2014.
  106. Portal do Espirito: Espiritismo sem Jesus - Francisco Cândido Xavier
  107. O Espiritismo na sua expressão mais simples, publicado por Allan Kardec em 15 de janeiro de 1862, Capítulo I – O Espiritismo na sua Expressão mais Simples, "Histórico do Espiritismo", página 15.
  108. Obra publicada em francês —Le Spiritisme a sa lus simple expression: EXPOSÉ SOMMAIRE DE L'ENSEIGNEMEIT DES ESPRITS— Allan Kardec
  109. http://www.febnet.org.br/ba/file/Downlivros/revistaespirita/Revista1868.pdf. Página 491
  110. Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita
  111. O Livro dos Espíritos. (Parte Terceira) Cap.1, Da lei divina ou natural, Conhecimento da lei natural. Questão n°625
  112. Obras Póstumas, 13.ª Edição, pág. 121
  113. Pedagogia Espírita: um projeto brasileiro e suas raízes histórico-filosóficas. São Paulo: Feusp, 2001. p. 74
  114. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap.7, Bem-aventurados os pobres de espirito
  115. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap.5, Bem-aventurados os aflitos
  116. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap.8, Bem aventurados os que têm puro o coração
  117. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap.9, Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos
  118. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap.10, Bem-aventurados os que são miséricordiosos
  119. A Biblia e a Reencarnação
  120. O que a Bíblia diz sobre a Reencanação?
  121. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap.4, Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo, Ressurreição e Reencanação
  122. Reencarnação na Bíblia
  123. Hebreus 9:27 Nega a Reencarnação ou a Ressurreição?
  124. A reencarnação é confirmada pela Bíblia. Cap.9,2
  125. A Gênese. Cap.17, Predições do Evangelho, Juízo Final
  126. O Trigo e o Joio
  127. Parábola do Joio e do Trigo
  128. Parabola da Ovelha, da Dracma e do Filho Pródigo
  129. A Parábola do Filho Pródigo
  130. O Livro dos Espíritos. (Parte Terceira) Cap.8, Lei do Progresso
  131. http://www.ameinternational.org/site/pt/node
  132. http://www.istoe.com.br/reportagens/332712_O+PAPA+DOS+ESPIRITAS
  133. Ranking na Adherents.com Acessado em 4 de janeiro de 2011
  134. O Brasil é a capital mundial do Espiritismo
  135. a b IBGE (29 de junho de 2012). Censo 2010: número de católicos cai e aumenta o de evangélicos, espíritas e sem religião (web) Sala de Imprensa › Censo Demográfico 2010 - Características gerais da população, religião... (Comunicação Social). Visitado em 15-12-2012. "Entre os espíritas, que passaram de 1,3% da população (2,3 milhões) em 2000 para 2,0% em 2010 (3,8 milhões)..."
  136. a b iG São Paulo (29/06/2012). IBGE: com maior rendimento e instrução, espíritas crescem 65% no País em 10 anos (html) Último Segundo › Brasil. Visitado em 15-12-2012. "(...)os adeptos do espiritismo possuem as maiores proporções de pessoas com nível superior completo (31,5%) e taxa de alfabetização (98,6%), além das menores percentagens de indivíduos sem instrução (1,8%) e com ensino fundamental incompleto (15,0%). O espiritismo também foi uma das religiões que apresentaram crescimento (65%) desde o Censo realizado em 2000: passaram de 1,3% da população (2,3 milhões) em 2000 para 2% em 2010 (3,8 milhões).(...)Também na posição mais alta quando se analisa rendimento, 19,7% dos espíritas se declararam no grupo das pessoas com rendimento acima de 5 salários mínimos."
  137. Spiritist Society of Ireland
  138. Groupe Spirite Allan Kardec
  139. União Espírita de Moçambique— —Reformador— FEB: O Espiritismo em Moçambique:. A União Espírita de Moçambique (UNEMO), recentemente unida ao Conselho Espírita Internacional, promoveu reuniões e palestras em Maputo, nos dias 24 a 26 de agosto de 2013, com atuação de Antonio Cesar Perri de Carvalho e João Pinto Rabelo, respectivamente presidente e diretor da Federação Espírita Brasileira.
  140. Países-Membros do Conselho Espírita Internacional. Acessado em 3 de fevereiro de 2013
  141. IBGE.gov.br
  142. A classificação das religiões usadas pelo IBGE está disponível através do caminho Censo_Demografico_2000/Anexos/CD_1, neste link
  143. Câmara homenageia 200 anos do nascimento de Kardec; 28/10/2004. Agência Câmara Notícias. Página visita em 07/04/2014.
  144. Missão da Federação Espírita Brasileira (FEB). Allan Kardec. Visitado em 20-07-2013.
  145. Revista Época, "Leitores de Fé", 26/06/2009
  146. IBGE (2010). censo2010. Visitado em 15-12-2012. "(clicar nas respectivas tabelas para visualizar os números)"
  147. SANTOS, Cláudia. Cuba, o segundo país mais espírita do mundo Associação Médico-Espírita Internacional.
  148. CÁNEPA, Laura. Notas para pensar a onda dos filmes espíritas no Brasil - In Revista Online de Comunicação, Linguagem e Mídias (USP, 2013)
  149. a b "Um produtor de corpo e alma" in istoe.com.br, 5 abr 2012. Consultado em 10 jun 2012.
  150. Top 20, Potal Filme B.
  151. Sinopse in guia da semana.com.br Consultado em 10 jun 2012.
  152. MIRANDA, Hermínio Corrêa (Fevereiro 2012). O pesquisador que identificou a presença de Balzac. Correio Fraterno (online). Visto em 09/11/2013.
  153. MENDONÇA, Martha. O novo espiritismo. Revista Época (ed. 424), 03/07/2006. Visto em 26/11/2013.
  154. MATTOS, Laura. Globo investe no espiritismo em seriado com Selton Mello. In www1.folha.uol.com.br, 23/05/2010. Visto em 26/11/2013.
  155. Os Estados Unidos se rendem à temática espírita em 'A Gifted Man'. In ig.com.br
  156. A Vingança do Judeu (pdf) - Ed. Federação Espírita Brasileira
  157. a b RITO, Eloísa Sena. Representação do Céu e do Inferno no último capítulo da Novela A Viagem. (UNIBAN, 2010)
  158. a b RIBEIRO, Raphael Alberto. ALMAS ENCLAUSURADAS: práticas de intervenção médica, representações culturais e cotidiano no Sanatório Espírita de Uberlândia (1932-1970), pg. 3. (Associação Nacional de História, 2007)
  159. NASCIMENTO, Robéria Nádia Araújo. O “além” na Ficção Televisiva: a Midiatização Religiosa na Teledramaturgia da Rede Globo. (UFPB, 2013)
  160. CASTRO, Natalia. ‘Amor eterno amor’ aposta no espiritismo e nos laços eternos. In oglobo.globo.com, 05/03/2012. Visto em 26/11/2013.
  161. Os Agêneres, Allan Kardec, Revista Espírita, fevereiro de 1859
  162. http://www.espirito.org.br/portal/artigos/gebm/roustaing-inimigo.html
  163. Santos, Dalmo Duque dos. Nova História do Espiritismo: Dos precursores de Allan Kardec a Chico Xavier. 1ª. ed. Rio de Janeiro: Corifeu, 2007. 402 pp. ISBN 9788599287705. .
  164. Para Entender Roustaing, Luciano dos Anjos, Ed. Lachâtre, 2005.
  165. http://www.grupodosoito.com.br/subpaginas/jesus.htm
  166. http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/07/135.pdf O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, editora FEB, 2004, p. 169, questão 193: Pode um homem, nas suas novas existências, descer mais baixo do que esteja na atual? “Com relação à posição social, sim; como Espírito, não.”
  167. Sandra Jacqueline Stoll (2002). Religião, ciência ou auto-ajuda? trajetos do Espiritismo no Brasil Rev. Antropol. v.45 n.2 São Paulo, doi:10.1590/S0034-77012002000200003, ISSN 0034-7701. Visitado em 18-11-2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • AKSAKOF, Alexandre. Animismo e Espiritismo. Rio de Janeiro, FEB, 1956.
  • CASTELLAN, Yvonne. Le Spiritisme. 5º ed. Paris, Presses Universitaires de France, 1974.
  • COLOMBO, Cleusa B. Idéias sociais espíritas. São Paulo, Comenius, 1998.
  • DOYLE, Arthur Conan, Sir. A História do Espiritualismo - De Swedenborg ao início do século XX. Brasília, FEB, 2013.[nota 1]
  • INCONTRI, Dora. Pedagogia Espírita, um Projeto Brasileiro e suas Raízes. Bragança Paulista, Comenius, 2004.
  • LAPLANTINE François e AUBRÉE Marion. La table, le livre et les Esprits - Naissance, évolution et actualité du mouvement social spirite entre France et Brésil. Paris, Ed. Lattès, 1990.
  • PESOLI, Fabrizio. Aspetti della ricerca scientifica sullo spiritismo in Italia (1870-1915), Università degli Studi di Milano 1999.
  • STOLL, Sandra. Entre Dois Mundos: o Espiritismo da França no Brasil. Tese de doutorado, São Paulo, USP, 1999.
  • SOUTO MAIOR, Marcel. Kardec - A Biografia (1ª edição). São Paulo: Ed. Record, 2013.
  • WANTUIL, Zêus, THIESEN, Francisco. Allan Kardec – o Educador e o Codificador. Rio de Janeiro: FEB, 2004
  • CARNEIRO, Victor Ribas. ABC do Espiritismo (5a. ed.). Curitiba (PR): Federação Espírita do Paraná, 1996. 223p. ISBN 85-7365-001-X
  • LANTIER, Jacques. O Espiritismo. Lisboa: Edições 70, 1980. 196p.
  • RIZZINI, Jorge. J. Herculano Pires, o apóstolo de Kardec. São Paulo: Paideia, 2000. 282p. ISBN 0000035491
  • ANJOS, Luciano dos. Para Entender Roustaing, Bragança Paulista, SP, Ed. Lachâtre, 2005. p. 111. ISBN 85-88877-39-2

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikcionário Definições no Wikcionário
Wikilivros Livros e manuais no Wikilivros
Wikiquote Citações no Wikiquote
Wikisource Textos originais no Wikisource
Commons Categoria no Commons
Wikiversidade Cursos na Wikiversidade

Obras da codificação (em domínio público)[editar | editar código-fonte]


Erro de citação: existem marcas <ref> para um grupo chamado "nota", mas nenhuma marca <references group="nota"/> correspondente foi encontrada (ou uma marca de fechamento </ref> está faltando)