Erraticidade

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Por erraticidade entende a Doutrina Espírita o estado em que se encontra o Espírito entre duas encarnações. Essa condição mais ou menos ditoso é determinada pelas atidudes morais desenvolvidas pelo indivíduo.

Origem do Conceito[editar | editar código-fonte]

Em O Livro dos Espíritos, no Capítulo VI, Da Vida Espírita, os Espíritos já sem um corpo material são chamados de "Errantes". E, na resposta à Questão 224 "a" do Livro, o vocábulo é usado pela primeira vez:

224. a)Quanto tempo podem durar estes intervalos?
Desde algumas horas até alguns milhares de séculos. Propriamente falando, não há extremo limite estabelecido para o estado de erraticidade, que pode prologar-se muitíssimo, mas que nunca é perpétuo...

Mundo Espírita[editar | editar código-fonte]

Segundo a Doutrina Espírita, possui o Espírito outras percepções que não têm quando encarnados, e percebem a passagem do tempo de forma diversa. Ali as percepções fazem parte do próprio ser. Os sofrimentos que muitos relatam são de ordem moral.

Revelações posteriores[editar | editar código-fonte]

Imagens da Erraticidade foram sendo transmitidas através de diversas obras mediúnicas, nem sempre compreendidas como integrantes da "revelação progressiva" da Doutrina. A obra Nosso Lar, psicografada por Chico Xavier, do Espírito André Luiz, traz imagens que retratam cidades e planos de vida, onde reúnem-se os Espíritos consoante sua ordem de evolução moral.

A Erraticidade na ficção[editar | editar código-fonte]

Vários livros e filmes procuram retratar como seria este mundo extracorpóreo. Um dos mais significativos é "Amor Além da Vida"(What Dreams May Come, E.U.A., 1998), com Robin Williams, Cuba Gooding Jr. e Annabella Sciorra. Neste filme, consonante ao que preconiza a Doutrina Espírita em diversas obras, vemos que o ambiente espiritual é essencialmente plástico, variando de acordo com o pensamento.