Partido Social Democrata Cristão

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Partido Social Democrata Cristão
Logo PSDC.jpg
Número no TSE 27
Presidente José Maria Eymael
Fundação 5 de agosto de 1997
Sede São Paulo, SP
Ideologia Democracia-Cristã
Espectro político Centro-direita
Cores       Azul

      Amarelo

      Branco
Site www.psdc.org.br
Política do Brasil
Partidos políticos
Eleições

O Partido Social Democrata Cristão (PSDC) é um partido político de inspiração na Democracia-Cristã, do Brasil.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Antecedentes e fundação[editar | editar código-fonte]

No final da Segunda Guerra Mundial, Konrad Adenauer (na Alemanha) e Alcides de Gasperi (na Itália), formularam uma nova doutrina política, com o objetivo central de construir uma sociedade livre, justa e solidária. Chamaram de Democracia Cristã este novo pensamento político, ou seja, uma doutrina política democrática e fundamentada nos valores humanísticos do cristianismo: Liberdade, Justiça e Solidariedade.

No ano de 1945, inspirado nos ideais de Adenauer e De Gasperi, o professor de Direito da USP, Cesarino Júnior, juntamente com outros companheiros, entre eles Tristão de Athaíde, fundaram na Cidade de São Paulo, no Teatro Municipal, no dia 9 de julho, o Partido Democrata Cristão (PDC).

A exemplo da Europa, a Democracia Cristã expandiu-se rapidamente no Brasil e, através do PDC, ingressaram na vida pública grandes expoentes da política brasileira, como Jânio Quadros e Franco Montoro.

Em 1962, ingressou em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, na Juventude Democrata Cristã, José Maria Eymael, hoje presidente da Social Democracia Cristã, no Brasil.

Três anos depois, em 1965, o Ato Institucional nº 2, extinguiu todos os partidos políticos, inclusive o PDC, criando em seu lugar apenas dois partidos: a ARENA e o MDB.

Refundação[editar | editar código-fonte]

Em 1985, vinte anos depois, com a abertura política, novamente a Democracia Cristã é implantada no País, com a refundação do PDC.

No mesmo ano, José Maria Eymael é convocado pela Democracia Cristã para reorganizar o PDC em São Paulo e concorre à prefeitura da cidade de São Paulo pelo partido. Em 1993, o partido funde-se ao PDS para formar o PPR (atual Partido Progressista). Descontente com a fusão, Eymael funda o PSDC em 1995, mas seu registro definitivo só foi oficializado em 1997.

Desempenho do PSDC em eleições[editar | editar código-fonte]

Ainda sem o registro definitivo, o PSDC fez sua estreia em eleições em 1996, tendo elegido alguns candidatos a prefeito e vereador.

Em 1998, Eymael concorre pela primeira vez à presidência do Brasil, tendo como seu candidato a vice o sul-mato-grossense Josmar Oliveira Alderete. Com 171.831 votos (0,25% das intenções de voto), Eymael termina o pleito em oitavo lugar. O partido elege novamente alguns prefeitos e vereadores nas eleições de 2000 a 2008.

Doze anos após sua última eleição para deputado federal, Eymael volta a concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2002. Acabou recebendo apenas 8.952 votos (0,046%) e não foi eleito. Seu filho, José Carlos, teve desempenho pior: postulante a uma vaga de deputado estadual, recebeu apenas 389 votos.

Em 2006, Eymael concorre pela segunda vez à presidência do Brasil. Seu candidato a vice foi o empresário paraibano José Paulo da Silva Neto. Com 63.294 votos, Eymael ficou na sexta posição. Em um de seus programas eleitorais, criticou a ausência do então presidente e candidato à reeleição Luís Inácio Lula da Silva ao debate presidencial da Rede Globo, considerando-a um desrespeito à democracia e aos eleitores, e cunhou a expressão: "porque a cadeira está vazia".[1]

No ano de 2010, Eymael concorre à presidência da república pelo partido, obtendo 89.350 votos, ficando em 5º lugar. Seu candidato a vice foi novamente José Paulo da Silva Neto.

Eleições 2012[editar | editar código-fonte]

Em 2012, o PSDC conquistou 8 prefeituras, mesmo número conseguido em 2008. Mais uma vez, Eymael lança-se candidato à prefeitura de São Paulo, ficando dessa vez em 11º lugar entre 12 candidatos, conquistando 5.382 votos.

Eleições 2014[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2013, Eymael confirmou sua pré-candidatura à presidência do Brasil em entrevista ao portal R7[2] . Caso a mesma seja oficializada, será a terceira vez seguida que ele concorre ao principal posto político nacional.

Eleitos para a Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Legislatura Eleitos  % AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO Diferença
54ª 2011-2015
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 ±0
53ª 2007-2011
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -1
52ª 2003-2007
1 0,19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 +1
51ª 1999-2003
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

Fonte: Portal da Câmara dos Deputados - Bancada na Eleição.

Participação do partido nas eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Ano Candidato a Presidente Candidato a Vice-Presidente Coligação Votos  % Colocação
2010 José Maria Eymael José Paulo da Silva Neto sem coligação 89.350 0,09
2006 José Maria Eymael José Paulo da Silva Neto sem coligação 63.294 0,07
1998 José Maria Eymael Josmar Oliveira Alderete sem coligação 171.831 0,25

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Odilon Rios (24 de agosto de 2006). Eymael diz que cadeira do presidente "está vazia" (em português). Gazeta de Alagoas.
  2. Borges, Rodolfo. "“A democracia-cristã está madura para vencer a eleição”, diz Eymael". R7. 2 de dezembro de 2013. Página acessada em 2 de dezembro de 2013.
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