Congregação para a Doutrina da Fé

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Dicastério da Igreja Católica
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Congregação para a Doutrina da Fé
 
Congregatio pro Doctrina Fidei
Imagem de Congregação para a Doutrina da Fé
Congregatio pro Doctrina Fidei
Ereção Canônica: 21 de julho de 1542
Prefeito: Gerhard Ludwig Müller
Secretário: Luis Ladaria
Página oficial: Congregação para a Doutrina da Fé
Emérito: William Joseph Levada
Santa Sé · Igreja Católica
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Congregação para a Doutrina da Fé (em latim Congregatio pro Doctrina Fidei, CDF) é a mais antiga das nove congregações da Cúria Romana, um dos órgãos da Santa Sé. Substituiu a Suprema e Sacra Congregação do Santo Ofício, que anteriormente chamava-se Suprema e Sacra Congregação da Inquisição Universal da Idade Moderna e era responsável pela criação da Inquisição em si.

A Congregação para a Doutrina da Fé engloba a Comissão Teológica Internacional e a Pontifícia Comissão Bíblica.

Funções[editar | editar código-fonte]

A razão de ser da Congregação é difundir a doutrina católica e defender aqueles pontos de tradição católica que possam estar em perigo, com conseqüência de doutrinas novas não aceitáveis pela Igreja Católica. De acordo com o artigo 48 da Constituição Apostólica sobre a Cúria Romana, Pastor Bonus, promulgada pelo Papa João Paulo II, em 28 de Junho de 1988: "a tarefa da Congregação para a Doutrina da Fé é promover e salvaguardar a doutrina sobre a e a moral católica em todo o mundo: Por esta razão, tudo aquilo que, de alguma maneira, tocar este tema cai sob a sua competência." A congregação também trata dos casos de abuso sexual e da instituição dos ordinariatos pessoais.

História[editar | editar código-fonte]

Suprema e Sacra Congregação da Inquisição Universal foi fundada pelo Papa Paulo III em 21 de julho de 1542, com o objetivo de defender a Igreja da heresia. É historicamente relacionada com a Inquisição. Até 1908 era denominada como Sacra Congregação da Romana e Universal Inquisição quando passou a se chamar Suprema e Sacra Congregação do Santo Ofício. Em 7 de dezembro de 1965, após o Concílio Vaticano II, o órgão foi novamente reformado durante o pontificado de Paulo VI sendo substituído pela organização atual.

Este órgão encarregava-se de averiguar casos de apostasia e heresia entre os católicos, principalmente aqueles pertencentes ao próprio clero. O julgamento implicava penas como prisão, excomunhão, uso de vestes que identificassem o herege etc. Além disso, ao contrário do que comumente se afirma, a pena de morte era evitada e concedida apenas na minoria dos casos, mesmo porque o perdão era concedido àquelas pessoas que se arrependessem durante o julgamento. Neste ponto, deve-se evitar confusão com a Inquisição Espanhola, liderada pelos reis da Espanha em sua busca da unificação do seu reino.

Documentos[editar | editar código-fonte]

2006.
  • Notificação sobre a obra do Pe. Jon Sobrino, S. I. (26 de novembro de 2006).
2007.
  • Respostas a questões relativas a alguns aspectos da doutrina sobre a Igreja (29 de junho).
  • Respostas a perguntas da Conferência Episcopal dos Estados Unidos sobre a alimentação e a hidratação artificiais (1º de agosto).
  • Nota doutrinal sobre alguns aspectos da evangelização (3 de dezembro).

Prefeitos[editar | editar código-fonte]

Como "Congregação para a Doutrina da Fé", nome usado desde 7 de dezembro de 1965, teve os seguintes prefeitos:

Nome Período Notas
Prefeitos
Gerhard Ludwig Müller 2012- Atual
William Joseph Levada 2005- Prefeito Emérito
Joseph Alois Ratzinger 1981-2005 Papa Bento XVI
Franjo Seper 1968-1981
Alfredo Ottaviani 1966-1968

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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