Kuomintang

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Bandeira do Kuomintang

O Kuomintang, Guomingdang[1] ou Kuo-Min-Tang (conhecido pelas iniciais KMT ou GMD), em chinês tradicional : 中國國民黨 ; em hanyu pinyin : Zhōngguó Guómíndǎng; literalmente « Partido Nacionalista Chinês » [2] [3] é o partido político que governa a República da China (conhecida como Taiwan desde os anos 1970). A sede do partido encontra-se em Taipei.

Criado por Sun Yat-sen, dominou o governo da China de 1928 até a tomada do poder pelos comunistas, em 1949. Desde então, sua influência se limita a Taiwan, onde, até 1986, era o único partido autorizado. Atualmente continua a ter uma forte influência na ilha, tendo sido reeleito para governar Taiwan, em 22 de março de 2008.

É o partido majoritário no Yuan Legislativo da República da China (Taiwan). Seu atual presidente é Ma Ying-jeou, Presidente da República e o sétimo membro do KMT a exercer a presidência do país.

O KMT é considerado um partido conservador, membro da União Internacional Democrata, à qual também pertencem o Partido Republicano dos Estados Unidos, CDS-PP português e o Partido Popular espanhol, entre outros.

História[editar | editar código-fonte]

O Kuomintang foi fundado após a Revolução Xinhai de 1911, que depôs a dinastia Qing ou manchu e estabeleceu uma república na China. O partido realizou o seu primeiro congresso em 1924, sob a liderança de Sun Yat-sen.

Mas, apesar de ser uma república, a China continuava dividida em feudos dominados por senhores locais, que tinham exércitos privados; não havia verdadeiramente um poder central.

Chiang Kai-shek foi o militar que herdou a liderança do partido após a morte de Sun, em 1925. Decidido a reunificar a China, pretendia eliminar os comunistas e os senhores da guerra. Em 1927, Chang unificou a maior parte do território, e o país passou a ser efetivamente controlado pelo Kuomintang.

Em 1934, as forças nacionalistas cercaram as tropas comunistas, forçando-as a abandonar as suas posições no Sul, o que deu origem à chamada Longa Marcha.

Em Julho de 1937, o Japão atacou a China e os comunistas, sob a palavra de ordem "chineses não devem lutar contra chineses", pressionaram Chang Kai-shek a uma aliança para combater o invasor em conjunto. Embora os comunistas e o Kuomintang fossem aliados, os primeiros tiveram que continuar na clandestinidade.

Depois da derrota dos japoneses na Segunda Guerra Mundial, tanto os comunistas como o Kuomintang tentaram ocupar todo o território. Na altura, o Kuomintang tinha um exército maior e mais bem equipado. Ambos os lados principiaram a fortalecer as suas posições, preparando-se para recomeçar a guerra civil que havia sido interrompida pela invasão japonesa. A guerra civil foi retomada em 1946, estendendo-se até 1949. Nesse conflito, a Manchúria foi um campo de batalha vital, devido aos seus recursos económicos. Os norte-americanos ajudaram Chang Kai-shek a estabelecer-se na região, transportando dezenas de milhares de soldados nacionalistas para o Norte da China. Estima-se que mais de 60.000 marines americanos tenham desembarcado no país, para ocupar a capital e Tianjin.

Estaline (Stálin) cumpriu a promessa de retirar as suas tropas da região. Mas essa retirada fazia parte da estratégia dos comunistas, liderados por Mao Tsé-Tung, de não conservar as cidades, onde o Kuomintang era superior militarmente, e recuar para os campos em redor. Uma das directivas de Mao Tsé-Tung era "cercar as cidades com os nossos campos e, com o tempo, tomar as cidades". O Kuomintang dominava as principais cidades mas perdia gradualmente o controle dos campos e começava a encontrar dificuldades em efectuar o recrutamento. Os comunistas passaram a dominar o Norte da Manchúria e grande parte dos campos.

Em finais de 1947, pela primeira vez, as tropas comunistas superavam em número as do inimigo. A principal razão para este facto estava nas promessas comunistas de promover a nova política de "terra para quem a trabalha", que fazia com que os camponeses se sentissem apoiados na luta para preservarem as suas terras.

Chang Kai-shek entrara entretanto em conflito com muitos dos seus principais generais, transferindo comandantes de um lado para o outro, o que veio a provocar uma quebra no moral das tropas.

Nos começos de 1948, a inflação atingira um valor inimaginável nas áreas controladas pelo Kuomintang. Para a população civil a situação estava a tornar-se desesperadora. O estado-maior do Kuomintang estava dividido quanto à estratégia a adoptar. Em Setembro detinha apenas três redutos na Manchúria. Ao longo do conflito, tinham-se rendido ou passado para o lado dos comunistas mais de um milhão de soldados do Kuomintang. Embora os aviões norte-americanos continuassem a apoiar os nacionalistas, a 2 de Novembro toda a Manchúria estava em poder dos comunistas.

Em 1949, os comunistas chineses expulsaram os nacionalistas para Taiwan. A ilha tornou-se o refúgio do Kuomintang, que decreta a lei marcial e, sob a protecção americana, instaurara um governo nacionalista, que não reconhece a República Popular da China, dominado pelo Partido Comunista Chinês.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências