Capital financeiro
O capital financeiro é o termo que designa qualquer meio ou mecanismo que representa riqueza ou outros estilos de capital.
[editar] Instrumentos
Um contrato referente a qualquer combinação de ativos é chamado de instrumento financeiro, e pode servir como:
Quando essas cinco funções são encontradas em um único objeto, ele assume a forma de comidas, bens
Uma vez que as necessidades de liquidez variam significativamente entre os agentes econômicos, uma grande variedade de instrumentos, sob a forma de contratos, é comercializada nos mercados financeiros.
[editar] Financiamento da economia
Em termos simplificados, a lógica financeira consiste em 'fazer dinheiro a partir de dinheiro', sem necessariamente passar pela esfera da produção. O predomínio crescente dessa lógica, de caráter rentista - isto é, que não tem como finalidade a produção mas a remuneração do detentor de um ativo - na economia mundial, ocorre desde pelo menos o início dos anos 1980.
Entre 1980 e 2006, a riqueza financeira mundial (incluindo ações e debêntures, títulos de dívida privada e da pública e aplicações bancárias) cresceu mais de 14 vezes, enquanto o PIB mundial cresceu menos de cinco vezes.
Trata-se, portanto, de capital fictício - ou seja, não vinculado à esfera produtiva - que efetivamente acabou por comandar a economia como um todo. [1]
Desde a 1971, o governo dos Estados Unidos, durante o administração de Richard Nixon, cancelou unilateralmente os acordos de Bretton Woods (1944), acabando com a conversibilidade do dólar americano em ouro, embora a moeda americana se mantivesse como meio de pagamento internacional geral e moeda hegemônica. De fato, o dólar americano continua sendo a moeda constitutiva de mais de 70% das reservas internacionais.
Quando dinheiro inconversível funciona como meio de pagamento internacional, abrem-se as portas para a chamada financeirização da economia, fenômeno potencialmente gerador de crises. Em um contexto de globalização econômica, essas crises rapidamente se tornam sistêmicas, sobretudo quando atingem o coração do sistema, a exemplo da crise das hipotecas de alto risco, deflagrada em 2007-2008.
Neste sentido, Keynes, em sua obra Teoria do emprego, do juro e da moeda, entendeu que, para salvar o capitalismo de si mesmo, era preciso que o Estado o controlasse, e já apontava para a necessidade de regular os mercados - principalmente o mercado financeiro - e de controlar os fluxos financeiros internacionais.