Análise técnica

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Índice Bovespa.

Análise Técnica também conhecida como Análise Gráfica, é uma ferramenta utilizada por investidores profissionais (conhecidos como traders) ou amadores para o estudo de acções individuais e do mercado de renda variável (também conhecido como mercado de risco), com base na Oferta e Procura de ativos (acções).

Baseia-se na ideia de que os preços dos ativos se movem de acordo com padrões repetitivos e identificáveis.

A análise técnica (AT) registra em gráficos, as atividades de preços e volumes e deduzem de sua história gráfica as prováveis tendências dos preços de ativos.

Por meio de ferramentas estatísticas denominadas indicadores técnicos[1] é possível identificar pontos de possíveis reversões nessas tendências estabelecidas, facultando os investidores a antecipar-se aos movimentos de mercado.

A Análise Técnica foi fundamentada com a Teoria de Dow, que diz que os preços dos ativos refletem a reação do mercado em relação a todas as informações relevantes. Ou seja, o preço desconta tudo, tem tendência e os padrões se repetem.

Suporte e resistência, são um dos conceitos fundamentais da análise técnica. Admitindo-se que o mercado tem memória e grava preços, resistências seriam preços considerados "caros" para determinada ação. Nos gráficos, eles são percebidos quando em um trajetória ascendente a ação encontra dificuldades em continuar seu caminho. Já os suportes, são preços considerados "baratos" para determinadas ações; estes são observadas nos gráficos quando em trajetória descendente, a ações encontram dificuldades em continuar a trajetória de queda.

Os traders que se utilizam da análise gráfica buscam figuras de impulsão, tanto de queda quanto de alta, para aproveitarem o aumento ou queda dos preços de um determinado ativo devido a essa figura de impulsão. As figuras mais conhecidas são o W, M, OCO (ombro-cabeça-ombro), OCOI (ombro-cabeça-ombro invertido) e suas variações que podem ter vários nomes.

O tamanho das figuras de projeção permite ao trader projetar a variação de preços, de alta ou de queda, dos ativos utilizando-se das proporções de ouro que foram estabelecidas por Leonardo Fibonacci.

Outra técnica e método de análise de risco, é a Técnica da notação ou Rating, que consiste em medir o risco de um capital alheio específico.

Esta análise é feita sobre uma empresa emitente. Contudo esta análise que se faz sobre uma empresa, a sua classificação final depende do conhecimento que o analista tem da situação global que a empresa vive e na sua capacidade de cumprimento da sua divida.

O rating tem como objectivo avaliar a capacidade do emissor do título para gerar meios monetários, quer nos bons ou maus períodos, assim como no seu empenho em utilizar esses meios no cumprimento das suas obrigações perante os seus credores.

Esta analise do rating centraliza-se assim nos fluxos de caixa operacionais do emissor em relação ao seu serviço da divida e na margem de segurança que geralmente tem em períodos de crise conjuntural.

Em resumo o fulcro da análise do rating é:

  • a previsibilidade dos fluxos de caixa operacionais.
  • a capacidade de pagar juros e capital nas datas previstas.

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Referências

  1. Carlos Alberto Debastiani "Análise Técnica de Ações",(2008), Novatec

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