Ecossocialismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde janeiro de 2014).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.


Ecossocialismo, socialismo verde ou ecologia socialista é uma ideologia em que se fundem elementos do marxismo, do socialismo ou do socialismo libertário com a política verde, a ecologia e alter-globalização.

Os ecossocialistas em geral acreditam que a expansão do sistema capitalista é a causa da exclusão social, da pobreza, da guerra e da degradação ambiental através da globalização e do imperialismo, sob a supervisão de estados e estruturas transnacionais repressivos.[1]

Os ecossocialistas defendem o desmantelamento do capitalismo, advogando a propriedade coletiva dos meios de produção por produtores livremente associados e a restauração dos commons.[1]

História[editar | editar código-fonte]

1880-1930: Marx, Morris e a influência sobre a Revolução Russa[editar | editar código-fonte]

Ao contrário do que a representação de Karl Marx por alguns ambientalistas, ecologistas sociais e socialistas, como um produtivista que favoreceu a dominação da natureza, os ecossocialistas, relendo os escritos de Marx, acreditam que ele "foi uma dos principais precursores da visão ecológica de mundo". Autores ecossocialistas como John Bellamy Foster e Paul Burkett apontam para a discussão, em Marx, de uma "fractura metabólica" entre o homem e a natureza. Além disso, Marx afirma que "a propriedade privada do mundo por indivíduos parecerá completamente absurda, tal como a propriedade privada de um homem por outro" e observa que uma sociedade deve "entregar o mundo às próximas gerações em uma condição melhor". No entanto, outros ecosocialistas consideram que Marx dava para um "reconhecimento da natureza em si e por si", ignorando a sua "receptividade" e tratar a natureza como "sujeito a trabalho desde o início" num "activo relacionamento totalmente".

A William Morris, romancista, poeta e desenhista inglês, é geralmente creditado o desenvolvimento de princípios-chave do que mais tarde foi chamado ecossocialismo. Durante os anos 1880 e 1890, Morris promoveu suas ideias ecossocialistas dentro da Federação Social Democrata e da Liga Socialista.

Após a Revolução Russa, alguns ambientalistas e cientistas ambientais tentaram integrar a consciência ecológica para o bolchevismo, embora muitas destas pessoas foram posteriormente purificadas pelo Partido Comunista da União Soviética.

1970-1990: Emergência do ambientalismo e engajamento com o marxismo e o "socialismo realmente existente"[editar | editar código-fonte]

Em 1970, Barry Commoner, sugerindo uma resposta pela esquerda ao documento "Limits to Growth" (limites ao crescimento) que apresentava uma previsão catastrófica de esgotamento de recursos naturais e que incentivou o ambientalismo, postulou que as tecnologias capitalistas foram as principais responsáveis pela degradação ambiental, em oposição à visão neo-malthusiana que imputava a degradação ambiental a pressões derivadas do crescimento da população mundial. Já o escritor dissidente alemão-oriental, e ativista Rudolf Bahro, publicou livros que abordaram a relação entre o socialismo e a ecologia - "A alternativa - Crítica ao Socialismo Realmente Existente" - que promoveu um "partido novo" e levou à sua prisão, com o que ganhou notoriedade internacional.

A chave do desenvolvimento do ecossocialismo na década de 1980 foi a criação da revista "Capitalism, Nature, Socialism" com James O'Connor sendo fundador e responsável pela primeira edição em 1988. Os debates que se seguiram levaram a uma série de trabalhos teóricos por O'Connor, Carolyn Merchant, Paul Burkett e outros.

Na Austrália, o Partido Democrata Socialista lançou o semanário da esquerda verde (Green Left Weekly) em 1991, após um período de trabalho conjunto com a Aliança Verde e o Partido Verde na área da formação. Esta cooperação cessou quando os verdes australianos adoptaram uma política de proscrição de outros grupos políticos, em agosto de 1991. O DSP também publicou uma resolução política global, "Socialismo e Sobrevivência Humana" em forma de livro em 1990, com uma segunda edição ampliada em 1999 intitulada "Ambiente, Capitalismo e Socialismo".

Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, o ecossocialismo está organizado, principalmente, no PSOL (Partido Socialismo e Liberdade). Suas atividades são organizadas no setorial ecossocialista do partido. [2] Um de seus grandes apoiadores é Michael Löwy.[3] [4]

Referências

  1. a b Kovel, J.; Löwy, M.. An ecosocialist manifesto. [S.l.: s.n.], Setembro de 2001.
  2. Ecossocialismo ou Barbárie
  3. Michael Löwy critica Rio+20 e a propaganda da 'economia verde'. Caros amigos, 23 de março de 2012
  4. Ecossocialismo. Por uma ecologia socialista. Entrevista especial com Michael Löwy. IUH - Unisinos, 22 de fevereiro de 2011.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]