Raymond Williams

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Raymond Williams

Raymond Williams (31 Agosto 1921 - 26 Janeiro 1988) foi um acadêmico, crítico e novelista Galês. Seus escritos em política, cultura, literatura e cultura de massas refletiram seu pensamento marxista. Foi uma figura influente dentro da Nova Esquerda e na teoria cultural em geral. Mais de 750 000 cópias de seus livros foram vendidas apenas no Reino Unido. (Politics and Letters, 1979) e há muitas traduções de suas diversas obras.

Vida[editar | editar código-fonte]

Nascido em Llanfihangel Crucorney, Gales, filho de um trabalhador ferroviário numa vila onde todos os ferroviários votavam para o Partido Trabalhista Britânico, enquanto os pequenos fazendeiros locais votavam majoritariamente no Partido Liberal Britânico. Era uma região que não falava o galês - e Williams descreveu como "anglicizada nos anos de 1840". (Politics and Letters, 1979). Havia, entretanto, uma forte identidade galesa. "Há uma anedota que alguém diz que sua família veio com os normandos e nós respondemos, 'Está gostando da estadia?' "

Ele cursou a King Henry VIII Grammar School em Abergavenny. Sua adolescência foi obscurecida pela ascensão nazista e pela iminência de guerra. Ele tinha 14 anos quando a Guerra Civil Espanhola estourou, e manteve-se bem a par do que acontecia através de sua adesão ao Clube do Livro de Esquerda regional. Ele também cita a invasão italiana da Abissínia (Etiópia) e o romance Estrela Vermelha sobre a China de Edgar Snow, originalmente publicado na Inglaterra pelo Clube do Livro de Esquerda (Politics and Letters).

Nessa época ele defendia a Liga das Nações, participando de uma conferência para jovens organizada pela Liga em Gênova. Na volta seu grupo visitou Paris e ele visitou o pavilhão soviético na Exposição Internacional. Lá ele comprou uma cópia de O Manifesto Comunista e leu Marx pela primeira vez.

Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Ele foi ao Trinity College, Cambridge, mas sua educação foi interrompida por seu serviço de guerra. Ele se afiliou ao Partido Comunista Britânico enquanto estava em Cambridge. Junto com Eric Hobsbawm, ele teve que escrever um panfleto sobre a Guerra Russo-Finlandesa para o Partido Comunista. Ele diz em (Politics and Letters) que a eles "era dado tal trabalho por sermos pessoas que escreviam rápido, a partir dos materiais históricos fornecidos. Frequentemente estava lá, escrevendo sobre assuntos sobre os quais nao sabia muito, como um profissional com as palavras." (Politics and Letters). Nenhuma cópia desse trabalho parece ter sobrevivido. Na época, o governo britânico estva propenso a juntar-se à Guerra contra a União Soviética, ainda que ainda estando em guerra com a Alemanha Nazista.

No inverno de 1940, ele decidiu se alistar no Exército Britânico. Isso era contra as diretrizes do Partido então, ainda que, de fato, ele tenha ficado em Cambridge para fazer seus exames em Junho de 1941, no mesmo mês que a Alemanha invadiu a Rússia. Como descrito por ele, sua adesão expirou, sem que ele chegasse a desistir formalmente.

Na fase em que esteve no exército, era comum que graduandos fossem direcionados para a corporação de sinalização. Recebeu treinamento inicial, mas foi transferido para a artilharia e armamento anti-tanques. Ele serviu como oficial no regimento Anti-Tanques da Guarda da Divisão Armada, 1941-1945, sendo enviado para os primeiros combates na Normandia. Em Politics and Letters ele diz que "não achei que o caos intrincado daquelas batalhas na Normandia já foram alguma vez registados" Ele comandou uma unidade de quatro tanques e menciona a luta contra as forças SS Panzer e a perda de contato com duas delas - nunca descobriu o que aconteceu com elas, já que houve uma retirada.

Ele fez parte da batalha da Normandia até a Alemanha onde se envolveu com a liberação de pequenos campos de concentração, que eram usados para manter oficiais da SS. Também ficou chocado ao descobrir que Hamburgo havia sofrido com os bombardeios, não apenas nos alvos militares e nos portos, como haviam divulgado.

Educação para Adultos[editar | editar código-fonte]

Ele recebeu seu mestrado de Trinity College em 1946 e então ensinou por muitos anos no programa de educação para adultos. Ficou famoso com Cultura e Sociedade, publicado em 1958, sendo um sucesso imediato. Tal sucesso foi seguido em 1961 por A Longa Revolução.

Universidade de Cambridge[editar | editar código-fonte]

Com o sucesso de seus livros, ele foi convidado a retornar a Cambridge em 1961, tornando-se então Professor de Dramaturgia (1974 - 1983). foi indicado como Professor visitante de Ciências Políticas em Stanford University em 1973. Socialista engajado, esteve grandemente interessado nas relações entre linguagem, literatura e sociedade, publicando muitos livros, ensaios e artigos sobre estes e outros assuntos.

Anos finais[editar | editar código-fonte]

Ele se aposentou de Cambridge em 1983 e passou seus últimos anos em Saffron Walden. Lá, escreveu Loyalties (Lealdades), um romance sobre um grupo fictício de radicais ricos atraídos pelo comunismo dos anos 30. Também, trabalhava em uma coletânea de contos sobre as pessoas que viveram ou podiam ter vivido nas Montanhas Negras, a parte do País de Gales de onde ele veio, chamada Povo das montanhas Negras. Ela se iniciava na velha Idade da Pedra e se pretendia chegar nos tempos modernos, sempre focada nas pessoas comuns. Ele já havia completado até os tempos medievais quando faleceu em 1988. A coletânea foi publicada em língua inglesa em dois volumes juntamente com uma breve descrição do que seria o restante do trabalho.