Ilhas Virgens Britânicas

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British Virgin Islands
Ilhas Virgens Britânicas
Bandeira
Brasão de armas
Bandeira Brasão de armas
Lema: Vigilate
(Latim: "Sê Cauteloso")
Hino nacional: "God Save the Queen"

Localização  Ilhas Virgens dos Estados Unidos

Localização
Capital Road Town
Língua oficial Inglês
Governo Território Britânico Ultramarino
 - Monarca Isabel II
 - Governador John Duncan
 - Vice-governadora V. Inez Archibald
 - Premier Orlando Smith
História  
História
Separação
1960
 - Território Autónomo 1967 
Área  
 - Total 153 km² (216.º)
 - Água (%) 1.6
População  
 - Censo 2005 27000 hab. 
 - Urbana  (n/a.º)
 - Densidade 260 hab./km² (68.º)
Moeda Dólar dos Estados Unidos (USD)
Fuso horário UTC-4 (UTC-4)
 - Verão (DST) UTC-4 (UTC-4)
Cód. Internet .vg
Cód. telef. +1-284

Mapa  Ilhas Virgens dos Estados Unidos

Mapa das Ilhas Virgens Britânicas

As Ilhas Virgens Britânicas são territórios britânicos ultramarinos nas Caraíbas, que corresponde à metade oriental das Ilhas Virgens (as maiores são Tortola, Virgem Gorda e Anegada). Faz fronteira marítima com as Ilhas Virgens Americanas, a oeste. A leste, a Passagem Anegada separa-as de outro território britânico: Anguilla. Capital: Road Town.

História[editar | editar código-fonte]

As Ilhas Virgens foram primeiramente colonizadas por índios Arawak da América do Sul por volta de 100 a.C. (embora haja evidência da presença de Ameríndios nas ilhas anteriormente ao ano de 1500 a.C.).[1] Os Arawaks habitaram as ilhas até o século XV, quando foram expulsos pelos Caraíbas, uma tribo mais agressiva das ilhas das Pequenas Antilhas, e de quem originou-se o nome Mar do Caribe. (Alguns historiadores, entretanto, acreditam que essa crença popular de que os guerreiros caraíbas caçavam os pacíficos arawaks pelas ilhas caribenhas está arraigada em estereótipos europeus simplistas, e que a verdadeira história é mais complexa.)

O primeiro europeu a avistar as Ilhas Virgens foi Cristóvão Colombo em 1493 em sua segunda viagem para as Américas. Colombo deu-lhes o extravagante nome de Santa Ursula y las Once Mil Vírgenes (Santa Úrsula e suas 11 000 Virgens), abreviado para Las Vírgenes (As Virgens), devido à lenda de Santa Úrsula.

O Império colonial espanhol adquiriu as ilhas no início do século XVI, as minas de cobre da Virgem Gorda, e anos posteriores viram os ingleses, neerlandeses, franceses, espanhóis e dinamarqueses travarem uma disputa pelo controle da região, que tornou-se um importante refúgio de piratas. Durante o processo de colonização a população de nativos ameríndios foi dizimada.

Os neerlandeses fundaram um povoado permanente na ilha de Tortola em 1648. Em 1672, os ingleses tomaram Tortola dos neerlandeses, e as anexações de Anegada e Virgem Gorda aconteceram em 1680. Enquanto isso, durante o período de 1672–1733, os dinamarqueses ganharam o controle das ilhas próximas de Saint Thomas, Saint John e Saint Croix.

As ilhas britânicas foram consideradas principalmente uma possessão estratégica, em uma época em que as condições econômicas eram particularmente favoráveis. Os britânicos introduziram a cana-de-açúcar que tornou-se a atividade principal e fonte de comércio com o estrangeiro, e escravos foram trazidos da África para trabalharem nas plantações canavieiras. As ilhas prosperaram economicamente até o aumento da produção do açúcar da beterraba na Europa e nos Estados Unidos reduzindo significativamente a produção do açúcar de cana.

Em 1917, os Estados Unidos compraram as ilhas de Saint John, Saint Thomas e Saint Croix da Dinamarca por US$25 milhões, dando-lhes o nome de Ilhas Virgens Americanas. Ao mesmo tempo, os britânicos renomearam as ilhas que eles controlavam pelo de Ilhas Virgens Britânicas.

As Ilhas Virgens Britânicas foram administradas diversamente como parte da Colônia das Ilhas de Sotavento ou com São Cristóvão e Nevis, com um Administrador representando o Governo britânico nas Ilhas. A posição de colônia separada foi obtida pelas Ilhas em 1960 e as Ilhas tornaram-se autônomas em 1967. Desde a década de 1960, as Ilhas têm procurado diversificar a economia baseada na agricultura tradicional e buscado recursos provenientes da exploração do turismo e dos serviços financeiros, tornando-se uma das mais ricas áreas do Caribe.

Política[editar | editar código-fonte]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Geografia[editar | editar código-fonte]

As Ilhas Virgens Britânicas ocupam a porção oriental das Ilhas Virgens. Compreendem 36 recifes e ilhas, das quais 16 são habitadas. As maiores são Tortola, Anegada, Virgem Gorda e Jost Van Dyke, que concentram quase toda a população. O relevo, de origem vulcânica, é ondulado. A produção agrícola é muito limitada (frutas e legumes) devido à irregularidade das chuvas. Os recifes de coral são ameaçados pelo turismo.

Economia[editar | editar código-fonte]

Road Town, Tortola, Ilhas Virgens Britânicas

As Ilhas Virgens Britânicas desfrutam de uma das mais prósperas economias da região do Caribe, com um PIB per capita de cerca de $38.500 (est. de 2004)[2]

Nas Ilhas Virgens Britânicas há muito tempo tem sido moda falar sobre os "pilares gêmeos" da economia do Território – turismo e serviços financeiros. Politicamente, o turismo é o mais importante dos dois, uma vez que ele emprega um grande número de pessoas dentro do Território, e uma proporção maior de negócios da indústria do turismo pertence a proprietários locais, e um número de trabalhadores autônomos é altamente dependente do turismo (por exemplo, os motoristas de táxis e os vendedores ambulantes). Economicamente, porém, os serviços financeiros são sem dúvida os mais importantes. Aproximadamente 50% da renda do Governo vêm diretamente de taxas de licença para companhias offshore, e somas adicionais consideráveis são acrescidas direta ou indiretamente aos impostos das folhas de pagamentos relativas aos salários pagos dentro do setor das indústrias de créditos (que tendem a ser mais alta em média do que aquelas pagas no setor de turismo).

O turismo responde por 45% da renda nacional. As ilhas são muito frequentadas por cidadãos dos Estados Unidos, com a visita de cerca de 350.000 turistas anualmente. Os turistas vão à procura das numerosas praias de areias brancas, visitam Os Banhos em Virgem Gorda, praticam snorkelling nos recifes de corais perto de Anegada, experimentam as famosas barras de Jost Van Dyke, ou fretam iates para explorarem as ilhas menos acessíveis. Um número significativo de turistas que visitam as Ilhas Virgens Britânicas é de passageiros de navios cruzeiros, embora eles produzam uma renda muito menor por pessoa do que as dos turistas que fretam barcos e se hospedam nos hotéis. Eles são, no entanto, essenciais para a significativa (e politicamente importante) comunidade de motoristas de táxis.

Rendas significativas também são geradas pelo registro de companhias offshore. A partir de 2004, mais de 550.000 companhias foram registradas. Em 2000 a KPMG informou em sua pesquisa de "paraísos fiscais" para o governo do Reino Unido que mais de 41% das companhias de offshore foram formadas nas Ilhas Virgens Britânicas. Desde 2001, os serviços financeiros das Ilhas Virgens Britânicas tem sido regulados pela Comissão Independente de Serviços Financeiros das Ilhas Virgens Britânicas.

A agro-pecuária e a indústria representam apenas uma pequena proporção do PIB das ilhas. Os produtos agro-pecuários incluem: frutas, legumes, cana-de-açúcar, criação de gado e aves domésticas, e os das indústrias incluem: destilação de rum, construção civil e de barcos.

Desde 1959, a moeda oficial das Ilhas Virgens Britânicas tem sido o dólar americano, também utilizado nas Ilhas Virgens Americanas.

As Ilhas Virgens Britânicas são o principal alvo dos traficantes de drogas, que usam a área como um portal para os Estados Unidos. De acordo com o Foreign and Commonwealth Office, o tráfico de drogas é "potencialmente a mais série ameaça para a estabilidade das Ilhas Virgens Britânicas".[3]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Em 2012 sediou a última etapa do Stand Up Paddle World Tour, recebendo atletas como Momo Freitas, Ian Vaz, Caio Vaz, Leco Salazar, Kai lenny, dentre outros. O evento teve suma importancia para a divulgação do local, tendo em vista que a principal atividade econômica é o turismo e a mundial proporção do evento.

Demografia[editar | editar código-fonte]

A maioria da população é descendente de escravos africanos. Há uma minoria anglo-saxônica. 86% da população vivem em Tortola; 9% em Virgin Gorda; 3% em Anegada; e 2% em Jost Van Dyke.

Religião: protestante (maioria da população), católica, e outros.

Idiomas: inglês (oficial).

Cultura[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Ilhas Virgens Britânicas
  1. Wilson, Samuel M. ed. The Indigenous People of the Caribbean. Gainesville: University Press of Florida, 1997. ISBN 0-8130-1692-4
  2. CIA. Economy: British Virgin Islands. The World Factbook, CIA publications, 19 de dezembro de 2006. Retificado em 25 de dezembro de 2006.
  3. British Virgin Islands Country Profile, Foreign & Commonwealth Office