Ilhas Pitcairn

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Pitcairn Islands
Ilhas Pitcairn / Picárnia
Flag of the Pitcairn Islands.svg
Coat of arms of the Pitcairn Islands.svg
Bandeira Brasão
Hino nacional: Come ye Blessed
Gentílico: pitcairnês/pitcairnesa,[1]
pitcairano(a)[carece de fontes?]

Localização de Ilhas Picárnia

Localização das Ilhas Pitcairn no mundo.
Capital Adamstown
25º 4' 14" S 130º 6' 16" W
Língua oficial inglês e Pitkern
Governo Territórios britânicos ultramarinos
 - Monarca Isabel II
 - Governadora Victoria Treadell
 - Prefeito Mike Warren
Área  
 - Total 47 km² 
População  
 - Estimativa de 2008 50 hab. (223.º)
 - Densidade 2.7 hab./km² 
Moeda Dólar neozelandês
Fuso horário (UTC-8)
Cód. Internet .pn

Mapa de Ilhas Picárnia

As Ilhas Pitcairn ou Ilhas Picárnia[2] , (Pitcairn Island em inglês; Pitkern Ailen em pitkern), oficialmente Ilhas Pitcairn, Henderson, Ducie e Oeno, são Territórios britânicos ultramarinos na Polinésia que têm como único vizinho a Polinésia Francesa, a oeste. É constituída pela ilha homônima, e pelas ilhas Ducie, Oeno e Henderson, sendo as últimas, desabitadas, por causa de sua inacessibilidade. A capital e única povoação é Adamstown, localizada na ilha Pitcairn que possui uma área de 4,6 km². De acordo com o último censo, Pitcairn possui apenas 48 habitantes, sendo considerada a jurisdição menos populosa do mundo. Desde sua colonização, no entanto, o número de moradores mudou várias vezes, tendo atingido o ápice de 250 em 1936.

O ponto mais elevado da ilha é o Pawala Valley Ridge, com 347 metros de altitude.

As actividades económicas são a agricultura de subsistência e a publicação de selos. A moeda oficial é o dólar neozelandês.

Pitcairn foi colonizada pelos revoltosos marinheiros da Bounty, chefiados pelo rebelde Fletcher Christian, em Julho de 1767. Pelo seu extremo isolamento, decidiram permanecer na ilha e desmantelar a embarcação, usando a madeira para a construção das casas.

Ainda hoje a ilha é extremamente isolada. A maior ligação é feita à Nova Zelândia, onde a maior parte da população está emigrada. O acesso até Pitcairn é feito somente através de embarcações, sendo que o aeroporto mais próximo é o Aeródromo de Totegegie, localizado na ilha de Mangareva, na Polinésia Francesa.

Ilha Pitcairn em imagem de satélite

Pitcairn é uma ilha vulcânica, com cerca de 4,6 km². É conhecida como a ilha "inabitada". Os amotinados do HMS Bounty a escolheram como refúgio porque de fato era desabitada na época (1790) em que eram procurados pela marinha inglesa. Eles encontraram na ilha templos, petróglifos e instrumentos de pedra que comprovavam que Pitcairn fora habitada por uma antiga população polinésia.

Ainda mais remotas são as ilhas Henderson e Ducie. Pitcairn, Henderson e Ducie estão entre as ilhas mais isoladas do mundo. Os descendentes dos amotinados do Bounty, mais a população polinésia de Pitcairn - oriundos de Mangareva, somam hoje cerca de 50 pessoas apenas.[3] Quando somavam 194 pessoas (1856) - população acima do potencial agrícola da ilha, grande parte foi evacuada pelo governo inglês para uma outra ilha muito distante dali - Norfolk.

Mangareva, Pitcairn e Henderson estão localizadas na área conhecida como sudeste da Polinésia. As três ilhas foram colonizadas por volta de 800 d.C. - como parte da expansão polinésia para leste: as principais ilhas da Polinésia Oriental foram povoadas entre 600 - 800 d.C.

A única praia da ilha de Pitcairn foi o ponto de desembarque do primeiro grupo de canoas de Mangareva, que descobriram a ilha após diversos dias de viagem em mar aberto, quando encontraram a pedreira Down Rope, "(...) único filão utilizável de vidro vulcânico do sudoeste da Polinésia, cujas lascas podiam servir como instrumentos afiados para tarefas que exigiam corte preciso(...)". Cerca de 2 quilômetros a oeste, ao longo da costa, descobriram o veio Tautama de basalto de grão fino, que se tornou a maior pedreira de enxós: uma das maiores desvantagens de Mangareva - de uma perspectiva polinésia - era a ausência de pedras de alta qualidade para a produção de enxós e outros instrumentos.

Além da pedreira Down Rope, não havia muitas opções em Pitcairn: rios intermitentes; topografia acidentada; sua área, já pequena, oferecia poucas terras planas para cultivo; inexistência de recife no seu litoral - de inclinação muito íngreme para o fundo do mar, dificultavam a procura por mariscos (diferentemente de Henderson, abundante de aves e frutos do mar).

Panorama de Adamstown, capital do território.

As escavações do arqueólogo Marshall Weisler, da Universidade de Otago (Nova Zelândia), evidenciam o comércio entre as três ilhas (Mangareva, Pitcairn e Henderson) como forma de compensar as deficiências de cada uma pelos excedentes de outra. Weisler estabeleceu, através de medições radiocarbônicas do carvão, que o comércio (trocas) começou por volta do ano 1000. Em Henderson, por exemplo, Weisler encontrou objetos feitos de materiais não nativos: como enxós e instrumentos feitos com basalto e vidro vulcânico de Pitcairn, e descascadores de legumes feitos com conchas de ostras encontradas em grande quantidade em Mangareva. As peças de vidro vulcânico encontradas pelo arqueólogo em Henderson são originárias da pedreira Down Rope, em Pitcairn.[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. União Européia: Código de Redação Interinstitucional - Lista dos Estados, territórios e moedas, Anexo A5 (situação em 25.07.2013), ISSN 1831-5380. Página visitada 27-10-2013.
  2. ONU BR (21 de fevereiro de 2013). ONU inicia reunião para tentar solucionar situação das 16 colônias restantes em todo o mundo (em português). Página visitada em 22 de fevereiro de 2013.
  3. Mosaicum. Pitcairn, o país menos populoso do mundo. Página visitada em 10 de março de 2010.
  4. Diamond, Jared. Colapso, 3ª ed., cap. 3 - RJ-SP 2006

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikivoyage
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Imagem: Ilha Henderson O arquipélago de Ilhas Pitcairn inclui o sítio Ilha Henderson, Património Mundial da UNESCO. Welterbe.svg
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