Academia Mexicana da Língua

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A Academia Mexicana da Língua (espanhol: Academia Mexicana de la Lengua), é uma instituição cultural fundada pela Real Academia Espanhola, a 11 de setembro de 1875, na Cidade do México, com a finalidade de cuidar a "pureza" da língua espanhola. A ela pertenceram muitas das mais ilustres figuras das letras do México, desde filólogos, gramáticos, filósofos, ensaístas, poetas, historiadores e humanistas.

A Academia Mexicana organizou o I Congresso de Academias da Língua Espanhola, que ocorreu na cidade do México em abril de 1951, de onde surgiu, através de sua Comissão Permanente, a Associação de Academias da Língua Espanhola, confirmada no II Congresso, realizado em Madri, cinco anos depois.

Finalidades[editar | editar código-fonte]

De acordo com o estabelecido nos seus estatutos, aprovados em sessão plenária de 2 de dezembro de 1931, e o disposto na escritura de constituição como associação civil, de 1952, os fins da Academia são os seguintes:

  1. Velar pela conservação, pureza e aperfeiçoamento da língua espanhola.
  2. Manter uma constante comunicação de caráter científico ou literário com as academias e instituições similares.
  3. Formar e ampliar sua biblioteca, especialmente com aquelas obras científicas ou literárias que melhor favoreçam o cumprimento dos propósitos da Academia.
  4. Fomentar e divulgar o estudo da língua espanhola, mediante sessões periódicas privadas; sessões e conferências públicas; congressos e quaisquer outros atos próprios de sua constituição, podendo enviar delegados de seu meio para chegar a estes fins.
  5. Resolver as consultas que lhe façam as autoridades e os particulares.
  6. Promover, junto às autoridades ou instituições e indivíduos particulares, tudo aquilo que favoreça a conservação, pureza e aperfeiçoamento da língua castelhana.

Em cumprimento dos seus objetivos, a Academia realiza de forma permanente estudos e atividades relacionados com as matérias de sua competência, tanto em forma plenária como através de suas respectivas comissões especializadas. De seus estudos dão conta suas diversas publicações.

Composição e funcionamento[editar | editar código-fonte]

Nos seus primórdios, a Academia Mexicana da Língua contava com doze membros, elevando-se depois a trinta e seis membros efetivos e trinta e seis correspondentes, fora do Distrito Federal. Excepcionalmente pode ter até cinco membros honorários, mexicanos ou estrangeiros.

Conta com uma Mesa Diretora, composta por um diretor, um secretário, um censor, um bibliotecário-arquivista e um tesoureiro, eleitos todos dentre os acadêmicos efetivos, por maioria absoluta de votos dos demais que compareçam à sessão de votação, por escrutínio secreto.

Os trabalhos da Academia se realizam em reuniões, que ocorrem duas ou mais vezes ao mês. As sessões são privadas ou públicas; as primeiras podem ser ordinárias ou extraordinárias, e as públicas terão o caráter de solenes quando assim a Academia o delibere. O tipo de trabalhos que se analisam e discutem no seio da reunião são de cunho lexicográficos, lingüísticos e literários.

Biblioteca[editar | editar código-fonte]

A Academia conta com uma vasta biblioteca. Seu fundo inicial provém da aquisição da biblioteca que pertencera ao Acadêmico, Dom Alejandro Quijano. Com o transcurso dos anos foi ampliando o acervo com importantes aportes, como o cabedal do prestigiado jurista e intelectual Alberto Vásquez del Mercado (1893-1980), que doou à instituição uma valiosa e ampla coleção de obras históricas e literárias. A doação de livros publicados pelos Imortais se juntaram aos enviados pela Real Academia Espanhola, das academias hispano-americanas, de algumas editoras e livrarias, assim como por entidades culturais oficiais e privadas.

Atividades e projetos[editar | editar código-fonte]

Desde sua criação o trabalho da Academia tem-se pautado na publicação de suas Memórias e de um Anuário.

Nas Memórias aparecem os trabalhos lidos pelos membros da Academia em suas reuniões e outros que, a seu juízo, possam merecer publicação. Cada tomo começa com uma resenha dos acontecimentos mais importantes que hajam ocorrido desde a publicação do tomo anterio e com a indicação do número de assistentes nas reuniões que tenham ocorrido, e termina com índices gerais e onomásticos.

No Anuário dá-se notícia das mudanças de seus membros e, ainda, toda sorte de obras relacionadas com a instituição.

Ainda preocupa-se pela investigação da utilização da língua espanhola no México, trabalho que se concretiza na publicação de distintas obras de consulta, das quais se destacam:

  • O Diccionario Geográfico Universal (1997), que reúne os nomes em espanhol de várias entidades geográficas do mundo e de seus adjetivos gentílicos. Se incluem, a título informativo, os nomes na língua ou línguas do país de que trata, se se escrevem normalmente no alfabeto latino, assim como latinizados se em sua região for usado outro sistema de escrita.
  • O Refranero mexicano (2004), que teve sua origem num extenso projeto que a Academia empreendeu com motivo da comemoração de seu 125º aniversário. Depois de extenso trabalho, apareceu o Índice de mexicanismos (2000), uma longa coleção de refrões empregados no México desde os princípios do século XIX até a atualidade e que se tenham convertido em referência imprescindível para o estudo do espanhol falado neste país. A partir deste Índice nasceram duas obras: o Diccionario breve de mexicanismos (2001), com 6.200 verbetes lexicográficos que incluem palavras, locuções e elementos léxicos, de autoria de Guido Gómes de Silva, e o Refranero, produto da investigação de numerosos investigadores da Academia.

Em sua adaptação às novas tecnologias e em sintonia com as novas formas de comunicação, a Academia Mexicana da Língua tem incluído suas obras anteriores na sua página da Web, para que possam ser consultadas.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]