M47 Patton

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M47 Patton
M47.jpg
Tipo Tanque Médio
Local de origem  Estados Unidos
História operacional
Em serviço 1952 até 1960
Utilizadores  Estados Unidos
 Irã
Jordânia
Flag of Somaliland.svg Somalilândia
 Coreia do Sul
 Áustria
 Bélgica
 Croácia
 Chipre
 França
 Grécia
 Iraque
 Itália
Iugoslávia
 Japão
 Países Baixos
Paquistão
 Brasil
 Portugal
Arábia Saudita
Flag of Spain.svg Espanha
Taiwan
 Alemanha
 Turquia.
Guerras Segunda Guerra Mundial
Histórico de produção
Fabricante Detroit Arsenal Tank Plant, American Locomotive Co.
Período de
produção
1951 - 1953
Quantidade
produzida
8.676
Especificações
Peso 97 222 lb (44 100 kg)
Comprimento 27,11 ft (8,26 m)
Largura 12 ft (3 660 mm)
Altura 11 ft (3 350 mm)
Tripulação 5 comandante, atirador, armador, motorista e assistente de motorista
Blindagem do veículo in (102 mm)
Armamento
primário
Um Canhão de 90 mm M36
Armamento
secundário
Uma Metralhadora M2 de 12.7 mm e duas metralhadoras 7.62 mm
Motor Continental AVDS-1790-5B; V12 refrigerado a ar.
810hp (604 kW)
Transmissão General Motors CD-850-4, 2 à frente 1 à ré.
Suspensão Barra de torção
Capacidade de combustível 233 galões, (880l).
Alcance
Operacional
100 mi (161 km)
Velocidade 60 km/h

O M47, M48 e M60 Patton foram os principais tanques empregados pelo exército dos Estados Unidos durante as guerras da Coreia e do Vietnam. Foi assim chamado em homenagem ao general George S. Patton, comandante do Terceiro Exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial e um dos primeiros adeptos ao uso de tanques em batalhas.

Emprego em Portugal[editar | editar código-fonte]

M47[editar | editar código-fonte]

Foi operado pelo Exército Português a partir de 1952, sendo recebidas cerca de 150 unidades.

Quando da eclosão da Revolução dos Cravos (25 de abril de 1974), estes blindados assumiram posições nas entradas da cidade de Lisboa e na rua do Arsenal.[1]

M48[editar | editar código-fonte]

O Exército Português recebeu 22 unidades do M48A5 da Alemanha, estes veículos substituíram o M47 a partir de 1977.

Posteriormente, em 1984, outras 43 unidades foram adquiridas dos EUA. Atualmente, uma parte destes veículos foi sucateada e outra parte encontra-se na reserva.

O M48A5 é a versão mais recente do M48, com capacidades similares aos M60A3 adquiridos para substituí-los, exceto pelo equipamento de visão noturna.

M60[editar | editar código-fonte]

Com a incorporação do M1 Abrams no Exército do EUA, houve a disponibilidade de grandes quantidades do carro de combate M60. 96 M60A3TTS foram incorporados pelo Exército Português. Embora desenvolvido a partir dos M48 Patton, a linha M60 nunca foi oficialmente classificada como uma VBC "Patton", mas como "descendente melhorado" da linha "Patton"[2] .

Emprego no Brasil[editar | editar código-fonte]

Como o desenvolvimento de veículos nacionais, Tamoyo e EE-T1 Osório, foi paralisado, e o M41 Walker Bulldog se aproximava do fim de sua vida útil, o Brasil procurou no mercado internacional veículos que pudessem substituí-lo.

O Exército Brasileiro selecionou o Leopard e adquiriu 128 unidades. Interferências políticas levaram a aquisição de 91 carros de combate M60A3TTS dos EUA em 1996. Os M60 e os Leopards foram os primeiros MBTs (Main Battle Tank) do Exército, e causaram uma revolução no treinamento das equipagens e na estrutura de transporte, manutenção e suprimento.

O Leopard é um veículo mais leve, ágil e rápido, além de operar o mesmo canhão que o M60. O M60 é um carro de combate com silhueta alta, o que o torna um alvo fácil para armas antitanque. Por outro lado, o M60A3TTS possui um sistema de visão noturna que trouxe uma capacidade inédita ao Exército Brasileiro.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Luís Almeida d'Eça. "E depois do adeus". Agenda Cultural Lisboa, abril 2011, nº 245. Câmara Municipal de Lisboa. p. 4.
  2. Hunnicutt pp. 6, 408.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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