AMX-30

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AMX-30
AMX30.jpg
AMX-30 na França
Tipo Carro de combate principal de batalha
Local de origem  França
História operacional
Em serviço 1966-presente
Utilizadores  França
 Bósnia e Herzegovina
 Chile
 Colômbia
 Chipre
 Grécia
 Catar
Arábia Saudita
 Espanha
 Venezuela
 Emirados Árabes Unidos
Guerras Guerra do Golfo
Histórico de produção
Data de criação 1963
Fabricante Giat Industries / NEXTER
Período de
produção
1966-1989
Quantidade
produzida
3,571
Especificações
Peso 36 t (79 365 lb)
Comprimento 9,48 m (31,1 ft)
Largura 3,1 m (10,17 ft)
Altura 2,28 m (7,48 ft)
Tripulação 4
Blindagem do veículo 80 mm (3,15 in) Chapas Duplas de Aço Laminado
Armamento
primário
1 x 105mm CN105 F1/G1 (Calibre: 105mm - Alcance estimado de 0.1Km a 2Km)
Armamento
secundário
Um canhão de 20 mm e uma metralhadora de 7,62 mm
Motor Versão B2 Hispano-Suiza V12 diesel
720 hp (536 904 W)
Suspensão barra de torção
Alcance
Operacional
600 km (373 mi)
Velocidade 65km/h estrada e 40km/h terra

O AMX 30 é um tanque de batalha francês e foi desenhado pelo grupo industrial GIAT, com um grande poder de fogo e muita mobilidade.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Os primeiros modelos foram entregues ao Exército francês em 1966. Além disso, foi concebido para ser capaz de operar com um mínimo de serviços de apoio. A desvantagem do projeto foi limitado a sua blindagem com apenas 50 mm de espessura, incapaz de proteger o tanque contra as armas contemporâneas dos tanques da OTAN ou do Pacto de Varsóvia. É talvez o mais bem-sucedido veículo blindado do pós-guerra concebido pela França.

O design incluiu algumas características com um casco totalmente fechado, permitindo operações de armas nucleares, químicas, biológicas e em áreas de contaminação. O tanque é também capaz de atravessar a água à até 2 m de profundidade. A blindagem é feita de chapas laminadas e vazadas, completamente soldada. O torre de tiro é inteiramente soldada para a máxima proteção. O tanque pode transportar até 47 projéteis de munições.

Historia[editar | editar código-fonte]

O AMX-30 foi o tanque que os franceses escolheram para substituir o M-47 como prinicipal tanque do exército francês depois da II Guerra Mundial.

Dado não pertencer à estrutura da OTAN, a França decidiu seguir uma política de armamento autónoma, o que levou o país a desenvolver a sua própria linha de equipamentos militares.

Os franceses começaram a estudar o seu tanque pós II Guerra, imediatamente a seguir ao fim do conflito e um dos veículos mais interessantes nesse período foi uma versão fabricada na França do tanque Panther alemão, equipado com um canhão francês de 75mm que por sua vez também era uma derivação do canhão de 75mm que equipava aquele tanque alemão.

O desenvolvimento culminou já no inicio dos anos 60 com o AMX que incorporava todos os desenvolvimentos franceses com carros de combate leves como o AMX-13 ou o Panhard EBR.

A opção pelo armamento principal, foi no entanto ditada pela necessidade de dispor de um mínimo de elementos comuns nomeadamente munições, com os países restantes da Europa , que tinham optado pelo canhão de 105mm, tanto nos tanques M-48/M-60 como no Leopard 1 alemão e no Centurion britânico.

A principal vantagem do AMX-30 é o seu tamanho e peso relativamente pequeno, em contrapartida vários problemas foram sendo detetados ao longo do seu período de vida operacional. A transmissão apresentou vários problemas nunca resolvidos e a fraca blindagem do AMX-30 acabou por relegar o tanque para uma posição secundária em termos de carros de combate europeus.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

O carro de combate AMX-30 foi desenvolvido na França no inicio dos anos 50, com o objetivo de garantir a independência da França em termos de armamentos. Ele substituiu essencialmente os carros de combate M-47 ao serviço do exército francês.

  • AMX-30B2 - Versão modernizada, com novos sistemas eletrónicos e de controle de tiro.
  • AMX-40 - Versão do AMX-30 equipada com uma peça principal de 120mm que foi um produto colocado no mercado entre o fim de produção do AMX-30 e do carro de combate Leclerc. O modelo não teve clientes.
AMX 30 Françes Durante Operação Tempestade no Deserto[1]

Principais Utilizadores[editar | editar código-fonte]

  •  França
  • Designação Local: AMX-30B2
  • Quantidade Máxima: 1.500 - Quantidade em serviço: 1.000
  • Situação operacional: Em serviço

A França ainda tem em serviço um número consideravel de veículos AMX-30 na sua versão B2, que foi modernizada nos anos 80 e 90 com novos sistemas de controle de tiro e telemetro a laser.

O AMX-30 deveria ser completamente substituído pelo tanque Leclerc, no entanto, com o fim da Guerra fria os números de Leclerc previstos foram sendo reduzidos, e como resultado muitos dos AMX-30 foram deixados ao serviço na versão mais moderna, a B2.

A versão francesa do AMX B2 é a mais completa, com equipamento NBC, estabilizador do canhão, sistema de visão térmica, telemetro a laser e câmeras de TV integradas ao sistema de combate.

Calcula-se que ainda devem existir cerca de 400 AMX-30 mais antigos e 600 AMX-30B2 em unidades de segunda linha, mas o nível de operacionalidade da força não é dos melhores.

  •  Espanha[2]
  • Designação Local: AMX-30E
  • Quantidade Máxima: 300 - Quantidade em serviço: 0
  • Situação operacional: Abatido

Os AMX-30 espanhóis foram retirados de serviço no final dos anos 90, com a incorporação de carros de combate M-60 e Leopard 2. A Espanha tentou vender parte dos seus AMX-30 à Colômbia, mas o estado dos veículos foi considerado insuficiente, além de que o governo da Venezuela demonstrou pouco à vontade com a aquisição.

O governo espanhol decidiu cancelar a venda e os AMX-30 deixaram de estar ao serviço, estando na situação de armazenados e não operacionais.[3]

  •  Venezuela
  • Designação Local: AMX-30V2
  • Quantidade Máxima: 86 - Quantidade em serviço: 84
  • Situação operacional: Em serviço

Os AMX-30 venezuelanos foram comprados à França em 1970, um total de 82 AMX-30B e 4 AMX-30D de um total de 142 inicialmente negociados, a sua entrega aconteceu entre 1972 e 1974, desde 1989 tem sido actualizados à versão AMX-30V2. A actualização incluía: Trocar o motor Hispano-Suiza HS-110 diesel de 680-720Hp e a transmisão manual originais, pelo motor Teledyne Continental AVDS-1790-2C-12-V diesel de 750-980Hp e a transmisão automática Allison CD-850-6A junto com novos depósitos de combustível, isto aumentou a sua velocidade máxima de 50 a 65Km/h e a sua autonomía dos 536 aos 721Km. Foram também instalados um sistema de estabilização da torre, um telémetro láser e o sistema de controlo de tiro Lansadot Mk.I da Elbit Systems, permitindo agora disparar em movimento.

Variações[editar | editar código-fonte]

GCT - 155mm
Um GCT em serviço na Arábia Saudita.

O GCT , foi concebido pela GIAT para substituir as peças de artilharia autopropulsadas de 155mm Mk.F-3, baseadas no chassis do AMX-13 e também de 105mm Mk 61.

Ele foi apresentado pela primeira vez em 1977 e é constituido por uma torre colocada no chassis do carro de combate AMX-30. Ao contrário do seu antecessor o GCT pode girar a sua torre e disparar em qualquer direção, com uma elevação da peça principal de -4 a +66º.

A alimentação da peça é automática, permitindo atingir até 8 disparos por minuto. No entanto pode ser efetuado carregamento manual.

A peça de 155mm e 39 calibres pode disparar munição standard até distâncias de 18 km. Munição especial assistida pode atingir alvos a distâncias de até 24 km.

Foi produzida uma versão com uma torre especialmente adaptada para permitir a instalação em veículos blindados diferentes, tais como o T-72

AUF - 2

O AUF-2, é uma versão modificada do veículo GCT, concebida em França no final dos anos 90. Ele conta com as características do AUF-1 (uma modificação do GCT para permitir a instalação do sistema em plataformas diferentes do AMX-30) e com uma nova peça principal de 155mm e 52 calibres.

A peça de artilharia é a mesma instalada no sistema de artilharia autopropulsada CAESAR. A torre do AUF-2 utiliza o chassis do AMX-30B2, embora como o modelo anterior, possa ser instalada noutras plataformas. A torre pesa 19 toneladas. O AUF-2 pode atingir uma cadência de tiro teórica de 10 disparos por minuto. Os veículos do tipo GCT e AUF-1 podem ser convertidos para o padrão AUF-2.

AMX-30 Plutão
Lançador de Mísseis Nucleares.

Sistema de Lançamento de Mísseis Nucleares Baseado no Chassis do AMX-30.

AMX-30 Roland
Sistema de Mísseis e Radar Roland.

Sistema de Mísseis e Radares de Defesa Anti-Aérea de curto e medio alcance também baseado no Chassis do AMX-30.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. XVIII Airborne Corps Desert Storm Chronology 24-28 February 1991. United States Army Center of Military History. Página visitada em 2008-12-18.
  2. Defensa gastar a 916 millones en destruir 480 carros de combate, El País, accessed 9 December 2008
  3. (em espanhol) Defensa gastar a 916 millones en destruir 480 carros de combate, El País, accessed 9 December 2008

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Berthemy, Hubert. (Third trimester 2000). "La Cavalerie Française en 2002" (em French). Tank Museum News (N°60). Brussels: L'A.S.B.L. "Tank Museum".
  • Biass, Eric H.; Doug Richardson. (1 June 2003). "Time for Shifting Gears?" (PDF). Armada International. Armada International.
  • Bishop, Chris. The Encyclopedia of Tanks and Armored Fighting Vehicles: From World War I to the Present Day. San Diego, CA: Thunder Bay, 2006. ISBN 978-1592236268
  • Caiti, Pierangelo. Modern Armour — The world's battle tanks today. London: Arms and Armour Press, 1978. ISBN 0-85368-412-X
  • Chant, Cristopher. World encyclopaedia of the Tank — An international history of the armoured fighting machine. Somerset: Patrick Stephens Limited, 1996. ISBN 1-85260-114-0
  • Cogan, Charles. The Third Option, The Emancipation of European Defense, 1989-2000. Westport, USA: Praeger, 2001. ISBN 0-275-96948-7
  • Cordesman, Anthony H.; Burke, Arleigh A.. Saudi Arabia Enters the 21st Century: The Military and International Security Dimension, IV. The Saudi Army. [S.l.]: Center for Strategic and International Studies, 30 October 2001. ISBN 9780275979973
  • Crow, Duncan; Robert J. Icks. Encyclopedia of Tanks. London, United Kingdom: Barrie & Jenkins, 1975. ISBN 0-214-20080-9
  • de Mazarrasa, Javier. Blindados en España 2ª Parte: La Dificil Postguerra 1939-1960 (em Spanish). Valladolid, Spain: Quiron Ediciones, 1994. ISBN 84 87314 10 4
  • de Mazarrasa, Javier. Carro de Combate AMX-30E (em Spanish). [S.l.]: Aldaba Ediciones, 1990. ISBN 84-86629-29-2
  • MAQUETLAND AMX-30 Page
  • GIAT's Overview Manual for the AMX-30 - English Version
Commons
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