Manguebeat
| Manguebeat | |
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| [[Imagem:Manguebeatsymbol|250px|center|Os caranguejos são tidos como símbolo do Manguebeat]] Os caranguejos são tidos como símbolo do Manguebeat |
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| Informações gerais | |
| Origens estilísticas | Rock (rock psicodélico, funk rock, rap rock, rock alternativo, por vezes hardcore punk/punk rock), Rap, Hip hop, Música regional pernambucana (Maracatu, Frevo, coco, cavalo marinho), MPB (Samba, Tropicália), Música Eletrônica |
| Contexto cultural | Início da década de 1990 em Recife (Brasil) |
| Instrumentos típicos | Guitarra, Baixo, Bateria, instrumentos de percussão (Alfaia, caixa, etc.), Sampler, Scratching |
| Cenas regionais | |
| Pernambuco, Brasil | |
Manguebeat (também grafado como manguebit ou mangue beat) é um movimento contracultura surgido no Brasil na década de 90 em Recife que mistura ritmos regionais, como o maracatu, com rock, hip hop[1], funk e música eletrônica[2]. O movimento tem como principais críticas o abandono econômico-social do mangue, da desigualdade de Recife (não apenas desta, sendo apenas um reflexo do descaso do Estado fora do eixo Rio-São Paulo).
Apesar de ter sido inventado já na década de 1970 pelo guitarrista Robertinho de Recife com os álbuns "Jardim da Infância" (1977), "Robertinho no Passo" (1978) e "E Agora pra Vocês... Suingues Tropicais" (1979), o Manguebeat tem como ícone o músico Chico Science, ex-vocalista, já falecido, da banda Chico Science e Nação Zumbi, idealizador do rótulo mangue e principal divulgador das ideias, ritmos e contestações do Manguebeat. Outro grande responsável pelo crescimento desse movimento foi Fred 04, vocalista da banda Mundo Livre S/A e autor do primeiro manifesto do Mangue de 1992, intitulado "Caranguejos com cérebro".
O objetivo do movimento surgiu de uma metáfora idealizada por Zero Quatro, ao trabalhar em vídeos ecológicos. Como o mangue é o ecossistema biologicamente mais rico do planeta,[carece de fontes] o Manguebeat precisava formar uma cena musical tão rica e diversificada como os manguezais. Devido a principal bandeira do mangue ser a diversidade, a agitação na música contaminou outras formas de expressão culturais como o cinema, a moda e as artes plásticas. O Manguebeat influenciou muitas bandas de Pernambuco e do Brasil, sendo o principal motor para Recife voltar a ser um centro musical, e permanecer com esse título até hoje.
Com o surgimento de várias bandas no cenário recifense, gravadoras como Sony, Virgin e outras famosas, deram início a uma contratação de bandas que se incluíam nesse cenário Mangue.
Notáveis bandas do gênero Manguebeat incluem Mundo Livre S/A, Chico Science & Nação Zumbi, Sheik Tosado, Mestre Ambrósio,Faces do Subúrbio, Eddie, Via Sat, Querosene Jacaré e Jorge Cabeleira
[editar] Referências
- Notas
- ↑ Silvio Essinger. Mangue Beat. CliqueMusic.
- ↑ Reinado Caruso. Recife - O 'mangue beat'. Folha de São Paulo.
- Bibliografia
- João Freire Filho, Paulo Vaz. Construções do tempo e do outro: representações e discursos midiáticos sobre a alteridade. [S.l.]: Mauad Editora Ltda, 2006. 117 p. 9788574782058