Dire Straits

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Dire Straits
Dire straits 22101985 23 800.jpg
A banda em concerto na Noruega, 1985
Informação geral
Origem Londres, Inglaterra
País  Reino Unido
Gênero(s) Rock
Country rock
Roots rock
Rock progressivo
Pub rock
Período em atividade 1977 - 1988
1990 - 1995
Gravadora(s) Phonogram
Vertigo
Ex-integrantes Mark Knopfler
John Illsley
Alan Clark
Guy Fletcher
David Knopfler
Pick Withers
Hal Lindes
Terry Williams
Jack Sonni
Omar Hakim
Phil Palmer

Dire Straits foi uma banda de rock britânica formada em 1977 por Mark Knopfler (guitarra e vocais), seu irmão David Knopfler (guitarra), John Illsley (baixo) e Pick Withers (bateria). Embora formada em uma época em que o punk rock reinava absoluto, decidiram lidar com as convenções do rock clássico, firmando-se em uma sonoridade mais leve, que agradou ao público cansado do som superproduzido do rock dos anos 70. Não tardou para que a banda se tornasse conhecida mundialmente, ganhando o status de disco de platina logo em seu primeiro álbum. Mesmo com "pouco" tempo de banda e apenas 6 álbuns de estúdio, a banda ultrapassou a marca de 100 milhões de discos vendidos mundialmente.

Entre suas canções mais conhecidas estão "Sultans of Swing", "Lady Writer", "The Latest Trick", "Romeo and Juliet", "Why Worry", "So Far Away", "Money for Nothing", "Walk of Life", "Tunnel of Love" e "Brothers in Arms".

Apesar do grande sucesso, a banda terminou sem estardalhaços em 1995, quando Mark Knopfler expressou o desejo de não mais fazer turnês em larga escala, passando imediatamente a se dedicar integralmente à sua carreira solo.

História[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

O Dire Straits gravou e lançou seu primeiro e auto-intitulado álbum em 1978 embora a banda tenha sido criada em 1977. Fez sucesso inicialmente no Reino Unido, para depois se espalhar pelo resto da Europa e então Estados Unidos. O single Sultans of Swing alcançou as paradas britânicas. O segundo álbum Communiqué foi lançado no ano seguinte. A formação da banda mudou ao longo dos anos, restando somente Mark Knopfler e John Illsley como remanescentes da formação inicial.

Dire Straits em Hamburg, 1978 John Illsley, Mark Knopfler, Pick Withers, David Knopfler.

Aumentando a complexidade[editar | editar código-fonte]

Em 1980 a banda lançou seu terceiro álbum, Making Movies, marcando o início de arranjos mais complexos e produções que continuariam parecidas até o final do grupo, nos anos 1990. Contendo Romeo and Juliet, que se tornou um dos maiores hits da banda, o álbum também marcou a saída de David Knopfler enquanto sua produção ainda estava em progresso. O músico foi substituído por Sid McGinnis. Making Movies ainda contava com o tecladista Roy Bittan e foi produzido por Jimmy Iovine.

O tecladista Alan Clark e o guitarrista Hal Lindes se uniram à banda no quarto álbum, Love Over Gold, lançado em 1982 e primeiro álbum da banda produzido por Mark Knopfler. Logo após o lançamento do álbum o baterista Pick Withers deixou a banda para uma nova carreira no jazz. Seu substituto foi Terry Williams, anteriormente no Rockpile.

Em 1983 foi lançado um EP contendo a canção Twisting by the Pool, sendo seguido pelo álbum ao vivo duplo Alchemy: Dire Straits Live, no ano seguinte.

Era Brothers in Arms[editar | editar código-fonte]

O Disco Brothers in Arms foi lançado em 1985 tornando-se, até então, o disco mais vendido do Reino Unido em todos os tempos. Alcançou também o topo das paradas em dezenas de países mundo afora, incluindo o Brasil. Foi origem de vários singles de sucesso, como o hit número 1 nos Estados Unidos Money for Nothing, que foi também o primeiro videoclipe apresentado na MTV do Reino Unido. Houve mudanças na formação da banda, com a adição do segundo tecladista Guy Fletcher e a saída de Hal Lindes durante as gravações, tendo sido substituído por Jack Sonni. Apesar disso Hal permaneceu como membro oficial da banda até o lançamento do álbum. Além disso, Terry Williams tornou-se baterista. O sucesso comercial do disco foi ajudado pelo fato de ter sido um dos primeiros álbuns completamente gravado e produzido no então novo formato CD, levando aos admiradores da nova tecnologia a venerarem o álbum.

A turnê mundial da banda de 1985-1986 foi de sucesso fenomenal. Após tocar várias vezes no Wembley Arena, a banda também participou em 13 de julho de 1985 no Live Aid, tocando Money for Nothing com a participação nos vocais de Sting, que ajudou na composição da música. A turnê terminou no Entertainment Centre em Sydney. O sucesso do disco e a participação no Live Aid tornaram o Dire Straits a banda que mais vendeu em meados da década de 1980.

Era pós-Brothers in Arms[editar | editar código-fonte]

Em 1986, após o final da turnê de suporte ao álbum Brothers in Arms, a banda estendeu-se fora da mídia e Mark Knopfler concentrou-se em projetos solo, além de trilhas sonoras. O grupo reuniu-se novamente para o concerto de aniversário de 70 anos de Nelson Mandela em 1988, que contou com outras grandes participações como o Bee Gees, Phil Collins, Eric Clapton entre outros. No mesmo ano Terry Williams deixou a banda.

Após Knopfler ter trabalhado e participado de turnê com o Notting Hillbillies, o Dire Straits reuniu-se em 1990. O resultado foi o último álbum de estúdio da banda, On Every Street (1991), com sucesso e críticas moderadas. A turnê mundial de 1991-1992 não foi tão bem sucedida quanto a anterior. Em 1993 foi lançado o álbum ao vivo On the Night, documentando a turnê.

Final da banda[editar | editar código-fonte]

Seguindo o lançamento de Live at the BBC, uma coleção de gravações ao vivo de seus anos anteriores, a banda terminou sem alardes em Junho de 1995, após Knopfler expressar não querer mais grandes turnês, partindo para um trabalho em tempo integral em material solo e trilhas sonoras de filmes, enquanto os outros integrantes partiram para carreiras distintas.

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Membros fundadores[editar | editar código-fonte]

Membros da última formação[editar | editar código-fonte]

Membros antigos[editar | editar código-fonte]

Membros auxiliares em turnê[editar | editar código-fonte]

Músicos convidados de estúdio[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

EPs[editar | editar código-fonte]

Álbuns ao vivo[editar | editar código-fonte]

Compilações[editar | editar código-fonte]

Compactos[editar | editar código-fonte]

Turnês[editar | editar código-fonte]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • BRIT Awards 1983 - Melhor grupo britânico
  • Grammy Awards 1986 - Melhor performance de rock por banda ou dupla (por "Money For Nothing")
  • Grammy Awards 1986 - Melhor engenharia de gravação, não-Clássica (pelo disco "Brothers in Arms")
  • Juno Award 1986 - Disco internacional do ano (Brothers in Arms)
  • BRIT Awards 1986 - Melhor grupo britânico
  • MTV Video Music Awards 1986 - Video do ano (por "Money for Nothing")
  • MTV Video Music Awards 1986 - Melhor video de banda (por "Money for Nothing")
  • Grammy Awards 1987 - Melhor video musical (por "Brothers in Arms")
  • BRIT Awards - Melhor disco britânico (por "Brothers In Arms")
  • Grammy Awards 2006 - Melhor disco em som surround para seus produtores de som sorround (para Brothers in Arms—20th Anniversary Edition, Chuck Ainlay, surround mix engineer; Bob Ludwig, surround mastering engineer; Chuck Ainlay and Mark Knopfler, surround producers)

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • O vídeo musical da canção "Money For Nothing" foi o primeiro a ser exibido pela MTV europeia e o mais exibido pela MTV americana até os dias de hoje.
  • A banda se chamava inicialmente Cafe Racers. Ao observar as condições precárias do grupo, um amigo do então baterista Pick Withers fez uma piada sugerindo que a banda deveria se chamar "Dire Straits", que em inglês é uma gíria usada para designar algo ou alguém em situação financeira muito ruim. A sugestão foi aceita com bom humor pelos integrantes que adotaram o nome dali para a frente. O nome soa um tanto irônico hoje em dia visto que o Dire Straits se tornou uma das mais rentáveis e bem sucedidas bandas da história da música, e seu líder, Mark Knopfler, entre os artistas mais ricos do mundo.
  • O grupo foi em 1985 um dos grandes responsáveis pela divulgação e disseminação do então novo e revolucionário formato de audio digital, o compact disc. A Philips, criadora do CD, era patrocinadora da mega-turnê da banda naquele ano e usou o grande sucesso comercial do disco Brothers in arms para alavancar a popularidade do novo formato.
  • O álbum Brothers in Arms foi um dos primeiros discos a ser inteiramente gravado pelo sistema digital e o primeiro CD da história a vender 10 milhões de cópias. Dizia-se na época que existiam mais CDs do Dire Straits que players para tocá-los.
  • Para o encerramento da turnê "Brothers in Arms", em abril de 1986, foram programadas 5 apresentações na Austrália. Em alguns dias de venda a demanda por ingressos exigia mais 15 apresentações extras. Mark Knopfler teve de ir a redes de TV locais pedindo que parassem de comprar ingressos pois estavam cansados pela longa turnê e tinham de voltar para a casa.
  • A introdução da cancão "Money for Nothing" aparece no episódio "o Sorvete de Marge" dos Simpsons.
  • A música "Money For Nothing" tem participação de Sting em vocais adicionais.

Ver também[editar | editar código-fonte]


Flag of the United Kingdom.svgGuitarra masc.png Este artigo sobre uma banda ou grupo musical do Reino Unido, é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.