Cabaceiras

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Município de Cabaceiras
"Roliúde Nordestina[1] "
Roliudenordestina.jpg

Bandeira de Cabaceiras
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Fundação 1735 (278–279 anos)
Gentílico cabaceirense
Prefeito(a) Luiz Aires (PSB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Cabaceiras
Localização de Cabaceiras na Paraíba
Cabaceiras está localizado em: Brasil
Cabaceiras
Localização de Cabaceiras no Brasil
07° 29' 20" S 36° 17' 13" O07° 29' 20" S 36° 17' 13" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Borborema IBGE/2008 [2]
Microrregião Cariri Oriental IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Norte: Boa Vista;
Sul: Barra de São Miguel e São Domingos do Cariri;
Leste: Boqueirão;
Oeste São João do Cariri.
Distância até a capital 180 km
Características geográficas
Área 400,222 km² [3]
População 5 035 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 12,58 hab./km²
Clima Tropical semiárido[5]  Bsh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,682 médio PNUD/2000 [6]
PIB R$ 21 039,077 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 4 175,25 IBGE/2008[7]
Página oficial

Cabaceiras é um município no estado da Paraíba (Brasil) localizado na microrregião do Cariri Oriental a cerca de 300 metros acima do nível do mar, na área mais baixa do Planalto da Borborema, na região dos "Cariris Velhos". Sua sede fica a 180 km de João Pessoa.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Cabaceiras está localizado na unidade geoambiental do Planalto da Borborema,[5] e nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Paraíba, região do Alto Paraíba. Seus principais cursos d’ água são os rios Taperoá, Paraíba e Boa Vista, e os riachos do Pombo, Gangorra, Pocinho, da Varjota, do Tanque, Fundo, Algodoais, do Junco e Macambira. No município situa-se o Açude Público Epitácio Pessoa ou do Boqueirão (450.424.550 m3)[5] .

Composta de caatinga arbustiva, típica das regiões mais áridas do Nordeste, com cactos, arbustos e vegetação típicos como xiquexique, coroa-de-frade, juazeiro, umbuzeiro e jurema, entre outras[carece de fontes?].

Clima[editar | editar código-fonte]

O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005.[8] Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca. As chuvas são, portanto, irregulares e esparsas e temperaturas médias na ordem dos 30º. Com média de apenas 350 mm durante o ano todo, as precipitações ocorrem apenas durante dois meses, dando vazão a estiagens que duram até dez ou onze meses nos períodos mais secos, conferindo a Cabaceiras o título de município onde menos chove no país.[carece de fontes?]

Contudo, as fortes chuvas em alguns anos, como em janeiro de 2004, provocaram um aumento de mais de 500% no índice pluviométrico de alguns municípios na região do sertão paraibano, que ultrapassaram os 500mm. Em Cabaceiras choveu nesse citado ano mais da metade da média anual do município, que é de 300mm.[9] Em 2008, chuvas torrenciais provocaram um índice pluviométrico que tirou do município novamente o título de aridez que lhe faz conhecida no Brasil: foram 398mm registrados na pequena estação de medição local.[10] .

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia, desde 2011 até 2013 a menor temperatura registrada em Cabaceiras foi de 13,2 ºC em 20 de setembro de 2011, e a maior atingiu 37,8 ºC em 7 de abril de 2013. O maior acumulado de chuva observado em 24 horas foi de 108,2 milímetros em 29 de abril de 2011.[11]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Cabaceiras Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 30,1 29,8 29,5 28,6 26,8 25,3 24,9 25,4 27,1 28,6 29,5 29,8 28
Temperatura média (°C) 24,9 24,8 24,8 24,3 23,1 21,9 21,2 21,3 22,6 23,5 24,2 24,5 23,4
Temperatura mínima média (°C) 19,7 19,9 20,1 20 19,5 18,6 17,6 17,3 18,1 18,4 19 19,3 19
Precipitação (mm) 18 39 69 80 41 37 32 12 5 3 4 8 348
Fonte: Climate Data.[12]

História[editar | editar código-fonte]

Foi fundador de Cabaceiras o Capitão-mor Domingos de Faria Castro, português nascido em Cheleiros, casado com a caririense Isabel Rodrigues de Oliveira, filha de Isabel Rodrigues e sua irmã Cristina Rodrigues de Oliveira, casada com o Capitão Antônio Ferreira Guimarães, levou por dote uma parte do sítio Cabaceiras, no valor também de 250$000 (duzentos e cinqüenta mil réis). Posteriormente, o primeiro dos genros acima comprou do sogro Pascácio de Oliveira Ledo, por escritura, o restante do mesmo sítio Cabaceiras, por 500$000 (quinhentos mil réis) e a transformou na Fazenda Cabaceiras, com muito gado, casa de farinha e alambique. Em 1735, por devoção de sua mulher, o Capitão-mor Domingos de Faria Castro construiu a Capela de Na. Sra. da Conceição. (MEDEIROS, 1989). Em torno dela começou o povoado, que seria transformado, em 1834, em Vila Federal de Cabaceiras. No ano seguinte, em 1835, foi criada a paróquia de N. S. da Conceição, de Cabaceiras. Em 1885, foi alterado o nome da sede municipal para Vila de Cabaceiras e, pelo Decreto-lei n. 1.164, de 15 de novembro de 1938, foi-lhe dado o título de cidade. A grande maioria dos habitantes de Cabaceiras e das cidades vizinhas descende do casal Capitão-mor Domingos de Faria Castro e Isabel Rodrigues de Oliveira, através dos seus filhos: Isabel Rodrigues de Faria, 1ª esposa do Coronel José da Costa Romeu; Ana de Faria Castro, casada com o futuro Capitão-mor Antônio de Barros Leira; Sargento-mor Inácio de Faria Castro, casado com Ana Maria Cavalcante; Maria de Faria Castro, casada com o Sargento-mor Manuel Tavares de Lira; Capitão Filipe de Faria Castro, casado com Maria da Purificação. (MEDEIROS, 1990).

Na história de Cabaceiras consta que ao Município foi anexado o povoado de Boa Vista, em 25 de Outubro de 1918. (SOARES, 2003). O Coronel Manuel Medeiros Maracajá (Manuel Maracajá) governou o município por 15 anos e foi o único a ter residido na cidade durante toda a gestão. Trouxe energia elétrica para Cabaceiras, em 1923. Também consta como um feito seu em benfício da cidade a contratação do professor Francisco Vieira Pereira, Chico Pereira, que mais tarde teria se refugiado em Taquaritinga do Norte, Pernambuco, perseguido pela Revolução de 1930. O Professor Chico Pereira, como era conhecido, veio a residir na cidade das Vertentes, no agreste Pernambucano, e atuou como advogado rábula naquela cidade. Após a morte do Coronel Manuel Maracajá, a viúva, Maria Borges Maracajá, casou-se com o Professor Chico Pereira - ambos faleceram e foram sepultados em Vertentes, Pernambuco.

O Coronel Manuel Maracajá era filho de Patrício Freire Mariz Maracajá, que também aparece em alguns documentos como Patrício da Costa Freire Maracajá, e de Virgínia de Medeiros Maracajá. Pelo seu pai, era neto de Inácio da Costa Freire Mariz e Vicência Freire Pessoa. Foi criado na Fazenda Araras, do seu pai, no município de São João do Cariri. Tinha como irmãos: Luís Medeiros Maracajá (Major Luís), e Patrício de Medeiros Maracajá (Major Patrício). Em sua homenagem foi dado seu nome á rua - Rua Coronel Manuel Maracajá - onde se localiza, atualmente, o prédio da Prefeitura de Cabaceiras.

O Coronel Manuel Maracajá era casado com Maria Borges Maracajá. Foram pais de quatro filhos: José Borges Maracajá, Luiz Borges Maracajá, Adilson Borges Maracajá e Maria Alice Maracajá, que, por casamento, passou a assinar-se Maria Alice Maracajá Baptista. O Coronel Manuel Maracajá faleceu em Cabaceiras e foi sepultado no cemitério local, em 7 de Abril de 1927.

Turismo e cultura[editar | editar código-fonte]

Vista geral do Lajedo

A cidade de Cabaceiras se auto-denomina a "Roliúde Nordestina", em uma referência aos mais de 25 filmes que foram rodados na região. O longa-metragem O auto da compadecida, por exemplo, foi gravado na centro e em arredores da cidade.[13] . "Cinema, Aspirinas e Urubus", de Marcelo Gomes, e "Romance", de Guel Arraes (mesmo diretor de Auto da Compadecida) são outros filmes que têm Cabaceiras como cenário. A cidade abriga um Memorial Cinematográfico.

Uma das regiões mais visitadas de Cabaceiras é o Lajedo de Pai Mateus, uma formação rochosa que fica a cerca de 30 quilômetros do centro da cidade.

Demografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2010 sua população era estimada em 5.035 habitantes, distribuídos em uma área territorial de 452,920  km², o que dá uma densidade demográfica de 11,12 hab./km².

Fonte: IBGE

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

O cabaceirense Félix Araújo.

Referências

  1. http://revistagloborural.globo.com/EditoraGlobo/componentes/article/edg_article_print/1,3916,1582420-1484-5,00.html O reino do bode]
  2. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  5. a b c Diagnóstico do município de Cabaceiras (PDF) Projeto Águas Subterrâneas Ministério das Minas e Energia (2005). Visitado em 04 de novembro de 2010.
  6. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  7. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  8. Ministério da Integração Nacional, 2005. Nova delimitação do semiárido brasileiro
  9. Diário da Borborema
  10. A União
  11. Instituto Nacional de Meteorologia. Pesquisa de dados meteorológicos: Cabaceiras - CABACEIRAS (Automatica) / INMET Agritempo. Visitado em 15 de junho de 2014.
  12. Clima: Cabaceiras Climate Data. Visitado em 21 de outubro de 2014.
  13. Cabaceiras, a "Roliúde brasileira" na Paraíba. IG Turismo, acessado em 15 de janeiro de 2010

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MEDEIROS, Tarcízio Dinoá e MEDEIROS, Martinho Dinoá. Ramificações Genealógicas do Cariri Paraibano. Brasília : CEGRAF, 1989.
  • MEDEIROS, Tarcízio Dinoá. Freguesia do Cariri de Fora. S. Paulo : Gráfica Ed. Camargo Soares, 1990.
  • SOARES, Francisco de Assis Ouriques. Bôa Vista de Sancta Roza, de Fazenda à Municipalidade. Campina Grande : Epgraf, 2003.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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